Ela tem quarenta e seis. Eu, quarenta. Nos conhecemos num show improvável — desses que a gente vai sem esperar nada, quase por acaso, porque um amigo insistiu ou porque a noite estava aberta e não havia motivo para ir para casa. Não era o tipo de show que nenhum dos dois frequentava. Era um daqueles lugares onde as pessoas vão por curiosidade, e a gente foi, cada um por seu motivo, e acabou no mesmo lugar, na mesma hora, ouvindo a mesma música que ninguém ali tinha ido ouvir de verdade.
O interesse veio junto com a música. Não foi um lance à primeira vista, foi um lance à primeira conversa — daquelas que começam no intervalo e não acabam mais. Ela já estava na cidade. Tinha pós-graduação, formação sólida, trabalhava na área. Eu ainda corria atrás da minha formação, ainda não tinha chegado à pós-graduação, ainda não tinha o título, ainda não tinha a pasta, ainda não tinha nada do que tenho hoje. Ela já tinha. Ela já era, de certo modo, o que eu queria ser.
No fim do show, um comentário para o amigo que era aluno dela.
— Está aí uma mulher que eu chamaria para tomar um vinho comigo!
O vinho virou uma cerveja. A cerveja virou outra. A outra virou uma conversa que não acabava, num bar que fechou, depois na calçada, depois em pé na esquina, os dois sem querer ir embora. Não teve nada naquela noite além de beijos profundos e corpos se apertando. Ficou aquela porta aberta que a gente não fecha quando sabe que vai voltar. E a gente voltou.
Foi assim. Devagar, sem plano, sem cerimônia. Um vinho, uma cerveja, depois a vida foi acontecendo: trabalho, cidade, casa, filha, uma gaveta.
Temos uma filha. Uma só. E ela é a razão pela qual a nossa vida sexual acontece, quase sempre, de manhã.
Nossas aulas são à noite. Isso quer dizer que a gente sai de casa no fim da tarde, dá aula até quase dez, corrige coisa no caminho de volta, chega em casa depois das onze, come alguma coisa de qualquer jeito e cai na cama. Isso quer dizer que de segunda a sexta o nosso horário nobre é o horário em que a gente está exausto. Isso quer dizer que o sexo, quando acontece durante a semana, é rápido, é cansado, é quase um carinho antes de dormir — bom, mas não é o que a gente gosta de fazer quando tem tempo.
O que a gente gosta de fazer quando tem tempo acontece de dia, pela manhã ou tarde, ou quando viaja e não tem preocupações com trabalho, filha ou casa.
A filha dorme até tarde. Sempre dormiu. E a casa, entre as seis e as oito da manhã, é a casa mais silenciosa do mundo. Ninguém fala. Ninguém liga. Ninguém manda mensagem no grupo do departamento. O cachorro não late. O portão não abre. É um intervalo em que o mundo inteiro parece ter combinado de nos deixar em paz, e é nesse intervalo que a gente vive o que não cabe no resto do dia.
Foi assim naquele sábado.
Acordei cedo e me encostei nela, era um sinal, de que eu estava ali, disponível. Disponível e interessado!
Bastava aguardar a resposta dela.
Ela acordou, se mexeu devagar, lenta, preguiçosa. Reclamona!
— Hoje estou mais devagar, não espere grande performance!
— Tudo bem! Mas podemos tentar!
Começamos com beijos leves, carinhos pelo corpo um do outro, a excitação demorou a vir, e veio lenta, até que ela pede:
— Acho que hoje eu prefiro o amigo! Posso?
— Pode!
O amigo era um vibrador rosa do tipo Rabbit da Svakom, ela diz que ele é delicado, quase feminino, ou trans kkkk. Esse amigo é nosso menage fictício a anos, divido ela com ele, olho e curto cada expressão dela enquanto ele vibra dentro dela.
Foi assim naquela manhã, assim que ele entrou nela, ela já diz:
— O amigo está violento hoje!
— E você gosta?
— Gosto!
— Sabe o que eu gosto bem?
— Do quê?
— De você gozar na minha boca, na minha cara! Gosto muito disso! Um dia vou engolir!
— Posso te ajudar com isso!
Ela geme entre cada palavra!
Eu observo o corpo se contrair, os bicos dos peitos duros, decido participar, me ajoelho próximo ao seu rosto e ofereço meu pau duro, enfio em sua boca, o mais fundo que posso, geralmente ela não aceita bem, fica limitando o quão fundo posso ir.
Mas naquele dia eu decidi por ela, quando tento levantar a cabeça para chupar eu disse:
— Não precisa, eu vou até você!
Forcei a penetração, ela percebeu, me olhou e viu meu desejo, viu quem mandava e quem tinha o controle!
Retirei o pau babado e esfreguei pelo seu rosto, bati com ele sobre sua boca, e quando ela abria a boca eu só esfregava, até que perguntei:
— Gosta disso?
— Gosto!
