Minhas memórias com painho: Quase um ménage



Quero mostrar essa história pra vocês aqui, que eu escrevi sobre minha vida. A Jhenifer sugeriu que eu colocasse o título de “Quase um ménage”. Perguntei o que era isso; ela só riu e mandou eu botar. Então seja o que for, estou indo na onda dela. Eu sei que tem gente que vai achar que o que vou contar é uma coisa boba, mas pra mim, que era crente até o ano passado, é uma grande evolução. É sobre o dia em que eu, minha melhor amiga e meu pai, que também é desviado, fomos tomar banho num rio aqui perto. Aí você pode dizer: “ah, Nana, mas um banho de rio não tem nada demais”. Eu sei que não tem nada demais, mas quando a gente é crente, isto é pecado.
Foi numa quarta-feira de julho que a gente foi lá no Brejinho. Jhenifer queria ir ver meu pai na obra. Quando a gente chegou lá, ele estava amuado, reclamando que tinha acabado o tijolo. Daí, a Jhenifer que é meio doidinha, encostou a bunda na parede e falou.
— Então, tio Gilson, por que o senhor não leva a gente lá no rio pra dar um mergulho, vai? A gente tá morrendo de calor. Não é, Nana?
Meu pai olhou pra ela de cima a baixo, meio sem graça.
— Menina, vocês duas tão doida? Eu tô trabalhando, e nem tem como ir nós três, se a polícia pega minha charanguinha sem documento, já era.
Jhenifer não quis saber da desculpa dele.
— Que nada, tio! O senhor falou que acabou o tijolo, ué. A gente podia ir sim. Se a gente sair aqui por baixo, não vai encontrar policial nenhum. E se encontrar, o senhor sabe que eu sou amiga do Ferreira, né. Se eu falar com ele, não vai dar em nada, prometo.
Painho ainda tentou resmungar um “sei não”. Jhenifer continuou insistindo. Daí eu entrei no assunto, falando que já que ele estava sem serviço mesmo; então não ia custar nada ele levar a gente no Brejinho. Aí ele aceitou, reclamando que a gente era muito insistente, que a gente até parecia irmã.
Só sei que ele ajeitou as coisas dele no banheiro da obra e foi levar a gente. Na hora de montar na moto, Jhenifer me empurrou na frente:
— Vai, Índia, monta logo na garupa. Eu quero ir na ponta.
Eu fui na frente, sabendo que ia passar vergonha por causa da saia de crente que eu estava usando. Quando me sentei na moto, minha saia escorregou que nem sabão e deixou minhas coxas tudo de fora. Olha que mais cedo, na hora que eu tinha vestido essa saia, eu já tinha dobrado um palmo na cintura pra ela ficar mais curta. Jhenifer estava com um shortinho jeans de cintura baixa que mostrava dois dedos da bunda dela e o piercing do umbigo. Pra ela, um shortinho e uma blusinha só serviam se mostrassem aquele piercing. Essa minha amiga sempre foi maluquinha, desde o tempo de escola, quando a gente nem era amiga ainda e eu maldava ela, achando que ela era putinha.
Gente do céu, aquela charanguinha de painho pulou que nem um cavalo antes de amansar. Eu sofri, né, pois eu era a única que num tinha lugar pra apoiar o pé. Enquanto eu abraçava painho, Jhenifer abraçava nós dois. Caramba, não dava nem pra me aprumar direito. Era cada batida em buraco que meus peitos se esmagavam nas costas de painho e eu morrendo de medo de cair, pois num ia ser a coxa de Jhenifer que ia me segurar. A gente ria que era uma desgraça toda vez que a moto dava aqueles pulos. Era só poeira levantando e nós três, embolados na bichinha. Eu juro que apesar dos saculejos, eu nunca me senti tão feliz como nesse dia.
