Não era insônia — era o corpo. O corpo que já não era só dela, que se movia com uma lentidão nova, uma gravidade morna que a fazia sentir cada centímetro de si mesma. Marina ficou de lado na cama, a mão pousada sobre a curva da barriga, e sentiu o filho se acomodar lá dentro, uma ondulação lenta, como uma maré que só ela conhecia.
Ao lado, Tomás dormia com o braço esticado sobre o lençol, na direção dela, como se mesmo no sono quisesse alcançá-la.
Ela sorriu no escuro.
Havia algo de vertiginoso naquele corpo. Não era mais o corpo esguio de antes, do qual ela conhecia cada ângulo e cada limite. Agora era território, era casa, era uma coisa que transbordava — e transbordar, descobriu, tinha a sua própria espécie de fome.
Sentou-se devagar. A camisola fina deslizou pelo ombro e o ar fresco da madrugada tocou a pele dos seios, que estavam mais pesados, mais sensíveis, o mamilo endurecendo só com o roçar do tecido. Ela levou a mão ali, sem pressa, e um arrepio subiu-lhe pela nuca.
— Você está acordada — murmurou Tomás.
A voz dele veio grossa de sono, mas os olhos já brilhavam na penumbra. Ele se virou, e a mão que estivera esticada no lençol encontrou o caminho até a cintura dela — o novo relevo, a lombar que agora se arqueava numa curva inteira, uma curva de fruta madura.
— Não consigo dormir — ela disse. — Ele não deixa.
Tomás riu baixinho e sentou-se atrás dela, o peito contra as suas costas, os braços fechando-se em volta da barriga com uma ternura que era também posse. Ele beijou-lhe o ombro nu, e depois a curva do pescoço, e demorou ali, mordendo de leve, respirando-a.
— Você está tão quente — ele sussurrou.
— Sempre estou.
Era verdade. Naqueles meses, o corpo dela ardia por dentro como um forno aceso — o sangue acelerado, a pele mais fina, tudo vibrando um tom acima. O desejo chegava sem aviso, de manhã, à tarde, no meio de uma frase qualquer; chegava como o filho chegava, sem pedir licença.
Ela inclinou a cabeça para trás, contra o ombro dele, e a boca de Tomás encontrou-lhe a orelha. Ele a beijou ali, e desceu — pela mandíbula, pela garganta, onde o pulso batia depressa. A mão dele subiu-lhe pela barriga e, em cima, cobriu-lhe os seios por cima do tecido, com as duas palmas, como quem segura algo que pode quebrar.
Marina soltou o ar devagar.
— Com cuidado — disse, mas não era um pedido de cuidado. Era o contrário.
Ele entendeu. Puxou-lhe a alça da camisola para baixo, e o seio veio à luz pálida do quarto, mais cheio, o bico escuro e tenso. A boca dele desceu até ali e ela fechou os olhos.
Havia uma doçura dolorosa naquilo — uma sensibilidade tão afiada que cada sucção atravessava o corpo inteiro, do mamilo à base da espinha, e o ventre respondia, apertando-se num compasso antigo. Ela deixou-se ir contra ele, a nuca pesada, os lábios entreabertos.
— Deita — ela pediu, e a voz saiu rouca, quase estranha.
Ele a deitou de lado, de frente para ele, e a barriga ficou entre os dois como um país próprio, quente e vivo. Tomás passou a mão por baixo da curva, pela pele esticada e lisa, e a palma dele encontrou um movimento — o filho, girando, um empurrão pequeno contra a mão do pai.
Ele parou, comovido.
— Ele te ouve — disse Marina.
— Ele nos sente.
Ela levou a mão dele para baixo, para onde o corpo pedia, e Tomás a seguiu com uma lentidão deliberada, percorrendo a coxa, a dobra macia, o calor. Ela abriu-se para ele sem vergonha, e a vergonha, aliás, tinha ficado do outro lado da gravidez, num país que ela não visitava mais. O que havia agora era isto — a franqueza absoluta do corpo, o desejo sem disfarce.
