Não demorou para que passos firmes se aproximassem. Era Lampião, o imponente dogue alemão do nosso anfitrião. Desde cedo, quando o vi à beira da piscina, meu corpo havia entrado em alerta. Havia algo magnético nele — a força bruta combinada com uma docilidade impressionante. Sempre que ele se sentava perto de mim, o volume de seu corpo e a visão daquele membro pesado despertavam memórias antigas da adolescência, daquela frustração mal resolvida com meu antigo pastor alemão.
Lampião me seguiu até o píer de madeira. Sentei-me com os pés balançando na água fresca, e ele prontamente acomodou seu peso colossal ao meu lado. Olhei de relance e vi o que tanto esperava: o pau enorme já estava ereto, escapando levemente. Minha respiração falhou. Sem pensar nas consequências, estiquei a mão e o acariciei. O animal respirou fundo, como se compreendesse perfeitamente o tamanho do meu desejo.
Levantei-me em silêncio e caminhei em direção a uma área mais escura do gramado, próximo da cerca viva protegida pelas escuridão, Lampião veio trotando atrás de mim, ávido. Conferi se tudo estava em silêncio na casa. Deslizei a sunga pelas pernas e curvei-me, apoiando os joelhos na grama e empinando o quadril, completamente entregue àquela fantasia proibida.
Ele não hesitou. Encaixou-se logo atrás de mim, pesado e quente, e com uma estocada firme e certeira penetrou o meu cu de uma só vez. O ritmo foi imediato e intenso. Suas estocadas fundas e compassadas tiravam o meu ar, enquanto o prazer subia pela minha espinha em ondas descontroladas.
De repente, o movimento cessou e percebi o que temia e desejava ao mesmo tempo: o travamento. O nó dele havia se expandido por completo dentro de mim, duro e volumoso como uma bola de tênis. Estávamos fisicamente atados. No primeiro segundo, o pânico me atingiu, mas logo cedeu lugar a uma rendição absoluta. Segurei firmemente em uma de suas patas traseiras, acomodando nossos corpos, e ali ficamos, grudados.
O tempo pareceu parar. Dentro de mim, o pau dele pulsava com força a cada batida do seu coração, e o meu cu respondia no mesmo ritmo, contraindo-se involuntariamente ao redor daquela grossura inesquecível. Sem sequer tocar no meu próprio corpo, a pressão do acoplamento foi tanta que atingi o ápice, gozando intensamente na grama.
Ficamos assim por longos minutos até que, com um puxão súbito, Lampião se soltou. O som foi nítido, como o estouro de uma rolha de champanhe se abrindo no silêncio da noite. Ele imediatamente deu a volta e começou a lamber com carinho o meu ânus escancarado, recolhendo os vestígios do sêmen que escorria pelas minhas coxas.
Entrei para o banho ainda trêmulo. Ao me lavar, notei o estrago delicioso que ele havia feito: meu cu continuava dilatado, marcado pela potência daquele momento.
Retornamos para casa no dia seguinte, mas os dias que se seguiram foram dominados por aquela lembrança. A dor física que senti por dois dias era apenas um lembrete físico do êxtase que vivi.
Até que, semanas depois, encontrei a esposa do meu amigo no mercado. Conversamos amenidades sobre o rancho até que, na hora de nos despedirmos, ela me lançou um olhar cúmplice, carregado de malícia, e comentou com um sorriso enigmático:
— Sabe... o Lampião não para de choramingar lá em casa. Parece que ele está com uma saudade danada da fêmea dele...
beto-660