Aos dezenove anos, Vanessa não era de recuar diante de um desafio. Mas, enquanto adentrava a floresta, uma dúvida a roía: E se eu me perder? O caminho era estreito, quase invisível em alguns trechos, e o silêncio só era quebrado pelo canto dos pássaros e pelo som de seus próprios passos. Sem mapa, sem referências, ela sabia que estava arriscando. Mas a promessa de uma cachoeira cristalina, um lugar que só os moradores mais antigos conheciam, era irresistível.
Seu corpo, esculpido por anos de natação, movia-se com uma graça que ela mesma não percebia. Os 1,65 m de altura não a impediam de se sentir pequena ali, no meio da mata. A pele morena brilhava com um suor fino, e o biquíni preto, escondido sob a camiseta larga, pressionava seus seios fartos a cada passo. As coxas grossas e tonificadas esfregavam-se uma na outra, criando uma fricção quente que a fazia morder o lábio inferior. Por que diabos eu não usei um short mais largo?, pensou, mas não se arrependeu. O desconforto era, de certa forma, excitante.
Ela sabia que chamava atenção. Os olhares dos homens na cidade não passavam despercebidos. Mas, apesar de toda a sua confiança exterior, havia uma verdade que guardava a sete chaves: ela ainda era completamente virgem. Nunca tinha tocado um homem. Nunca tinha sido tocada. Tudo o que sabia sobre sexo vinha de filmes e de uma imaginação que, ultimamente, parecia cada vez mais vívida.
Quando finalmente avistou a cachoeira, Vanessa soltou um suspiro longo. O lugar era ainda mais lindo do que imaginava. A água caía de quase dez metros, formando uma cortina prateada que se quebrava no poço abaixo. A luz do sol dançava nas gotas, criando um arco-íris efêmero na névoa que subia do impacto.
Sem hesitar, tirou a camiseta e o short. Ficou só de biquíni. Mas o calor era insuportável. Em segundos, tirou tudo. Ficou completamente nua, sentindo a brisa leve acariciar cada centímetro de pele. Ninguém vai me ver aqui, pensou, olhando ao redor. O lugar não era de fácil acesso, e ela não tinha visto ninguém no caminho.
A água estava gelada, mas não o suficiente para apagar o calor que já começava a subir entre as pernas. Entrou devagar, sentindo o líquido frio escorrer pelo corpo. Os mamilos ficaram ainda mais duros. Um arrepio percorreu a espinha. Os lábios sensíveis contraíram com o contato da água, e ela não conseguiu segurar um gemido abafado.
— Deus... — murmurou, fechar os olhos e deixar a água envolver seu corpo.
Saiu da água e andou um pouco pelas pedras, o corpo ainda pingando, o cheiro da mata misturado ao próprio cheiro quente. Sentia-se livre. Selvagem. Nua no meio do mato, como se fosse parte daquele lugar.
Foi então que ouviu o barulho de passos.
Vanessa congelou. O coração disparou. Não pode ser... não tem ninguém mais aqui. Correu e se escondeu atrás de umas pedras altas, a água ainda escorrendo pelo corpo nu. Os passos se aproximavam. Cada vez mais altos. Cada vez mais próximos.
Um homem entrou na clareira.
Era alto, 1,90 m de músculo definido. Ombros largos, peito largo, barriga tanquinho. A pele morena brilhava com suor. Ele tirou a camiseta, depois o short, e ficou completamente nu sem a menor vergonha. O pênis pendia pesado entre as coxas, grosso e comprido, balançando levemente a cada passo. As coxas fortes, as nádegas duras.
Ele entrou na água com um suspiro de alívio.
Vanessa não conseguia tirar os olhos. Nunca tinha visto um homem nu de verdade. Nos filmes era diferente. Ali, ao vivo, o cheiro de homem, o som da água escorrendo pelos músculos, a forma como o pênis se movia… tudo a deixava cada vez mais molhada.
— Que loucura... que loucura... — pensou, a respiração acelerada.
Ela deveria ter ido embora, já que ele não tinha lhe visto.
