Entrei no clube as 21h, trabalhei até tarde, também não sou de chegar cedo. Observei ao redor e não a vi. Tem serviço. Peguei uma cerveja no bar, Eliete me cumprimenta de longe. Velha maldita, a dívida da menina nunca acaba. Calor do caralho, por que não se individa também com alguns ventiladores? Cibele dança no principal, é sempre ela, negra gostosa, suada, cheirosa. Nem com uma lupa encontraria a fio dental naquela bunda carnuda. Jogo vinte conto, ela sorri. Olho ao redor, ela ainda não voltou pro salão. Caminho até o bar, encosto no balcão esperando a branquinha… só uma pra encarar. Eliana se achega, pequena e tesuda. Os peitos resistindo ao sutiã, sinto que vão explodir, muito oferecida, só ganha troco de pedreiro e cobrador. Ela desceu, limpa e cheirosa de novo. Magra e carnuda, pouco menor que eu, cabelo cacheado castanho e olhar de carnívora. Caminha até mim. - Sr. Marcos… - Fala quase que cantando a infeliz. - Srta. Dalva… - Te esperei muito hoje, fiquei ansiosa. - Vamos subir?
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