Foi a autorização para ir além! Afundei o pau o quanto consegui, mas não o quanto gostaria! Passei a comer sua boca! Literalmente a fodendo como se fosse uma boceta! Mas não era uma boceta, a boceta estava ocupada, por outro!
—Gosta de dar pra dois ao mesmo tempo sua puta?
—Gosto! Ahhhhhhh!!!
O gozo veio forte, vibrante, contraído, o gemido abafado pelo meu cacete afundado o máximo que consegui. Até ela tirar a boca para respirar, eu segurava sua cabeça. Ainda não havia acabado, ela voltou o amigo para dentro dela e ofereceu a boca novamente, voltei a me movimentar fortemente contra sua boca, até que veio o que ela esperava:
— Vou te dar o que você quer! Abra a boca!
Fiquei punhetando com a cabeça quase dentro da boca dela, os dois primeiros jatos foram fundo, depois introduzi na sua boca para que sentisse as pulsações e ainda sobraram jatos suficientes para gozar na sua cara e esfregar porra pela cara dela enquanto mais um orgasmo a fazia gritar sob mim.
Ela se levantou, foi até o banheiro, se olho no espelho, cuspiu fora, e comentou:
—Eu gosto disso! Na nossa viagem, vamos levar tudo que tem na gaveta!
—Tudo mesmo?
Uma semana depois estávamos a caminho do Rio.
Naturalmente temos fantasias, fetiches, taras, coisas e pensamentos que nos fazem arrepiar um pouco mais que o normal. O BDSM entrou na nossa vida devagar, como entram as coisas que a gente não planeja. Não foi curso, não foi livro, não foi comunidade virtual. Foi um jogo que começou como brincadeira e virou linguagem, uma curiosidade e uma compra bem diversificada. Primeiro a venda, depois a coleira, depois o harness, as algemas, a guia, uma gaveta cheia, trancada na maior parte do tempo. E a cada passo ficava mais claro que aquilo não era um desvio, era uma segunda gramática — uma forma de dizer coisas que a língua comum não dá conta.
O que nos interessa no BDSM não é a dor, nem o couro, nem o acessório. É a clareza. No mundo de fora as coisas são ambíguas: a gente diz eu te amo e quer dizer quinze coisas diferentes, diz tudo bem e não está tudo bem, diz depois a gente conversa e não conversa nunca. No quarto, com a coleira no pescoço dela e a argola girando sob o meu dedo, não tem ambiguidade nenhuma. Ela obedece ou não obedece.
Essa é a contradição que sustenta o nosso casamento, e é a coisa que eu mais gosto nele. Durante a semana a gente ensina, coordena, avalia, usa o título de doutor, fala em nome de uma instituição. Nas manhãs de sábado, a gente usa coleira. Durante o dia ela decide coisas — orienta alunos, aprova projetos, assina pareceres. Nas manhãs de sábado ela não decide nem o quê, nem como, nem por quem. Não é que uma coisa seja mentira e a outra verdade: as duas são verdade, as duas são ela. E é por causa da primeira que a segunda funciona. Só uma mulher que passa a semana inteira no comando do próprio nariz pode escolher, num sábado de manhã, entregar o comando a alguém. A rendição de quem não tem nada não é rendição, é resignação. A rendição de quem tem tudo é um presente. E eu só posso mandar porque ela me deu esse direito — o poder que eu tenho naquele quarto não me pertence, é emprestado.
Uma coisa precisa ser dita, porque é verdade e porque muita gente que escreve sobre isso esquece: nem toda noite é uma cena de filme. Às vezes tem coleira, tem comando, tem roteiro, e é maravilhoso. Mas na maior parte das vezes o que tem é cansaço, é sono, é vontade que não se converte em nada, é um beijo e um "amanhã a gente vê isso". Isso não é fracasso. Isso é casamento. Ela já me disse que se sente pressionada quando a expectativa é alta demais — que às vezes parece que precisa performar, entregar uma versão de si mesma que não está disponível naquele dia. Isso desanima, isso trava. E eu aprendi, com erro e com conversa, que o melhor jeito de cuidar disso é não prometer nada. Não planejar a intensidade. Não transformar desejo em obrigação.
É por isso que a mala pequena viaja fechada, sem que a gente saiba o que vai sair dela. A mala é uma possibilidade, não um programa.
E aqui vale uma distinção que eu levei anos para entender. Possibilidade e expectativa não são a mesma coisa. Expectativa é fechada, tem roteiro, tem resultado, tem nota no fim — é o que pesa, é o que trava. Possibilidade é aberta, não pede nada, diz apenas: está aqui, se você quiser. Pode ser hoje, pode ser amanhã, pode não ser nesta viagem. A mala fechada no canto do quarto é isso. O fato de poder abrir já é, em si, uma coisa que a gente leva.
