O Filho Substitui o Pai no Posto de Homem da Casa – Capítulo 1 – Nova Realidade e Começo
Marcos, de 38 anos, acabara de morrer de um ataque cardíaco. Era casado com Marta, de 35 anos, e juntos tinham um filho, Pedro. Marcos e Marta conheceram-se na rua, ainda na juventude. Enfrentavam uma vida difícil, pois eram órfãos e, desde muito cedo, começaram a lutar para conquistar alguma estabilidade. Viviam numa cidade média, e o sonho de ambos sempre foi ter uma chácara e produzir para vender os produtos. A oportunidade surgiu com uma fazenda num lugar isolado. Sem pensar duas vezes, partiram para essa chácara.
Na chácara não havia nada, por isso começaram a construir tudo do zero. Com o tempo, as coisas foram-se compondo e, entretanto, tiveram o Pedro. Produziam legumes, porcos e ovelhas para vender na vila, que ficava a 350 km. Nessa vila, um intermediário comprava os produtos e os animais para depois os revender na cidade.
Era uma vida bastante dura, mas pelo menos estavam a construir algo que era deles — até Marcos ter um ataque cardíaco e morrer, principalmente por falta de assistência médica, devido à distância. Com o atestado de óbito em mãos, Marta e Pedro enterraram Marcos num lugar preparado na fazenda.
Pedro estava sempre perto da mãe, muito carinhoso e atencioso. Marta chorava bastante, e Pedro permanecia ao seu lado, dando-lhe carinho e um ombro para ela chorar. Desde a morte de Marcos, a casa parecia mais vazia, mais silenciosa, como se o próprio ar tivesse ficado mais pesado. Marta ainda não conseguia acreditar que o marido se tinha ido assim, tão de repente, sem sequer uma despedida. Marcos morrera longe de qualquer hospital, longe de qualquer médico, apenas com a dor no peito e a impotência de quem nada podia fazer. Marta lembrava-se de o ver cair, de lhe segurar a mão, de lhe falar, de gritar por ajuda — mas não havia ninguém. Ninguém além do silêncio da fazenda e da distância cruel da cidade. Pedro, ainda tão jovem, teve de ser forte antes do tempo. Foi ele quem ajudou a mãe a lidar com o atestado de óbito, quem cavou o lugar onde enterraram Marcos, quem segurou Marta quando ela quase desmaiou sobre a terra fresca. E agora, todas as noites, era ele quem a consolava.
Naquela noite, na sala, abraçados no sofá, Marta falou:
MARTA: — Filho, acho que o melhor é voltarmos para a cidade. (Marta fala em meio a choro.)
PEDRO: — Não, mãe. Isto é conquista nossa. (Pedro dá um beijo na cabeça da mãe.) Eu saio da escola e começo a ocupar o lugar do papai para te ajudar, mãe.
MARTA: — NÃO. (Marta eleva o tom.) Tens que estudar, filho. Não podes desistir da escola.
PEDRO: — Mas, mãe, a escola é longe... (Marta interrompe.)
MARTA: — É por isso que temos que ir para a cidade.
PEDRO: — Mãe... (Pedro fala calmamente.) O que temos aqui é nosso. Fomos nós que conquistamos. Na cidade não teremos nada, e duvido que alguém queira comprar a fazenda. Eu quero isto, mamãe. (Pedro dá outro beijo na cabeça da mãe.)
MARTA: — Mas, filho... (Pedro interrompe.)
PEDRO: — Mãe, está decidido. Deixa-me ocupar o lugar do papai. Eu quero muito.
MARTA: (Marta se ajeita e olha para o filho com os olhos vermelhos e fala.) — Tens a certeza, filho?
PEDRO: — Tenho, mamãe. (Pedro abraça a mãe, beija o seu pescoço e fala ao ouvido.) Te amo, mamãe.
MARTA: — Também te amo, filho.
