Meu nome nessa história é Neguinho. Tenho 42 anos, sou moreno, calvo, tenho um corpo normal — nem gordo, nem magro — e uma preferência que nunca escondi: sempre tive uma queda por mulheres maduras, especialmente aquelas mais gordinhas.
Moro em Balneário Camboriú, e nunca imaginei que conhecer alguém na igreja pudesse dar início a uma história tão inesperada.
Tudo começou quando o pastor e sua esposa, a quem vou chamar de Michele, chegaram à nossa congregação. Ela tinha 47 anos, era loira, alta, de corpo volumoso e um jeito delicado que chamava minha atenção. No começo, nossa relação era absolutamente normal. Conversávamos sobre assuntos da igreja, trocávamos sorrisos e nos tratávamos com cordialidade.
Mas, com o passar do tempo, comecei a perceber algumas mudanças.
Os olhares pareciam durar um pouco mais. Os sorrisos tinham algo diferente. Havia uma espécie de cumplicidade silenciosa, difícil de explicar, mas que eu percebia cada vez mais.
Até que um dia Michele me mandou uma mensagem perguntando sobre um assunto da igreja, já que eu era responsável por aquela área. A conversa começou normalmente, mas logo tomou outro rumo. Entre indiretas e confidências, ela revelou insatisfações com a intimidade do casamento. Eu também compartilhei minhas frustrações.
O que antes era apenas uma conversa começou a despertar uma curiosidade que nenhum dos dois parecia disposto a ignorar.
Certo dia, ela me convidou para passar na loja onde trabalhava.
Fui até lá sem saber exatamente o que esperar. Quando me viu, Michele veio ao meu encontro. O clima entre nós era diferente de tudo o que havíamos vivido até então. A aproximação aconteceu rapidamente, e aquele primeiro beijo confirmou que a atração não existia apenas na minha imaginação.
Confesso que fiquei surpreso. Por alguns instantes, parecia que eu estava vivendo uma situação que jamais teria previsto.
Depois daquele dia, combinamos de nos encontrar novamente, dessa vez longe dos olhares conhecidos. Quando chegou a noite marcada, fui de carro até o lugar combinado. Ela entrou, e seguimos para um local mais reservado.
O nervosismo inicial logo deu lugar à intimidade. Beijamo-nos demoradamente, trocamos carícias e deixamos que a tensão acumulada nas semanas anteriores finalmente encontrasse uma saída. Havia desejo, mas também cuidado: cada gesto era acompanhado por uma pausa, um olhar e a confirmação silenciosa de que ambos queríamos continuar.
Naquela noite, atravessamos uma fronteira que mudaria a maneira como nos enxergávamos. Depois, permanecemos abraçados por alguns minutos, conscientes de que nada entre nós voltaria a ser exatamente como antes.
E aquele não seria o último encontro.
Nos meses seguintes, voltamos a nos encontrar. A confiança aumentou, a intimidade se aprofundou e descobrimos uma sintonia que, para ambos, parecia ter chegado de maneira inesperada. Em outra ocasião, fomos a um motel, onde nos permitimos viver momentos ainda mais íntimos, sem a tensão de sermos interrompidos.
Ali, entre beijos, carícias e conversas sussurradas, percebemos que o desejo não era apenas uma aventura passageira. Havia uma entrega mútua, uma vontade de prolongar cada encontro e uma intimidade que se tornava mais intensa justamente porque sabíamos que precisava permanecer escondida.
O que começou como curiosidade acabou se tornando uma relação que durou cerca de dois anos.
Dois anos de encontros, conversas, expectativas e lembranças que não desapareceram simplesmente porque decidimos parar.
Com o tempo, percebemos que a situação estava ficando mais complicada. Já não se tratava apenas de atração física. Havia sentimentos envolvidos, e isso mudava tudo. Aquela relação estava ultrapassando os limites que imaginávamos no início.
Conversamos e chegamos à decisão de nos afastar. Foi uma escolha dos dois. Sabíamos que continuar poderia tornar as coisas ainda mais difíceis, e decidimos interromper os encontros.
Mas encerrar os encontros não significou apagar o que havíamos vivido.
Até hoje, ainda conversamos pelo WhatsApp. Às vezes, uma mensagem é suficiente para trazer de volta lembranças de uma época que marcou os dois. O desejo não desapareceu completamente, e a saudade também não.
Existe uma diferença entre decidir não continuar uma história e deixar de sentir vontade de vivê-la novamente.
No nosso caso, a decisão foi parar. O sentimento, porém, não obedeceu à mesma velocidade.
E é aí que esta história fica em aberto.
Não sei o que o futuro reserva, nem se algum dia nossos caminhos voltarão a se cruzar da mesma maneira. Sei apenas que houve uma história, que ela durou dois anos e que deixou marcas que não se apagam com uma simples despedida.
Às vezes, lembro de tudo e dou risada sozinho. Quem diria que aquelas conversas aparentemente inocentes acabariam levando a uma experiência tão intensa?
A vida tem dessas coisas: começa de um jeito, toma um rumo inesperado e termina deixando perguntas que nem sempre sabemos responder.
Talvez a nossa história tenha terminado naquela última despedida. Talvez tenha apenas aprendido a existir de outra forma, escondida entre mensagens breves, silêncios longos e lembranças que nenhum dos dois admite revisitar por completo.
Não sei se Michele ainda pensa em mim quando o telefone vibra. Não sei se, algum dia, ela vai escrever algo além de uma conversa casual. E talvez seja justamente essa dúvida que mantenha tudo tão vivo.
Porque há histórias que acabam quando as pessoas vão embora. E há outras que permanecem suspensas, esperando apenas uma mensagem, um encontro inesperado ou um instante de fraqueza para revelar que nunca terminaram de verdade.
Assim como escrevi neste relato, continuo à disposição para conhecer mulheres maduras de Balneário Camboriú, sempre com respeito, discrição e interesse em construir uma conexão verdadeira.