Mas não, em vez disso a mão desceu sozinha entre as pernas. Os dedos tremeram enquanto ela se tocava, os olhos fixos nele. O clitóris estava inchado, latejando. Os dedos deslizavam fácil. Já estava completamente molhada e não era só pela água da cachoeira.
Gemia baixinho, quase inaudível sob o barulho da água. O corpo inteiro tremia. As coxas abertas, o bumbum empinado, os seios pesados balançando a cada movimento dos dedos.
Era gostoso ver aquele homem na agua, totalmente nu e não sabendo da presença dela.
Ela escorreu um pouco na pedra fria e acelerou o ritmo. Queria gozar e ir embora.
Estava tão absorvida que não ouviu os passos se aproximando.
— Ei…
A voz dele fez Vanessa virar o rosto de uma vez. Os olhos arregalados. A mão ainda entre as pernas, os dedos brilhando de tesão. O coração disparou tão forte que doía. Tentou fechar as pernas e cobrir os seios ao mesmo tempo, mas as mãos tremiam demais.
O rapaz que ela assistia, por aquele momento de distração, não viu ele sair da agua ou se aproximar dela.
Ela não sabia o que fazer e não tinha como correr de volta para suas coisas sem passar por ele. Sem falar das pernas trêmulas de tanto se tocar.
— Eu… eu não sabia que tinha alguém — murmurou, a voz fina, quase de menina.
— Eu juro…
Ele não se aproximou de imediato. Continuou parado, nu, o pênis já começando a endurecer só de olhar para ela. Seus olhos escuros a observavam com uma mistura de surpresa e diversão.
— Você tava se tocando me olhando — disse ele, a voz calma, mas firme.
Vanessa baixou o olhar, as orelhas queimando. Não conseguiu mentir. A cabeça fez um aceno minúsculo.
— Eu… eu só… eu vim conhecer a cachoeira. Ouvi falar que era escondida. Achei que estava sozinha — balbuciou, as palavras saindo atropeladas.
— Eu… eu nunca… nunca vi um homem assim de verdade. Me desculpa.
A voz saiu embaraçada, cheia de vergonha. Ela tentava se cobrir, mas o corpo ainda tremia de excitação. A buceta latejava, traidora.
O rapaz se agachou na frente dela, ainda a uma distância respeitosa, mas o olhar não deixava nada escapar.
— Você é virgem?
Ela engoliu em seco e balançou a cabeça que sim, as faces queimando.
— Totalmente… nunca fiz nada com ninguém.
Ele ficou em silêncio por um momento, só olhando. Depois falou, a voz baixa e calma:
— Então abre as pernas de novo.
Vanessa levantou os olhos, assustada.
— O quê…?
— Abre. Do mesmo jeito que estava. Quero ver você se tocando. Devagar.
— Já que ficou me assistindo, acho que tenho direito que você me retribua.
O medo apertou o peito. Mas o tesão era maior. As pernas obedeceram. Ela abriu devagar, primeiro um pouco, depois mais, até que estava completamente exposta. A buceta inchada e molhada apontando direto para ele. O ar frio bateu nela e ela soltou um gemido involuntário.
— Assim — ele disse, com um sorriso leve.
— Agora continua. Sem parar.
Os dedos dela voltaram entre as pernas. O som molhado ecoou. Ele observava sem piscar, o pênis agora completamente duro, grosso, as veias saltadas. Vanessa sentia o rosto pegar fogo, mas não conseguia parar. Os dedos giravam no clitóris, entravam e saíam. O quadril se movia sozinho.
— Conta pra mim — ele pediu, a voz rouca.
— O que você sentiu quando me viu?
A voz dela saiu quase inaudível, tremendo:
— Eu… fiquei molhada. Muito. Nunca tinha visto… tão de perto. Parecia… grande. E eu… eu queria…
— Queria o quê? — ele insistiu, se aproximando mais.
Ela apertou os olhos, os dedos entrando mais fundo.
— Queria… chupar. Queria sentir na boca. Sentir o gosto. Mas eu nunca… eu nunca fiz.
Ele se aproximou mais. Segurou o próprio pênis e o aproximou do rosto dela.
— Abre a boca.
