Dois amigos héteros e o personal



Eu me chamo Lucas, tenho 22 anos e, no segundo semestre de 2016, ainda estava no terceiro período de Educação Física. Meu melhor amigo era o Pedro. A gente se conheceu no primeiro dia de aula e, em menos de dois meses, já era aquela amizade de quem faz tudo junto: treino, trabalho, balada, viagem de fim de semana. Os dois namorávamos. Eu com a Marina há quase dois anos, ele com a Camila há um ano e meio. Relacionamentos sólidos, sem drama, sexo regular e bom. Nunca tínhamos olhado um pro outro daquele jeito. Nunca.
O personal da academia se chamava Rafael. Tinha 28 anos, 1,85, corpo de capa de revista: peito largo, ombros pesados, braços grossos, abdômen marcado e pernas fortes. Cabelo preto curto, barba bem feita, voz grave e aquele sorriso confiante de quem sabe o efeito que causa. Ele era o personal mais requisitado da academia. A gente treinou com ele por três meses e, aos poucos, a relação passou de profissional para quase amizade. Ele zoava a gente, a gente zoava ele. Às vezes ele mandava mensagem no grupo perguntando se a gente ia treinar no domingo. Às vezes a gente ia tomar uma cerveja depois do treino.
Nada demais.
Até aquela sexta-feira.
Era quase 22h. A academia já estava quase vazia. Só restavam eu, o Pedro e o Rafael. A Marina tinha viajado com a família e a Camila estava de plantão no hospital. A gente terminou a última série de agachamento e o Rafael olhou pro relógio.
— Hoje vocês passaram do ponto. Querem fazer a recuperação lá no estúdio de massagem? Tem a mesa e o óleo. Eu faço nos dois, rapidinho. Vocês merecem.
Pedro olhou pra mim e deu de ombros.
— Por mim, beleza. Tô todo travado.
Eu também aceitei. Não tinha motivo pra recusar.
O estúdio ficava no fundo da academia, uma sala pequena com iluminação baixa, cheiro de óleo de coco e uma mesa larga. Rafael trancou a porta “só pra ninguém atrapalhar” e pediu pra gente tirar a camisa. A gente tirou. Depois ele pediu pra deitar de bruços. Eu deitei primeiro. Pedro ficou em pé, esperando a vez.
As mãos do Rafael eram quentes e firmes. Ele passou óleo nas minhas costas e começou a descer, pressionando os músculos. Eu soltei um suspiro longo. Dolorido e gostoso ao mesmo tempo. Ele desceu mais, passou pelos glúteos por cima do short, apertou a parte de trás das coxas. Eu senti o pau mexer dentro da cueca. Fechei os olhos e forcei a mente pra pensar em outra coisa.
Quando terminou comigo, pediu pra eu virar de barriga pra cima. Eu virei. O short estava marcado. Ele não comentou. Só passou óleo no peito, no abdômen, e desceu um pouco mais, bem perto da barra do short. Os dedos dele roçaram a linha do pau. Foi rápido, quase como se não tivesse sido de propósito. Eu engoli seco.
Pedro deitou depois. Eu fiquei sentado numa cadeira no canto, só observando. Rafael fez o mesmo ritual. Quando chegou na parte de trás, apertou a bunda do Pedro com mais força e, de propósito ou não, deixou o polegar entrar um pouco na fenda do short. Pedro deu uma risadinha nervosa.
— Porra, Rafa… tá me provocando?
Rafael riu baixo.
— Relaxa, porra. É só massagem.
Mas o tom de voz dele tinha mudado. Estava mais grave.
Quando o Pedro virou de barriga pra cima, o short dele também estava marcado. Rafael olhou, depois olhou pra mim, e sorriu de canto.
— Vocês dois tão tensos pra caralho hoje. Quer que eu faça a parte da frente também? Completa?
Eu e Pedro nos entreolhamos. Nenhum dos dois queria ser o primeiro a recusar. Eu achei que o Pedro ia falar alguma coisa. Ele não falou. Eu também não.
Rafael desceu o short do Pedro até o meio da coxa. O pau dele estava semi-duro, grosso, a cabeça já um pouco rosada. Rafael passou óleo nas coxas e subiu devagar, enrolando os dedos em volta da base do pau do Pedro sem realmente segurar. Pedro soltou o ar pela boca.
— Caralho…
— Só tô soltando a musculatura, mano. Fica tranquilo.
