"Senta nessa porra agora, João. Não me olha com essa cara de menino, você sabe exatamente o que eu quero que você faça com esse corpo de atleta."
A frase de Sara ecoou pelo ginásio vazio em Lisboa, um comando que faria qualquer homem tremer, mas João apenas sorriu. Aquele era o jogo deles. O jogo que começou anos atrás, no Brasil, sob o peso de um segredo proibido e de uma tensão sexual que quase incendiava as paredes da casa onde cresceram. Ele era o filho de criação, ela era a mulher que o moldou, mas a natureza — e a luxúria — tinham planos muito mais carnais do que a ética familiar.
Agora, em Portugal, eles eram apenas os donos de um ginásio de sucesso. Livres. Sem julgamentos.
João a prensou contra a parede de espelhos da área de musculação. O contraste era absurdo: ele, com 1,90m de músculos densos e pele quente; ela, com curvas esculpidas por anos de treino, vestindo um legging que deixava pouco para a imaginação.
— Você é abusada demais, Sara — sussurrou João, deslizando a mão pela coxa dela, apertando a carne com força. — Gosta de mandar, né? Mas a gente sabe quem manda na hora que as roupas caem.
— Cala a boca e me beija, seu gostoso — ela gemeu, puxando-o pelo pescoço.
O beijo foi imediato, faminto, carregado de uma urgência que só quem já foi proibido consegue sentir. Era um beijo que sabia a posse, a língua de João explorando a boca dela com uma voracidade animal. Ele a ergueu com facilidade, as pernas dela envolveram a cintura dele, e o beijo tornou-se ainda mais profundo, úmido, com sons de sucção que ecoavam no silêncio do ginásio.
Ele a levou até o escritório, trancando a porta. Não houve preliminares lentas; havia pressa. Roupas foram arrancadas com urgência. Quando Sara ficou nua, João a admirou por um segundo, os olhos devorando cada centímetro daquela pele bronzeada.
— Você está deliciosa... — ele murmurou, ajoelhando-se diante dela.
João mergulhou o rosto na intimidade dela. A língua dele começou a trabalhar com precisão, lambendo cada dobra, subindo e descendo, provocando gemidos altos e desesperados. Sara arqueou as costas, os dedos cravados no couro cabeludo dele.
— Ahhh, João! Por favor... continua... que delícia! — ela gritava, sentindo a língua dele encontrar o clitóris em movimentos circulares e intensos.
Enquanto ela gozava a primeira vez, João a virou. Ele queria tudo. Ele a posicionou para o 69, as bocas se encontrando em uma troca de fluidos e prazer. Ele saboreou cada gota da excitação dela, enquanto ela se dedicava a ele com um boquete demorado, lento, sugando cada centímetro do pau dele com uma luxúria que beirava a obsessão. Ela usava a língua com maestria, fazendo-o gemer baixo, quase perdendo o controle.
Mas a luxúria deles não parava no básico. João a virou de costas, elevando as nádegas dela. Com cuidado e desejo, ele deslizou a língua pelo caminho do prazer, explorando o cuzinho dela com lambidelas profundas e provocantes, fazendo-a estremecer por inteiro.
— Você quer, não quer? — ele sussurrou no ouvido dela. — Quer que eu te foda por todos os lados.
— Quero! Mete esse pau em mim, João! Agora! — ela implorou.
Com lubrificante e paciência, João iniciou a penetração anal. Foi lento, profundo, cada centímetro sendo conquistado com cuidado. Sara soltou um gemido longo e gutural enquanto sentia a plenitude do corpo dele preencher seu colo. Ele começou a meter e tirar, um ritmo constante, rítmico, profundo. O som da carne batendo era hipnotizante.
— Porra, você é tão apertada... — ele gemia, aumentando a velocidade.
Ele então mudou a posição, deslizando para a buceta, onde o sexo era ainda mais intenso. O vaivém era frenético, a luxúria transbordando. Ele a possuía com força, beijando seu pescoço com mordidas que deixavam marcas, reivindicando cada centímetro daquela pele. O ritmo era quase violento, movido por anos de repressão e a liberdade súbita que Portugal lhes proporcionara. Sara sentia que as paredes do escritório vibravam com a intensidade dos impactos.
— Isso... sim! Me quebra inteira, João! — ela gritava, as unhas cravando-se profundamente nas costas largas dele, deixando sulcos vermelhos que serviam como mapa daquele prazer.
João não segurava mais nada. Ele a suspendeu novamente, as pernas dela travadas em sua cintura, e a prensou contra a mesa de mogno, derrubando papéis e pastas de contratos que agora não significavam nada perto daquela urgência. Ele a fodia olhando nos olhos, querendo ver a exata fração de segundo em que a mente de Sara se desligava para dar lugar ao puro instinto.