A gaveta fica parada; é isso que faz dela uma gaveta. A mala pequena tem rodinhas. A diferença entre uma e outra é a diferença entre um segredo que fica e um segredo que viaja. É a gaveta que aprendeu a andar — e quando aprende, vira companhia. Atravessa Minas, a serra, a Baixada, o estacionamento de um shopping em Duque de Caxias, e ninguém sabe o que ela é. Frentista, segurança, atendente de loja, recepcionista de Airbnb: todos veem a mesma coisa, uma mala de bordo pequena, dessas que qualquer casal de meia-idade leva. Ninguém pensa no que tem dentro. É exatamente aí que mora o prazer.
Dentro dela não viajam só os objetos — algemas, coleira, guia, harness, vendas, amarras, os plugs, os vibradores enfileirados como soldados. Isso é o conteúdo, o que dá para listar. O que viaja mesmo é o que pode acontecer. A mala vai embaixo, a grande vai em cima, e essa ordem nunca é por acaso: o que é mais importante viaja por baixo, protegido, sem que ninguém repare. É o mesmo princípio da gaveta — o que interessa fica atrás das camisas.
O que a gente já explorou é bastante. Venda, coleira, guia, algemas. O harness é o item em que ela fica poderosa, de ombros retos, queixo alto, como se o couro a autorizasse a ser maior do que é. A coleira é o contrário: nela, ela se entrega. São duas coisas diferentes, e é por isso que as duas funcionam. O que ainda está em aberto são duas coisas, e as duas têm a ver com o mundo de fora. Exibicionismo — a ideia de ser vista, o risco, o quase. Não a exposição real, não a internet, não outro homem: a possibilidade, o limiar. Ela se exibe para mim como se houvesse alguém olhando, e eu fico ali, olhando de verdade. Dizem que voyeur é quem não participa. Mentira. Olhar é participar de um jeito que ninguém que nunca olhou vai entender. E ar livre — sexo em ambiente aberto, onde existe o risco de alguém passar, ver, ouvir. Nunca fizemos. Queremos. É isso, mais do que qualquer brinquedo, que dá peso a essa viagem: a gente vai para o Rio com a mala pequena, mas o que a gente quer mesmo é o que não cabe na mala.
O anal é recente, muito recente, cada passo com seu tempo, com sua pausa, com seu posso?, com seu pode. Comprei um plug bem fininho, discreto, quase inofensivo, com uma data em mente. E tem o menage fictício, o arranjo que a gente inventou sem nomear, com o Amigo rosa no meio, e as perguntas que eu faço no ouvido dela e que ela responde com o corpo antes de responder com a voz. Tá gostoso dar pra ele? Gosta de dar pra ele na minha frente? Quer dar pra dois? São perguntas antigas. São a nossa liturgia. E tem o preto, que eu não vou nomear agora, que ela finge que esqueceu, que está na gaveta há tempo demais para ser coincidência.
A viagem estava marcada havia meses. Rock in Rio, o show de segunda, Sir Elton John, a despedida. A gente vinha falando daquilo desde o jantar de quinta em que a decisão foi tomada, e a mala pequena já estava no alto do armário esperando, ainda vazia.
Ela organizou a mala grande, com todo o cuidado que lhe era peculiar. Cada peça de roupa dobrada do jeito dela, o casaco para o frio do Rio separado, o remédio de pressão à mão, o livro que ela não vai ler encaixado de lado. Levou o tempo que ela sempre leva — não porque seja lenta, mas porque é caprichosa com o que é visível.
Eu organizei a mala pequena. Tudo que coube, incluindo carregadores e pilhas — porque a mala pequena, ao contrário do que se poderia pensar, não é só de apetrechos: é a mala do que é nosso, e o que é nosso inclui carregador, inclui pilha, inclui tudo o que não pode faltar. Fechei a mala pequena de qualquer jeito? Não. Fechei com o cuidado de quem sabe o que está guardando. Mas o que eu fechei de qualquer jeito foi a mala grande — roupa amassada, tênis jogado, o casaco que ela comprou para o frio do Rio, carregador, remédio de pressão, o livro que ela não vai ler. Dois minutos. A mala pequena levou bem mais.
As duas malas desceram juntas para o porta-malas. A pequena embaixo, a grande em cima. Antes de fechar o porta-malas, eu olhei para a pequena uma última vez. É um gesto que eu faço sempre. Não sei explicar por quê.
Fechei a porta de casa, tranquei, conferi duas vezes, e a gente virou outra coisa.
Seis horas de estrada entre Minas e o Rio, com revezamento na direção e a trilha do show tocando no carro desde o primeiro quilômetro. Elton John do começo ao fim, com pausas para ela dormir e para eu dormir, e aquele silêncio bom de estrada que não precisa ser preenchido. A gente se revezou sem combinar muito: ela dirigiu o primeiro trecho, eu o segundo, ela o terceiro. Em algum lugar entre Juiz de Fora e Além Paraíba paramos num posto, comemos um sanduíche ruim, tomamos um café pior, e voltamos para o carro rindo de não sei o quê. É sempre assim em viagem. A gente ri de coisas que não têm graça nenhuma.
