O solitário capataz negro da fazenda - Parte I



Bom, pessoal, depois de muito tempo, resolvi aparecer por aqui novamente. Para quem não leu meus contos anteriores, vou me apresentar outra vez. Sou Bernardo, médico, gaúcho, tenho 37 anos, 1,89 m, 86 kg, corpo definido e pele bem branca. Continuo morando no Rio de Janeiro, casado com uma gaúcha loira linda, também médica, e agora somos pais de dois filhos maravilhosos. Me considero heteroflexível, pois nunca dei, apesar de já ter estado próximo disso...
Quem acompanhou meus relatos anteriores sabe que, apesar de sempre ter me considerado hétero, algumas experiências inesperadas acabaram despertando em mim uma curiosidade que eu mesmo desconhecia. Foram situações que aconteceram naturalmente e que, de alguma forma, ficaram na minha memória.
Depois da última história que contei aqui, muita coisa mudou. Vieram os filhos, as responsabilidades aumentaram, o trabalho continuou puxado e a vida foi seguindo. Durante todos esses anos, não tive nenhuma outra experiência semelhante. E, como sempre disse, não gosto de inventar histórias apenas para ter o que publicar. Só conto aquilo que realmente aconteceu comigo.
Mas, recentemente, aconteceu uma situação bastante inesperada, que me fez lembrar de tudo aquilo que eu havia vivido anos atrás. E resolvi voltar aqui para compartilhar com vocês. Bom, vamos ao relato.
Sempre tive o sonho de comprar um sítio na serra do Rio de Janeiro, um lugar onde pudesse passar os fins de semana com minha esposa e meus filhos, descansar um pouco da correria da cidade e aproveitar a natureza.
Certo dia, conversando com um amigo médico, ele comentou que estava pensando em vender uma propriedade que tinha na região serrana. Disse que praticamente não conseguia mais frequentar o lugar e que estava ficando complicado manter tudo.
— Bernardo, estou pensando seriamente em vender aquele sítio. Quase não vou mais lá.
— Sério? Tu sabes que sempre tive vontade de ter um lugar assim. Onde fica exatamente?
Ele me explicou a localização, falou da casa, do terreno, dos animais e das instalações.
— Se quiser, pode ir conhecer. Tem um rapaz que cuida de tudo para mim. O nome dele é Rodrigo. Vou avisar que você vai aparecer por lá.
Perguntei um pouco sobre o funcionário. Meu amigo contou que Rodrigo tinha 42 anos, trabalhava na propriedade havia bastante tempo e era uma pessoa de confiança. Comentou também que ele havia perdido a esposa para um câncer cerca de cinco meses antes e estava passando por um período difícil. Combinamos que eu iria conhecer o sítio durante a semana, num dia em que conseguisse sair mais cedo do consultório. E assim fiz.
Saí do Rio pela manhã e subi a serra. O tempo estava razoável quando peguei a estrada, mas, conforme fui me aproximando da propriedade, o céu começou a escurecer. Aquelas nuvens pesadas típicas das chuvas de verão na serra. Depois de sair da estrada principal, precisei seguir por alguns quilômetros numa estradinha de terra. Foi quando começaram os primeiros pingos. Ao chegar à entrada da propriedade, encontrei um portão grande, fechado com um cadeado.
— Puta merda! — pensei. — Será que esse cara esqueceu que eu vinha?
Buzinei algumas vezes, mas ninguém apareceu. Dali eu conseguia avistar parte da sede, um pouco distante, depois de uma pequena elevação do terreno.
Como a chuva estava aumentando e não havia sinal de ninguém, resolvi deixar o carro perto do portão, passar pela lateral da cerca e seguir a pé até a casa. Foi uma péssima ideia. Não tinha caminhado nem metade do percurso quando começou a cair uma chuva daquelas. Tentei correr, mas não adiantou muito. Quando finalmente cheguei à sede, estava completamente molhado.
Bati à porta da casa principal.
— Ô de casa! Tem alguém aí?
Nada.
A casa estava toda fechada. Olhei em volta e percebi uma construção menor, ao lado, que imaginei ser a residência do capataz.
Fui até lá e bati novamente.
— Boa tarde! Rodrigo?
Silêncio.
Achei aquilo muito estranho. Meu amigo tinha garantido que ele estaria me esperando. Foi quando resolvi caminhar até galpão de madeira, um pouco mais afastado. Parecia haver animais lá dentro. Resolvi me aproximar.
