Os 3 Amigos

Os 3 Amigos

Prólogo

Essa história em particular começou com uma tragédia, três famílias, um amor impossível, morte, abandono e três crianças com traumas que não sabem de onde vieram.

Geovane, ou Dio, é o mais velho, ele nasceu em outubro, sua mãe morreu no parto infelizmente, ela causou uma cadeia infeliz de acontecimentos com a morte dela, assim como o filho causou com a vida dele, deve ser genético. Dio é normal em quase todos os sentidos, ele pode ser bem parecido com você de alguma maneira, eu acho.

Em novembro nasceu Eric, aos dezessete ele já tinha atingido os dois metros de altura, e continuou crescendo, Eric era o pacote completo, um 15/10, loiro, cabelos encaracolados angelicais, olhos verdes, furinho no queixo, covinhas no rosto quando sorri e um sorriso perpétuo que desarma qualquer um, ele não entrava em um local despercebido, e depois de percebido era impossível você desviar o olhar. E claro que com toda essa altura ele virou um jogador de basq… SÓ QUE NÃO! Ele virou goleiro, e ele era particularmente bom em atrapalhar e bloquear a vida dos outros.

Em dezembro finalmente nasceu Samuel, Sam para os amigos. Um e noventa, cabelos pretos lisos e lustrosos (que ele não deixou crescer até os vinte e cinco anos) olhos azuis e uma barba cerrada desde os quinze anos. Poderoso, massivo são palavras que o definem, esportes de contato atraíram ele desde criança: jiu-jitsu, karate, greco romano, muay thai, capoeira, ele estava dentro, e tinha uma parede cheia de medalhas aos dezessete anos para comprovar que era bom no que se interessasse em fazer. Com um corpo em que os músculos tinham músculos, toda a disciplina da arte pessoal acabou moldando Sam em uma pessoa silenciosa, observadora, e mortal. O interesse em investimentos veio mais por necessidade, foi Sam que percebeu que tinha que ser rico, simplesmente podre de rico se quisesse manter os amigos em segurança, então antes dos vinte e cinco ele era dono de metade da cidade, e do estado também, hoje em dia você pode encontrar Sam usando um coque samurai, óculos azuis e fazendo cerveja artesanal.

Mas eu estou me adiantando, voltando aos nascimentos: a mãe de Sam escondia um segredo, ela mantinha um caso com a mãe de Dio, um amor antigo e tão poderoso que quando sua amada morreu no parto a mãe de Sam morreu também, o corpo sobreviveu, por que o instinto materno é algo poderoso e o corpo cumpriu sua função, mas a alma já tinha ido, o que sobrou não queria saber da criança de olhos azuis que nasceram abertos.. a mãe de Sam saiu do hospital antes de receber alta, e sumiu da existência, nunca mais apareceu.

No fim da tragédia tinha muita gente sozinha, dois bebês e dois pais abandonados e isso gerou uma mãe sobrecarregada, que nunca se recuperou completamente de perder as duas amigas de infância, mas ela foi a que sobrou, e ela fez um bom trabalho em ser a mãe simbólica dos três bebês. o pai do bebe Dio tentou, não ajudou que ele berrava como se tivessem arrancado seu coração dia e noite, ele gastou tanta energia chorando que usou nenhuma em crescer, e a vida toda ele foi o menor dos três. O bebê Dio só parou de chorar quando o bebê Sam apareceu, com seus olhos azuis arregalados que ele só voltou a fechar quando viu Dio, os dois bebês se agarram e pareceram gêmeos recém nascidos, nada era capaz de separá-los sem pagar um preço caro, que não valia ser pago, realmente. Os pais dos dois descobriram que era mais fácil criar eles juntos do que separados, e na casa de Eric haviam dois berços, um deles era reservado para os dois gêmeos e o outro ao lado era do bebê Eric, porque ele era um bebê gigante e hiperativo, e mãe tinha medo dele acabar esmagando os outros dois, seu medo foi infundado porque dois dias depois de serem colocados lado a lado Eric cometeu a primeira façanha de sua vida: ele apareceu no outro berço, a mãe dele tentou colocar ele de volta e quando virou as costas ele estava de volta, na terceira vez ele olhou para os pais e sorriu uma gargalhada gostosa, desafiando eles a tentarem mais uma vez. Eles desistiram, porque no fim todos faziam o que o bebê Eric queria, até a morte dele aos setenta anos. O bebê Eric foi o primeiro a sentar, foi o primeiro a falar, foi o primeiro a engatinhar e o primeiro a caminhar, e foi o primeiro a perceber que o bebê Sam e o bebê Dio estavam tão felizes em estarem agarrados um ao outro que eles não iam seguir em frente, e o bebê Eric entendeu também que era chato seguir em frente sozinho, então ele vocalizou, ele puxou, ele cutucou e fez barulho, até os outros dois perceberem ele, e passarem a seguir ele também. Se alguém de fora via o bebê Eric arrastando o bebê Sam pelo tapete poderia achar que era crueldade, mas o bebê Dio só aprendeu a engatinhar e caminhar para seguir os dois, e quando o bebê Dio aprendeu a andar o bebê Sam resolveu levantar pra ir atrás ele também.