Seis horas depois, estávamos no outlet em Duque de Caxias. Calor, shopping cheio, fila em loja de tênis, ela provando três pares e comprando nenhum. Andamos por várias lojas, sem pressa, do jeito que a gente anda quando o dia inteiro é nosso. Depois de várias lojas, era hora de comer — e comemos numa praça de alimentação, olhando o movimento, cansados, satisfeitos, sem falar de nada que importasse. A mala pequena ficou no porta-malas o tempo todo. Atravessou Minas, a serra, a Baixada, o estacionamento do shopping, sem que ninguém soubesse o que ia dentro dela. Nem o frentista, nem o segurança, nem o cara da loja de tênis. É um pensamento que me dá um certo prazer. Não sei explicar por quê também.
O Rio estava chuvoso e frio, e isso ninguém avisou. Saímos de Minas com calor e chegamos com vento, chuva fina e aquele frio úmido que entra pelos ossos e não sai. A cidade inteira parecia ter recuado para dentro. O apartamento era um Airbnb recém-reformado, pequeno, bem equipado, entre Ipanema e Copacabana. Eletrodomésticos modernos, cozinha apertada mas funcional, chuveiro excelente — desses que a gente testa e já quer levar para casa. E uma banheira de imersão que só cabia um de nós. Um. Isso virou piada desde o primeiro minuto: a gente olhou para a banheira, olhou um para o outro, e riu.
O quarto era pequeno. Cama de casal, dois criados-mudos, uma janela que dava para um poço de luz, um armário embutido. No canto, ao lado do armário, sobraram dois espaços: um para a mala grande, que ficou aberta com a roupa derramando para fora, e outro para a mala pequena, que ficou fechada com o zíper puxado até o fim, ainda intacta desde Minas.
A gente tinha acordado cedo, tinha passado tempo demais na estrada, tinha andado de shopping, comido mal, carregado mala, feito check-in, resolvido tudo. Era final de tarde quando entramos de verdade naquele quarto, e a única coisa que queríamos era tomar um banho e descansar. Foi o que fizemos. Ela tomou banho primeiro — no chuveiro excelente, com a porta do banheiro entreaberta e o vapor saindo pelo vão. Eu tomei depois, enquanto ela se deitava na cama com a toalha enrolada na cabeça e o celular na mão. Depois fiquei deitado ao lado dela, olhando o teto, sentindo o corpo pesado. A chuva batia na janela e o Rio fazia o barulho de sempre, abafado pela água.
Antes de fechar os olhos, fiquei um tempo olhando as duas malas. A grande, aberta, era o que a gente mostra: dois professores de meia-idade que vieram ao Rio ver Elton John. A pequena, fechada, era o que a gente guarda: as coisas que a gente faz quando ninguém está vendo, e as coisas que a gente ainda não fez mas quer fazer. A grande estava resolvida, já tinha dado o que tinha que dar. A pequena ainda estava inteira, com o zíper puxado até o fim, carregando dentro de si um fim de semana de possibilidades e nenhuma obrigação. Era a gaveta de casa, com rodinhas, dormindo ao lado da nossa cama, esperando a hora — ou não esperando nada, o que é ainda melhor.
A banheira, o metal e o jantar
A gente cochilou. Cochilou de verdade, dessas sonecas de viagem que apagam tudo, sem sonho, sem interrupção. E acordamos antes das oito da noite, com a chuva ainda batendo lá fora, a casa ainda em silêncio, o corpo ainda pesado mas já com fome.
Levantei primeiro. Fui até a janela, abri um pouco a cortina, e vi a rua molhada de Ipanema brilhando sob o poste. Ela ficou na cama mais um pouco, de olhos fechados. Depois abriu os olhos, me olhou, e sorriu daquele jeito que a gente se olha nas manhãs de sábado.
— Fome? — perguntei.
— Muita.
Pedimos comida. Comida brasileira, daquelas que a gente reconhece de longe: arroz, feijão, farofa, batata frita e bife. Veio numa embalagem de alumínio, ainda quente, e a gente comeu na cama mesmo, de qualquer jeito, com a TV ligada. Estava passando o Rock in Rio — o dia do metal. A mesma cidade, o mesmo festival que a gente ia ver na segunda, mas outra noite, outro palco, outra multidão. Sábado era metal, segunda ia ser Elton John. A gente comeu ouvindo guitarra distorcida e gritaria de plateia, e era estranho e bom ao mesmo tempo: espiar pela tela o futuro que nos esperava, dois dias antes de ele acontecer.
Terminamos de comer e ficamos um tempo olhando a TV sem falar. O quarto era pequeno, e isso tinha uma consequência que eu ainda não tinha absorvido direito: a banheira ficava do lado da cama. Não num banheiro separado, não atrás de uma porta — do lado. De lado para a TV. Um ficava na cama, o outro entrava na banheira, e os dois continuavam na mesma conversa, vendo a mesma tela, ouvindo o mesmo barulho de chuva e de festival.
— Vou primeiro — eu disse.