Naquela noite, Pedro dormiu com a mãe, abraçados num gesto de carinho e atenção. No dia seguinte, começou o novo normal: Pedro substituiu Marcos no trabalho da fazenda. Na noite seguinte, Marta volta a pedir ao filho para dormir com ela — um ato que, dali para a frente, se tornaria habitual.
Mãe e filho passaram então a levar a fazenda para a frente, lado a lado. Levantavam-se cedo, dividiam as tarefas e enfrentavam juntos as dificuldades do dia a dia. Com o tempo, foram-se tornando cada vez mais unidos, e essa união ajudou-os a lidar melhor com a dor da perda de Marcos. O vazio deixado por ele nunca desapareceu por completo, mas a presença constante um do outro tornou o peso mais suportável.
À noite, depois de um dia longo de trabalho, encontravam conforto na companhia um do outro. Várias vezes, principalmente às sextas e aos sábados, faziam serões de cinema abraçados no sofá, vendo filmes até tarde, partilhando silêncios e sorrisos. Aqueles momentos tornaram-se o seu refúgio, uma forma de se reconectarem com a vida e com a esperança. Aos poucos, o que antes era apenas dor foi dando lugar a uma cumplicidade profunda, feita de memórias, de trabalho partilhado e de um amor que os mantinha de pé.
Os meses foram-se passando, lentos e pesados, mas também cheios de uma rotina que os mantinha de pé. O trabalho na fazenda não dava tréguas: os animais tinham de ser tratados, a terra cultivada, os produtos preparados para vender na vila. Marta e Pedro dividiam as tarefas como podiam, e cada dia terminava com os dois exaustos, mas com a sensação de dever cumprido.
Naquela noite, porém, tudo correu mais devagar. Tinham saído tarde para a vila e a viagem de volta parecia nunca acabar. Quando finalmente chegaram a casa, já era quase noite cerrada. O cansaço pesava-lhes nos ombros, nos braços, nos olhos. E, para piorar, o jantar ainda tinha de ser feito. Marta pousou as coisas na mesa da cozinha e suspirou fundo. Pedro encostou-se ao balcão e passou a mão pelo cabelo suado.
PEDRO: — Mãe, toma banho primeiro, eu espero. Ainda tenho de pôr a mesa e fazer o jantar.
MARTA: — Não, filho, vai você. Também trabalhaste o dia todo, e amanhã tens de acordar cedo.
PEDRO: — E a senhora também, mãe. Vá, eu preparo o jantar enquanto isso.
MARTA: — Pedro...
PEDRO: (Pedro aproxima-se, pega gentilmente no braço da mãe e diz.) — Vá você, dona Marta.
MARTA: — Dona? (Marta ergue uma sobrancelha, surpreendida com o tratamento, e depois pega no braço do filho.) — Desde quando sou "dona Marta" para ti?
PEDRO: — Desde que merece ser tratada como rainha, mãe. (Pedro sorri, cansado mas sincero.)
MARTA: (Marta ri baixinho, um riso cansado mas verdadeiro.) — Então vamos os dois.
PEDRO: (Pedro fica admirado, os olhos arregalados.) — A sério, mãe?
MARTA: — Claro, filho, qual é o problema? Somos mãe e filho, não tem nada de mais. Já não somos crianças, e o cansaço é o mesmo para os dois. Vamos.
PEDRO: — Mas...
MARTA: — Sem "mas", filho. Vamos. (Marta fala a puxar delicadamente o filho.)
PEDRO: (Pedro deixa-se ir, sem resistir, como se naquele gesto encontrasse um conforto que já não sabia pedir.) — Está bem, mãe. Vamos. (Ambos vão para o banheiro. Marta entra primeiro, e Pedro segue-a, ainda um pouco hesitante, mas confiante de que, com a mãe, tudo parecia mais leve.)
Marta começa a passar a água pelo corpo. O calor do chuveiro faz a pele brilhar enquanto ela pega no sabão e começa a ensaboar-se com movimentos lentos, passando as mãos pelos ombros, pelos seios e pela barriga. Até que se vira e vê o filho.
