Saudades da cona peluda da ex

Quando Maria abriu a porta, fiquei sem palavras. Ela continuava a ter o mesmo efeito sobre mim — talvez ainda mais intenso depois de tantos anos. Com apenas 1,50 m, tinha uma presença que ocupava todo o espaço. As ondas desarrumadas do cabelo escuro caíam sobre os ombros, emoldurando um rosto que conhecia de memória. A camisola fina que vestia revelava cada curva do corpo — o peito farto, a cintura que se alargava para ancas generosas, a linha do ventre que adivinhava por baixo do tecido. As unhas curtas pintadas de vermelho escuro agarravam a maçaneta com uma familiaridade que me fez engolir em seco.

— Vais ficar aí parado? — perguntou, com um sorriso atrevido que lhe curvou os lábios.

Entrei. O apartamento cheirava a ela — um creme floral que me atravessou as narinas e me instalou no fundo do peito. As caixas que viera buscar estavam empilhadas no corredor, junto à porta. O encontro deveria ser breve: trocar os restos de uma vida partilhada e seguir cada um com a sua. Mas quando os olhos verdes dela me encontraram, percebi que nenhum de nós estava realmente preparado para voltar a estar frente a frente.

Além disso, ambos tínhamos namorado. Maria vivia uma relação com Ricardo — estável, segundo os amigos comuns. Eu também tinha alguém à minha espera em casa. Sabíamos que ultrapassar certos limites teria consequências, mas a atração entre nós não tinha desaparecido. Estava apenas escondida debaixo de anos de silêncio.

Maria serviu vinho tinto e sentámo-nos no sofá. Os copos tilintaram quando ela os pousou na mesa de centro. Falámos sobre o trabalho, os amigos, tudo o que tinha acontecido desde a separação. Ela trabalhava numa agência de publicidade, disse-me, e os projetos sucediam-se sem dar por isso. Eu contei as minhas mudanças, as rotinas novas, a vida que construíra sem ela. Mas os nossos olhares demoravam demasiado sobre os lábios um do outro, e os silêncios diziam mais do que as palavras.

— Ainda pensas em mim? — perguntou ela, de repente.

Olhei para o copo na minha mão. O vinho oscilou, vermelho como as unhas dela.

— Mais vezes do que devia — respondi.

Maria aproximou-se no sofá. Pousou a mão no meu peito, por cima da camisa, e os dedos curtos de unhas escuras pressionaram o tecido. Senti o coração a bater depressa — não podia esconder isso.

— Então não sou o único — disse, a voz mais grave.

Segurei-lhe a cintura. O corpo dela era quente e macio por baixo da camisola fina. Não recuou. Pelo contrário, encostou-se mais a mim, o peito farto a roçar o meu braço, e beijou-me. O beijo começou devagar, hesitante — os lábios dela eram macios e sabiam a vinho. Mas rapidamente se tornou intenso. A língua dela encontrou a minha com uma urgência que me tirou o fôlego. Havia saudade, desejo e a memória de tudo o que tínhamos vivido juntos. A mão dela subiu pela minha nuca, os dedos enterrando-se no cabelo castanho.

As caixas ficaram esquecidas junto à porta. A conversa deu lugar a beijos demorados, carícias e sussurros. Puxei-a para o meu colo e ela sentou-se sobre mim, as pernas curtas a abraçarem as minhas coxas. O peso dela sobre a minha ereção fez-me soltar um gemido baixo. A saia subiu, revelando as coxas grossas e a pele de marfim. Rocei as mãos pelas suas ancas, puxando-a contra mim, e ela arqueou-se, a boca entreaberta.

— Isto é errado — murmurei, os lábios colados aos dela.

Maria encostou a testa à minha. O cheiro a creme floral invadiu-me completamente.

— Eu sei.

— Temos pessoas à nossa espera.

— Eu sei — respondeu ela, antes de me beijar novamente. — Mas contigo é diferente.

Tirei-lhe a camisola fina por cima da cabeça. As mamas fartas saltaram livres, os mamilos escuros e rijos. Abaixei a boca e chupei um, depois o outro, sentindo-os endurecer contra a minha língua. Maria enterrou os dedos no meu cabelo e puxou-me contra o peito dela, gemendo baixo. As minhas mãos desceram até à saia, que puxei para baixo. Ficou só de cuecas — uma peça preta simples que não escondia o volume de pelos escuros que transpareciam pelo tecido.

Deitei-a no sofá e beijei-lhe o ventre, descendo lentamente. Quando lhe tirei as cuecas, a cona peluda apareceu — os pelos escuros e densos emolduravam os lábios carnudos e húmidos. Aproximei a boca e respirei o cheiro dela, quente e intenso. Passei a língua pela fenda, sentindo-a tremer. Maria agarrou-me o cabelo e pressionou-me contra si.

— Fode-me — sussurrou. — Por favor.

Tirei as calças e as boxers. O meu pau, duro e rijo, saltou livre. Maria olhou para ele com aqueles olhos verdes e sorriu, antes de o agarrar com a mão. As unhas vermelhas escuras contrastavam com a pele clara do meu caralho. Beijou a cabeça, depois passou a língua, e eu fechei os olhos. A boca quente dela engoliu-me lentamente, os lábios apertando-se à volta do tronco. Gemi alto, as mãos agarrando o sofá.

Mas queria mais. Puxei-a para cima e posicionei-a sobre mim. Maria baixou-se devagar, a cona peluda a engolir o meu pau centímetro a centímetro. Estava apertada, quente e molhada. Quando entrei completamente, ela soltou um gemido longo e profundo. Começou a cavalgar, as ancas a rodar devagar, as mamas fartas a saltar ao ritmo. Segurei-lhe as ancas e puxei-a contra mim, entrando mais fundo.

A noite foi intensa e muito prazerosa. Entregámo-nos àquela antiga química sem pensar no dia seguinte, como se o tempo separados tivesse apenas aumentado o desejo. Dei-lhe por cima, por baixo, de lado. Em cada posição, a cona peluda apertava-me o pau com uma intensidade que me fazia perder a cabeça. Os gemidos dela enchiam o apartamento. Quando finalmente gozei, foi com ela montada em mim, os olhos verdes cravados nos meus, as unhas cravadas nos meus ombros. Gozei dentro dela, o caralho a pulsar, e ela seguiu-me logo depois, o corpo a tremer sobre o meu.

Quando finalmente ficámos deitados lado a lado, Maria apoiou a cabeça no meu peito e passou os dedos pela minha pele suada.

— Ele nunca me faz sentir como tu — confessou ela.

Fiquei em silêncio. A frase provocou-me, mas também me trouxe uma sensação amarga. Eu sabia que ela estava a trair o namorado e que nós dois teríamos de enfrentar as consequências daquela noite. Eu também tinha traído a minha.

— Não devias dizer isso — murmurei.

— Talvez não — respondeu Maria. — Mas é verdade.

Abracei-a, embora soubesse que aquele momento não podia durar para sempre. Pela manhã, as caixas continuariam junto à porta, os nossos namorados continuariam à nossa espera e as decisões difíceis não desapareceriam.

Mas, naquela noite, Maria e eu deixámos de fingir que já não sentíamos nada. Optámos pelo desejo, pela saudade e pela intensidade do reencontro — conscientes de que, quando a porta se abrisse novamente, teríamos de enfrentar tudo o que tínhamos escolhido fazer.


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Ficha do conto

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antonio18

Nome do conto:
Saudades da cona peluda da ex

Codigo do conto:
274581

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
13/10/2026

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