Enchi a banheira devagar, água bem quente, e entrei com o cuidado de quem sabe que ela é pequena. O corpo afundou e doeu de um jeito bom: os ombros, a lombar, a nuca, tudo o que tinha endurecido na estrada. Fiquei de lado para a TV, vendo o palco do metal girar em luz vermelha, a multidão levantando os braços, e a chuva batendo na janela do quarto. Em algum momento fechei os olhos e só fiquei ali, na água quente, com o festival chiando ao fundo, pensando na segunda, quando a gente ia estar no meio daquilo.
A água foi esfriando devagar, e eu fui deixando, porque sair da banheira quente num quarto frio é sempre uma pequena traição que a gente adia. Quando saí, ela já estava de pé, enrolando o cabelo num coque alto para não molhar. Passou por mim com a toalha no ombro e me deu um beijo rápido no canto da boca, sem parar de andar.
— Sua vez foi boa?
— Muito.
Ela entrou na banheira e ficou ali, do mesmo jeito que eu tinha ficado — de lado para a TV, vendo o metal, ouvindo a chuva. Dessa vez eu não fui para o banheiro nem para a sala. Fiquei na cama, olhando. Não com segundas intenções ainda, ou talvez já com elas, mas sobretudo com aquele prazer antigo de ver o corpo dela à vontade, na água, sem pressa nenhuma. A pele molhada, o cabelo preso, o ombro de fora da água, a mão brincando com a espuma.
Em algum momento ela percebeu que eu estava olhando. Não disse nada. Só virou a cabeça um pouco, me olhou de volta, e sorriu. E foi no olhar, não na fala, que a coisa toda começou.
Ela saiu da banheira, pegou o roupão branco de hotel que nunca serve em ninguém, e veio para a cama. Deitou do lado, de barriga para cima, com o cabelo ainda preso e a pele ainda quente do banho. Ficou olhando a TV comigo por um tempo, os dois vendo a mesma coisa que não era nossa ainda.
Depois virou a cabeça. Me olhou de novo.
Eu peguei o controle e baixei o volume mais um pouco — não desliguei. Porque a TV ligada, com aquele metal chiando ao fundo, era de certo modo a trilha certa: o mundo lá fora fazendo barulho, e a gente aqui dentro fazendo outra coisa, sem que ninguém soubesse. A chuva continuava na janela. O festival continuava na tela. E a mala pequena continuava fechada no chão, intacta desde Minas.
Fiquei um tempo só olhando ela. Porque é o que eu faço melhor, e porque naquele momento não havia pressa, não havia programa, não havia obrigação. Só a mulher que eu conheço há anos, de roupão branco, com o cabelo preso, deitada do meu lado numa cama de Airbnb em Ipanema, com a chuva batendo na janela e o Rock in Rio passando baixinho na TV.
Ela entendeu o olhar. Ela sempre entende.
Foi ela quem esticou a mão primeiro, lá para a cabeceira, para o criado-mudo. Não para a mala pequena — essa continuou fechada no chão, intocada. O que ela pegou foi só o que estava na bolsa dela, sem zíper para puxar, sem segredo para guardar. O Amigo rosa.
E aí a noite, que ainda não tinha começado, começou.
Ela foi impositiva!
— Hoje você só vai olhar! Eu só vou dar para o amigo!
É assim foi, aberta pra ele, eu de pé, pau na mão assistia ela se entregar para o nosso menage fictício. Assistia a ela se libertar em um mundo só nosso, sem outros para se preocupar.
Ela escolheu um modo de vibração duplo, clítoris e canal vaginal duplamente estimulados, não conseguiu resistir por muito tempo, o orgasmo chegou rápido e potente. Não consegui acompanha-la, ela provocou:
— O amigo me come do jeito que eu gosto. Posso dar pra ele mais um pouco?
— Pode! Você pode o que você quiser!
Mas ela não queria ou esperava minha autorização, queria mais uma constatação, de que eu gostava daquilo e aprovava! Queria ser incentivada!
Assim que ele entrou novamente nela a vibração percorreu todo o corpo e se dissipou em gemidos, dela e meus.
Nosso clímax chegou sincronizado, ela se contorcendo na cama e eu urrando enquanto meu pau explodia em direção ao chão do quarto, pernas bambas e olhar perdido no corpo dela. Ele ainda estava lá, sumindo entre as pernas dela, uma luz piscando, fui para o banheiro e a deixei lá, curtindo.
Domingo o Rio amanheceu de mau humor. A gente tinha dormido tarde, depois da banheira, depois do Amigo, depois da TV ainda ligada com o metal chiando, e quando acordamos o relógio já passava das dez e a cidade lá fora estava irreconhecível. Não era o Rio dos cartões-postais. Era vento, chuva fina e um frio que ninguém tinha avisado e que a gente não tinha trazido na mala. A janela do quarto, aquela que dava para um poço de luz, estava molhada de fora a fora, e a água escorria em fios grossos que distorciam tudo o que se via através dela.