Mas ele não ficou só nisso. Começou a masturbar o Pedro devagar, com a mão cheia de óleo, subindo e descendo com pressão firme. Pedro fechou os olhos e mordeu o lábio. Eu senti meu próprio pau endurecer completamente dentro do short. Rafael olhou pra mim de novo.
— Quer que eu faça em você também, Lucas?
Minha voz saiu rouca.
— Pode.
Eu me levantei, tirei o short e a cueca de uma vez só. Meu pau pulou pra fora, duro, já pingando um pouco. Rafael me puxou pra perto da mesa. Eu fiquei em pé ao lado do Pedro. Rafael pegou meu pau com a outra mão e começou a bater nos dois ao mesmo tempo. Uma mão em cada um. Óleo, pressão, ritmo lento e firme.
Pedro abriu os olhos e me olhou. A gente se encarou por uns segundos. Ninguém falou nada. Só o barulho úmido das mãos do Rafael e a respiração dos três.
— Porra… isso tá bom pra caralho — Pedro murmurou.
Rafael acelerou um pouco.
— Vocês nunca se tocaram antes?
Eu balancei a cabeça.
— Nunca.
— Então hoje é o dia.
Ele soltou a gente por um segundo, tirou a própria camisa e o short. O corpo dele era ainda mais impressionante nu. O pau era grosso, veias saltadas, cabeça larga e já completamente duro. Ele se aproximou de mim primeiro, pegou minha mão e colocou no pau dele.
— Segura.
Eu segurei. Quente, pesado, pulsando. Rafael se aproximou mais e beijou meu pescoço. Eu arrepiei inteiro. Ele desceu a boca até meu mamilo, chupou, mordeu de leve. Eu soltei um gemido baixo. Pedro estava se tocando sozinho agora, olhando a gente.
Rafael ajoelhou na minha frente e engoliu meu pau de uma vez. A boca dele era quente, apertada, a língua pressionando o freio. Eu joguei a cabeça pra trás e segurei o cabelo dele. Ele chupava com vontade, babando, fazendo barulho. Depois tirou a boca e olhou pro Pedro.
— Vem cá.
Pedro se levantou. Rafael pegou o pau dele e colocou na boca também. Começou a alternar entre os dois: chupava um, depois o outro, depois os dois juntos, esfregando as cabeças uma na outra enquanto a língua passava pelos dois. Eu e Pedro estávamos quase nos beijando de tão perto. O hálito dele batia no meu rosto. Eu olhei pra boca dele e, sem pensar muito, beijei.
Foi o primeiro beijo. Lento no começo, depois mais urgente. Línguas se encontrando, dentes roçando. Rafael ficou de joelhos observando e batendo uma. Quando a gente se separou, ele se levantou e nos empurrou de leve pra mesa.
— Deita de lado. Os dois.
A gente deitou. Rafael se posicionou atrás de mim, passou óleo no meu cuzinho com o dedo, entrou devagar, um, depois dois dedos. Eu soltei o ar. Dolorido no começo, depois só pressão gostosa. Ele abriu minha perna e encaixou o pau grosso na entrada. A cabeça empurrou. Eu fechei os olhos e mordei o ombro do Pedro. Rafael entrou aos poucos, centímetro por centímetro, até estar completamente dentro. O pau dele preenchia tudo. Eu gemia baixo, o rosto enterrado no pescoço do Pedro.
Pedro me beijava enquanto Rafael começava a meter. Avanço e recuo lentos no começo, depois mais fundo, mais forte. Cada estocada fazia meu pau roçar na coxa do Pedro. Rafael me virava um pouco e falava no meu ouvido:
— Aperta pra mim… isso… caralho, que cuzinho apertado…
Eu só conseguia gemer. Pedro desceu a mão e começou a bater meu pau no mesmo ritmo das estocadas. Eu estava prestes a gozar quando Rafael parou, tirou o pau e olhou pro Pedro.
— Agora você.
Pedro hesitou só um segundo. Depois se posicionou do mesmo jeito. Rafael preparou ele com os dedos, depois enfiou. Pedro soltou um gemido mais alto que o meu. Eu fiquei de frente pra ele, beijando a boca dele enquanto Rafael metia. Cada vez que o pau grosso entrava até o fundo, o corpo do Pedro tremia contra o meu. Eu segurei o pau dele e bati junto.