Ele a tocou devagar, e ela arqueou-se contra a mão dele, mordendo o lábio. O prazer naqueles meses vinha mais fundo e mais longo, espalhava-se por lugares que ela nem sabia que existiam, e quando chegava, chegava em ondas que não tinham fim certo.
— Assim — ela sussurrou.
Ele a beijou enquanto a mão trabalhava, e foi como se as duas coisas —a boca e os dedos — levassem a mesma corrente por dentro dela. Marina prendeu-se ao ombro dele, as unhas na pele, e sentiu o corpo subir devagar, num crescendo paciente, o ventre tenso, os seios doloridos de prazer, o ar parando no peito.
Quando veio, veio como uma maré morna que a atravessou dos pés à raiz do cabelo, e ela soltou um som baixo, quase um lamento, contra a boca dele.
Por um instante ficou imóvel, o coração batendo em algum lugar novo.
Depois abriu os olhos e sorriu — aquele sorriso lento, satisfeito, de quem acaba de descobrir uma coisa boa sobre o próprio corpo.
Tomás beijou-lhe a testa.
— Você está radiante — disse ele.
— Estou grávida — ela respondeu, e as duas coisas, ali, significavam o mesmo.
Fora, o céu começava a ficar claro. Dentro, o filho mexeu-se mais uma vez, indiferente e soberano, alheio a tudo — e Marina pousou a mão sobre a barriga, sentindo os dois pesos ao mesmo tempo: o de dentro e o de fora, o do amor e o do desejo, ambos vivos, ambos dela.
E pensou que nada, nunca, tinha sido tão cheio.
Se quiser, posso continuar a história, mudar o cenário (uma casa de praia, um hotel, um reencontro depois do parto), ajustar o tom — mais suave e romântico ou mais intenso — ou escrever sob outro ponto de vista, como o do parceiro. É só dizer como prefere.
Mais intenso
O Peso Doce — versão intensa
Ela acordou com o corpo em chamas.
Não era o calor do quarto, não era o lençol. Era ela — o sangue, a pele, a coisa viva que pulsava entre as pernas antes mesmo de ela abrir os olhos. Naqueles últimos meses, Marina aprendera que o desejo não pedia hora. Ele chegava à noite, chegava de manhã, chegava no meio de um pensamento qualquer, e quando chegava não era um convite: era uma ordem, funda, urgente, quase dolorosa.
Ela virou-se de lado e sentiu o peso da barriga rolar com ela — aquela gravidade nova, morna, que a arrastava para baixo, para dentro da cama, para dentro do próprio corpo.
Ao lado, Tomás dormia.
Ela olhou-o por um segundo. O braço esticado sobre o lençol, os dedos abertos na direção dela, como se até no sono ele a procurasse. E aquilo — aquela mão aberta no escuro — acendeu-a de vez.
Marina atravessou o pequeno espaço entre os dois.
Não foi suave. Puxou-lhe o lençol com a mão inteira, subiu por cima dele o quanto a barriga permitia, e sentou-se a cavalo sobre a coxa dele, o corpo todo encostado, a pele quente. Tomás acordou com ela em cima e o sorriso veio antes dos olhos abrirem.
— Bom dia — ele murmurou.
— Cala a boca — ela disse. E beijou-o.
Foi um beijo sem cerimônia nenhuma — a boca aberta, a língua dentro, os dentes roçando o lábio dele. Ela agarrou-lhe o cabelo na mão e puxou-o para trás, e Tomás gemeu contra a boca dela, e o som dele acendeu-lhe mais ainda a barriga.
Ela desceu-lhe pelo peito. Mordeu-lhe o ombro. Mordeu-lhe a clavícula, com força suficiente para deixar marca, e ouviu-o prender o ar. Depois desceu mais — pelo esterno, pelas costelas, pela linha fina de pelo da barriga — e o corpo dela movia-se devagar, pesado, cada movimento um esforço morno que a fazia arfar.