Quando a gente chegou no Brejinho, deixamos a charanguinha amoitada e descemos lá pra baixo. Olhei para a água já pensando na volta pra casa, eu toda molhada, pois não tinha pensado em tirar a roupa. Jhenifer, que não liga pra nada, já chegou tirando a roupa, sem frescura nenhuma. Gente do céu, antes de ser amiga da Jhenifer, sempre achei ela doidinha. Mas quando a gente convive com a pessoa, a gente descobre como ela é de verdade. Jhenifer é do jeito dela. Tipo, ela não é de se importar com o que as pessoas vão pensar dela. Se a gente foi ali pra banhar, então ela já chegou tirando a roupa, ficando só de calcinha e sutiã. E aí você sabe como é a Jhenifer, né? Era uma calcinha roxa de lycra com rendinhas nas laterais e um sutiã daqueles sem bojo, bem molinho, que mostra os biquinhos do peito. Eu ali, parada, olhando pra ela sem saber o que fazer, quando ela me olha azucrinada:
— Oxente, Nana! Você não tá pensando de banhar vestida igual crente, né? Tira logo essa roupa, mulher!.
Tipo, desde que me desviei da igreja e virei amiga da Jhenifer, eu tinha ela como minha inspiração. Claro, eu não queria ser safada igual a ela, mas queria ser desinibida como ela era. Eu não fazia tudo o que ela me mandava fazer, mas eu ouvia muito a Jhenifer. Mesmo com vergonha, eu tentava seguir ela, tipo, ouvir os conselhos dela, e a não se importar com os outros como ela.
Então nessa hora, é claro que fiquei toda sem graça, mas como a Jhenifer mesma disse, só estava painho de homem ali. Mas enfim, eu nunca tinha ficado só de calcinha e sutiã na frente dele, porque pra gente isso era pecado. Mas como a Jhenifer mesmo dizia, eu tinha que perder a vergonha primeiro com painho; e eu sabia que ela tinha razão, pois se painho não visse primeiro e não se acostumasse com meu novo jeito de ser, ele iria me proibir de usar roupa curta, isso se não me desse um tapão no meio dos outros.
Mesmo com vergonha, tirei a blusinha azul devagarzinho e depois tirei a saia. Eu estava com um sutiã preto velho de bojo duro e uma calcinha de algodão branca. Caramba, eu fui pega bem desprevenida, pois a bichinha estava com o elástico meio bambo de tão velha. Eu sei que contar esse detalhe mostra que eu sou pobre, mas eu não tenho vergonha de ser pobre. O que importa é a gente ser honesta. Além disso, só tinha a Jhenifer lá, e ela também é pobre igual a gente. Nessa hora painho comentou que a gente estava mesmo com vontade de tomar banho e a Jhenifer falou meio braba com ele. Tipo, não é braba, braba; mas daquele jeito que ela fala quando quer mandar na gente.
— Vai, tio Gilson, só falta o senhor tirar a roupa! Não acredito que o senhor vai ter vergonha da gente. Olha, até a Nana tá de calcinha e sutiã.
Painho olhou para os lados, meio encabulado, tentando não encarar a gente. Eu sabia que ele estava nervoso, pois a gente não era acostumado com essas liberdades.
— Não, eu não vou entrar na água não.
A Jhenifer não deu o braço a torcer. Ela jogou a peteca pra mim:
— Não acredito que ele tá com vergonha de você, Nana, fala pra ele tirar a roupa, Nana! Fala. Senão ele não vai banhar mesmo! Ah não, tio, não decepciona a gente não!!!
Tomei coragem, engoli a vergonha e repeti a ordem da minha amiga:
— É, Painho... vem banhar com a gente. Por favor!
Ele resmungou mais um pouco, mas acabou cedendo. Ele mandou a gente ir na frente, e a gente foi. Eu num sei explicar, mas Jhenifer tinha jeito de convencer as pessoas.
Num é por nada não, pois eu nunca tinha visto painho só de cueca. Mas quando painho começou a descer devagarzinho em direção à água onde a gente estava, sem querer meus olhos bateram no negócio e também no corpo dele. Fiquei impressionada com o corpo de painho.