O galpão tinha algumas frestas entre as tábuas e, quando cheguei perto, percebi que havia alguém lá dentro. Olhei discretamente e vi um homem negro, alto, que devia ter entre 1,85 m e 1,90 m, com um físico forte, mas sem aquele aspecto de quem frequenta academia. Era um corpo magro, definido pelo trabalho pesado, com braços musculosos e ombros largos.
Ele estava junto de uma égua, numa situação íntima e bastante perturbadora, que me deixou completamente sem reação. Não esperava encontrar algo assim naquela visita. Fiquei alguns instantes tentando compreender o que estava acontecendo, antes de me afastar silenciosamente.
Voltei para perto da sede, ainda impressionado com o que tinha presenciado. Não queria que ele percebesse que eu havia visto alguma coisa.
Esperei um pouco e comecei a chamar novamente, dessa vez mais alto.
— Oi, de casa! Boa tarde! Tem alguém aí?
Pouco depois, vi o homem se aproximando pelo caminho do galpão. Agora estava vestido com uma calça de trabalho e uma camiseta simples.
— Boa tarde, patrão! — disse ele.
— Boa tarde! Tu és o Rodrigo?
— Sou eu mesmo. Pois não?
— Sou Bernardo, amigo do proprietário. Ele deve ter comentado que eu viria conhecer o sítio.
— Ah, sim! O doutor Bernardo! Ele me avisou, sim. Mas cadê seu carro?
— Ficou lá na entrada. O portão estava com cadeado e não consegui entrar.
— Ah, desculpa, doutor! É que estou sozinho aqui e tenho deixado tudo trancado. Nem ouvi o senhor chegando. Estava tentando acabando um negócio ali e ouvi o senhor chamar.
— Pois é, buzinei algumas vezes. Depois resolvi vir caminhando e acabei pegando essa chuva toda. Mas não queria te interromper, se precisar terminar o que estava fazendo lá.
Ele olhou para mim e começou a rir.
— Nossa, doutor! O senhor está ensopado! Parece que caiu dentro de um rio! Já me interrompeu, só vou poder acabar depois agora. Não tem problema!
— Ah, desculpe! Mas nem me fala! Não esperava essa chuva toda.
— Entra aqui em casa um pouquinho. Ainda está chovendo. Daqui a pouco melhora e mostro tudo para o senhor.
Agradeci e o acompanhei até a pequena casa onde morava.
Era uma residência simples, mas organizada. Tinha uma sala pequena, cozinha e alguns cômodos. Rodrigo parecia um pouco constrangido com a minha chegada.
— Desculpa aí, doutor. Estou todo sujo. Estava trabalhando lá no galpão, mexendo com os animais. Vou tomar um banho rapidinho, jogar uma água no corpo, e já volto.
Realmente, ele estava com um cheiro forte de estábulo e de trabalho no campo.
— Imagina, Rodrigo. Fica tranquilo.
— Pode sentar aí. E, se quiser tirar essa camisa molhada, fique à vontade. Senão vai acabar ficando gripado.
— Acho que vou tirar mesmo. Está completamente encharcada.
Ele entrou no banheiro e eu fiquei na sala. Tirei a camisa, torci um pouco a água e a coloquei sobre o encosto de uma cadeira. Continuei de calça e sapatos, esperando.
Enquanto isso, minha cabeça não parava. A cena que eu havia presenciado no galpão tinha me deixado profundamente desconcertado. Eu não sabia exatamente como agir diante daquele homem, que conversava comigo com tanta naturalidade, sem imaginar que eu havia testemunhado algo tão íntimo.
Poucos minutos depois, Rodrigo voltou usando um short velho de futebol e uma camiseta já bastante usada.
— Pronto, doutor! Agora estou apresentável! — disse, sorrindo.
— Que isso, Rodrigo! Não precisava ter pressa.
Sentou-se numa cadeira à minha frente e começamos a conversar.
— O patrão disse que o senhor também é médico. É verdade?
— Sou, sim. Trabalho lá Rio.
— Pois é... Medicina é uma coisa importante, né, doutor? Mas infelizmente nem sempre consegue resolver tudo.
Percebi que o tom da conversa havia mudado.
— Ele me contou que tu perdeste tua esposa recentemente. Sinto muito.
Rodrigo abaixou um pouco a cabeça.
— Faz uns cinco meses. Foi câncer. A gente tentou de tudo, doutor. Hospital, tratamento, remédio... Mas não teve jeito.
— Imagino como deve ter sido difícil.
— Foi muito. A gente morava aqui junto. Agora fico sozinho nessa casa. Tem dia que nem tenho com quem conversar.
Ficamos alguns instantes em silêncio.
Depois ele continuou:
