Fui no Cine Arouche num final de tarde. Inventei de me exibir de novo. Fui de calcinha fina, meia-calça e blusinha preta colada. Me troquei no banheiro e saí. Dois caras me viram e riram com nojo: — Olha a putinha branca se aprontando… já tá fedendo a cio de cadela inferior. Eu baixei a cabeça e fui pra sala menor. Me encostei no canto, virei de costas e empiniei a bunda. Em segundos os homens cercaram. — Olha essa bunda de privada branca se oferecendo… — Hoje você vira o lixo da sala, sua puta inferior. O negro forte parou na minha frente, me agarrou pelo queixo com força e cuspiu na minha cara: — Quer ser o vaso sanitário branco da gente hoje? Pode ser bem degradante. Pode te tratar que nem lixo racial? Eu balancei a cabeça que sim, quase tremendo. Ele me pegou no colo como se eu fosse um saco de lixo e me jogou nas poltronas do fundo. Tirou o cinto e amarrou minhas mãos atrás das costas tão apertado que doeu. — Mãozinha de puta branca inútil amarrada. Agora você não é mais gente. É só um buraco inferior. Outro homem enfiou a touca preta na minha cabeça. — Agora você é um objeto. Um mictório branco descartável. O negro abriu a calça. O pau dele era grosso, veiado, 23 cm, a glande larga e escura. Ele bateu a rola várias vezes no meu rosto. — Abre essa boca nojenta de branca inferior. Engole o pau do seu superior. É pra isso que sua raça serve. Enfiou até o fundo de uma vez. Eu engasguei feio. Ele segurou minha cabeça com as duas mãos e fodeu minha garganta com raiva. — Isso… engasga e chora, sua vadia branca nojenta. Você nasceu pra engolir porra de homem negro. Sua única função. Enquanto ele me destruía a goela, outro me abriu o cu e enfiou o pau de uma vez. — Que cu de putinha branca barata… aperta direito, caralho. Um terceiro, com um pau ainda mais grosso, quase da grossura do meu pulso, cuspiu na minha bunda e empurrou com força. — Toma, sua puta branca inferior. Aprende o lugar de vocês. Debaixo de pau preto. Me usaram por mais de uma hora. Me puxavam pelo cabelo, me davam tapa forte no rosto, me xingavam sem parar. — Fala o que você é. — Eu… eu sou uma puta branca nojenta… — Mais alto, seu lixo! — Eu sou uma puta branca inferior! Um buraco! Uma privada de macho negro! — Isso. Agora pede pra ser usado que nem lixo. Gozaram na minha boca, no meu cu, nas minhas costas, no cabelo, no rosto. Um deles segurou minha cabeça e falou: — Engole tudo, sua porca racial. Se derramar uma gota eu te faço lamber do chão com a língua, seu lixo. Eu engoli engasgando, porra escorrendo pelo queixo e pelo nariz. Quando meu corpo não aguentou e eu desliguei por alguns segundos, eles me arrastaram pro meio da sala. Uma travesti alta, negra, de pau duro, me levantou o queixo e falou com nojo absoluto: — Abre essa boca de privada branca, lixo humano. Mijou em mim. Forte, quente, direto no rosto e dentro da boca. Eu tomei enquanto os outros riam e gozavam de novo em cima de mim. — Olha a putinha branca tomando mijo… ela ama ser tratada que nem resto. Quando terminou, o negro tirou a touca, me deu um tapa no rosto e falou baixo, com nojo: — Boa. Você serviu direito hoje, sua puta branca descartável. Agora se limpa e some daqui. Lixo não fica pra depois. Eu saí do cinema com a roupa de homem, o corpo marcado, o cheiro de porra e mijo grudado em mim, a cabeça baixa, e a sensação de ter sido usado exatamente do jeito que eu pedi. Na manhã seguinte fui no posto tomar a PrEP. Foi a noite mais humilhante, racial e excitante da minha vida.
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