Peguei o marmitex e subi a calçada, os sapatos fazendo um ritmo monótono no asfalto rachado. Ao abrir o portão, as dobradiças emitiram um guincho agudo que cortou o silêncio da rua. A casa estava estranhamente quieta. Normalmente, a essa hora, a TV estaria ligada no volume máximo com alguma novela ou programa de auditório, mas hoje só havia um silêncio denso, pesado, interrompido apenas por um som abafado que vinha do fundo da casa. Franzi a testa, o instinto observador que eu tanto cultivava entrando em alerta. Ele deixou o marmitex sobre a mesa da cozinha, o metal frio tocando a madeira, e caminhou em direção ao corredor que levava ao quarto.
O cheiro me atingiu antes que eu visse qualquer coisa. Não era o perfume habitual de Camila, algo doce e floral. Era algo mais cru, mais animal. Era o cheiro de suor, de testosterona e de sexo intenso. Senti o coração disparar contra as costelas, um baque surdo que ecoava nos ouvidos. Não corrI. Meus passos tornaram-se mais leves, quase imperceptíveis, enquanto me aproximava da porta entreaberta do quarto. A madeira velha da porta estava levemente estalada, permitindo uma visão parcial do interior.
A luz do quarto estava apagada, apenas um fiapo de luz laranja do poente entrava pela janela, iluminando a cena em contraste dramático. Parei, o corpo colado ao batente da porta, a respiração presa na garganta. Na cama, a colcha estava jogada no chão. Camila estava de lado aparentemente dormindo no centro do colchão, sua pele clara brilhando com uma camada de suor fino que parecia azeite sob a luz fraca. A bunda dela, grande, macia e suculenta, estava erguida, oferecida, oscilando em um ritmo hipnótico. Mas não era eu quem estava atrás dela.
Era Felipe, ele estava nu, a pele escura e profunda contrastando violentamente com a alvura de Camila. O corpo de Felipe era uma escultura de músculos definidos, torneados pelo trabalho manual que exerciam juntos na construção. As costas dele brilhavam, cobertas de suor, os músculos dorsais tensionando-se a cada movimento. A camiseta branca que Felipe usava no trabalho agora estava em algum canto esquecido. O que prendeu o olhar de Ricardo, no entanto, não foi apenas a presença do amigo, mas o tamanho do membro que ele segurava com firmeza. Era enorme, grosso, uma vara escura que parecia impossível de caber em qualquer lugar, pulsando com veias salientes.
Não consegui me mover. Não gritei. Apenas assisti, uma paralisia fria tomando conta de seus membros, enquanto uma outra parte de mim mais primitiva e secreta, começava a reagir. Felipe não estava com pressa. Ele passou a língua larga e úmida pela coxa de Camila, mordiscando a carne macia, fazendo ela soltar um gemido abafado no travesseiro. As mãos grandes e firmes de Felipe seguravam os quadris largos de Camila, seus dedos afundando na carne macia da bunda dela, abrindo caminho.
Felipe estava todo feliz la e lambia as pernas dela, depois ele enterrava a cara entre as pernas dela. Vi a cabeça do amigo mover-se, ouvindo o som barulhento da língua de Felipe explorando a buceta molhada de Camila. O som era obsceno, úmido, um chupada constante que ecoava no quarto pequeno. Camila tremia, as pernas bambas, tentando se apoiar no colchão, mas Felipe a segurava no lugar, controlando o prazer dela com uma maestria brutal. Senti o meu pênis endurecer na calça, o tecido apertando de forma desconfortável. Sabia que devia entrar, deveria jogar Felipe para fora, mas meus pés estavam colados ao chão. A curiosidade era um veneno doce que corria em suas veias.
A cena se desenrolou como um filme em câmera lenta. Felipe levantou a cabeça, o rosto brilhando com os fluidos de Camila, e deu um tapa forte na bunda dela. O som ecoou como um tiro, e a carne branca estremeceu, ficando vermelha instantaneamente. Camila gritou, mas era um grito de prazer, não de dor.
Enfiei a mão no bolso da calça, ajustando a ereção que agora doía. Observava a bunda de Camila ficando cada vez mais vermelha com os tapas ritmados de Felipe. A pele dela brilhava, vermelha e quente, marcada pelas mãos grandes do homem negro. Felipe não teve piedade. Ele posicionou o cacete gigante na entrada de Camila e empurrou. Devagar. Vi o buraco dela se abrir, se esticar ao máximo para aceitar aquela invasão maciça. Camila prendeu a respiração, as unhas cravando no lençol.
— Ai, caralho... Ele gemeu bem baixo.
Felipe não parou até que estivesse enterrado até a base. Ele começou a foder, puxando quase tudo para fora e entrando novamente com força. O som da pele batendo na pele — plac, plac, plac — era rápido e constante. A cama rangia, as molas gemendo em protesto com o vigor da penetração. Via os testículos grandes de Felipe balançando, batendo no clitóris de Camila a cada empurrão profundo.
O tempo perdeu o sentido. Fiquei ali, escondido na sombra do corredor, por uma hora inteira. Ele viu Felipe mudar de posição, colocando Camila de bruços, esmagando a bunda dela contra o peito. Vi Felipe levantar as pernas dela, foder de lado, Em cada posição, a bunda de Camila ficava mais vermelha, mais inchada, marcada pela posse de Felipe. Tirei meu pênis para fora da calça, comecei a bater uma punheta devagar, o prazer culpado misturando-se com a excitação voyeurística. Via o rosto de Camila contorcido em êxtases que ele nunca tinha conseguido lhe dar, a boca aberta, os olhos virados para trás.
Por fim, Felipe acelerou o ritmo, os movimentos ficando curtos e brutais. Ele segurava a bunda vermelha de Camila com força, deixando marcas de dedos roxas sobre o vermelho vivo.
— Vou gozar dentro, putinha, grunhiu Felipe.
Felipe enrijeceu as costas, um rugido profundo saindo do peito, e vi as contrações musculares nas nádegas dele enquanto ele despejava a carga grossa e quente dentro da Camila que estremeceu toda, atingindo um orgasmo violento que a deixou caída na cama, ofegante, incapaz de se mover.
Felipe ficou lá por um momento, recuperando o fôlego, antes de puxar o pênis para fora. Um filete de porra branca e espessa escorreu da buceta aberta de Camila, misturando-se ao suor e ao brilho da pele dela. A bunda dela estava um desastre de vermelho, marcada, espancada, suculenta e usada. Felipe deu uma risada baixa, acariciando a carne vermelha com gentileza pós-ato, e se levantou para buscar uma toalha.
Guardei o meu penis rapidamente, o coração batendo forte no peito. Me afastei da porta, sem fazer som, e voltei para a cozinha. O marmitex ainda estava sobre a mesa, frio agora. Olhei para o pacote de comida, e depois para o corredor escuro. Não senti raiva. Ele Felipe saiu do quarto e me viu e disse que ia para sua casa almoçar e depois ia voltar. O cheiro de sexo ainda impregnava o ar, denso e inegável, e respirei fundo, absorvendo aquele aroma que agora marcava a casa dele. Ao entrar no meu quarto Camila estava deitada me deitei do lado dela e a abracei.



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