E é claro que ninguém nunca mais conseguiu separar esses três, e depois do relato de crianças de três anos andando pela rua noite fugindo de casa para ir para o vizinho os pais decidiram nem tentar. Era mais fácil equipar os três quartos nas três casas com camas gigantes e suítes, e criar a regra que os três iam dormir juntos enquanto quisessem, mas tinham que dormir duas noites seguidas em cada casa e deixar os garotos serem garotos.

Os pais seguiram em frente após a tragédia, e os filhos deram muito orgulho para eles, a casa onde eles estavam enchia de energia, vida, tanto que transbordava, exauriram os pais, então eles ficavam aliviados quando tinha dois dias de folga para si mesmos.

E tudo isso nos leva até:

                                                                                                          Dio

Nos conhecíamos desde que éramos bebês, nossa amizade foi herdada de nossas mães, naturalmente nós crescemos juntos, brincamos juntos, fomos a escola juntos e mesmo na época dos esportes em que cada um escolheu um diferente os outros dois sempre estavam por perto.

Quando a puberdade atingiu todos pensaram que era o fim, que agora íamos querer nossa privacidade de adolescente, íamos começar a namorar, e então essa união ia acabar. E quando Eric quase atingiu os dois metros de altura aos dezessete anos e entrou pro time de futebol como goleiro, uma muralha intransponível e virou a sensação da cidade ou quando Samuel ficou quase tão alto, dobrou de peso e começou a enfeitar as paredes com medalhas de competição de judô, karatê, jiu-jitsu e toda sorte de esporte de contato. Quando eu vi que eu tinha que olhar pra cima para olhar o rosto dos meus amigos eu realmente achei que todas as fofoqueiras estavam certas, eu iria perder eles. Estávamos de repente andando em círculos diferentes, com interesses diferentes. Então durante a minha terceira competição de ginástica eu percebi que os dois eram os que mais vibravam na torcida, que eles não tinham faltado nenhuma apresentação ou treino meu, e eu soube que nada ia mudar, porque nossas diferenças se complementavam, nos uniam ainda mais.

Éramos muito jovens quando eu comecei a perceber que eu não me atraia por garotas, não com a mesma intensidade que Eric e Sam, eles estavam naquela época de fissura, totalmente obcecados. Meu despertar sexual, como era de se esperar de um jovem gay cercado por dois atletas vinte e quatro horas por dia, foi com meus melhores amigos.

O meu primeiro gatilho foi o cheiro, eu acordei um dia na posição que quase sempre dormíamos, Eric com a barriga pra cima, eu usando seu peito de travesseiro e Sam colado nas minhas costas. Eu acordei com um estalo e o cheiro da pele dele invadiu meus pulmões, foi tão forte e tão profundo que deve ter deixado as inicias do nome dele gravado por lá, meu coração começou a bater mais forte, minha visão se apurou e eu vi cada detalhe do sol da manhã batendo em sua pele dourada de sol, desenhando cada musculo do peitoral me fazendo suspirar e foi como se meu suspiro espalhasse uma onda, como uma pedra atirada em um lago, como feromônios sendo espalhado em um ambiente: eu vi a pele de Erick se arrepiar ao mesmo tempo que Sam nas minhas costas grunhia e passava a mão pela minha barriga me encoxando mais forte enquanto Eric levava a mão até minha nuca e entrelaçava em meus cabelos me segurando mais forte contra seu peito e a fonte daquele cheiro. Meu coração começou a bater tão forte que parecia que ia pular pelos meus ouvidos, eu estava hiperventilando, como todo o cuidado que meu pânico me permitiu eu pulei da cama e disparei em direção ao banheiro, fechando a porta e encostando contra ela, esperando que ela fosse meu escudo contra seja lá o que eu estava sentindo, mas não seria um refúgio por muito tempo, poucos minutos depois (ou horas, sei lá) a maçaneta girou e a porta foi forçada.

