A AJUDA - PARTE 01

Dirigi-me para o alojamento. Precisava saciar aquele ser que parecia já estar adquirindo vida própria. Pensei em ir dormir cedo para compensar a noite anterior, mas sentia como se estivesse incorporado por um dragão. Algo que queimava por dentro, latejando entre as pernas, cobrando.
O vídeo gravado no celular parecia uma maldição que me aprisionava. Que me obrigava. Que me seduzia. As imagens, os devaneios, a masturbação… adormeci novamente envolto nos mesmos sentimentos, a mão ainda suja de porra e a mente presa no gemido abafado dela no galpão.
A manhã transcorreu tranquila. Como esperado, o Sr. Irineu nem lembrou que eu tinha dito que precisava falar com ele. No almoço, no refeitório dos empregados, Dona Eulália foi como sempre: protocolar, distante. Nada transparecia o clima sujo que já conspirava entre mim e Luiza.
Depois do almoço, fui ao alojamento e tomei um banho demorado. Coloquei uma camisa limpa e uma calça de moletom. Sem cueca. Queria sentir o tecido grosso roçando direto na pele quente do pau.
Quando vi o carro do Sr. Irineu saindo, me dirigi para o galpão. Sentei num banco no fundo, com vista para a sede, e fiquei aguardando. O coração batia mais forte. O pau já começava a endurecer só de imaginar.
Depois de uns quinze minutos, vi Luiza saindo da sede. Acompanhei cada passo dela em direção ao galpão. O peixe estava fisgado.
Desta vez a vestimenta era mais comportada: calça jeans justa, camiseta e uma jaqueta leve. Parou na entrada do galpão e ficou olhando para mim, o rosto tenso.
— Entra. Vamos conversar.
Ela caminhou em minha direção, desviando das quinquilharias espalhadas pelo chão. Parou a uns três metros de mim e me encarou nos olhos. Senti a expectativa, o medo e a ansiedade pulsando na expressão dela.
— Então você não quer que eu conte pro seu avô.
Ela assentiu com a cabeça, quase imperceptível.
— Eu pensei no assunto durante a noite… e senti que estaria traindo a confiança dele. Afinal, o que acontece por aqui ele espera que eu fale pra ele.
A angústia no rosto dela se intensificou. A voz saiu embargada, quase trêmula:
— Eu não sei o que deu em mim… eu não sou assim. Meu avô não pode saber, por favor. Isso vai ser muito ruim pra mim e pra ele.
Fiquei alguns segundos em silêncio, apenas olhando para ela, absorvendo a vulnerabilidade.
— Você quer minha ajuda, certo?
Ela assentiu de novo.
— Olha… o que eu vi mexeu muito comigo. Tenho passado por momentos difíceis. Se você me ajudar, eu também te ajudo.
Ela me olhou com um ar de indagação, sem entender ainda o que eu estava propondo. Continuei fitando-a, forçando-a a se posicionar.
Saiu um “tá bom… como?” baixo, hesitante.
— Eu quero que você faça comigo a mesma coisa que você fez com o cachorro.
A reação foi imediata. O rosto dela se desmanchou, como se o chão tivesse sumido sob os pés. Os olhos se arregalaram.
— Não quero fazer isso — falou, ainda me olhando, misturando expectativa e súplica.
Mas eu sabia que existia outra Luiza além daquela personagem frágil. Por isso aumentei a pressão.
— Claro. Tudo bem. Mas eu também não vou conseguir te ajudar.
Ela começou a chorar. Sentou-se no banco que eu havia colocado estrategicamente na frente do meu. Os ombros abalados, as mãos no rosto. Eu abaixei a cabeça e esperei. Ela continuou sentada, chorando baixo.
Levantei e comecei a caminhar para sair dali. Quando já estava na saída que dava para a parte de trás, ouvi a voz dela, quebrada:
— Espera.
Parei e me virei. Ela ainda estava sentada, enxugando as lágrimas com as costas da mão.
Fiquei olhando, aguardando.
— O que você quer que eu faça?
— A mesma coisa que você fez com o cachorro — respondi, sem me mover da posição perto da saída.
Ela abaixou a cabeça, pensativa. Ficou assim por alguns segundos longos.
— Tá bom… mas você vai prometer que nunca vai contar.
— Prometo sim.
— Então tá.
— Vamos até a área da churrasqueira. Lá é menos aberto.
Ela se levantou. Eu saí na frente e ela me seguiu em silêncio.
A churrasqueira era uma área coberta de uns dez por dez metros, com duas mesas e alguns bancos de madeira com encosto. Percebia-se que não era usada há bom tempo, mas Dona Eulália a mantinha limpa. O cheiro de cinza velha e madeira ainda pairava no ar.