Pedro está de pau duro. A ereção é evidente, grossa e latejante, apontando na direção dela. Ele rapidamente coloca a mão na frente, tentando esconder, o rosto já corado de vergonha.
PEDRO: — Desculpa, mamãe… — murmura, a voz baixa e sem jeito, os olhos baixos.
Marta trava por um segundo. Tenta parecer natural, mas o olhar dela desce inevitavelmente até ao pau do filho. Há bastante tempo que não via um pau… e muito menos um tão jovem e tão duro. Engole em seco, mas força um sorriso tranquilo.
MARTA: — Tudo bem, filho. — a voz sai calma, quase maternal. — Não te sintas mal. É normal um homem ficar assim quando vê o corpo de uma mulher. Sou tua mãe, mas também sou mulher.
Ela continua a ensaboar-se, agora mais consciente dos próprios movimentos, e sorri de lado, tentando aliviar a tensão no ar.
MARTA: — Agora tira essa mão da frente e começa a lavar-te. — dá uma risadinha baixa, descontraída. — Não vais ficar aí escondido o dia todo, pois não?
Pedro hesita, a mão ainda a cobrir a ereção. Os dedos tremem um pouco. Ele nunca tinha ficado assim na frente da mãe. A vergonha queima-lhe a cara, mas a voz dela é tão calma que acaba por obedecer, baixando a mão devagar. O pau salta livre, ainda mais duro agora que ela está a olhar.
Marta desvia o olhar por um instante, fingindo concentrar-se no sabão, mas os olhos voltam a ele quase de imediato.
Pedro obedece. Baixa a mão e começa a lavar-se, mesmo com o pau ainda duro e latejante. O sabão escorre pelo tronco e pelas coxas, mas a ereção não baixa. Marta continua debaixo da água, de costas para ele na maior parte do tempo, mas sempre que se vira — para pegar no champô, para passar a mão pelo cabelo, para simplesmente mudar de posição — os olhos dela descem quase sem querer até ao pau do filho. Às vezes é um olhar rápido, quase inconsciente. Outras vezes demora um segundo a mais do que devia.
Ela termina de se lavar primeiro. Desliga a água do seu lado, passa a mão pelo corpo para tirar o excesso de espuma e olha para Pedro, que ainda está a ensaboar o peito, o pau apontado para cima, ignorando-o o melhor que consegue.
MARTA: — Filho, vou fazer o jantar. Podes ficar aí a tentar… cuidar disso.
Ela solta um sorriso pequeno, os olhos a descerem de propósito até à ereção dele, e depois afasta-se. Sai do chuveiro, pega numa toalha e envolve o corpo sem se virar de novo. A porta do banheiro fecha-se atrás dela com um clique suave.
Pedro fica sozinho. A água continua a cair. Ele olha para baixo, para o pau que se recusa a baixar. Nunca tinha ficado assim tanto tempo. Não sabia o que fazer. Tinha ouvido os colegas na escola falarem de “resolver”, mas nunca tinha realmente tentado. E agora, sozinho no chuveiro, a única imagem que lhe vinha à cabeça era a da mãe nua — os seios molhados, a barriga, a forma como o sabão escorria entre as pernas dela. Cada vez que tentava pensar noutra coisa, a imagem voltava, mais nítida.
Ele fica ali parado, à espera que a ereção baixe por si. Passam minutos. A água começa a arrefecer. Nada.
Do outro lado da casa, Marta já se tinha secado no quarto, vestido uma camisa larga e umas calças leves, e estava na cozinha a preparar o jantar. O silêncio prolongado começa a estranhar-lhe. Olha para o relógio. Já passou tempo de mais.
MARTA: — Pedro!
A voz dela ecoa pela casa. Pedro sobressalta-se. Desliga a água à pressa, pega numa toalha e seca-se de qualquer maneira. O pau continua duro, a empurrar o tecido. Veste a cueca com dificuldade, depois um calção largo, tentando ajeitar a ereção para o lado, escondê-la o melhor possível. O tecido ainda marca o volume.