Quando ela o tomou na boca, Tomás agarrou o lençol com as duas mãos.
— Marina —
Ela não respondeu. Não havia resposta a dar. Havia o calor da boca, a língua, a pressão lenta e funda, e a mão dele que veio pousar-lhe no cabelo, hesitante no começo, depois firme, enrolando-se nas mechas. Ela sentiu-o endurecer ainda mais contra a língua e o próprio corpo respondeu — um aperto fundo, um fio de calor descendo pela coxa.
Ela parou antes que ele terminasse.
— Não — ela disse, levantando a cabeça, a boca úmida, os olhos escuros. — Ainda não.
Tomás riu, sem ar.
— Você vai me matar.
— Vou.
Ela subiu de novo pelo corpo dele, e o peso da barriga deslizou por cima do membro dele — a pele macia e esticada do ventre roçando-o devagar, de baixo para cima, e Tomás fechou os olhos e xingou baixinho. Marina sorriu. Sabia o que fazia. Sabia que aquele ventre, pesado e quente, era uma coisa que ele não conseguia suportar.
Ela ergueu-se sobre ele, apoiada com as duas mãos no peito dele, e baixou-se até o encaixe — e quando ele entrou, foi devagar, muito devagar, porque ali dentro tudo estava mais sensível, mais inchado, mais vivo, e cada centímetro a atravessava como se fosse a primeira vez.
Ela parou com ele todo dentro, o queixo erguido, respirando pela boca.
— Você está — a voz de Tomás saiu quebrada. — Você está mais quente.
— Estou tudo — ela disse. — Estou tudo ao mesmo tempo.
E começou a mover-se.
Não foi o vaivém apressado de antes, não foi nada do que eles eram antes. Era outra coisa — um ritmo pesado e lento, o quadril dela rolando devagar, o corpo inteiro trabalhando em torno dele. Os seios balançavam com o movimento, mais cheios, os bicos duros, e Tomás levou as duas mãos até lá e apertou-os, e ela soltou um som entre os dentes que não era nem dor nem prazer, mas as duas coisas fundidas.
— Mais — ela pediu.
Ele obedeceu. Segurou-a pelos quadris — as mãos abertas na carne nova, na curva larga que a gravidez lhe dera — e empurrou-se para dentro dela, de baixo para cima, com uma força que a fez curvar-se para a frente, as unhas entrando no peito dele.
— Aí — ela arfou. — Aí, aí, aí.
O quarto ficou cheio de som. Da pele, da respiração, do gemido dela crescendo, da voz dele chamando o nome dela como se fosse uma prece. A cama batia na parede. Ela não se importava. Não havia mais nada além disto — o corpo pesado, o calor, ele dentro dela, o ventre que se apertava a cada estocada.
E então — uma coisa que ela nunca sentira antes — o filho mexeu-se.
Um empurrão pequeno, lá dentro, contra a parede da barriga, bem no momento em que Tomás se enterrava nela. E ela sentiu as duas coisas ao mesmo tempo, o pai e o filho, um de fora e um de dentro, e o prazer subiu-lhe de repente, sem aviso, como uma onda que quebra.
— Tomás — ela gritou, e não teve cuidado nenhum com o grito.
Veio assim — violenta, longa, arrancando-a de dentro para fora. Ela travou-se toda por cima dele, a cabeça jogada para trás, a garganta exposta, o ventre duro e tremendo, e sentiu-se apertar em volta dele em ondas que não acabavam, uma atrás da outra, cada uma mais fundo.
Tomás aguentou até onde pôde.
Depois segurou-a pela cintura, enterrou-se nela uma última vez, e derramou-se com um gemido rouco que ele abafou na pele do pescoço dela.
Ficaram assim — ela sentada sobre ele, caída para a frente, a testa no ombro dele, o corpo todo suado e tremendo, a respiração voltando devagar. As mãos dele subiram-lhe pelas costas e pararam na barriga, abertas, cobrindo-a.