Sentei num banco. O dragão dentro de mim estava em plena erupção. Meu pau ardia de tão duro; o volume era evidente sob o moletom grosso.
— Senta aqui — disse, batendo a mão no assento ao meu lado direito.
Ela hesitou.
— Bom… é você quem sabe — completei, num tom calmo.
Ela abaixou a cabeça e caminhou até o banco. Sentou-se um pouco longe de mim.
— Chega mais pra perto.
Hesitou de novo, mas veio se aproximando devagar, empurrando o corpo com o apoio da mão direita no banco.
Tirei o pau para fora.
Ele latejava pesado, já umedecido na cabeça, as veias saltadas. Quase monstruoso naquele momento.
— Se você quiser, nem precisa olhar. Coloca a mão na minha perna e vai indo em direção ao meu pau.
Eu estava quase explodindo de tesão. Levantei os braços e os apoiei no encosto do banco, deixando o corpo aberto, vulnerável, oferecido. Fiquei apenas aguardando.
Percebi a hesitação dela por um instante. Aproveitei para absorver tudo: o cheiro suave da pele dela, o cabelo caindo sobre os ombros, as coxas apertadas no jeans, aquelas mãos delicadas que logo eu sentiria.
Ela se inclinou um pouco para o meu lado. A mão direita se moveu em direção à minha perna. Virou levemente o rosto para o outro lado, como se não quisesse ver.
Senti o toque aveludado das pontas dos dedos na minha coxa direita, um pouco acima do joelho. A mão branquinha, fina, veio deslizando devagar, hesitante, subindo pela coxa. Meu corpo inteiro vibrava. Comecei a respirar mais fundo, sem conseguir controlar. O pau dava pequenas estocadas involuntárias no ar.
A mão dela chegou perto da virilha e se deteve no elástico do moletom, que estava arriado. Ela sabia que, a partir dali, encontraria pele nua.
Respirei fundo. A imagem daquela mão chegando tinha um efeito hipnótico. O tesão era tanto que o pau começou a doer de tão duro.
Ela avançou.
Tocou de leve a virilha, os pelos pubianos, e finalmente chegou ao destino.
Senti as pontas daqueles dedos tocando o meu pau com uma suavidade quase cruel. Meu corpo estremeceu inteiro. O cu piscou. O pau deu uma estocada seca. Respirei mais fundo ainda.
Podia sentir a tensão que a envolvia, mas ela continuou. Aquela mão delicada e suave fechou-se em volta do meu cacete.
Soltei um gemido baixo. Respirei fundo três, quatro vezes. O pau latejava dentro da mão dela, grosso, quente, as veias saltadas. Naquele momento ele não devia nada ao do cachorro.
Ela começou a apertá-lo suavemente.
— Isso… isso — murmurei.
Como se obedecesse a um comando interno, ela relaxou a pressão e iniciou um movimento de punheta. Lento no começo.
— Isso… assim… faz… faz…
Ela correspondeu. Relaxou mais o ombro e intensificou o ritmo. A mão subia e descia com mais firmeza.
— Faz até a cabeça…
Ela obedeceu. Os dedos passaram pela glande melada de pré-gozo, espalhando o líquido, tornando o movimento mais escorregadio, mais sujo.
A mão dela começou a deslizar com agilidade. Parecia sincronizada com cada estremecimento do meu corpo. A cena do cachorro sendo punhetado por ela inundou minha mente de novo — o mesmo gesto, a mesma mão, agora em mim.
Senti uma onda elétrica tomar conta do corpo a partir do pau. Estremeci no banco. A porra espirrou longe, em jatos densos e quentes, sujando a própria mão dela e o chão.
— Aperta… aperta… — pedi, ofegante.
Ela obedeceu, apertando o pau enquanto ele ainda jorrava, ordenhando até a última gota.
Fui sentindo a onda esmaecer. Respirei fundo, o corpo mole, o dragão aos poucos se acalmando, se apagando.
— Pode soltar.
Ela obedeceu. A mão se abriu e se afastou.
Recolhi os braços, guardei o pau ainda melado dentro do moletom e ajeitei a cintura. Ela ficou parada na mesma posição, as mãos agora sobre as próprias coxas, o olhar baixo.
— Vou embora — disse, sem me olhar.
— Tudo bem. Mas amanhã vou querer novamente.
Ela se levantou. Olhou para mim com uma expressão zangada, quase ferida. Virou as costas e saiu pisando duro em direção à sede.
Ainda pude admirar aquelas nádegas se movendo sob o jeans justo enquanto ela se distanciava, o rebolado involuntário marcando cada passo.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
A AJUDA - PARTE 01

Codigo do conto:
274425

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
11/10/2026

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