Quando entra na cozinha, a comida já está na mesa. Senta-se depressa, as pernas juntas, o corpo ligeiramente inclinado para a frente. Marta reparte a comida pelos pratos e só depois olha para ele. Estranha a postura. O filho está demasiado quieto, demasiado vermelho.
Os olhos dela descem. Mesmo por baixo do calção, a forma do pau ainda duro é impossível de ignorar. Marta demora um segundo a mais a olhar. Depois ergue o olhar para o rosto dele e sorri de canto, quase imperceptível.
Marta observa o filho por mais um segundo. O volume sob o calção continua evidente. Ela franze ligeiramente o sobrolho, mas a voz sai calma:
MARTA: — Filho… tu não “trataste” disso?
Pedro baixa ainda mais a cabeça. As orelhas ficam vermelhas.
PEDRO: — Ahh… não, mamãe. — (responde sem jeito, a voz quase um murmúrio).
MARTA: — Mas ficaste tanto tempo no banheiro… —( ela fala com genuína confusão.)
PEDRO: — Mãe, é que… — (faz uma pausa longa, engole em seco e continua, o desconforto a aumentar) — …eu não sei como resolver.
Marta fica quieta por um momento. A surpresa aparece-lhe no rosto, mas logo a seguir a compreensão. Estão isolados. Se o pai nunca falou disso com o filho, é normal que ele não saiba. Pedro nunca teve amigos próximos, nunca teve conversas daquelas. Tudo o que sabia vinha de bocados soltos ouvidos na escola.
Ela pousa o garfo, cruza as mãos em cima da mesa e olha para ele com mais suavidade.
MARTA: — O teu pai nunca falou disso contigo?
PEDRO: — Não, mamãe. — (responde com a cara baixa, quase envergonhado de admitir.)
Marta respira fundo. Dá-se conta de que, a partir de agora, tem de assumir também esse papel. O papel que o pai deveria ter cumprido. Instrui-lo. Explicar-lhe as coisas do corpo. Ela força um sorriso pequeno, tentando descontrair o ambiente.
MARTA: — Filho, não te sintas assim. É normal. — (a voz sai baixa e tranquila.) — A mãe pode explicar-te como tratar disso. Aliás… isso chama-se ereção. O homem fica assim quando sente tesão. Quando o corpo reage a alguma coisa que o excita.
Pedro levanta um pouco o olhar, curioso e ainda vermelho.
PEDRO: — Ahh… a sério, mamãe? Mas… não é meio errado?
Marta demora um segundo a responder. Escolhe as palavras com cuidado.
MARTA: — Não, filho. Não é errado. — (balança a cabeça devagar.) — Estás a tornar-te um homem. E aqui vivemos isolados. Como o teu pai morreu… sou eu quem tem de te explicar estas coisas. Alguém tem de o fazer.
Ela mantém o olhar nele, serena, mas por dentro sente o peso estranho da situação. O filho ainda com a ereção marcada sob o calção, à mesa, à espera que a mãe lhe explique o que fazer com aquilo.
Marta levanta-se da mesa com calma. A cadeira arrasta levemente no chão.
MARTA: — Filho, puxa a cadeira… baixa as calças e as cuecas. (Pedro obedece sem discutir. O rosto está em chamas. Puxa a cadeira para trás, ergue-se o suficiente para puxar o calção e a cueca até meio das coxas. O pau salta livre, ainda duro, a ponta já brilhante. Ele não sabe onde pôr as mãos, por isso deixa-as pousadas nas coxas, os dedos a tremerem ligeiramente.)
Marta ajoelha-se à frente dele. O olhar dela demora um segundo no pau do filho antes de ela estender a mão. Os dedos envolvem-no com suavidade, quentes e firmes. Pedro solta um suspiro curto, surpreso com o contacto.
MARTA: — Filho, para baixares uma ereção precisas de bater uma punheta. (a voz dela é baixa, quase didática. Começa a mover a mão devagar, subindo e descendo com um ritmo suave e constante.) — Assim, vês?
