A mulher que me fez esquecer minha ex



Durante muito tempo depois do meu último relacionamento eu fiquei solteiro. Foram quase 3 anos. Nesse período, eu conheci algumas mulheres. Nunca tive dificuldade para encontros casuais. Sou um cara bonito, um pouco tímido, mas consigo conversar bem nesses casos. Acho que é porque sou direto. Mas embora eu tivesse sorte nesses encontros, eu tinha dificuldade de me relacionar de verdade.

Eu amava minha ex. Todas as mulheres com quem eu saía acabavam sendo comparadas a ela. Algumas quiseram algo sério — pra ser sincero, eu também — mas por mais que eu tentasse, nunca consegui, não naquela época. Uma delas saiu extremamente machucada do que tivemos, e isso só piorou minha sensação, mas a maioria entendeu. Mas, no meio dessas mulheres, eu a conheci.

Vou chamá-la de Alícia, por um motivo que só eu e ela sabemos. Ela não vai ler esse conto, tenho certeza, mas mesmo assim quero preservar a identidade dela. Eu tinha 22 anos e ela 31. Quase dez anos mais velha do que eu. Conheci a Alícia quando decidi aumentar o limite de idade dos meus matches. Pensei "bom, o que custa tentar, não é?". Tive poucos matches acima dos 30. A Alícia foi a única que chamou minha atenção. Começamos a conversar e foi quase como se nos conhecêssemos há anos. Não demorou muito pra marcarmos um encontro. Eu pensei em um restaurante, algo um pouco mais chique. Não sei por que — talvez fosse por causa da idade dela — mas achei que ela fosse gostar.

— Por que a gente não marca aqui em casa? — ela disse por mensagem.

Fiquei com medo de parecer ansioso demais, mas ela insistiu e no fim eu aceitei. Foi incrível. Ela já havia me dito que era uma mulher caseira. Ficamos no apartamento dela, assistimos um filme de terror, jantamos um lanche e depois conversamos por horas, abraçados no sofá, enquanto a televisão falava sozinha. Naquele momento, eu lembro de pensar sobre como eu não sentia obrigação nenhuma de estar ali e de como eu gostava do corpo dela. Eu estava confortável de uma maneira que eu nunca fiquei com mais ninguém. Foi nesse momento que contei sobre a minha ex e sobre como a minha vida sexual andava desde que terminamos.

— Você sente muita falta dela?
— Um pouco.

Ela tava deitada de barriga pra cima no meu colo e de repente esticou o pescoço e me olhou. A Alícia era absurdamente linda: uma morena tatuada de um metro e setenta e dois, ou seja, a mulher mais alta com quem eu já tinha ficado, de olhos castanho escuros, quase pretos, uma boca volumosa; até a pele dela era sexy. Ela tinha uma cobra que circundava ao redor de um dos braços.

— Fala a verdade — ela disse, num tom de brincadeira.

E eu falei. No final de tudo, ela disse que me achava "um fofo" e que eu tinha mais maturidade que a maioria dos homens que ela tinha saído.

— Só saio com cara que quer transar. Tipo, eu nem peço pra eles pagarem nada pra mim. Eu mesma prefiro pagar. Odeio ficar sendo bancada, ainda mais que eles acham que só porque pagaram um jantar, UM LANCHE, eles acham que podem me comer. Sai fora. Não é à toa que eu tô há seis meses sem transar.

Não soube o que falar nessa hora — já disse, eu sou tímido de vez em quando — então eu me inclinei e beijei a boca dela.

— Quer transar comigo? — eu falei depois do beijo.
— Quero.

Ela falou tão baixinho e tão sexy que eu tive que beijar ela de novo.

Ela me arrastou pro quarto logo depois. Eu beijei todo o corpo dela, do pescoço às coxas. Que morena incrível, maravilhosa. O corpo, a pele escura, os peitos. Tudo. Ela tinha peitos enormes e gemia baixinho enquanto eu chupava eles. Eu ia dos peitos pra boca dela e de volta pros peitos. Ela ainda usava a regatinha vermelha. Só tirei a roupa dela quando deitei ela de costas na cama e puxei o shorts jeans que ela usava.