Tipo, painho é um homem magrelo, mas ele tem ombro largo e a pele morena de tanto queimar no sol, e a pele dele tem um charme, tipo, é uma pele bonita. Estou até com vergonha de falar que reparei o que num deve, mas vou falar, pois não quero me reprimir. A cueca dele era meio foló e dava pra ver o pau dele balançando lá dentro enquanto ele andava. Fiquei olhando disfarçada e falei pra Jhenifer:
— Acho que painho é até ajeitado, não acha?...
A Jhenifer, que já deu pra meio mundo de rapazes, inclusive pra homens mais velhos que meu pai, respondeu:
— Ele tem um corpo bonito, amiga. Não fica braba comigo não, mas ele tem cara de ser picudão.
Não vou mentir, nessa hora gelei na hora. Não foi porque eu maldei Jhenifer mas porque às vezes eu não entendia ela. No começo, quando a gente virou amiga e ela começou a ir lá em casa, eu desconfiava que ela queria era dar pra painho. Mas no dia que a gente conversou sobre isso, ela foi bem clara: ela nunca iria ficar com painho debaixo de meu nariz, pois a gente era amiga e se eu quisesse, a gente podia fazer um pacto. Eu sei que pensei errado da Jhenifer, pois ela só queria que meu pai não ficasse pensando mais na minha mãe e que ele fosse mais de mente aberta, inclusive comigo. E ela prometeu que não ia ajeitar ele pra nenhuma amiga e falou uma coisa que me fez acreditar nela:
— Índia, a gente é que nem irmã agora. Desculpa, eu não faço mais nada com o tio Gilson sem você estar junta, te juro. A gente tem que fazer um pacto de amigas: eu cuido dele pra você, e você cuida dele pra mim, e a gente não vai deixar nenhuma puta dessa cidade, nem de outra, se aproximar dele. Mas você tem que confiar em mim e eu confiar em você.
Eu juro, depois desse dia, Jhenifer vigiava painho e ainda contava as graças dele pra mim na frente dele. Painho ria e dizia que estava ferrado, porque agora não bastava eu ser desse jeito, tinha que arrumar uma amiga igual. Às vezes ele ficava brabo, dizendo que nós duas éramos muito piradinhas de ficar vigiando ele, pois ele nem fazia nada.
Então, eu estava falando: quando Jhenifer falou que meu pai era picudão, senti meu corpo gelar, mas antes que eu perguntasse por que ela estava falando isso, ela completou:
— Fica olhando, Índia, você vai ver quando ele se molhar. Eu vou fazer uma brincadeira só pra você ver? Aí você me conta se eu acertei.
E ela já foi falando pro painho, assim que ele chegou perto da gente:
— Tio Gilson! A gente pode ir lá do outro lado ver se ainda tem pé de ingá?
Ele balançou a cabeça dizendo que o rio não dava pé pra gente e que ele não ia lá sozinho. Jhenifer respondeu na hora:
— Mas a gente quer ir lá também. O senhor carrega a gente nas costas, ué. Quero ver se o senhor é forte de verdade e vai aguentar carregar nós duas, de uma vez? Né, Índia!?
Painho nunca foi de recusar um desafio, e a Jhenifer sabia como ele era. Ele resmungou um “vocês duas me arrumam cada uma” e falou que ele era pedreiro e tinha força pra carregar nós duas, cada uma com um saco de cimento na cabeça. E não é de ver que ele deu conta?
Tipo ele pegou nós duas: primeiro ele me pegou. Colocou a mão na minha bunda e mandou eu me levantar e abrir as pernas e abraçar na cintura dele; depois pegou a Jhenifer do outro lado. As pernas dela amontoadas em cima das minhas e nossos braços grudados no pescoço dele.