PEDRO: — S-sim, mãe…
A mão dela continua o movimento, lenta, a polegar a passar de vez em quando pela glande. Pedro aperta as coxas, a respiração a ficar mais irregular. Nunca tinha sentido nada parecido. O prazer sobe-lhe pelo baixo ventre de forma estranha e intensa.
Depois de algum tempo, Marta abranda e solta-o.
MARTA: — Agora faz tu. (Pedro hesita só um segundo. Depois envolve o próprio pau com a mão, imitando o ritmo que a mãe lhe mostrou. Os movimentos são um pouco desajeitados no início, mas logo encontra um ritmo. O prazer aumenta. Os olhos fecham-se quase sozinhos.)
Marta observa-o em silêncio durante um momento.
MARTA: — Filho… podes passar saliva para lubrificar. Fica melhor. (Pedro pára, traz a mão à boca, molha a palma com saliva e volta a agarrar o pau. O movimento agora é mais fluido, o som húmido preenchendo o silêncio da cozinha. A respiração dele fica mais pesada. A mão acelera sem ele dar por isso.)
Marta continua ajoelhada à frente, a observar, o rosto sereno, mas os olhos atentos a cada reação do filho.
Inevitavelmente, aquilo estava a mexer com ela. Afinal era mulher, e já não tinha um homem há bastante tempo. O corpo respondia apesar de tudo — um calor baixo no ventre, uma tensão que ela tentava ignorar. Ainda assim, mantinha a postura. Continuava ajoelhada, a observar o filho em silêncio.
Percebeu quando os movimentos dele começaram a acelerar. A mão subia e descia mais rápido, o ritmo perdia a cadência controlada e ganhava urgência. Marta perguntou-se, sem querer, se ele estava a pensar no corpo dela nua. A ideia excitava-a de uma forma estranha e proibida: saber que um homem tão jovem sentia aquela tesão por ela, que batia uma punheta com tanta vontade… O que estragava o pensamento era a certeza de que aquele homem era o filho dela.
Envolvida nesses pensamentos, não se apercebeu a tempo. Pedro acelerou de repente, o corpo a contrair-se. Soltou um gemido baixo e rouco. O primeiro jato de sémen saiu com força e atingiu-a na cara, quente e espesso. Os seguintes cairam sobre o peito, manchando a camisa por cima da roupa. Marta recuou instintivamente, surpresa, os olhos arregalados.
Pedro ainda ofegante, a mão ainda a tremer à volta do pau, olhou para ela preocupado.
PEDRO: — Desculpa, mãe… (a voz sai fraca e embaraçada)
Marta passou a mão pelo rosto, limpando o líquido que escorria junto à boca. Tentou recompor-se depressa, forçando a normalidade.
MARTA: — Tudo bem, filho. (a voz sai um pouco rouca, mas controlada) Esse líquido é sémen. É o que, se for introduzido dentro de uma mulher, pode fazer um filho. Neste caso… seriam os meus netinhos. (dá uma risada curta, tentando aliviar o momento, embora o coração ainda lhe bata mais depressa do que gostaria)
O cheiro forte e o calor do líquido na pele continuavam presentes. Marta manteve o olhar no filho, que ainda respirava fundo, o pau a amolecer lentamente entre os dedos.
Marta levanta-se, ainda com o sémen na roupa, e volta a sentar-se à mesa. O tecido da camisa está húmido e o cheiro forte sobe até ela. Estava excitada — o corpo ainda reagindo ao que acabara de ver e sentir — mas forçava uma expressão de normalidade. Ajeitou a postura, passou a mão pela saia e sorriu para o filho.
MARTA: — Pronto, filho. Agora já sabes como baixar uma ereção. (dá um sorriso calmo, quase maternal)
Pedro ainda respirava fundo, o corpo descontraído pelo orgasmo. Olhou para ela com gratidão e um pouco de vergonha.