— Por isso até acho que vai ser bom se o patrão vender. Talvez eu volte para a cidade, procure outro serviço. Estou cansado de ficar aqui sozinho.
— Mas e se quem comprar quiser que tu continues trabalhando aqui? Tu não ficarias?
Ele pensou um pouco.
— Não sei, doutor. Depende. Eu gosto daqui, gosto dos animais, conheço tudo. Mas a solidão está pesando.
Conversamos mais um pouco sobre a propriedade, os cuidados com os animais e a rotina dele.
Foi quando Rodrigo pareceu reparar melhor em mim, ainda sem camisa.
— Nossa, doutor, mas o senhor é bem brancão, hein!
Comecei a rir.
— Pois é! Sou gaúcho. Lá no Sul tem bastante gente branca assim.
— Ah, então é por isso esse sotaque diferente! Eu estava tentando descobrir de onde o senhor era.
— Sou de Pelotas, mas já moro no Rio há bastante tempo.
Ele riu e continuou:
— E o senhor não tem pelo nenhum, não? Nada no peito... Tudo lisinho!
— Quase nada. Sempre fui assim mesmo. É natural.
— Rapaz, o senhor é mais liso que muita mulher que eu conheço!
Caímos na gargalhada.
— Pois é, Rodrigo. Não tenho culpa! — respondi, rindo.
— E é alto também, hein! Da minha altura.
A conversa seguia de maneira descontraída. Rodrigo era simpático, tinha um jeito simples, falava olhando nos olhos e parecia bastante à vontade comigo.
Eu, por outro lado, estava cada vez mais intrigado. Seus comentários sobre minha aparência me deixavam sem saber se eram apenas brincadeiras ou se havia alguma curiosidade por trás daquilo. Talvez eu estivesse interpretando demais, influenciado pelo que havia visto antes.
Pouco depois, a chuva finalmente diminuiu.
— Bom, doutor, acho que agora dá para conhecer o sítio. Vamos dar uma volta?
— Vamos, sim. Quero ver tudo.
Peguei minha camisa, ainda úmida, e a vesti novamente. Saímos caminhando pela propriedade.
Rodrigo foi me mostrando os limites do terreno, a casa principal, as árvores frutíferas, um pequeno riacho e algumas áreas onde seria possível construir ou reformar.
O lugar era realmente bonito. Tinha tudo para ser aquele refúgio que eu sempre havia imaginado para minha família.
Mas confesso que estava com dificuldade para me concentrar.
A cada vez que Rodrigo se aproximava para apontar alguma coisa, eu me lembrava do encontro inesperado no galpão. Aquela situação havia mudado completamente a maneira como eu enxergava o homem que agora caminhava tranquilamente ao meu lado.
— Aqui é onde ficam os animais — disse ele, abrindo a porteira de uma área cercada.
Entramos no galpão.
— Tenho um carinho especial por essa égua aqui — comentou Rodrigo, aproximando-se de um dos animais. — Cuido dela há bastante tempo.
Olhei para a égua e imediatamente reconheci o lugar.
Era o mesmo galpão em que eu havia estado pouco antes.
— Bonita ela — respondi, tentando parecer natural.
— Muito mansa também. Conhece minha voz de longe.
Ele acariciou o pescoço do animal e continuou explicando os cuidados com a propriedade.
Eu apenas concordava, fazendo uma ou outra pergunta.
Rodrigo não fazia ideia do que eu tinha visto. O o negócio enorme que eu tinha visto.
E eu ainda não sabia como aquela visita terminaria.
Bom, pessoal, por hoje vou ter que parar por aqui porque, infelizmente, estou sem mais tempo para escrever. Mas podem acreditar que essa história não terminou aí e que ainda aconteceu muita coisa naquela fazenda. Se vocês gostarem do relato e quiserem saber como tudo continuou, deixem seus comentários que volto para publicar a segunda parte, contando tudo o que aconteceu naquele dia. Espero que tenham gostado desse meu retorno depois de tanto tempo!

Abraços,
Dr. Bê


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


212329 - O eletricista negão safado queria minha esposa e acabou me pegando - Categoria: Gays - Votos: 23
142626 - Segurança negro e minha branquinha - Categoria: Traição/Corno - Votos: 35
92616 - Negão safado me seduziu e me iniciou - Categoria: Gays - Votos: 66

Ficha do conto

Foto Perfil medicocasadorj
medicocasadorj

Nome do conto:
O solitário capataz negro da fazenda - Parte I

Codigo do conto:
275491

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
24/10/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
0