- Conto
No meu relacionamento anterior — bem dizendo, a primeira relação em que comecei a transar de fato —, passei a notar, pelos ensinamentos da minha namorada, que eu realmente era bom no que fazia. Ela mesma começou a reconhecer isso, o que me deu uma confiança que guardei comigo por muito tempo.
?Só que, com esse desenvolvimento constante, vieram os comentários. A minha namorada cometeu a besteira de comentar sobre o nosso desempenho com a irmã dela, com a mãe e com a cunhada (digo "besteira" porque não me orgulho de nada do que fiz depois...). A partir dali, a situação começou a ficar perigosa.
?Nós costumávamos fazer muita "resenha" em família. Normalmente nos reuníamos eu, minha namorada, minha cunhada, meu cunhado e a esposa dele, além de algum amigo. Nessas reuniões, comecei a notar alguns olhares. Eu sempre fui o tipo de pessoa que basta tomar um gole para mudar: vou de 0 a 100 em questão de dois ou três copos. Isso sempre foi motivo de piada onde quer que eu fosse.
?Em uma dessas resenhas, notei que minha cunhada me olhava diferente, com aquele ar meio sapeca. Até então, achei que fosse coisa da minha cabeça por causa da bebida. Mas foi ali que tudo começou. Minha namorada já estava bem alegre; na verdade, quase todos nós estávamos. A única que parecia se conter era minha cunhada — como se estivesse com um objetivo em mente. Eu era inocente em pensar que nós, homens, somos mais safados que as mulheres...
?Não demorou para ela pedir ao irmão que fosse com a minha namorada comprar mais carvão e essência para o narguile. Ficamos apenas eu, ela e a mulher do meu cunhado. A mulher do meu cunhado foi para a cozinha adiantar algo para beliscarmos, e foi aí que minha cunhada começou a conversar comigo de forma mais direcionada. Parecia que estava me instigando a me soltar e a beber mais, para chegar exatamente ao nível que ela queria.
?Como toda bebedeira pede idas ao banheiro, logo precisei ir. Só que havia um detalhe naquele banheiro: se você não fechasse a porta totalmente, quem estivesse na escada do lado de fora conseguia ver nitidamente a parte de dentro. Eu, muito bêbado e desatento, nem me me toquei de fechar a porta direito.
?Quando saí, vi minha cunhada olhando para mim, rindo com as bochechas coradas. Involuntariamente, percebi que tinha saído do banheiro ainda guardando a jeba para dentro do short. Ela não se segurou e comentou:
?— Cunha, por mais um pouquinho achei que você ia colocar esse negócio para fora na minha frente só para testar minha sanidade! (rindo)
— Como assim? — perguntei, sempre lerdo.
— Você esqueceu de guardar seu colega antes de sair do banheiro...
— Ah, nem me toquei. Mas tá de boa, tá tudo em família — disse eu, totalmente sem malícia.
— Tá sim... mas não é bom você confiar plenamente nisso, não... (risos)
?Foi com essa abertura que comecei a sair da caixinha aos poucos.
?Conforme a noite avançava, nós dançamos e nos abraçamos. Eu via que ela se jogava cada vez mais para o meu lado, e em alguns momentos rolava até uma mão boba. Aquilo começou a me excitar de verdade. Como eu não tinha a mesma esperteza dela, em alguns momentos fui tão descarado que até minha namorada percebeu. Nesses momentos, minha cunhada se afastava discretamente para não dar goela.
?Chegou uma hora em que alcancei o meu limite. Na verdade, quase todo mundo ficou mal; a única que se manteve inteira foi minha cunhada. Ficamos tão mal que não conseguíamos nem tomar banho sozinhos. Minha sogra se encarregou de ajudar minha namorada, enquanto minha cunhada ficou de me ajudar. Desci para a casa da minha sogra, e minha mulher ficou na casa do meu cunhado tomando banho.
?Nessa hora, ela mostrou ao que veio. Eu, ali apoiado nela, notei que ela não tirava os olhos das minhas partes, como se quisesse confirmar o tamanho de que minha namorada tanto falava. Bêbado, vendo tudo girar, percebi o que ela queria. Foi quando, sem falar nada, tirei tudo para fora.
?Ela deu risada porque estava mole. (E eu não sei se é assim com todos os homens, mas quando o meu pau está mole, não dá para comparar com quando está duro; fica totalmente diferente!). Disse a ela que podia rir, mas que se ele levantasse, queria ver se ela continuaria rindo.
?Não deu tempo nem de terminar a frase: ela já caiu de boca. Aquilo me deixou maluco. Não tinha passado nem um minuto e, quando ela se deu conta, já não cabia mais na boca. Fui eu quem começou a rir.
?Ajustei o short e pedi que me ajudasse a terminar de tomar banho, porque eu precisava dormir