PEDRO: — Obrigado, mãe… É tão bom. (a voz sai baixa, ainda ofegante. Depois o olhar desce até à camisa dela e nota a mancha clara) Desculpa, mãe, por te ter sujado…
Marta também olhou para baixo. Viu o sémen na roupa e sentiu o cheiro mais forte. Por um segundo o estômago apertou-se — não de nojo, mas de algo mais complicado. Ainda assim manteve o sorriso.
MARTA: — Tudo bem, filho. É normal. (pausa breve) Vamos comer?
PEDRO: — Sim, mãe.
Os dois começaram a comer em silêncio. O barulho dos talheres era o único som na cozinha. Pedro parecia mais leve, quase aliviado. Marta, porém, sentia o contrário. A excitação ainda pairava no corpo — um calor teimoso entre as pernas, a memória do gemido dele, do jato quente no rosto. Ao mesmo tempo, uma dúvida pesada começava a instalar-se: terá feito bem? Terá cruzado uma linha que não devia?
Tentava não deixar nada disso aparecer no rosto. Mastigava devagar, sorria de vez em quando para o filho, e mantinha a conversa no mínimo necessário. Por dentro, porém, os pensamentos não paravam.
Comeram em silêncio durante vários minutos. Pedro, aliviado e ainda um pouco sonolento pelo orgasmo, comia com apetite. De vez em quando levantava os olhos para a mãe e sorria, como se acabasse de descobrir um segredo bom e quisesse partilhá-lo só com ela.
Marta mal conseguia engolir. O sémen na camisa já tinha secado um pouco, mas o cheiro continuava lá, misturado com o aroma da comida. Cada vez que o filho a olhava daquela forma aberta e grata, sentia um aperto estranho no peito — uma mistura de ternura, culpa e um desejo que se recusava a desaparecer.
Quando terminaram, Pedro levantou-se para recolher os pratos.
PEDRO: — Eu lavo, mãe. Descansa.
MARTA: — Não precisa, filho…
PEDRO: — Quero. (sorri de novo, simples) Obrigado outra vez… por me ensinares.
MARTA: — Está bem, filho. (levanta-se, dá-lhe um beijo curto na cabeça e sai da cozinha em direção ao quarto)
No quarto, Marta senta-se na beira da cama. O silêncio da casa envolve-a. Fica ali quieta, as mãos pousadas nas coxas, a tentar organizar os pensamentos.
“Eu tinha de o instruir”, diz para si mesma. “Não havia mal nenhum naquilo. Não fizemos sexo. Só o ensinei a lidar com o corpo dele. Qualquer mãe responsável faria o mesmo, se estivesse isolada como nós.”
O argumento parecia sólido. Lógico. Seguro.
Mas o cheiro do sémen ainda estava presente. Mais forte agora, no quarto fechado. Marta abaixa o olhar e vê a mancha clara na camisa. Hesita só um segundo. Depois puxa a peça por cima da cabeça e fica só de sutiã. A mancha está mesmo à frente dos olhos. O tecido ainda ligeiramente húmido em alguns pontos.
Uma tentação súbita e violenta sobe-lhe pela garganta: passar a língua naquela mancha. Provar.
Os pensamentos dividem-se imediatamente.
A favor:
É só sémen. Já esteve no rosto dela minutos antes. O gosto não seria estranho. E o corpo pede. Está excitada desde a cozinha, desde que viu o filho gozar, desde que sentiu o jato quente. Uma língua rápida, só para matar a curiosidade… ninguém saberia. Pedro está na cozinha. Ela está sozinha. Seria só um momento. Um deslize pequeno.
Contra:
Isso já não seria ensinar. Isso seria outra coisa. Cruzar uma linha de propósito. Não por necessidade, não por instrução — por desejo. E desejo pelo filho. Ele continua a ser o filho dela. Se passar a língua naquela mancha, o que vem a seguir? Amanhã? Depois de amanhã? A culpar-se-ia durante dias. Talvez semanas.
