Começo de tudo

O gelo estalava no copo de uísque enquanto eu olhava para a porta do bar. O ambiente tinha aquela penumbra ideal, onde os rostos se confundem e os segredos parecem mais fáceis de serem ditos. Quando ele sentou à mesa, o cumprimento foi o de sempre: um aperto de mão firme, tapinha nas costas, o papo leve sobre a semana cansativa.
Pedi a primeira rodada. Deixei que ele relaxasse. Quando o segundo drink chegou, guiei a conversa para longe da rotina. Falei sobre desejos, sobre como a monogamia às vezes parecia uma linha reta demais. Ele riu, achando que era apenas um desabafo de bar, mas vi seus olhos mudarem de expressão quando sugeri, de forma despretensiosa, o quanto sua própria esposa — irmã da minha — era atraente, e como fantasias familiares eram o tabu mais excitante que existia.
Foi nesse exato momento, enquanto ele processava o tom picante da conversa, que o som de saltos ecoou no piso de madeira. Não era um encontro de cunhados. Era uma emboscada. Minha esposa cruzou o salão usando aquele vestido que sabíamos o efeito que causava. Ela não sorriu como a cunhada de sempre; o olhar dela foi direto nos olhos dele, carregado de uma promessa que o bar inteiro conseguiu sentir...
Ela puxou a cadeira vazia e sentou-se exatamente entre nós dois. O perfume dela tomou conta do espaço, quebrando o cheiro de madeira e tabaco do bar. Meu cunhado congelou por um segundo, o copo no meio do caminho até a boca.
— Perdi o começo da conversa? — ela perguntou, com a voz um tom mais baixa que o normal, fixando os olhos dele.
— Estávamos falando sobre... quebrar regras — respondi, encostando-me na cadeira e observando a armadilha se fechar.
Ele tentou rir, um som nervoso que entregava o desconforto misturado com o fascínio. Olhou para mim, procurando uma validação familiar, mas só encontrou o meu sorriso cúmplice. Minha esposa cruzou as pernas, e o tecido do vestido subiu o suficiente para que o joelho dela roçasse levemente na calça dele. Ela não se afastou.
— Regras existem para serem testadas, não acha? — ela continuou, inclinando-se para a frente, apoiando os cotovelos na mesa. O movimento acentuou o decote bem na linha de visão dele. — Principalmente aquelas que ficam trancadas dentro da família.
O garçom trouxe uma taça de vinho para ela. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era denso, carregado de eletricidade. Meu cunhado engoliu em seco. O suor brilhava discretamente na têmpora dele, reflexo do calor que começava a subir.
— Vocês estão brincando comigo — ele finalmente disse, a voz um pouco mais rouca, os olhos alternando entre nós dois. — Ela é sua irmã... você é casado com ela...
— E você é o homem mais atraente que passou pela nossa cabeça para realizar o que a gente quer — ela disparou, direta, sem rodeios. A mão dela desceu pela mesa e tocou os dedos dele, prendendo a atenção dele por completo. — O que acontece aqui, morre aqui. Mas só se você tiver coragem.
Ele olhou para a mão dela sobre a sua, depois para mim. Eu apenas balancei a cabeça positivamente, confirmando que o convite era real, que o desejo era compartilhado. O choque inicial nos olhos dele deu lugar a uma malícia que ele claramente guardava há anos. O tabu, em vez de afastá-lo, tinha acabado de fisgá-lo.
— Vocês enlouqueceram — ele sussurrou, mas não puxou a mão de volta. Pelo contrário, virou a palma e entrelaçou os dedos nos dela. — E o que vocês propõem?
Minha esposa terminou o vinho em um gole só, sem desviar os olhos dos dele. Levantou-se, ajeitou o vestido com um movimento lento e pegou a bolsa.
— Nós não vamos propor nada aqui dentro — ela disse, com um sorriso que prometia tudo. — O carro está estacionado na esquina. Há um motel a dez minutos daqui.
— Vamos? — perguntei perto do ouvido dele.
Ele não respondeu com palavras. Apenas levantou-se, respirando fundo, e nos seguiu para fora do bar, deixando qualquer hesitação para trás enquanto caminhávamos em direção à noite.