Lá dentro, o filho acomodou-se e voltou a dormir.
— Você está radiante — disse Tomás, a voz rouca no ouvido dela.
Marina riu, sem forças, contra a pele do pescoço dele.
— Estou grávida — respondeu.
E as duas coisas, ali, no meio do quarto claro, significavam exatamente o mesmo.
Quer que eu vá mais longe ainda (mais explícito, mais cru, sem metáfora), ou prefere mudar de cena — uma casa de praia, um carro, um reencontro depois do parto — sempre nesse tom intenso? Também posso escrever pelo ponto de vista dele, se quiser.
Mais explícito, sem metáfora, com mais detalhes da transa entre eles...
O Peso Doce — versão explícita
Marina acordou antes do sol com o corpo molhado.
Não foi um sonho, não foi o calor do quarto. Era ela: a vagina úmida contra a coxa, o clitóris já latejando, o mamilo duro roçando o tecido da camisola a cada respiração. Nos últimos meses aquilo acontecia quase todas as noites. Ela acordava assim, o sangue quente, o corpo pedindo, e não havia nada que fizesse passar a não ser que alguém a fodesse.
Ao lado, Tomás dormia de barriga para baixo, o braço esticado sobre o lençol.
Ela não o acordou com carinho.
Puxou o lençol de cima dele, subiu por entre as pernas dele e sentou-se sobre as costas das coxas, e quando o corpo dele começou a reagir, ela já estava levando a mão entre as próprias pernas, os dedos escorregando na umidade, o indicador desenhando círculos rápidos no clitóris inchado enquanto ele ainda abria os olhos.
— Marina? — a voz dele grossa de sono.
— Levanta — ela disse, os dedos ainda trabalhando entre as pernas, a respiração curta. — Levanta e deita de costas.
Ele obedeceu. Deitou-se, e o pau dele já estava duro, deitado sobre a barriga, a glande brilhando. Marina olhou para aquilo e sentiu mais um fio escorrer-lhe pela coxa.
Ela ajoelhou-se entre as pernas dele, abaixou-se e tomou-o inteiro na boca de uma vez — sem aquecimento, sem cuidado. Sentiu a glande bater no fundo da garganta e engasgou, mas não parou. Subiu e desceu a cabeça, a língua empurrando ao longo da lateral, a mão fechada na base, apertando e puxando no ritmo da boca. Saliva escorria-lhe pelo queixo, pela mão, pelas bolas dele.
Tomás agarrou-lhe o cabelo com as duas mãos e empurrou os quadris para cima, fodendo-lhe a boca, e ela deixou — abriu mais a garganta, relaxou o maxilar, deixou que ele entrasse até o fundo e recuasse molhado, cada vez mais rápido. O gosto dele estava em toda a boca dela.
— Para — ele arfou. — Para, senão eu gozo.
Ela parou, limpou a boca com as costas da mão e subiu por cima dele.
Ficou de quatro sobre ele, o ventre redondo pendurado entre os dois, e passou a mão por entre as pernas para segurar o pau dele e encostá-lo na abertura. Estava tão molhada que ele entrou sem esforço nenhum — o primeiro centímetro, depois tudo de uma vez, fundo, até ela senti-lo bater no colo do útero.
Os dois gemeram.
— Porra — disse ele.
Ela ficou parada por um segundo, sentindo-o abrir espaço dentro dela. Na gravidez tudo era diferente: a vagina mais inchada, mais sensível, cada parede recebendo-o com uma pressão que ela sentia até no estômago. Ela apoiava as duas mãos no peito dele e começou a mexer-se — aos poucos no começo, só rolando o quadril, sentindo o pau dela entrar e sair devagar, a glande raspando na parede da frente a cada movimento.
— Assim — ela disse. — É aí que eu quero.
Ele levou as mãos aos seios dela. Eles estavam maiores, mais pesados, e quando ele os apertou, saiu um pouco de colostro pelo bico, e Marina soltou um gemido longo, porque naqueles meses os seios tinham ficado absurdamente sensíveis, e cada aperto descia direto para o clitóris.
