E eu fiz isso…
Esse conto é curto, porém a sensação foi forte.
Recentemente, comecei a frequentar alguns chats online. Nesses chats normalmente só rola putaria, nunca tem um assunto tranquilo. Foi lá que encontrei um cara daqui de BH. Começamos a conversar. O nome dele é Luiz.
Eu e ele já estamos conversando há alguns meses, contando um para o outro sobre nossas vontades e as coisas que já fizemos. Ele é um cara mais velho que eu e, certa vez, contou que teve um encontro com um cara e o fez mamar o pau dele dentro do carro. Quando gozou, forçou a cabeça dele para que engolisse tudo. Também contou que já comeu uma puta no carro e gozou dentro dela.
Eu também não pude deixar de contar algumas histórias minhas. Contei, por exemplo, da vez em que saí com um coroa e fui para a casa dele com o intuito de dar o cu. Porém, não consegui, pois era muito inexperiente, e o coroa não conseguiu penetrar meu cu.
Também contei para ele sobre a vontade que voltou com força: dar o cu no mato.
Luiz me disse que é louco para transar no mato, porém, assim como eu, ainda não teve essa experiência. Contei que, recentemente, essa vontade tem ficado cada vez mais forte e mandei algumas fotos da minha bunda, ficando de quatro, para deixá-lo com tesão.
O Luiz tem uma loja aqui em BH onde guarda alguns materiais do trabalho. Falei para ele que esse tipo de lugar também mexe comigo. Lugares que parecem abandonados, ou que realmente são, também me deixam com muito tesão. Propus que fôssemos até lá, e ele logo comprou um lubrificante e me mandou uma foto.
Infelizmente, ainda não fomos.
Mas, voltando para o assunto da mata…
Eu moro perto de uma linha de trem e nunca tinha caminhado por ela. É uma linha abandonada. Acho que todo mundo consegue imaginar como são essas linhas: a mata tomando conta dos trilhos, vagões abandonados, mato crescendo por dentro…
Imaginem esse cenário.
É algo que me gera um tesão muito forte.
Certo dia, quase noite, decidi caminhar por essa trilha. Fui meio que na loucura do tesão, sozinho, enquanto o dia acabava. E o tesão só aumentava conforme escurecia.
Em determinado ponto, mais para o meio da trilha, havia uma depressão na parede lateral da linha que formava uma espécie de caverna natural curta. Para entrar nela, era preciso passar por uma espécie de “portaria de mato”.
Por curiosidade, entrei.
Para minha surpresa, havia um travesseiro e uma revista pornô antiga lá dentro.
Pensa numa coisa meio sinistra, porém com um apelo sexual absurdo.
Aquilo me deixou maluco.
Parei ali por uns dois minutos e folheei a revista. Muito melhor que qualquer vídeo atual…
Porém, foi rápido, porque logo minha consciência voltou:
“Se isso está aqui… alguém fica aqui.”
Meu peito disparou.
Saí correndo dali, com medo de aparecer algum desconhecido e querer me comer à força. Pensei logo:
“Bom… uma cena de sexo anal brutal aqui seria muito gostosa, porém acho que a pessoa iria me comer no pelo. Então é melhor não arriscar e sair fora.”
Mas meu cu piscava muito.
Então simplesmente continuei seguindo a trilha.
Mais para o fim, encontrei uma parte mais vazia. O mato ao redor era mais alto e o lugar era bem escondido.
Na hora, me imaginei de quatro ali…
Bom, esse foi o primeiro dia.
Não fiz nada. Apenas caminhei, enquanto minha própria mente me deixava maluco pensando nessas coisas loucas — porém gostosas.
Já na semana passada, voltei a sentir vontade de caminhar por lá. Dessa vez, queria que o Luiz fosse comigo.
Entrei no chat e contei para ele sobre o lugar. Ele ficou maluco e falou que tinha muita vontade de comer alguém no mato.
Falei que iria caminhar por lá.
Infelizmente, ele não topou. Quis me convidar para ir a um lugar onde ele iria trabalhar, para a gente conversar e, quem sabe, tentar alguma coisa.
Porém, eu não queria deixar de caminhar no mato.
Então falei que iria para a trilha e que, se ele quisesse, poderia aparecer por lá.
Saí do chat e fui.
Dessa vez, já era noite.
Eu estava caminhando quando entrei novamente naquela mesma caverna. Olhei ao redor.
A revista e o travesseiro ainda estavam lá.
Dessa vez fui mais louco.
Abaixei minha calça e fiquei de quatro naquele chão sujo. Ainda tirei uma foto do meu rabo…
Levantei rapidamente, com o coração a mil por hora, e voltei a caminhar.
Nessa hora, bateu um pouco de medo. Afinal, aquele era realmente um lugar estranho e sinistro. Pensei em voltar, mas logo falei comigo mesmo:
“Cara, você já está aqui. Vai até o fim. No máximo vai precisar falar um… ‘Boa noite, bom?’ e pronto.”
E continuei.
Meu cu não parava de piscar.
Eu estava num tesão maluco, mas, ao mesmo tempo, não parava de sentir aquela tensão. Olhava para trás pensando:
“Será que alguém me viu fazendo aquela maluquice?”
Continuei caminhando até chegar àquela parte mais isolada, no fim da trilha.
Parei ali por alguns instantes.
Pensei:
“Vou tirar uma foto e mandar para o Luiz.”
Comecei gravando um vídeo.
Tudo escuro…
Grilos cantando.
Sapos.
O mato ao redor.
O tesão subiu novamente.
Voltei a ficar de quatro e tirei mais algumas fotos. Imaginei outra vez alguém me comendo ali.
Mas foi só isso.
Depois, saí fora.
Até chamei o Luiz no chat, mas ele estava offline. Queria mandar as fotos para ele e perguntar se queria conversar, mas não deu.
Apaguei as fotos e os vídeos.
E ficou por isso mesmo.
Mas é aquilo…
Quem sabe um dia.
E quem sabe qual será o próximo conto.