Ficamos um tempo na cama, sem pressa, ouvindo a chuva. Em algum momento percebemos que não tinha nada em casa para comer — nem café, nem pão, nem fruta. Eu vesti a primeira roupa que achei, peguei o guarda-chuva e desci até a padaria da esquina. Foi rápido. Pão, queijo, café, umas frutas, um suco. A rua estava praticamente vazia, o vento empurrava a chuva de lado e o guarda-chuva virou rapidamente um objeto inútil, então voltei quase correndo, encharcado até o joelho, rindo sozinho da situação.
Tomamos café no quarto mesmo, na cama, com a TV ligada na previsão do tempo — que confirmava o que a janela já dizia: aquele domingo não ia dar trégua. A gente tinha planos vagos de caminhar em Ipanema, talvez ir até a feira, mas nenhum dos dois estava com pressa de sair. Em algum momento, perto do meio-dia, o celular dela vibrou. Era um casal de amigos, professores também, que estavam no Rio pela mesma razão que a gente — o show de segunda. Tinham reservado mesa no Belmonte, em Ipanema, e perguntavam se a gente topava almoçar junto.
A gente topou. Banho rápido, roupa trocada, capa de chuva, e saímos.
O Belmonte estava lotado. Era um restaurante cheio de turista — Não era cheio de gente da cidade, do bairro, das mesas que se conhecem, dos garçons que já sabem quem pede o quê. O barulho dentro era o barulho bom de restaurante cheio em dia de chuva: pratos, risos, conversas atravessadas, o tilintar de garfos e copos. Ficamos numa mesa perto da janela, vendo a rua, e a rua estava um borrão — guarda-chuvas passando, carros devagar, poças refletindo as luzes. Lá fora, o vento e a chuva só aumentavam. A gente comeu bem, bebeu um vinho, falou de coisas leves, riu do que não tinha graça, e em algum momento o assunto virou para o show de segunda, para Elton John, para a despedida, para o quanto aquilo significava para cada um ali. Era um almoço de amigos, desses que a gente faz sem perceber que está fazendo memória.
Quando saímos, o tempo tinha piorado. Foi uma corrida. A gente se despediu rápido, capuzes para cima, capas de chuva coladas ao corpo, e voltamos correndo pelas ruas de Ipanema, com a água entrando por baixo das botas, as calças grudadas nas pernas, o mundo todo virando um só borrão cinza. Ela ria enquanto corria. Eu ria também. Passamos por uma padaria, por uma banca, por uma esquina qualquer, e eu me lembro de pensar, correndo, que era exatamente ali — encharcado, com frio, rindo de nada — que eu queria estar.
Chegamos no apartamento pingando. Fechamos a porta, tiramos as capas, tiramos os tênis, e o silêncio do quarto caiu sobre a gente de um jeito quase brusco. Lá fora, o frio continuava, o vento continuava, a chuva continuava. Mas dentro, a temperatura começou a aumentar.
Ela foi para o chuveiro primeiro — ou eu fui, não lembro exatamente. O que eu lembro é que em algum momento ela entrou junto comigo.
O banheiro era pequeno, como tudo naquele apartamento, mas o chuveiro era excelente — a gente já tinha testado na chegada, um na frente do outro, cada um no seu tempo. Dessa vez não teve tempo separado. Ela entrou comigo, e o box, que já era apertado para um, virou um espaço de dois corpos encostados, sem folga nenhuma, sem espaço para nada além do essencial.
A água caiu quente sobre nós dois e o vapor subiu rápido, tomando o espelho, tomando a porta, tomando tudo. Lá fora, a chuva continuava batendo na janela do banheiro, e o vento empurrava a água contra o vidro como se quisesse entrar. Do lado de dentro, era outro mundo. A pele dela ainda estava fria da rua — os braços, os ombros, a nuca — e eu sentia essa diferença quando encostava: o frio da rua e o calor da água se encontrando no mesmo corpo, no mesmo instante. Ela fechou os olhos por um momento, com o rosto virado para cima, deixando a água escorrer pelo cabelo preso, pelo rosto, pelo pescoço, e eu fiquei ali, parado, vendo a temperatura dela mudar.
A gente não falou nada no começo. Não precisava. Ficamos um tempo só na água, cada um sentindo o próprio corpo voltar ao normal depois do frio, do vento, da correria. O vapor foi ficando denso e o banheiro virou uma coisa fechada, quente, quase sem contorno. Os meus braços encontraram a cintura dela sem pressa nenhuma — não como quem começa uma coisa, mas como quem confirma uma coisa que já estava começando desde a esquina, desde a corrida na chuva, desde o almoço, desde o cochilo, desde a mala fechada no chão do quarto.
Ela abriu os olhos e me olhou. O cabelo molhado, o rosto molhado, a água escorrendo pelo queixo. Não disse nada. Só ficou ali, com o corpo encostado no meu, na água quente, no vapor, no barulho da chuva lá fora. E eu entendi o que aquele olhar queria dizer, do mesmo jeito que eu tinha entendido o olhar da manhã de sábado, do mesmo jeito que eu sempre entendo — é uma língua que a gente levou anos para aprender e que agora a gente fala sem pensar.
