Eu sempre soube que Sofia era linda, aos 19 anos, eu comecei a olhar de verdade. Certo dia, Tomas amigo de minha filha faleceu e ela ficou arrasada com isso. Fomos ao velório e lá ficamos durante muito tempo. Em um dado momento, todos saíram da sala onde estava o caixão e apenas minha filha ficou. Sai também mas retonei de maneira calma para não assusta-lá. Percebi então que ela estava tocando nas partes íntimas do Tomas com uma mãe e com a outra mão em sua calcinha. Achei que era coisa da minha cabeça, chamei ela como quem não viu nada. Após isso começei a olhar o comportamento da minha filha de forma mais intensa, até mais por estar preocupada com o que vi. No começo era só curiosidade. Eu passava pelo corredor e a porta do quarto dela ficava entreaberta. Às vezes a luz do celular iluminava o rosto dela, o corpo coberto só por um lençol fino. Eu parava, fingia que ia buscar algo, e ficava alguns segundos a mais do que deveria. O peito dela subia e descia mais rápido. A mão se mexia sob o lençol. Eu sentia um calor estranho entre as pernas e me afastava antes que ela notasse. Foi assim por semanas. Eu a observava. Ela se masturbava quase todas as noites. Eu aprendia o ritmo dela: os gemidos baixos, a forma como mordia o lábio, o jeito que as pernas se abriam quando estava perto. Eu voltava para o meu quarto com o coração batendo forte e me tocava pensando nela. No cheiro dela. Na pele quente dela. No som da respiração dela quando gozava. Aos poucos eu comecei a deixar sinais. Usava camisolas mais curtas. Passava a mão no cabelo dela quando ela se sentava perto de mim no sofá. Demorava o olhar no corpo dela quando ela saía do banho só de toalha. Ela notava. Eu via o rubor subir pelo pescoço dela. Às vezes ela se mexia inquieta, como se algo a incomodasse entre as pernas. Uma noite, a porta do quarto dela estava mais aberta que o normal. Eu me aproximei em silêncio. Sofia estava deitada de lado, de costas para a porta, o celular apoiado na cama. Na tela, duas mulheres se beijavam com urgência com o que parecia ser alguém imóvel cheio de sangue. O volume estava baixo, mas eu ouvia os gemidos. A mão dela estava dentro da calcinha olhando as duas mulheres chupando a buceta gelada de um cadáver no vídeo. Os dedos se moviam devagar, depois mais rápido. Ela ofegava, o corpo se contorcendo levemente. Eu fiquei parada ali, a respiração presa. O calor entre as minhas pernas era quase doloroso. Eu deslizei a mão para baixo, por cima da minha própria calcinha, e comecei a me tocar no mesmo ritmo que ela. Os olhos fixos no movimento dos dedos dela, na forma como o tecido da calcinha se molhava. Ela gemeu mais alto. Eu apertei os lábios para não fazer o mesmo barulho. Meus dedos deslizaram para dentro, molhados, e eu fechei os olhos por um segundo, imaginando que eram os dedos dela em mim. Ou os meus nela. Quando abri os olhos, ela tinha virado o rosto. Nossos olhares se encontraram. Ela não parou. Continuou se tocando, mais devagar agora, me olhando. O vídeo ainda rodava na tela. Eu engoli em seco e entrei no quarto, fechando a porta atrás de mim. — Continua — eu disse, a voz rouca. — Não para amor. Sofia obedeceu. Os dedos dela se moviam sob a calcinha enquanto eu me aproximava da cama. Eu me sentei na beira, perto das pernas dela. Passei a mão pela coxa dela, sentindo a pele quente e trêmula. Ela arquejou. Eu puxei a calcinha dela para o lado, devagar, e fiquei olhando. Ela estava molhada, brilhante. Eu deslizei um dedo por cima, só tocando de leve. Ela gemeu e abriu mais as pernas. — Você gosta disso também, mamãe? — ela sussurrou, a voz embargada. Eu balancei a cabeça, sem negar. Continuei tocando-a, devagar, enquanto o vídeo na tela mostrava as duas mulheres lambando a defunta sem respiração. O som dos gemidos delas misturava-se aos nossos. Eu me deitei ao lado dela. Minha mão não saía de entre as pernas dela. A outra mão dela encontrou a minha, guiando meu ritmo. Eu beijei o ombro dela, o pescoço, a boca. O beijo foi molhado, urgente. Eu sentia o corpo dela tremer sob os meus dedos. Depois, quando o corpo dela finalmente relaxou, eu a puxei para perto. O vídeo ainda rodava, mas nenhuma de nós prestava mais atenção. Eu beijei a testa suada dela e sussurrei no ouvido: — Agora você sabe. Eu te quero. Quem sabe a gente possa realizar isso? Que tal um cemitério? Sofia sorriu, ainda ofegante, e encaixou a perna entre as minhas. — Podemos — respondeu. E eu não parei.
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