— Que calcinha chique — eu falei e ela riu. Era vermelha também, mas não era de renda.
— É normal, seu besta.
— Fica chique em você.

Puxei a calcinha e fui devagarzinho com a língua ao redor da buceta dela, até que eu finalmente passei em cima, bem de levinho, e ela gemeu. Até o gosto dela parecia diferente, melhor, mais gostoso. Ela elogiou minha chupada. Eu não queria sair de lá. Mas saí quando ela me pediu pra colocar meu pau dentro dela.

Subi por cima dela e ela me agarrou e pressionou as pernas dela no meu quadril. Nós transamos tão gostoso. Ela pediu pra eu ir devagar, bem lentinho, e eu juro que foi a foda mais gostosa da minha vida. Eu tinha 22 e tinha uma mulher de 31 em baixo de mim, gemendo no meu ouvido, pedindo mais, mais fundo, mais devagar, mais forte; falando como tava gostoso, e que ela queria mais.

Nós fizemos em todas as posições: eu fui por cima, por baixo, coloquei ela de quatro e bati na bundona dela. Que mulher deliciosa. A única coisa que ela não gostava era de puxada de cabelo. Eu tentei e ela disse "não, para". Perguntei se eu tinha feito errado. Ela disse que não, só não gostava. De resto? Ela tinha uma buceta tão maravilhosa que eu quase não consigo tirar na hora de gozar. Felizmente, eu consegui. Gozei na bunda dela e fiquei olhando a maneira que ela arqueava as costas e sorria. Era uma deusa. E aqueles olhos? Meu deus.

A Alícia não tinha olhos especiais, não de cara. Como eu falei, eram castanhos escuros, quase pretos. Não eram raros, azuis ou verdes, mas eram maus. Nunca vi mulher com olhos iguais antes e nem depois. Eu gosto de dizer que eram maus. O tipo de olhar que te devora; os olhos de uma leoa. Aquela mulher fazendo um boquete era coisa de outro mundo. Ela não só sabia o que fazer com a boca e com a língua e com as mãos, mas ela também olhava pra mim como se fosse arrancar a minha alma. Enfiava meu pau inteiro na boca e me olhava como se dissesse "você é meu, não porque você quer, mas porque EU quero".

Eu falo da Alícia no passado porque nunca chegamos a namorar. Ficamos meses juntos e conversamos que era "sério", exclusivos. Não fiquei com outras pessoas nesse período e nem ela. Mas não namoramos. Uma das coisas que começou a incomodá-la era a diferença de idade. Eu entendo o lado dela, mas nunca concordei. Mais de uma vez enquanto a gente transava ela chegou a dizer "eu te amo", mas ela nunca terminava a frase e sempre me beijava em seguida, como se fosse pra eu não comentar sobre isso. E eu nunca comentei. Depois de quatro meses juntos, eu sabia que queria ficar ao lado daquela mulher, mas não aconteceu.

Ela era um espetáculo não só fisicamente, mas no sorriso, no humor, na jogada de cabelo, no jeito de dançar, no olhar, no beijo, na voz profunda, no toque suave fora de casa e no toque agressivo na cama.

São quase duas da manhã e eu ainda penso nela. É engraçado como ela me ajudou a superar minha ex. Deixei de achar que aquela menina era o amor da minha vida. É engraçado também como o único relacionamento que eu quis naquela época, eu não pude ter. A vida é muito, muito engraçada. A Alícia ainda é uma memória, mas uma boa. Olhei agora o meu whatsapp, e a última mensagem que eu recebi dela foi em abril desse ano: "igual você, gatão", logo depois dela me mandar um meme.

Ela dizia que eu tinha um jeito com as palavras, mas jeito não é o suficiente pra fazer jus à ela.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A mulher que me fez esquecer minha ex

Codigo do conto:
274915

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
18/10/2026

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