O Caio estava fodendo ela de quatro, forte, segurando o quadril dela. E a Marina, em vez de gemer baixinho como antes, resolveu gritar.
— AÍ! — Ela jogou a cabeça pra trás. — AÍ, CAIO! BATE MAIS FORTE!
O Rafael, de joelhos ao lado da cama, assistia. Ela olhou pra ele e gritou mais alto — de propósito, pra rua, pra vizinhança, pro mundo:
— TÁ VENDO, CORNO? É ASSIM QUE SE FODE UMA MULHER! — Mais uma estocada. — ELE TÁ ME ARROMBANDO NA SUA FRENTE E VOCÊ SÓ OLHA!
E o Caio, rindo, entrou no jogo:
— Fala pra ele, Marina. Fala quem te come.
— VOCÊ ME COME! — Ela gritou pro teto. — VOCÊ É O MACHO! E O MEU MARIDO É UM CORNO MANSO QUE LIMPA DEPOIS!
Na casa ao lado, a janela estava aberta também. A vizinha, dona Célia, apareceu na sacada, curiosa. A Marina viu. E gritou mais, pra ela:
— BOA TARDE, CÉLIA! — Estocada. — NÃO REPARA NO BARULHO! É O MEU AMANTE QUE TÁ ME COMENDO!
A dona Célia riu e respondeu de longe, de brincadeira. A Marina gozou gritando o nome do Caio, e depois, sem sair de quatro, chamou o marido:
— Vem, cachorro. Limpa. E rápido, que ainda tá quente.
O Rafael veio por trás dela, de quatro também, a língua no meio das pernas dela, enquanto o Caio, ao lado, ria e fumava. Ela gritava de novo, pra sacada:
— CÉLIA! ELE TÁ LIMPANDO AGORA! O MEU MARIDO TÁ LIMPANDO A PORRA DO MEU AMANTE!
Dona Célia, do outro lado, só conseguiu dizer:
— Deus do céu, Marina.
E a Marina, com a boca do marido enfiada nela, riu satisfeita. Deixou a janela aberta. Deixou a vizinhança saber.