Uma se perde em contos proibidos,
em telas, conversas e noites sem fim;
alimenta vontades que não confessa
e depois se pergunta: “por que sou assim?”
Ela atravessa limites em silêncio,
carrega segredos que não quer revelar ou,
conversa com sombras, flerta com o perigo,
como se pudesse, por instantes, escapar.
Mas existe a outra — doce e rendida —
que encontra no marido cuidado e calor;
que ama o jeito como ele a protege
e se sente uma princesa em seu amor.
Ele a olha como quem vê uma deusa,
cuida de seus medos, segura sua mão;
e ela pensa, com o peito apertado:
“o que seria de mim sem esse coração?”
Entre a culpa, o desejo e a ternura,
vivo dividida, sem saber escolher:
talvez eu não seja apenas uma delas —
talvez sejam duas formas de sofrer.
Uma busca o abismo; a outra, abrigo.
Uma se esconde; a outra quer ficar.
E eu sigo tentando juntar meus pedaços,
aprendendo, enfim, a me enxergar.
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Só uma poesia, sei que não é interessante, muito menos excitante, sei que nem todos vão ler,
mas os poucos que leram, vão me conhecer um pouco melhor.
Se puder, deixa um comentário, fico muito agradecida, amo ler o que vcs me escrevem.
Sinta-se a vontade pra me mandar msg e confere o meu perfil.
Conta pra min.
Você também se sente como duas pessoas?

Lindo d++ , nossa, hoje eu acho que mais do que nunca me sinto duas pessoas bem opostas .. acho que faz parte da aprendizagem
Que linda poesia, ela retrata ao menos para mim, fielmente como eu te vejo, e muito destes pontos que vc cita, é também a realidade de muitos por aqui, inclusive a minha. Adorei a leitura esta perfeito tudo, Meus PARABÉNS de verdade.