— Mais forte — ela pediu.
Ele apertou mais, rolando os bicos entre os dedos, e ela começou a subir e descer mais rápido, batendo o quadril contra o dele, e a cama começou a bater na parede. Ela levou a mão entre as pernas e esfregou o clitóris com dois dedos, molhados do que escorria de dentro dela, e o som era de pele batendo em pele, molhado, alto.
— Me fode — ela disse. — Fode com força, Tomás.
Ele segurou-a pelos quadris — as mãos abertas na carne larga que ela ganhou na gravidez — e começou a empurrar de baixo para cima. Cada estocada entrava até o fundo, e Marina curvou-se para a frente, as unhas cravadas no peito dele, os seios balançando a cada impacto.
— Aí, aí, aí — ela repetia, e era a única palavra que ainda conseguia formar.
O quarto encheu-se de som. Do pau entrando e saindo dela, molhado, rápido. Da respiração dela, cortada. Do gemido dele, baixo e contínuo, atrás dos dentes. Da cama batendo na parede. Ela sentiu o prazer subir por dentro, começando na vagina e subindo pelo ventre, e continuou esfregando o clitóris sem parar, mais rápido, mais rápido.
Ela gozou com ele dentro.
Contraiu-se toda em volta do pau dele, em ondas longas, e o corpo dela tremia por cima dele, a vagina apertando-o e soltando-o, molhada, escorrendo pelos dois. Ela gritou — alto, sem se importar com os vizinhos — e continuou mexendo o quadril enquanto gozava, até não aguentar mais e cair para a frente, a testa no ombro dele, ofegante.
Tomás ainda não tinha terminado.
Ele virou-a de lado, de frente para ele, a barriga entre os dois, e levantou-lhe a perna de cima, abrindo-a. Segurou o pau e encostou-o de novo na abertura, que estava vermelha e escorrendo, e entrou com uma estocada só. Marina gritou de novo, do outro lado da sensibilidade, o corpo ainda tremendo do orgasmo, e ele começou a foder mais devagar, mas mais fundo, olhando-a nos olhos.
— Você gosta disso — ele disse. — Grávida assim, você gosta ainda mais.
— Eu gozo mais — ela respondeu, sem vergonha nenhuma. — Todo dia. Mais forte. Não para.
Ele acelerou. A perna dela estava apoiada no ombro dele, e ele penetrava-a com toda a extensão a cada movimento, batendo contra o colo do útero, e Marina agarrou-se ao braço dele e sentiu um segundo orgasmo se formando, mais fundo, mais lento.
— Goza comigo — ela pediu. — Goza dentro.
Ele se enterrou até o fundo e gozou. Marina sentiu o pau dele pulsar dentro dela, o esperma quente sendo ejaculado contra o colo do útero, e o corpo dele travando-se todo por cima dela, a respiração presa, os dedos cravados na coxa dela. Ela continuou mexendo o quadril, apertando-o com a vagina, tirando as últimas ondas, até ele começar a rir de exaustão contra o ombro dela.
Nenhum dos dois se mexeu por um tempo.
Ele continuava dentro dela, e ela sentia o esperma escorrendo devagar pela lateral da coxa, descendo até o lençol. O pau dele amolecendo dentro dela. A respiração dele contra a testa dela.
E então, no meio desse silêncio, o filho mexeu-se — um empurrão forte, lá dentro, contra a parede da barriga, bem onde o pai acabara de gozar.
Tomás pousou a mão sobre a barriga e riu baixinho.
— Ele acordou.
— Ele sentiu — disse Marina.
Ela ficou ali, com ele ainda dentro, o corpo todo suado e mole, e pensou que se antes gostava de sexo, agora era outra coisa: o corpo dela pedia todos os dias, e ela ia dar — de manhã, à tarde, à noite. Grávida, quente e insaciável, e sem nenhuma vontade de fingir o contrário.