“Dio, você trancou a porta?” Sam sempre acordava com a voz rouca e se arrastando, ele não era ninguém até tomar um café ou no futuro adotar um outro ritual para acordar, substituir um vício por outro.

“Ele trancou a porta? Ele tá cagando?” Eric já estava revirando guarda roupa, decidindo o que vestir no dia, ele era um turbilhão de energia desde a hora que acordava até a hora de dormir.

Com um tranco forte a porta abriu um pouco e a cabeça loira de Eric apareceu pela fresta “Não, ele só tá encostado na porta igual uma pedra” Sua mão alcançou meu braço e com um puxão me tirou do caminho, abrindo a porta e entrando no banheiro, ainda segurando forte no meu braço ele me girou de um lado para o outro me inspecionando, satisfeito ele me tirou do caminho e entrou no box ligando o chuveiro. Uma mão pesada segurou meu ombro e me virou. “Tudo bem, baixinho? Tá doente?” Com seus olhos azuis Sam tinha um jeito de te olhar que parecia que ele olhava dentro da sua alma, enquanto mentir para Eric era um jogo, mentir para Sam era impossível, a não ser que você evitasse para sempre seu olhar ingênuo e sincero, até então eu não havia conhecido ninguém que fosse capaz de olhar para o rosto de Sam, com sua mistura de inocência infantil e traços masculinos, e conseguisse passar muito tempo sem procurar essa visão novamente como água no deserto.

“Ele tá bem, vem tomar banho logo, eu não quero chegar atrasado hoje de novo!” Eric chamou impaciente do chuveiro, Sam suspirou, me deu um sorriso e um aceno de cabeça que eu devolvi e entrou no chuveiro empurrando Eric contra a parede e rindo, o ritmo de brincadeira dos dois resumindo. E é claro que esse tempo todo eu estava tentando ignorar o elefante na sala, digo, no banheiro, digo, os dois elefantes no banheiro, digo, as duas trombas de elefante no banheiro. Porque meus amigos estavam totalmente nus, como era de se esperar de pessoas que vão tomar banho, e quando foi que eles cresceram tanto lá embaixo? Não, é sério! Eu só tinha o meu pra comparar, mas eu tenho quase certeza que um pau mole não deveria estar a meio caminho da coxa de um cara de quase dois metros de altura! Eu estava com o coração acelerado de novo, eu tinha que focar em respirar.

Quase uma hora depois já dentro do ônibus escolar eu ainda tentava me controlar, eu estava tentando esquecer das gotas de água escorrendo pela pele de Eric, como os pelos do peito de Sam ficavam quando estavam molhados, e o tamanho daque… e não ajudava nada eu estar espremido entre os dois brucutus nesse momento, porque é claro que eles não iriam me deixar sentar em um assento sozinho logo na frente, ou atrás, eu tinha que ficar entre os dois num banco do ônibus que foi obviamente feito para duas pessoas. Mas com isso eu já estava acostumado, era sempre assim aonde quer que a gente fosse, nunca foi um problema antes, mas agora o calor dos dois parecia me incendiar por dentro, o cheiro dos dois estava me deixando embriagado, e ainda assim sendo atacado por todos os lados pelo meu sistema sensorial eu começava a perceber a diferença entre os dois, Sam encostado na janela, o corpo meio virado pra mim, conversando ao mesmo tempo com um colega inclinado no banco da frente e outro debruçado sobre nosso banco, minha mão estava sobre sua coxa, o short que ele usava nesse dia só cobria metade, deixando a mostra parte da coxa musculosa e peluda, Eric do outro lado estava quase virado para o corredor conversando alto com o pessoal do time de futebol juvenil. Sam tinha uma energia mais fria, enquanto Eric irradiava o calor do sol e parecia que sua pele estava em chamas o tempo todo, Sam era um equilíbrio para o seu calor, era sempre aconchegante, enquanto Eric gargalhava e falava alto pelo corredor, o outro era mais silencioso, não melancólico, mas seguro de si, ele observava os dois amigos ao redor conversando e interagia aqui e ali, com palavras precisas e um sorriso de canto de boca, um acenar de cabeça, Eric chamava para si o centro da conversa enquanto Sam era naturalmente o centro dela, Eric tinha o cheiro de praia, de mar, enquanto Sam tinha o cheiro de uma mata fechada, de madeira e grama. E eu existia ali no meio, absorvendo um pouco dos dois.

