A vida dupla de um Heteroflex: Parte I - A revelação

Depois de 10 anos de casado e comendo a mesma buceta, eu queria algo diferente. Eu amo minha mulher, mas eu precisava de mais: eu precisava de pau.

Já tive experiências na juventude com outros homens, mas fazia tempo que não sentia um pau na minha boca. Mais de 20 anos provavelmente. Só que agora aos 45 anos, não aguentava mais fantasiar apenas. Eu precisava sentir um caralho de verdade.

Gosto de me masturbar vendo vídeos de homens, principalmente coroas, com peito peludo e másculos. Fantasiava me entregando, desejando ser uma fêmea por um dia. Me encaixando num peito forte, com cheiro de homem. Um dia sem responsabilidade de ser o provedor, de ser o pai, homem hétero que a sociedade idealiza. Eu queria me libertar, só por um dia.

Transava com a minha esposa imaginando eu no lugar, sendo fodido de tudo que é forma. Mas só a fantasia não era suficiente pra mim. O sexo era bom, mas a puta que habita meu corpo é insociável, tinha 20 anos de tesão por pau reprimidos. Quando eu tentei dar no passado, não havia entendido direito, era muito jovem e inexperiente. Tremia de medo ao marcar com uns caras estranhos no chat do Terra lá no início dos anos 2000. Não consegui aproveitar, sabe? Tinha medo não só da situação, mas de que me descobrissem. Amigos e família não aceitariam nunca. Eram tempos complexos e eu tinha muitas dúvidas na cabeça.

Comprei um dildo pra atenuar a vontade do meu cu. O tesão era tão grande que eu nem pensei duas vezes. Peguei um dildo de 18cm x 5cm. Santa inocência hahah a primeira vez que eu tentei sentar nele, senti meu cu rasgar hahaha me arrependi de não ter pego um pra iniciante. Nessa hora eu entendi pq a moça do atendimento da sex shop me ofereceu um dessensibilizante. Kkk eu cheio de orgulho disse: não precisa, eu aguento. Doce ilusão! Mas com o tempo, me acostumei. No início era estranho, incomodava, doía. Tinha vontade de cagar. Logo dominei o bicho. Cada vez que minha esposa saia, eu pegava ele, grudava a ventosa na parede do banheiro e começava meu ritual. Colocava um pouco, deixava meu cu relaxar. Metia mais um pouco. Quando vi, minha bunda tava na parede. Aquela piroca de silicone de 18cm tava até o talo. Eu sentia cada centímetro dentro do meu rabo. No início era só vai e vem, depois aprendi a rebolar. Que delícia! Apagava a luz pra fingir q tinha alguém me comendo. Ficava 30-40 min rebolando naquele pau. Botava no chão e quicava naquele caralho até meu cu não aguentar mais ou eu explodir em gozo.

Quando dava tempo eu tirava do cu e gozava no dildo pra chupar depois a minha própria porra. Que delícia! Mesmo com o gosto do meu cu, aquela porra era um manjar.

Me limpava, guardava tudo e voltava pra minha vida de homem hétero, pai amoroso, marido atencioso e amante dedicado à minha esposa.

Meu sonho é compartilhar um pau com ela, outra das minhas fantasias que qualquer hora conto mais. Depois que eu parei de negar meus desejos por pau, o sexo com ela melhorou muito.
No início do casamento, ela não me chupava, não deixava eu chupar ela. Era o sexo tradicional papai e mamãe, rápido, sem preliminares.
Ela dizia que achava ridículo as amigas falando em vibrador e algumas perversidades na cama. Isso me frustrou muito por anos, mas com o tempo a gente evoluiu. Comecei a mostrar pra ela que tinha prazer em ver ela tendo prazer, compramos uns acessórios menos “realistas”. Até um massageador de próstata ela comprou. Foi um puta avanço.