Marta segura a camisa com as duas mãos, os dedos a apertarem o tecido manchado. O cheiro sobe mais forte. A língua pressiona o céu da boca, quase por instinto.
Fica assim vários segundos, parada, a guerra interna a acontecer em silêncio.
Por fim, abre a mão. A camisa cai no chão ao lado da cama.
Levanta-se, vai ao armário, pega noutra camisa limpa e veste-a depressa, como se quisesse afastar a tentação pelo movimento. O coração ainda bate demasiado depressa.
Senta-se outra vez na cama, agora de camisa limpa, e respira fundo.
“Não”, murmura baixinho para si mesma. “Não desta vez.”
Mas a excitação não desapareceu. E ela sabe.
Marta resolve ir tomar um banho de água fria, na esperança de apagar aquela excitação teimosa. Entra no banheiro, tira a roupa limpa que acabara de vestir e abre o chuveiro. A água gelada bate-lhe nos ombros e escorre pelo peito, provocando um arrepio imediato. Ela força-se a ficar debaixo do jato, os dentes ligeiramente cerrados, tentando que o frio domine o corpo.
Não resolve.
O calor entre as pernas continua lá, pulsante, alheio à temperatura da água. Cada vez que fecha os olhos, a imagem volta: o pau do filho na sua mão, o ritmo que ela mesma lhe ensinou, o gemido rouco quando ele gozou, o jato quente a atingir-lhe o rosto. O frio só torna a pele mais sensível.
Marta apoia a testa no azulejo húmido. A respiração sai irregular. Uma das mãos desce quase sem ela decidir — passa pela barriga, pela buceta, e os dedos encontram-se já molhados, não só pela água.
Começa a tocar-se.
Os movimentos são lentos no início, tentativos, como se ainda estivesse a negociar consigo mesma. Dois dedos deslizam entre os lábios, encontram o clitóris inchado e começam a circular. Um suspiro escapa-lhe, baixo, abafado pelo barulho da água.
O prazer sobe depressa demais.
Ela acelera. Os dedos movem-se com mais pressão, mais urgência. A outra mão sobe até um seio, aperta o mamilo já duro. Na mente, o pau do filho está outra vez ali — grosso, latejante, a glande brilhante de pré-sémen. Imagina o peso dele na língua, o gosto, o calor. Imagina que é a mão dele, e não a sua, a tocar-lhe daquela forma.
O prazer é intenso, quase agressivo. As pernas tremem. Marta morde o lábio inferior para não gemer alto.
Ao mesmo tempo, a culpa aperta o peito como uma mão fria.
“É o teu filho.”
“Estás a masturbar-te a pensar no pau dele.”
“Isto já não tem volta.”
Os dois sentimentos misturam-se e, em vez de a travar, só a excitam mais. A proibição torna tudo mais agudo. Os dedos movem-se mais depressa, o quadril embate contra a própria mão. A água fria já não se sente. Só o calor, só a tensão a subir pelo baixo ventre, a apertar, a pedir libertação.
Quando o orgasmo chega, é forte e silencioso. O corpo contrai-se, as pernas cedem ligeiramente, um gemido abafado escapa-lhe contra o azulejo. As ondas de prazer percorrem-na durante longos segundos, misturadas com uma vergonha quente que não diminui nem depois do clímax.
Marta fica encostada à parede, ofegante, os dedos ainda pousados entre as pernas, a água fria a escorrer pelo corpo agora sensível demais.
Fecha os olhos. O prazer ainda lateja. A culpa também.
OBSERVAÇÕES:
Eu sou o Marcos, tenho 36 anos e este texto é da minha autoria.
Gostava de encontrar alguém com quem possa continuar esta história, escrever outras ou simplesmente conversar sobre os mais diversos assuntos, sem pudores nem julgamentos. Já tenho uma ideia da direção que quero dar a esta história, mas duas ou mais cabeças pensam sempre melhor do que uma.
Se tiveres interesse, contacta-me
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marcosrpg222