O suor escorria da minha testa enquanto eu descontava minha confusão nos aros do ginasio, pulando de um lado para outro, rodopiando no ar e deixando a falta de gravidade me tirar o peso dos meus problemas por preciosos segundos antes do meu pé atingir o chão novamente, enquanto eu secava a cabeça com uma toalha aquela sensação de estar sendo observado me atingiu, eu olhei ao redor e lá estava Eric em um dos bancos do ginásio esportivo, me mirando como um falcão, havia umas cinco pessoas ao redor dele como sempre, ele era o príncipe com sua corte o seguindo aonde quer que fosse, Eric me fitava sério, um misto de confusão e reflexão, uma batalha que só existia na minha cabeça se iniciou, e foi uma das batalhas mais difíceis da minha vida, sustentar o olhar de Eric do alto das arquibancadas, não pense nele pelado no chuveiro, não pense nesse incomodo estranho que você está sentindo entre as pernas, e não deixe o olhar descer até o meio das pernas abertas dele, olhar no meio do short branco, olhar o volume escandaloso ali que era impossível de esconder naquele short, mesmo da distancia que eu estava era quase como se eu pudesse ver entre as pernas abertas o saco para um lado e o corpo do membro para outro, a cabeça fazendo uma protuberância quase no fim do short, mais um pouco e ele provavelmente escaparia pela abertura da perna do… e eu tinha perdido a batalha, com um espanto eu voltei o olhar pra cima, para os olhos de Eric que agora me encarava com os olhos semicerrados, questionando, me fazendo uma pergunta que eu não respondi, eu me virei e continuei minha série, meu rosto queimando, de alguma maneira eu senti que fui pego em um ato proibido, algo intimo que eu não devia ter visto. Após o fim do treino Eric desceu da arquibancada já sozinho e veio até mim, a seriedade havia sumido, ele agora estava com o sorriso aberto, as covinhas na bochecha à mostra.

“Você está detonando essas séries irmãozinho! Parece que a cada dia você melhora mais” Eu fiquei vermelho de vergonha, mas eu sabia que os elogios de Eric eram sinceros, ele nunca teve medo de dizer a verdade mesmo que fosse machucar a pessoa, ele era brutalmente sincero, como Sam costumava dizer. Sam esse que estava alguns metros afastados de nós, encostado na mureta, inclinado sobre uma ginasta sussurrando algo no ouvido dela enquanto ela dava risinhos. Eric se colocou ao meu lado, jogando o braço pesado sobre meu ombro.

“Lá vai ele de novo…” Eu olhei curioso para Eric, as palavras não me soaram muito otimistas.

“Como assim de novo?”

Eric suspirou frustrado “Assim que elas entendem com o que estão lidando elas saem correndo”

“Ainda não entendi…”

Eric me olhou com um sorriso endiabrado no rosto “Não se preocupe, isso é um problema que você nunca vai ter, gnomo de jardim”

Eu não entendi direito, mas eu sabia que deveria me sentir ofendido, então mandei Eric se fuder e sai do ginásio para trocar de roupa, deixando ele jogado sobre os colchonetes rindo da minha cara.

Aqui a historia se ramifica entre uma historia normal e uma de JPS

Eric

“E ela fugiu?”