Assim que a gente se aprumou, ele começou a andar. Como a gente era pesada... aliás, eu que sou mais fortinha, pois a Jhenifer é magrinha. Então, ele falava que gente era leve, mas eu sei que não foi tão leve assim, pois ele dava um passo, parava, firmava o pé na areia e dava outro. E tipo, como eu sou paranoica, eu fiquei muito nervosa, porque lá pelo meio do rio, a mão dele que estava segurando minha bunda, começou a escorregar pro meu rego. Eu fiquei pensando: será que ele tá com a mão bunda da Jhenifer desse jeito ou é porque eu sou mais pesada? Eu fiquei pensando essas bobeiras e quando dei por mim, a gente já tinha atravessado.
Quando a gente desceu, a primeira coisa que fiz foi dar um jeito de puxar a calcinha do rego rapidinho, antes que a Jhenifer visse. Ajeitei minha calcinha, pois o elástico dela estava mais frouxo que macarrão cozido, e nessa hora vi minha calcinha grudada, exibindo minha moreninha. Caramba, levei um susto, estava tudo marcado, exibindo a minha bucetinha. Nisso, painho se virou pra gente conversando... Eu só consegui pensar: o que minha mãe perdeu? Porque o bicho era ajeitado de verdade. Nem precisei falar nada, pois Jhenifer olhou pra mim na hora, de um jeito que parecia adivinhar tudo. Painho já ia saindo na frente, meio de costas, fugindo da gente. Jhenifer segurou meu braço e falou:
— Amiga... cê viu? O que eu te falo? Homem é fraco. Ele ficou de pau duro com nós duas grudadas nele. Não foi comigo não, foi com nós duas. Eita trem!
Eu não sabia o que responder pra Jhenifer, pois de alguma forma eu já sabia desde o meio da travessia; eu não tinha visto, mas tinha sentido: enquanto a gente vinha arrastada naquela lerdeza, minha coxas vinha por baixo e eu senti aquilo endurecendo.
Gente do céu, minha amiga sempre foi doidinha demais e fazia eu cometer cada loucura sem nem pensar. Do nada ela soltou uma bomba:
— Bora fingir que nossa calcinha ficou no rego?
Nem deu tempo de raciocinar, pois com a Jhenifer era tudo assim: rápido. Ela tacou a calcinha no rego de um lado e me mostrou a bunda branca dela. Vendo a doidura dela, a maluquice subiu na minha cabeça: enfiei a minha no rego também. Jhenifer olhou pra minha bunda, estendeu a mão dizendo:
— Deixa que eu ajeito o teu, Índia, pra ficar dos dois lados.
A gente apressou o passo e passamos por painho quase roçando nele, rindo abafadas, num desespero danado. Só depois de dar uns dez passos na frente dele foi que a ficha caiu com força: caramba, a gente tinha passado dos limites, meu pai era muito rigoroso e eu ia levar um tapão na cara. Tipo, ia sobrar pra mim, pois a Jhenifer num era filha dele. Sendo que a Jhenifer mostrava só um lado da bunda, enquanto eu estava mostrando a bunda toda.
Com o coração disparado, parei de repente, virei o corpo de frente pra ele, já esperando ele me xingar. Mas painho vinha com o pauzão balangando na cueca, estava gritando com a gente nessa hora:
— Esperem aí, meninas... não andem ligeiro demais, me espera.
A gente ficou esperando. Meu coração batia na minha goela. Assim que painho alcançou a gente, Jhenifer não perdeu tempo e soltou:
— Eu duvido o senhor dar conta de carregar nós duas daqui até o pé de ingá. Se o senhor aguentar, a gente faz o que o senhor quiser na volta. Mas se o senhor não aguentar com nós duas, então o senhor que vai fazer o que a gente mandar. Quer apostar com a gente?
Ele falou que só ia avisar uma vez pra gente não desafiar ele, pois já tinha aguentado nós duas lá no rio. Eu não sei explicar, mas o jeito que Jhenifer ficou olhando me deixou grilada, pois ela parecia estar duvidando de painho.
