Bola de dezembro



Durante muito tempo, aquela mulher foi apenas um nome salvo no meu WhatsApp.
Eu comprava bolos com ela para praticamente toda a família. Aniversário da minha mãe, da minha filha, da minha tia… Sempre que chegava uma data especial, eu lembrava dos bolos dela.
As conversas eram sempre objetivas: sabor, tamanho, decoração, data e horário de entrega. No perfil do WhatsApp, aparecia apenas a foto da empresa. Eu nunca tinha visto o rosto dela e, sinceramente, nunca tinha imaginado quem estava por trás daqueles bolos maravilhosos.
Até que chegou dezembro.
Dessa vez, resolvi me presentear. Fiz um pedido para mim e combinei a data da entrega.
Ela então perguntou:
— Você quer que eu entregue ou prefere retirar?
— Pode entregar — respondi.
No dia combinado, fazia aquele calor típico de dezembro. Eu estava em casa esperando tranquilamente, imaginando que apareceria um motoboy com a caixa do bolo.
Até que meu celular vibrou.
“Olha, já estou chegando para entregar seu bolo.”
Fiquei surpreso.
Poucos minutos depois, ouvi um carro parando em frente à minha casa. Abri o portão automático e fui esperar.
E então ela desceu.
Naquele instante, tudo mudou.
Ela era uma verdadeira coroa, por volta dos 57 anos, descendo do carro de salto alto. Uma mulher madura, linda, elegante e cheia de presença. O salto realçava ainda mais sua postura, e havia nela uma segurança que imediatamente prendia o olhar.
Não era uma beleza que precisava chamar atenção.
Ela simplesmente chamava.
Seu jeito de andar, o sorriso, os cabelos, a elegância e aquele olhar seguro fizeram com que eu percebesse, em poucos segundos, que a mulher que eu conhecia apenas pelo WhatsApp era muito mais interessante do que eu poderia ter imaginado.
Ela veio até mim segurando a caixa.
— Parabéns! — disse, sorrindo.
— Obrigado.
Peguei o bolo e agradeci. Ela sorriu mais uma vez.
— Então, aproveite seu dia.
— Pode deixar.
Ela deu tchau, voltou para o carro e entrou.
Eu fiquei alguns segundos parado, acompanhando o carro se afastar.
Não conseguia tirar aquela mulher da cabeça.
Peguei o celular e fiquei olhando para a conversa.
Pensei algumas vezes antes de escrever.
Finalmente mandei:
— Posso te fazer uma pergunta?
Ela respondeu:
— Pode.
Respirei fundo e perguntei:
— Você é casada?
Alguns segundos depois, veio uma resposta acompanhada de uma risada:
— Não.
Aquilo me deu coragem.
— Vou ser sincero com você… Você é uma mulher linda. Muito elegante.
Dessa vez, ela demorou um pouco para responder.
Então apareceu:
— Você também. E eu adorei o perfume que você estava usando.
Sorri.
A conversa, que até então sempre tinha sido sobre bolos, finalmente tinha ganhado outro assunto.
Respondi:
— Então volta aqui. Quero que você sinta o perfume de novo.
Enviei a mensagem e imediatamente pensei que talvez tivesse exagerado.
Mas, para minha surpresa, ela respondeu:
— Estou voltando.
Meu coração acelerou.
Pouco depois, o carro apareceu novamente.
Ela desceu do salto, ajeitou os cabelos e veio em minha direção com aquele mesmo sorriso.
Dessa vez, porém, havia algo diferente no olhar dela.
Ela entrou.
A porta se fechou.
E aquela tarde de dezembro tomou um rumo completamente inesperado.
Entre conversas, risadas, olhares demorados e uma atração que já não dava para esconder, a distância entre nós foi desaparecendo.
Vieram os primeiros beijos, tímidos por alguns segundos, até se transformarem em uma paixão intensa e espontânea.
O mundo lá fora parecia ter parado.
Fomos até o sofá. A blusa dela subiu. A calça desceu. Por baixo, só a calcinha — e aquele caminhinho fino, o espelhinho em cima da buceta, o resto liso, o cheiro dela misturado com o perfume que os dois usávamos.
Cinquenta e sete anos no corpo dela. Trinta e cinco no meu. Nada disso importava.
Passei a língua naquele caminho. Ela segurou minha cabeça e gemeu baixo. Estava molhada antes mesmo de eu entrar.
Quando entrei, ela cravou as unhas nas minhas costas. Quente, apertada, gemendo no meu ouvido que estava gostoso, que fazia tempo, que não esperava isso quando saiu de casa com o bolo na caixa. Fodemos no sofá com a calça ainda nos tornozelos, o tênis no chão, o calor de dezembro entrando pela fresta da janela.
Ela gozou primeiro, a perna tremendo. Eu gozei depois, fundo, sem tirar, segurando o cabelo curto dela.
Foi um sexo gostoso. Sem pressa. Sem medo de parecer demais.
Depois, ainda ofegante no sofá, ela falou que estava com vontade de mijar.
Eu olhei pra ela e falei:
— Mija na minha boca.
Ela hesitou um segundo, aquele segundo de quem nunca tinha feito aquilo com um cliente — e depois se ajeitou em cima de mim. Abri a boca. Ela soltou. Quente, direto na língua, escorrendo pelo queixo enquanto eu engolia o que dava e ela gemia baixo, uma mão no meu cabelo, a outra apoiada no encosto do sofá.
O bolo ficou esquecido sobre a mesa. Inteiro. Ainda na caixa.
Naquele dia, eu tinha comprado um bolo para comemorar meu aniversário, sem imaginar que a verdadeira surpresa seria conhecer pessoalmente aquela mulher que, durante tanto tempo, tinha sido apenas um contato no meu WhatsApp.
Uma coroa de 57 anos, de salto alto, elegante, confiante e absolutamente inesquecível.
E, desde aquele dezembro, sempre que sinto aquele perfume no ar, volto mentalmente àquele portão, ao calor daquela tarde e ao momento em que uma simples entrega de bolo se transformou no começo de uma história que nenhum dos dois esperava viver.
Foto 1 do Conto erotico: Bola de dezembro


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Bola de dezembro

Codigo do conto:
271012

Categoria:
Coroas

Data da Publicação:
29/08/2026

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