Vanessa olhou para cima, os olhos grandes, a respiração curta. O medo ainda estava ali. Mas o desejo era maior. Abriu a boca devagar, quase tímida.
O pênis dele era quente e pesado. O cheiro forte, masculino, invadiu o nariz dela. Quando a língua tocou a cabeça, o gosto salgado se espalhou. Ela soltou um gemido abafado.
— Devagar — ele disse, a mão firme no cabelo dela.
— Não é corrida. Aprende.
Vanessa fechou os olhos, sentindo o pênis deslizar entre os lábios. Era grosso. Enchia a boca de um jeito que a fazia se sentir pequena e completa ao mesmo tempo. A língua girava. A boca subia e descia. Saliva escorria pelo queixo. Os dedos dela ainda estavam entre as pernas, se tocando sem parar.
O cheiro dele era intenso. O calor da pele. O gosto. Tudo era real demais.
— Meu Deus… — ela pensou, sentindo o pênis pulsar em sua boca.
— Você está indo bem — Ele murmurou, a voz cheia de aprovação.
— Mas pode ser melhor. Use a mão também.
Ela obedeceu, envolveu a base do pênis com os dedos e começou a mover a boca e a mão em sincronia. O som de sucção e o movimento ritmado preencheram o ar.
— Assim… — ele gemia, os quadris começando a se mover levemente.
— Você é uma aluna rápida.
Vanessa sentia o corpo inteiro tremer. O prazer de chupá-lo misturava-se com a excitação de se tocar. Era como se duas partes dela estivessem se descobrindo ao mesmo tempo.
Quando ele gozou, ela engasgou por um segundo. O jato quente e amargo invadiu a boca. Não cuspiu. Engoliu tudo, com lágrimas nos olhos e um sorriso trêmulo no canto da boca. O gosto forte descia pela garganta, e ela sentiu o corpo inteiro tremer — não de frio, mas de um prazer novo e voraz.
— Caralho… — ele murmurou, a voz rouca, os dedos ainda entrelaçados em seu cabelo.
Vanessa passou a língua nos lábios, ainda ofegante, as pernas abertas, a buceta latejando à mostra.
— É… é melhor do que eu imaginava — murmurou, a voz rouca e fina.
— O cheiro… o calor… e quando você gozou… eu senti tudo. Eu… eu gostei de engolir.
Ele passou a mão no cabelo dela, o polegar acariciando a bochecha.
— Você é cheia de surpresas, não é? — ele disse, com um sorriso.
— Para uma virgem, você tem um talento natural.
Vanessa corou, mas não desviou o olhar.
— Eu… eu não sei o que me deu. Nunca fiz nada assim.
— E agora? — ele perguntou, os olhos brilhando de curiosidade.
— O que você quer fazer?
Vanessa ficou em silêncio por um momento, o coração ainda acelerado. Olhou para o pênis dele, que começava a amolecer, mas ainda impressionante. Depois, para a água cristalina da cachoeira. E, finalmente, para os próprios dedos, ainda molhados de seu próprio prazer.
— Eu… eu não sei — ela admitiu, a voz trêmula.
— Mas eu não quero que isso acabe.
O rapaz sorriu, um sorriso que era ao mesmo tempo gentileza e promessa.
— Então não acaba — ele disse, estendendo a mão para ela.
— Vem aqui.
Vanessa hesitou por um segundo, mas depois colocou a mão na dele. Ele a puxou para perto, e ela sentiu o calor do corpo dele contra o seu. Nu contra nu. Pele contra pele.
— Você tem certeza? — ele perguntou, sério de repente.
— Porque uma vez que a gente começa, não tem mais volta.
Ela olhou nos olhos dele, e pela primeira vez, não sentiu vergonha. Só desejo. Só curiosidade. Só a vontade de descobrir o que mais poderia sentir.
— Eu tenho — ela respondeu, com uma firmeza que a surpreendeu.
Ele não disse mais nada. Apenas a beijou, devagar, como se quisesse saborear cada segundo. E Vanessa, pela primeira vez na vida, sentiu que estava exatamente onde deveria estar.
O sol já não queimava tanto. Mas algo dentro dela ainda ardia.