Um dia, tínhamos tomado um porre numa festa, chegamos bebados e loucos de tesao. Eu ainda mais, pq aproveitei que estava altinho e manjei umas rolas no banheiro da festa. Um dos caras até percebeu e ficou exibindo pra mim, acariciando. Fiquei louco pra pegar, mas tinha muita gente. Nao deu. Quando chegamos em casa, eu só conseguia pensar naquele pau. Minha esposa tava subindo pelas paredes, adoro quando ela se solta. Existe uma ninfomaniaca presa na jaula ali, mas a pressão social sabotou todo o potencial que ela tem. Sempre achei ela frustrada com sexo. Só que aquele dia ela tava com um olhar diferente. Nao sei o que aconteceu, acho que foi a mistura do alcool com medicamento. Só sei que ela perdeu o filtro.
Pela primeira vez, ela abriu o coração. Contou das experiências que teve com dois caras quando era jovem. Meu coração já pulou na boca, vontade de contar tudo sobre meu outro lado. Mas me controlei. Ela tava tão solta, meio enrolando a língua. Eu sabia que ela não lembraria muito, mas mesmo assim tinha medo.
Mas resolvi dar corda. Contei de algumas experiências com duas mulheres,e também de um menage que fiz junto com um amigo e uma menina. Mas tudo hétero. Sabe aqueles momentos que a cumplicidade aflora? Ela me contou que, depois que já tínhamos uns 5 anos juntos, ela foi numa festa gay e beijou todos os viados da festa. Eu lembro desse dia, na época eu fiquei preocupado porque ela chegou só de manhã. A minha esposa sempre sai, eu não tenho ciúmes. Ela é muito certinha. Pelo menos era hahah
Qualquer homem hétero nessas horas teria enlouquecido, o ciúmes e a sensação da traição seriam implacáveis. Mesmo sendo apenas beijo em gays. Talvez fosse pior até. Mas eu encarei como uma oportunidade. O cenário era perfeito; eu poderia introduzir o assunto, coletar um feedback e entender se dava pra avançar.
Meu coração tava explodindo, batendo forte no peito de excitação e medo. Eu só respondi: poxa, podia ter ido junto pra beijar todos os gays contigo. A gente passaria o todo.

Eu falei e congelei: aqueles milissegundos pareceram uma eternidade. Ela riu com um ar de safada, e disse: eu sempre soube que tu era bi.

Meu coração parou. A adrenalina explodiu. Meu corpo foi tomado por um calor e formigamento. Meu segredo estava exposto. Nunca tinha falado com isso sobre ninguém. Nunca me cogitaram isso. Era algo só meu, eu tomava todo os cuidados. Me masturbava em silêncio, trancado no banheiro, quando ela dormia, apagava todos os rastros, aba anônima. Como ela sabia? Eu me senti nu naquela hora, com vergonha mas também excitado. Perguntei; como assim? Pq tu acha isso?

Ela me respondeu: sempre achei, pelo jeito que tu trata teu pais, os vizinhos, amigos. Tu tem um respeito e um carinho grande por todos, homens heteros não fazem isso. Tu tem uma sensibilidade que outros não tem. Além disso, tu gesticula demais hahah machos não são assim.

Eu comecei a rir de nervoso, achei curiosa a explicação. Mas sim, ela tem razão. Virginiana é observadora, ela pegou um detalhe que eu não consigo esconder. Perdi… ou ganhei!

Eu argumentei que não sabia se eu era bi ou não, mas que tinha curiosidade de experimentar. Perguntei se ela tinha algum problema se eu fosse bi. Ela disse que não, mas que eu tinha que ter consciência que eu estava atravessando uma porta sem volta. E ela, mesmo alta e sem filtros, tinha toda a razão. É um caminho sem volta.

Falei que tinha vontade de levar ela no swing, ela disse que tem ciúmes de mim com mulher, e com homem? Disse eu.
Com homem a gente negocia. Meu coração parou de novo. Eu beijei ela, arranquei as roupas e transamos loucamente. Foi o melhor sexo das nossas vidas. Ela se entregou pela primeira vez 100%. Durante o sexo, eu falei que queria soltar a tarada que existe dentro dela. Queria ver ela ter prazer, que se rolasse a oportunidade de transarmos com outro cara junto e ela tivesse afim, com tesão, ela tinha carta branca. Falei da minha outra fantasia dela ser Hotwife. De fazer ela ter prazer extremos e dominar o sexo, escolher os homens e abatê-los. Falei isso metendo meu pau nela, os olhos reviravam de prazer. Ela me disse no ouvido: me solta, liberta essa puta que tem dentro de mim. Gozamos loucamente.

Óbvio que no outro dia ela disse que não lembrava muito. Mas eu sei que é mentira. Hahah comecei a contar do que falamos e fizemos, mas ela ficou um pouco constrangida. Nao falei tudo, mas falei da descoberta da minha fluidez sexual. Sem muitos detalhes. Ela levou numa boa, mas não deu muita atenção também.
Só que daquele momento em diante… tudo mudou! Pra melhor. A busca pelo pau deixou de ser algo platônico. Eu já conseguia sentir um pau alheio pulsando na minha mão…

Mas essa é outra história!


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico juniorpoars

Nome do conto:
A vida dupla de um Heteroflex: Parte I - A revelação

Codigo do conto:
269978

Categoria:
Bissexual

Data da Publicação:
15/08/2026

Quant.de Votos:
2

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