Rafael alternava entre a gente. Metia em mim, depois no Pedro, depois de novo em mim. As mãos dele apertavam nossas bundas, as coxas, os ombros. A voz dele era baixa e suja:
— Olha só vocês dois… namorando de boa e aqui abrindo o cu pro personal… gostoso pra caralho…
Eu e Pedro nos beijávamos cada vez mais sujos, babando, mordendo lábio. Em um momento Rafael tirou o pau, se ajoelhou entre a gente e colocou os dois paus na boca de novo. Chupava, babava, esfregava um no outro. Depois se levantou e mandou a gente se ajoelhar na frente dele.
— Abre a boca.
A gente abriu. Rafael enfiou o pau primeiro na minha boca, depois na do Pedro, depois de novo na minha. A gente se revezava mamando, às vezes os dois juntos, línguas se encontrando na cabeça dele. Rafael segurava nossas cabeças e gemía:
— Isso… chupa gostoso… caralho…
Ele não gozou ainda. Mandou a gente deitar de novo, um de frente pro outro. Desta vez ele enfiou em mim enquanto eu chupava o pau do Pedro. Depois trocou: enfiou no Pedro enquanto eu mamava. O ritmo ficou mais rápido, mais molhado, mais barulhento. O óleo, a saliva, o suor.
Em algum momento Rafael se deitou de costas e me puxou pra cima. Eu sentei no pau dele de frente, sentindo ele entrar fundo. Pedro se ajoelhou na minha frente e enfiou o pau na minha boca. Eu bounceava no pau do Rafael enquanto mamava o Pedro. As mãos do Rafael apertavam minha bunda e me ajudavam a descer mais fundo. Eu gemia com a boca cheia.
Depois foi a vez do Pedro sentar. Eu fiquei atrás dele, beijando o pescoço, mordendo o ombro, enquanto Rafael metia pra cima. Eu desci a mão e masturbava o Pedro no mesmo ritmo. Ele estava tremendo, perto de gozar.
Rafael nos virou de novo. Desta vez ele me colocou de quatro e enfiou fundo, sem piedade. Cada estocada fazia meu pau balançar. Pedro se deitou debaixo de mim e engoliu meu pau. Eu fodia a boca dele enquanto Rafael fodia meu cu. O prazer era demais. Eu gozei primeiro, jorrando direto na garganta do Pedro. Ele engoliu quase tudo. Rafael não parou. Continuou metendo até eu ficar sensível demais. Depois tirou e enfiou no Pedro, que ainda estava de quatro. Eu fiquei debaixo e chupei o pau do Pedro enquanto Rafael metia nele. Pedro gozou segundos depois, enchendo minha boca. Eu engoli.
Rafael ainda não tinha gozado. Ele se levantou, nos puxou de volta pra frente dele e começou a bater uma rápido, olhando pra gente.
— Abre a boca. Os dois.
A gente abriu. Ele gozou forte, jatos quentes caindo na minha língua, no rosto do Pedro, na boca dele. A gente se beijou depois, dividindo o gosto.
Ficamos ali uns minutos, ofegantes, suados, oleosos. Rafael foi o primeiro a falar, ainda ofegante:
— Isso fica entre a gente.
Eu e Pedro só acenamos com a cabeça.
Tomamos banho juntos no vestiário. O silêncio era estranho, mas não pesado. A gente se olhava de vez em quando e sorria de canto. Quando saímos da academia, quase meia-noite, Rafael nos abraçou um de cada vez e falou baixo:
— Qualquer dia a gente repete. Se quiserem.
No carro, Pedro dirigia. Eu estava no banco do passageiro. Ficamos em silêncio por uns cinco minutos até ele falar:
— Você… curtiu?
Eu olhei pela janela.
— Curti.
— Eu também.
Mais um silêncio. Depois ele riu baixo.
— A Marina e a Camila nunca podem saber.
— Nunca.
Chegamos em casa. Cada um foi pro seu apartamento. Eu tomei outro banho, deitei e fiquei olhando pro teto. O corpo ainda doía de um jeito bom. O cu ainda latejava. Eu me toquei de novo, pensando no pau grosso do Rafael entrando, na boca do Pedro no meu pau, no beijo sujo que a gente tinha trocado.
No dia seguinte a gente se encontrou no treino como se nada tivesse acontecido. Rafael sorriu pra gente do outro lado da academia e piscou. Eu e Pedro nos entreolhamos e rimos baixo.
A gente nunca falou sobre aquilo em voz alta de novo. Mas, de vez em quando, quando as namoradas estavam viajando ou de plantão, a gente mandava mensagem pro Rafael. E ele sempre respondia.
E sempre, sempre, a gente se entregava de novo.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Dois amigos héteros e o personal

Codigo do conto:
270084

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
17/08/2026

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