Até começar a perceber um lado de si que desconhecia.
Tudo começou depois de uma conversa com a própria esposa sobre depilação e ela incentivando ele a depilar o pau e o perineo. Rodrigo ficou pensativo, mas para agradar Laura, decidiu fazer. Comprou algumas giletes e sem muito jeito se trancou no banheiro, depilou a barriga, a virilha, a rola, as bolas, o períneo, e ja com o aparelho na mão pensou por que não depilar tudo? Desceu a gilete até o cú, passou de um lado para o outro, de baixo pra cima, até o buraco estar totalmente liso. Pra garantir que não havia falhas tentou olhar pelo espelho, mas não conseguiu ver, então se secou e saiu do banheiro. Notou que aquela região parecia mais sensível ao toque. No início, não deu muita importância. Depois, começou a prestar atenção.
E a curiosidade veio junto.
Os pelos cresceram, ele se depilou novamente. Sozinho no banheiro, diante do espelho, Rodrigo tirou uma fotografia abrindo as nádegas, viu que não havia falhas. Apagou em seguida.
Porém dessa vez, algo mudou. A imagem não saía de sua mente. Na mesma noite se levantou da cama em silêncio, Laura acordou e perguntou:
- Onde vai, amor?
- Ao banheiro, já volto. Vou usar do piso de baixo pra não fazer barulho e te acordar de novo.
Ele não sabia exatamente o que estava procurando. Só sabia que aquela versão de si mesmo despertava algo novo. Dessa vez posicionou o celular no chão, colocou o timer, tirou a foto e se posicionou de quatro em frente a lente, abrindo as nádegas com a mão, saco e rola pendurados entre as pernas. Dessa vez salvou a foto em um álbum secreto e voltou pra cama.
Depois daquela primeira fotografia, Rodrigo passou a perceber o próprio corpo de outra maneira.
Quando estava sozinho, deixava as mãos demorarem mais pelo cú. Explorava o toque sem pressa, enfiando a ponta do dedo, depois ele todo, descobrindo regiões que antes nunca tinham recebido tanta atenção. Os banhos ficaram demorado a medida que o tesão e a vontade de sentir cada vez mais aumentavam. Às vezes parava diante do espelho e observava a própria imagem, enfiando 1, 2, deoois 3 dedos no próprio cú, tentando entender por que aquilo o atraía tanto.
— Eu realmente estou gostando disso...
A frase saiu baixa, quase como uma confissão.
Aos poucos, deixou de ser apenas uma brincadeira ocasional. A ideia voltava durante o trabalho, no banho, antes de dormir. Até que Rodrigo decidiu dar um passo além.
Entrou em um sex shop, escolheu dois brinquedos, um plug médio e um consolo de uns 15 cm com ventosa, parecido com o próprio pau. Pagou rapidamente e saiu com a sacola escondida sob o braço.
A oportunidade apareceu alguns dias depois.
Laura precisaria passar o dia na cidade vizinha para visitar os pais. Quando ela saiu pela manhã, Rodrigo percebeu que finalmente teria algumas horas completamente sozinho.
Em vez de se trancar no banheiro, preparou o quarto.
Fechou a porta, deixou o celular de lado aberto em vídeos pornô, o espelho que estava na parede apoiado no chão e colocou os brinquedos sobre a cama. Por alguns minutos, apenas ficou olhando para eles, sentindo aquela mistura conhecida de vergonha e expectativa.
— Hoje eu não preciso esconder nada.
E, pela primeira vez, Rodrigo se permitiu explorar aquela fantasia sem pressa e sem medo de ser interrompido. Encheu o cú de lubrificante, espalhou o restante pelo plug de metal e forçou a entrada. No início gemeu de dor, até que com um estalo molhado o plug entrou por completo. Ele desceu com o brinquedo no rabo, fez o almoço, comeu, colocou um filme pra passar e continuou as brincadeiras, pondo e tirando, deixando o cú piscar sentindo o vazio.
Depois foi a vez do consolo. Tentou da mesma maneira, mas não resistiu à pressão, então mudou a posição, colou o dildo no chão pela ventosa e começou a sentar. Aos poucos sentiu o cu engolindo até que sentisse o frio do piso. Estava tudo dentro... Começou então a subir e descer, freneticamente até que o tesão tomou conta do corpo, o pau meia bomba começou a pulsar e num piscar de olhos, ele gozou sem tocar no pau. Foram jatos de porra pro alto, enquanto o cú apertava o penis de borracha.
As sensações foram diferentes de tudo que havia imaginado. O que começara como curiosidade havia se transformado em uma compulsão que ocupava cada vez mais espaço dentro dele.
Quando terminou, ficou deitado, olhando para o teto. Não havia mais como fingir que era apenas uma fase.
Rodrigo tinha descoberto algo sobre si mesmo.
E a parte mais inquietante era perceber que já não queria apenas imaginar.
Precisava sentir que fosse verdade.
Continua...


