As mãos de Gabriel eram impacientes. Ele não apenas tocava; ele reivindicava. Ele agarrou o rosto de Helena, forçando um beijo que era mais uma batalha do que um carinho, uma colisão de línguas e dentes que buscava o controle. Helena retribuiu com a mesma ferocidade, puxando o cabelo dele, querendo sentir a resistência de seu couro cabeludo, querendo que ele soubesse que ela não era apenas uma espectadora daquela luxúria, mas a sua cúmplice e sua guia. "Eu não aguento mais, Gabriel," ela sussurrou contra os lábios dele, a voz rouca, quase um comando. "Me destrói."
Eles caíram sobre o colchão de lençóis de seda, um movimento desajeitado de membros entrelaçados e respirações descompassadas. A primeira parada foi o prazer mútuo e frenético. Eles se posicionaram no 69, um emaranhado de pernas e quadris, onde o mundo se resumia apenas ao sabor e ao calor. Helena sentiu a língua de Gabriel encontrar seu clitóris com uma precisão que a fazia arquear as costas, os dedos dela enterrados na carne firme das nádegas dele. Ela o envolvia com sua boca, sugando sua masculinidade com uma urgência que o fazia rosnar contra a própria coxa dela. "Isso... continua exatamente assim," ele murmurou, a voz vibrando contra a pele dela, enquanto ela explorava cada veia, cada centímetro daquele membro que pulsava contra seu paladar.
O ritmo subiu. A respiração de ambos tornou-se um coro de grunhidos e exigências. Gabriel se posicionou sobre ela, o peso de seu corpo sendo o âncora que Helena tanto desejava. Ele a penetrou de uma vez, a entrada vaginal de Helena recebendo-o com um aperto úmido e quente que o fez perder o fôlego por um segundo. O primeiro impacto foi profundo, preenchendo-a de uma forma que parecia reivindicar não apenas seu corpo, mas sua própria essência. Helena abriu os olhos, os olhos nublados pelo prazer, e o encarou. "Nunca... nunca senti nada tão cheio," ela arfou, as unhas cravando nos ombros dele enquanto ele começava um movimento de estocada lento e deliberado, sentindo cada centímetro de resistência e prazer.
"Você é tão apertada, Helena... parece que foi feita para mim," Gabriel rosnou, o suor escorrendo de sua testa e pingando no peito dela. Ele acelerou o ritmo. O som da carne batendo contra a carne, um estalo úmido e rítmico, preenchia o silêncio entre os trovões. Ele a possuía com um vigor que a fazia tremer, cada estocada profunda atingindo seu colo uterino, provocando espasmos que a faziam esquecer o próprio nome. "Mais forte, Gabriel! Não para, por favor, não para!" ela implorava, a voz subindo de tom, transformando-se em um grito de puro êxtase enquanto o clímax vaginal começava a desenhar ondas de prazer em seu ventre.
Mas o desejo deles era voraz demais para parar na superfície. Enquanto o suor brilhava em seus corpos, a fome de Gabriel mudou de natureza. Ele a virou de costas, pressionando o rosto de Helena contra o travesseiro, as mãos dele descendo para as curvas de seu quadril, separando suas nádegas com uma autoridade que não aceitava contestação. Ele aplicou uma generosa quantidade de lubrificante, o som do líquido sendo um prelúdio para o que viria a seguir. Helena sentiu a ponta dele contra sua entrada anal, um ponto de pressão intenso e novo. "Gabriel... espera... ah, meu Deus..." ela começou, mas o medo era rapidamente substituído por uma antecipação avassaladora.
"Confia em mim, Helena. Eu vou te levar ao limite," ele sussurrou no ouvido dela, a voz grave, quase um comando hipnótico. Ele empurrou devagar. O primeiro centímetro foi uma luta de expansão e resistência; o segundo, uma sensação de preenchimento absoluto que parecia dividir o corpo dela em dois. Helena soltou um gemido longo, uma mistura de dor aguda e prazer transcendente. "Isso é... é tão intenso... eu me sinto... completa," ela gaguejou, as palavras escapando enquanto o ritmo dele começava a ganhar tração. A penetração anal era diferente; era um aperto mais constante, mais denso, que parecia massagear seus órgãos internos de uma forma que a deixava vulnerável e poderosa ao mesmo tempo.
Gabriel perdeu o controle do ritmo. Ele a segurava pelos quadris, puxando-a para trás com cada estocada violenta e rítmica. O sexo anal era um furor de sensações; o atrito constante, a profundidade da penetração que parecia alcançar o centro de seu ser. "Você é perfeita... tão apertada, tão quente..." ele dizia entre dentes, o rosto vermelho pelo esforço. Helena estava em transe. Ela não conseguia pensar, apenas sentir. O movimento de vaivém era implacável. Ela sentia cada músculo de Gabriel tensionar-se contra o seu, a força de sua respiração pesada contra sua nuca. "Sim! Assim! Me fode, Gabriel! Não para!" ela gritou, entregando-se totalmente ao ritmo selvagem.
O clímax veio como uma avalanche. O ritmo de penetração atingiu um ponto de saturação, onde a distinção entre dor e prazer se dissolvia completamente. Gabriel deu as últimas estocadas, profundas e frenéticas, enquanto Helena sofria um orgasmo tão violento que seu corpo inteiro arqueou, as pernas tremendo incontrolavelmente. Segundos depois, ele desabou sobre ela, rugindo o nome dela enquanto descarregava toda a sua tensão dentro dela, o ápice de uma necessidade que parecia queimar a pele.
Eles ficaram ali, deitados, o peito subindo e descendo, o som da chuva finalmente silenciando no fundo de suas mentes. O quarto cheirava a sexo, suor e desejo absoluto. Não havia pressa para o fim, apenas a consciência de que, naquela noite, eles haviam transcendido o comum, encontrando um ritmo que só a entrega total e o furor da luxúria poderiam proporcionar.
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