Fiquei mais um tempo embaixo da água com ela. Deixei a mão subir pelas costas dela, devagar, sem destino, só para sentir a pele esquentando embaixo dos meus dedos. Ela respirou fundo e encostou a testa no meu ombro, e ficamos assim, os dois, com a água caindo por cima, sem nenhuma pressa, sem nenhum roteiro, sem nada combinado. Só o vapor, o calor, o barulho da chuva do lado de fora, e aquele silêncio que a gente conhece bem — o silêncio que não é distância, é o contrário de distância.
Em algum momento eu desliguei a água. O vapor continuou no ar, denso, e o banheiro ficou quente do jeito que só banheiro de inverno fica depois do banho. Peguei a toalha, passei a minha rápido pelo corpo, e me sequei de qualquer jeito, ainda molhado em alguns lugares. Ela ficou parada dentro do box, com a água escorrendo do corpo, esperando.
Antes de sair, olhei para ela. Ela estava ali, de pé, com o cabelo preso e o corpo ainda brilhando de água, e a luz do banheiro fazia aquilo que a luz de banheiro faz: transformava tudo em uma coisa mais quente, mais próxima, mais verdadeira.
— Vou indo — eu disse.
Ela assentiu, sem pressa.
Abri a porta do banheiro e o ar frio do quarto entrou de uma vez, batendo no meu corpo quente. Antes de fechar atrás de mim, olhei de novo para ela, que continuava no box, e disse, com a voz mais baixa que o normal:
— Quando terminar, não precisa colocar roupa.
Ela não respondeu com palavra nenhuma. Só ficou ali, me olhando, com aquele sorriso lento que ela faz quando entende exatamente o que eu estou dizendo — e quando sabe que a partir daquele momento a noite já não pertence mais a nenhum dos dois, e sim a uma coisa que a gente constrói junto, sem ensaio, sem programa, sem promessa.
Fechei a porta. Fui até o quarto. E esperei.
Ela veio…seria meu dia de abrir a mala e decidir o que saía dela. A temperatura do banheiro já demonstrado que seria um dia de explorar.
Ea veio…viu a coleira na minha mão.
Ela sabia o que significava. Frio, ordenei
— De joelhos!
Obediente e resignada, procurou meu membro semi duro com a boca e aguardou ele responder. Explorei o calor da sua boca, gemi alto.
— Hoje você na escolhe, você obedece!
Anunciei enquanto afivelava a coleira em torno do pescoço dela, a argola dourada balançando, conectei a guia com a corrente dourada e alça de couro. Puxei-a em direção ao meu membro, não houve resistência, hoje eu seria o macho dela, a quem ela deveria agradar.
Ao tentar ir fundo na boca dela, um engasgo, uma tosse, retirei o pau duro e bati contra o rosto dela, depois um tapa, seco, fraco, mas forte o suficiente para ela entender que precisava se esforçar.
— Abra a boca! Coloque a língua pra fora e olhe para o seu macho!!!
Assim que ela obedeceu eu entrei, sem amor, sem carinho, apenas me satisfazendo com aquela cena. Ela se entregou! Sabia que estava segura, mas não no controle!
Entrei mais fundo do jamais tinha feito, ela aguentou. Meu pau latejava com a a satisfação que aquela cena proporcionava. Eu aprecio estar no controle, submeter, dominar.
Enquanto meu pau estava fundo em sua boca, quase em sua garganta, ordenei:
— Olhe para o seu macho, puta! Se eu gozasse agora, despejaria tudo na sua garganta, você não teria escolha, teria que engolir tudo! Forcei uma contração e meu pau pulsou dentro da sua boca, ela gemeu, e temeu, mas nenhuma porra saiu. Eu provoquei, queria que ela sentisse mas não era hora de gozar, ainda não.
Ela quiz interromper.
— Me come! Suplicou
— Hoje você não escolhe! Você obedece! Agarrei seu cabelo e forcei seu rosto na minha direção…
— Acho que vou ter que castigar hoje!
Fui até a mala e peguei a venda!
—Hoje você não ver! Eu você vai ser usada, como eu quiser, quando eu quiser, e por quem quiser! Hoje você será minha puta! Você quer?
— Quero!
Coloquei a venda preta de renda. A guiei para a cama e novamente ordenei.
— Se masturbe-se, eu quero ver!
Ela começou devagar, rebolando com a própria mão, o cheiro de sexo começava a preencher o quarto. Subi na cama e me aproximei dela, e sussurrei em seu ouvido.
— Temos plateia! E ele está gostando do que vê!
— Humm!!! Ahhhh!!! Ela gemeu!
— Ele é grande! Grosso! Negro! Continuei!
— Talvez eu deixe ele vir aqui e brincar com você!
— Ahhhhhh! Ela gemeu alto!
— Vou chamar ele para vir aqui, ele pode brincar com sua boca. Pode chupar ele se quiser. Vou deixar ele se esfregar em você, você pode rebolar nele, mas não pode dar pra ele. Se você der pra ele, ou gozar no pau preto e enorme dele eu vou te castigar, vou vir aqui, virar você e enfiar aquele plug no seu rabo antes de foder sua boceta o mais forte que eu puder sua cachorra!