“Assim que eu coloquei ele pra fora, ela faltou pouco sair voando, inventou uma desculpa e meteu o pé” Sam estava desapontado, frustrado, um sentimento que eu infelizmente entendia bem, na nossa idade é uma vergonha ainda sermos virgens, principalmente considerando o quão popular a gente é, gostosos pra caralho, meu irmão Sam tava no ponto pra colocar o uniforme de Superman e ir salvar pessoas, não fazia sentido. Exceto é claro pela bizarrice que a gente tem entre as pernas, aquilo que fazia qualquer guria sair correndo em disparada e nunca mais olhar para trás. E cada uma que a gente tentava espalhava rumores por toda a cidade ao ponto de nenhuma se atrever a tentar. Eu já não media mais o meu pau com medo de saber o tamanho real e desconfio que Sam também. O pior de tudo era ouvir nossos amigos, os caras só falavam nisso, de pegar uma de jeito, de socar na outra, como esse fim de semana ele ia convencer a namorada a liberar o cuzinho… o que eu não daria só por um beijinho na cabe… enfim, não era justo, eu desconfio que o fato de sermos tão bom em esportes era só descontando a frustração mesmo, a tensão acumulada.

“É muito injusto, a gente devia tá nadando em um mar de buceta.” Eu completei quando Dio se mexeu entre nós, murmurando alguma coisa no sonho dele, eu segurei sua cabeça e puxei mais pra cima do meu peito.

“Esse dai apaga mesmo toda noite, nem um furacão vai acordar ele”

“Eu não duvido, mas também, o tanto que ele treina naquelas barras, acho que ele está tão frustrado quanto a gente”

Samuel enfiou a mão debaixo das cobertas ‘Tá valendo a pena viu, esse rabão tá duro igual pedra, o da Jéssica era meio murchinho. Engraçado, você acha que ele cresceu?’

‘Deixa eu ver’ Eu enchi a mão também com uma das polpas da bunda do Geovane, realmente, mais dura e lisa que de todas as garotas que eu já tinha ficado, acho que minha mão vagou demais e acabei colocando o dedo no rego dele e imediatamente senti algo molhado, no susto eu tirei a mão rapidamente. ‘Ew! Que nojo!’

‘O que foi?’ Sam perguntou alarmado

‘Acho que ele tá sujo lá embaixo’ Sam me olhou de olhos arregalados, depois de alguns segundos caímos na gargalhada. ’Isso é o que eu ganho por enfiar a mão na bunda dos outros sem ser convidado, kkkkkk’

‘Espera!’ Sam exclamou, cheirando o ar ‘Tá sentindo esse perfume?’

Eu revirei os olhos, sacana. ‘Eu não diria que isso é um perfume, seu porco’

Sam agarrou minha mão suja e levou até o nariz dele, respirando fundo. ‘Acho que vou vomitar, não quer lamber também não?’

‘Isso não é o que você tá pensando seu babaca, parece ser lubrificante’

Eu coloquei minha mão contra o abajur, confirmando que era um líquido viscoso, quase transparente. ‘Por que ele teria lubrificante ali?...’

Então me deu um lampejo e eu olhei para Sam, que deve ter chegado à mesma conclusão que eu. ‘Você acha que ele estava…’

‘Com certeza, quer dizer, é assim que caras gays se masturbam né? Faz sentido’

‘Shh’ Eu tampei a boca de Sam antes que ele falasse mais. ‘A gente não deveria saber disso, lembra? Ele vai contar pra gente quando tiver a vontade…’ Só então me toquei do meu erro, a mão que usei pra tampar a boca dele era a que estava suja. “Sam!!! Desculpa cara!!!” Mas ele ficou em silêncio, os olhos meio revirados ‘Sam? Tudo bem?’

‘Tá sim… Eu só tô meio cansado… Vou dormir agora…’ A voz dele parecia meio distante, meio apagada, acho que ele estava cansado mesmo e nem se importou com o que eu fiz, eu disse ok e levantei da cama para lavar a mão antes de ir dormir. Quando eu voltei eu jurei ter percebido um movimento estranho por parte do Sam, mas achei que fosse coisa da minha cabeça. O cheiro doce do lubrificante não saiu da minha mão por vários dias, eu ia ter que perguntar pro Dio qual marca ele estava usando.

Posted September 1 at 9:57 PM

Foto 1 do Conto erotico: Os 3 Amigos


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Nome do conto:
Os 3 Amigos

Codigo do conto:
276139

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
02/11/2026

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