O som da fechadura do quarto se fixou atrás de nós como o estalo que rompia a última barreira com o mundo real. O quarto estava na penumbra, iluminado apenas pela luz difusa da rua que atravessava a cortina. Meu cunhado parou perto da porta, as mãos nos bolsos, a respiração curta, visivelmente tragado pela mistura de adrenalina e o medo do proibido.
Eu não dei tempo para que ele pensasse ou recuasse. Dei um passo à frente, segurei minha esposa pela cintura com força e a puxei contra o meu corpo. Ela soltou um suspiro baixo, entregando-se imediatamente ao meu toque. Nossos lábios se encontraram em um beijo urgente, quente e profundo, daqueles que deixavam claro o quanto aquela fantasia tinha nos alimentado durante meses. Minhas mãos desceram pelas curvas do corpo dela, subindo o vestido texturizado, sentindo a pele quente das suas coxas.
Enquanto a beijava, abri os olhos e olhei diretamente para ele, fixo na penumbra. Balancei a cabeça de leve, um aceno firme e convidativo, chamando-o para o espaço.
— Não fica aí parado — sussurrei, mantendo o olhar nele. — Vem logo. Ela é sua também.
Minha esposa quebrou o beijo por um segundo, olhou para trás por cima do ombro, os olhos brilhando de luxúria, e estendeu a mão livre na direção dele.
O convite visual foi o gatilho. O cunhado deu dois passos largos, desvencilhando-se do paletó, que caiu em algum lugar no chão. Quando ele chegou até nós, suas mãos foram direto para os quadris dela, puxando-a por trás. O contraste do toque dele fez minha esposa soltar um gemido agudo que ecoou pelo quarto. Eu a segurei pelos braços, colando as costas dela no peito dele, enquanto eu começava a desabotoar a blusa dela, expondo os seios que subiam e desciam rapidamente pela respiração acelerada.
Ele enterrou o rosto no pescoço dela, distribuindo beijos vorazes na pele macia da cunhada, enquanto as mãos dele subiam para apertar os seios dela com força, explorando cada centímetro que agora estava livre. A cumplicidade entre nós se transformou em pura carne. Eu me abaixei ligeiramente, puxando o vestido dela totalmente para cima, deixando-a completamente exposta para nós dois, enquanto ela se apoiava em mim, entregue ao ritmo que nós dois ditávamos.
O ritmo no quarto atingiu o ápice quando o revezamento deu lugar à sincronia perfeita entre os três. Minha esposa, arqueada na cama, buscava o fôlego enquanto as mãos do cunhado seguravam firmemente seus quadris por trás. A entrega dela era total, guiada pelos movimentos profundos e ritmados dele, que preenchiam o espaço com o som abafado dos corpos se chocando.
Eu me posicionei de frente para ela, de joelhos na cama. À medida que ele ditava o ritmo por trás, eu me inclinei para a frente, permitindo que ela me guiasse para dentro de sua boca. Os olhos dela, semicerrados de prazer, fixaram-se nos meus enquanto ela ditava a intensidade de cada movimento, envolvendo-nos em uma dinâmica dupla e sufocante. Sentir a pressão e o calor simultâneos transformou o quarto em um epicentro de pura eletricidade.
Depois de alguns minutos nessa troca intensa, mudamos o foco para o revezamento direto na penetração. Ele se afastou por um instante, recuperando o fôlego na borda da cama, enquanto eu assumi o lugar por trás dela. O encaixe foi imediato e vigoroso. Minha esposa soltou um gemido agudo, arranhando os lençóis enquanto eu mantinha um ritmo rápido e firme. O cunhado não ficou assistindo; ele se aproximou por cima, deitando-se parcialmente sobre as costas dela para beijá-la na boca, dividindo os sussurros e os suspiros molhados comigo.
A exaustão e o prazer extremo começaram a cobrar o seu preço. Sentindo que o clímax estava próximo para todos, chamei-o de volta para perto. Eu me afastei dela e deitei-me de costas, puxando-a para cima de mim. O cunhado posicionou-se logo atrás dela novamente. No mesmo instante em que ela sentou-se sobre mim, preenchendo-se por completo, ele a penetrou por trás em um movimento único e preciso.
O quarto foi tomado por uma onda de espasmos e gemidos uníssonos. Minha esposa contraiu-se fortemente em torno de nós dois, entregando-se ao ápice do prazer. Segurei as coxas dela enquanto sentia o cansaço e a satisfação extrema tomarem conta do meu corpo, misturando-se ao pulsar forte e final do meu cunhado logo atrás. Desabamos os três na cama, suados e ofegantes, envoltos pelo silêncio cúmplice de uma fantasia que tinha acabado de se tornar realidade.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico jotaeme

Nome do conto:
Começo de tudo

Codigo do conto:
275864

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
29/10/2026

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