— Você entendeu? Indaguei
— Isso é covardia! Ela protestou
— Talvez eu queira muito que você passe dos limites! Provoquei!
Eu sabia que ela tinha ressalvas quanto a penetração anal, ainda é um limite, portanto, ela teria que se controlar. Mas naquela altura, tudo que eu menos queria era controle.
Imediatamente bati com meu pau super duro no rosto dela, queria que ela tivesse a sensação de que tinha outro ali, de verdade.
Ela gostou e abriu a boa, enfiei, e provoquei.
—Adoro boca de branquinha casada e puta!
Depois de sentir que ela tinha entrado na brincadeira, o vibrador preto tocou a boceta molhada dela, bem no clítoris, vibração baixa, a cabeça macia preciosa a pele escorregadia, ela rebolou.
—Ele está se aproveitando de você! Você gostou dele?
—É grande! Gostoso!
Enquanto a cabeça do pau do nosso amigo subia e descia entre os grandes lábios os gemidos aumentaram bastante e em uma rebolada ela encaixou bem na entrada da buceta, ela gemeu fundo…
—Hummmm!!! Isso é covardia!
Provoquei com o vibrador ali para ver a atitude dela, ela sabia das consequências, mas sabia o quanto eu queria aquele cu. Ela alcançou o vibrador com a mão e puxou pra fora.
Quando pensei que acabaria ali ela o empurrou de volta para dentro, todo, até o fundo! O nosso amigo negro estava todo dentro dela, alargando não só aquela boceta mas também os horizontes do nosso prazer.
Retirei o vibrador! Avancei! Busquei as algemas e anunciei:
— Hoje você não controla! Você sabia das consequências e mesmo assim se abriu pra ele! Você quis ele dentro de você, gemeu com ele e iria entregar tudo a ele. Merece o que vai acontecer agora. Algemei suas mãos acima da cabeça e perdi na cabeceira.
A virei na cama, raba para cima! O plug anal metálico já estava na minha mão, dobrei uma de suas pernas, expus sua boceta quem a pouco estava atolada em uma pau preto grande. Peguei o vibrado de volta e encostei naquela buceta, tão gulosa naquele momento. Ela gemeu.
Abri sua bunda e minha língua encontrou aquele cuzinho virgem que eu queria tanto explorar.
E foi isso que fiz, ataquei aquele buraquinho e o deixei bem molhado, ela rebolava na minha língua e no pau preto encostado na buceta. Quanto enfiei a cabeça do vibrador na boceta ainda com minha língua preconizando seu cu ela protestou.
— Assim eu vou gozar!
— Minha putinha tá gostando da minha língua no cu ou desse pau preto na boceta!
—Dos dois, ela gemeu!!!
Retirei o vibrador! Busquei o plug e o lubrificante, era hora de aumentar minha dominação sobre aquele corpo!
Coloquei de volta o vibrador ali embaixo, não dentro, fora!
Com as mãos livres, abri aquela bunda, lubrifiquei e encostei a ponta fina do plug, ela piscou, também queria, eram uns 7 cm penetráveis, bem fino.
Logo ele foi encontrando o caminho e se afundando dentro dela. Os gemidos estavam me deixando maluco.
—Esta gostando de dar o cuzinho para o seu macho?
— Tô! Ahhh!!!
— Me pede para comer ele, vai!
— Me come!
— Peça para eu comer seu cu!
— Come meu cu! Ela se entregou!
O plug chegou ao limite, estava todo dentro dela e imediatamente eu gemi de prazer com aquela visão!
Dei um presente a ela, enfiei novamente o vibrador preto, até o fundo, ela não gemeu, gritou!
Quando ela estava prestes a explodir, retirei o vibrador e anunciei!
—Chega! Eu vou te comer! Se ele quiser poderá te comer depois, usada, suja!
Sem algemas, a coloquei de 4, e enterrei o mais fundo que pude, fodi ela olhando aquele plug e imaginando que logo logo seria meu pai ali.
Meu corpo batia contra o dela fazendo a bunda dela tremer e balançar, ela só gemia, até que começou a se masturbar e anunciou:
— Vou gozar!!!! Não para! Não para! Aiiiiii!!!ahnnnn!!!!
Continuei socando o mais forte que pude até sentir que também iria explodir, e quando foi inevitável eu explodi dentro dela! Nunca tinha sentido meu pau pulsar tanto e tão forte, foram umas 8 pulsações fortes e outras tantas menores. Continuei grudado nela…mas percebi rapidamente que ela queria mais…fui até seu ouvido, retirei sua venda e disse:
—Agora pode dar pra ele! Eu já fiz o que queria com você!
E fui para o banho!!!
Ainda ouvi gemidos vindos do quarto! E sabia que ela estava aproveitando!
Esse "jogo" entre o casal é sensacional! Maravilhoso!!! uma cumplicidade sem fim! Adoramos. Bjos, Ma & Lu