— Vai painho, mostra pra Jhenifer que o senhor é mais macho do que ela imagina. Leva a gente.
Eu sei que ele se virou de costas pra mim ameaçando a gente com aquela aposta, e como sou mais fortinha, ele me mandou montar nas costas dele. Passei os braços no pescoço dele, daí ele agarrou minhas coxas, me levantou e me aprumou nas costas dele. Fiquei agarrada que nem uma mochila. Nisso, Jhenifer agarrou no pescoço dele, e como ela é magra, ela subiu fácil, colocando as coxas dela em cima das minhas.
Agora imagina a gente no meio do mato atrás de ingá, pendurado que nem leitão no cangote de painho. E ele, querendo se amostrar, ainda dava uns galopes com a gente. No galope a gente começava a cair, daí ele parava e puxava minhas coxas com tudo pra cima, pois tipo, ele estava aparando nós duas pelas minhas coxas, pois como falei, as pernas da Jhenifer ficaram por cima das minhas. Tudo isso em vão, pois olha a ironia do destino: não tinha um ingazinho sequer na árvore.
Quando a gente viu que num tinha nada, painho começou a bater palmas, falando que agora era a vez dele.
— Agora vou ensinar vocês duas a não desafiar cabra macho. Uma vai carregar a outra até chegar no rio, e quem pedir arrego paga o castigo. A Jhenifer começa carregando a Nana.
Jhenifer reclamou na hora:
— Ah, não, tio Gilson? A Nana é pesada. Claro que eu vou perder.
Ele riu, dizendo que se fosse fácil ele não iria propor aquilo. Ela bufou, mas ajeitou a postura, dando de ombros com aquela marra de quem não foge de desafio também.
— Pois eu vou ganhar essa. Vai Índia, trepa na minhas costas.
Encaixei minhas coxas na cintura dela e abracei o pescoço dela. Jhenifer deu um tranco para me ajeitar, agarrando minhas pernas com força pelas coxas. Ela era magra, mas a bichinha tinha força.
Eu juro que pensei que ela ia me descer em menos de três metros. E o pior era que, eu sentia que minha calcinha estava escorregando e mostrando meu cofrinho, sendo que eu não tinha como ajeitar, pois eu não ia perder a aposta, né. Só que, para a minha surpresa, Jhenifer foi andando, andando, andando sem parar. Por mais que eu fosse fortinha, ela não se mostrou cansada não. E painho vinha logo atrás da gente, vendo tudo, medindo até onde ela ia aguentar comigo.
Depois que painho atravessou com a gente de volta pro poção, a gente acabou ficando um tempão banhando e brincando na água. Eu nunca tinha ficado tanto tempo com painho sem estar trabalhando, nem antes de mainha fugir com o amante. No começo eu sofri por ela me abandonar com painho, mas quando virei amiga de Jhenifer as coisas melhoraram. Jhenifer conseguia fazer painho me dar atenção. Eu já falei que no começo fiquei grilada achando que a Jhenifer estava dando em cima de painho; mas depois vi que era coisa da minha cabeça, pois tudo que ela fazia não afastava ele de mim, ao contrário, ela sempre punha nós três em primeiro lugar. Eu juro que não me importei em ver painho abraçando Jhenifer, pois, ele não abraçava ela sozinha, ele fazia questão de agarrar nós duas juntas. Tipo, a gente ficava curtindo a água, meio de frente, mas ela de um lado e eu do outro. Teve uma hora que pensei em sair de perto deles, mas a Jhenifer e o painho não deixaram. Eu sei que esse dia foi muito divertido e eu nunca me senti tão feliz.
Lembrei de um exemplo de como a Jhenifer sempre me incluía em qualquer assunto. Quando a gente estava lá fundo quietinho, só conversando besteiras; tipo, painho falando o que ele apreciava em uma mulher e a gente tendo que falar o que a gente apreciava em rapazes. Do nada a Jhenifer perguntou pra ele:
— mas tipo assim, tio Gilson, se não fosse nós duas aqui. Tipo, se a Índia não fosse sua filha e eu num fosse eu. Tipo, faz de conta que o senhor não conhecesse a gente e chegasse aqui e visse a gente de repente, o que o senhor apreciaria na gente fisicamente?