O clímax chegou como uma avalanche. João sentiu a pressão interna de Sara apertá-lo em espasmos violentos, enquanto ele soltava um rugido baixo, despejando tudo dentro dela com estocadas finais e profundas, que pareciam tocar a alma.
Por alguns minutos, o único som no escritório era a respiração pesada e sincronizada de ambos. Eles permaneceram colados, o suor fundindo seus corpos, a adrenalina ainda correndo nas veias.
João afastou-se lentamente, observando a mulher à sua frente. Ela estava desgrenhada, com os lábios inchados e o olhar nublado de satisfação. Ele sorriu, um sorriso de quem sabia que tinha vencido um jogo complexo.
— Sabe o que é o mais engraçado, Sara? — ele perguntou, enquanto pegava a toalha para secá-los. — No Brasil, a gente teria que se esconder nos quartos own the world. Aqui, a gente é dono do mundo.
Sara se ajeitou, recuperando o fôlego, e deu um sorriso provocante.
— O mundo é pequeno demais para nós dois, João. Mas enquanto o ginásio estiver lucrando e você continuar me fodendo desse jeito... eu aceito dividir o trono com você.
Ela se levantou, caminhando em direção à porta, mas parou e olhou para trás, com um brilho malicioso nos olhos.
— Agora veste essa roupa. Temos clientes chegando em dez minutos, e você sabe que eu não tolero atrasos na gestão.
João riu, vestindo-se com calma. A moral podia ter sido jogada fora, mas o resultado era recompensador. Ele não tinha apenas ganhado a mulher que sempre desejou; ele tinha construído um império sobre a fundação de um segredo compartilhado.
O tempo, para quem vive com a pele electricityzada, corre de forma diferente. Para João e Sara, o ano que se seguiu ao estabelecimento do império em Lisboa foi um borrão de luxúria, expansão financeira e uma descoberta biológica surpreendente.
O casamento foi uma celebração da libertação. Não foi apenas um contrato social, mas a oficialização de um pacto de prazer. No entanto, a maior surpresa veio com o teste de farmácia positivo, seguido por um ultrassom que deixou o médico perplexo: três corações batendo em sincronia. Gêmeos triplos.
A gravidez de Sara, no entanto, não trouxe a monotonia da "estabilidade". Se qualquer coisa, a condição de gestante despertou nela um apetite voraz, uma fome de ser possuída que a deixou ainda mais ousada. Com a barriga crescendo, o sexo tornou-se uma dança de cuidado e entrega. João, atento a cada centímetro daquela pele que se esticava, tratava o corpo da esposa como um santuário de prazer.
— Cuidado com a barriga, João... mas não ouse parar — ela sussurrava, enquanto ele a massageava com óleos essenciais, descendo as mãos lentamente para onde o desejo já estava pulsando.
Como a penetração vaginal tornou-se, em certos momentos, mais delicada ou menos confortável devido à pressão dos bebês, eles redescobriram a potência do sexo anal. Foi nesse período que Sara se descobriu "viciada". A sensação de preenchimento total, a pressão contra o útero grávido e a entrega absoluta de dar o seu "cuzinho" ao homem que a dominava transformaram as noites de Lisboa em verdadeiros banquetes eróticos.
— Você está deliciosa assim, Sara. Tão aberta para mim — João gemia, enterrando-se nela com movimentos lentos, profundos, sentindo a compressão perfeita que apenas aquele ângulo proporcionava.
Ela não apenas aceitava; ela exigia. A luxúria anal tornou-se o refúgio deles, um espaço onde a fragilidade da gestação se fundia com a força bruta do desejo. Sara adorava a sensação de ser completamente preenchida por ele, sentindo o pau de João explorando cada dobra do seu interior enquanto ela arqueava as costas, sentindo os filhos se movimentarem, como se eles também celebrassem aquela união visceral.
O ano culminou no nascimento dos três. A transição de "mulher dominada" para "mãe de três" aconteceu sem que ela perdesse a essência. No pós-parto, entre as trocas de fraldas e as madrugadas em claro, João e Sara mantiveram o pacto. O quarto do casal continuava sendo o território onde a moral não entrava, onde o sexo anal luxuriante era a recompensa diária por enfrentarem juntos a loucura da paternidade.
Eles haviam construído um mundo onde o sucesso financeiro e a plenitude familiar não anularam a libido; pelo contrário, a alimentaram. Eles eram os donos do ginásio, os pais de trigêmeos e, acima de tudo, amantes insaciáveis que sabiam que o maior prazer da vida é aquele que se permite desejar sem reservas.
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Beijinhos e abraços a todos.