Eu fiquei só assuntando o que painho ia responder:
— ah, vocês duas são muito diferentes, mas cada uma tem uma coisa especial: a Nana tem mais coxa, mais bunda e você tem mais peito.
Eu estava interessada, mas Jhenifer nem deixou ele terminar:
— Não tio, não é a diferença entre a gente. Tipo: o que cada uma tem de atraente, tipo: o que a Índia tem de especial que faz ela ser gostosa e o que me deixa gostosa. Entende?
Eu ficava besta como Jhenifer fazia painho responder cada coisa. Acha que ele ficou com vergonha? Que nada. Ele respondeu:
— Ah, entendi agora! Se eu não conhecesse vocês duas aqui, eu ia dizer que a Índia tem mais porte, né? Exemplo: ela tem as coxas grossas, a bunda dela é grande, e ela tem as ancas largas... os homens gostam de mulheres que são desse jeito. Então é isso que faz ela ser gostosa. Já você, Jhenifer, você é diferente, é mais magrinha e os homens também curtem mulheres assim, com as coxas roliças iguais às suas, e a bunda é arrebitadinha, e os peitos num tamanho bom, na medida certa. Resumindo: eu acharia vocês duas gostosas, mas por razões diferentes.
Eu não vou mentir, mas gostei dos elogios que meu pai me fez. Eu nunca tinha ouvido alguém falar de mim desse jeito. Jhenifer, que sempre foi muito maluquinha, não parou por aí:
— Mas se eu fosse homem, eu ia achar a Índia mais gostosa que eu. Tipo, ela tem um bundão e uma coxona de dar inveja e ela tem quadril. Eu sou mais reta. O senhor num acha?
Nessa hora, painho que estava com a mão perto da minha bunda, me puxou de uma vez contra ele e a água espirrou na minha cara e me deu um beijo no rosto. Em seguida, saiu dizendo que ia nadar um pouco mais pro fundo. A água estava batendo nos nossos ombros, então a gente saiu mais pro raso, enquanto Jhenifer lembrava das nossas conversas antigas:
— Viu o que eu te disse, Índia? Viu como o tio Gilson tá feliz aqui com a gente? A gente precisa sair mais vezes, tipo igual hoje. E viu que ele não falou nada quando te viu de calcinha e sutiã? Eu vou conseguir um shortinho curto pra você, viu? mas é pra você usar. Viu que ele falou que deixa?
No fundo eu não estava acreditando que painho fosse deixar eu usar roupa curta, pois eu tinha certeza que na hora H ele iria mudar de ideia. Mas, Jhenifer tinha as ideias dela.
Enfim, depois dessa tarde maravilhosa, chegou a hora da gente voltar pra casa. Na volta, eu nem ligava mais pros pulos da charanguinha. Enquanto o motor roncava e a poeira subia, Jhenifer ria e gritava. Eu nunca tinha visto ela tão feliz daquele jeito. Eu também estava feliz, mas eu só conseguia ficar calada. Painho também vinha na dele. Eu ficava me perguntando: por que um banho de rio era pecado? Pecado era o que mainha fez. Mas, pela primeira vez na vida não senti falta dela, pois se ela estivesse com a gente, eu ainda seria crente e aquele dia não teria sido o melhor dia da minha vida.
Ah, eu já ia esquecendo: a Jhenifer pediu pra mim mostrar pra vocês o que eu escrevi sobre a “noite do pijama”. Eu vou pensar aqui, mas acho que vou acabar mostrando ele pra vocês também.

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Ficha do conto

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khalithamia

Nome do conto:
Minhas memórias com painho: Quase um ménage

Codigo do conto:
271202

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
01/09/2026

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