Sunga molhada

Olhando para o professor Flávio encharcado de água tirando o rodo da beira da piscina no SESI logo após a aula naquela noite, fiz um agradecimento silencioso ao Deus lá em cima por ele ter decidido entrar na piscina naquele dia. (Quase sempre dava aula de fora e usando shorts frouxos.) Especialmente para ver como aquela sunga azul marinho justa não escondia absolutamente nada, deixando todo o volume do saco, que parecia enorme e da piroca, que um colega já havia me dito que era bem grossa, apontada para o umbigo e que ficava em evidência a cada movimento.
Naquela época, eu estava radiante por ter sido encaixado na turma avançada do professor Flávio. Tinha que ser ele, entre tantos outros instrutores das turmas de natação, para supervisionar minha braçada. Não consegui conter o sorriso bobo por dias depois que o coordenador da natação me deu a notícia da vaga.
A lembrança daquele anúncio ainda me vinha à cabeça enquanto observava a água escorrer pelos ombros largos dele. Estar ali na mesma raia, recebendo as orientações de perto e acompanhando cada gesto firme dentro e fora da piscina, só confirmava que a sorte esteve do meu lado desde o primeiro dia.
Claro, eu estava totalmente despreparado para descobrir o verdadeiro significado de ser "aluno" do professor Flávio. Eu não era novato em me relacionar com homens, já tinha tentado algumas vezes, até mesmo durante o período do ensino médio. Eu também percebi, logo nos primeiros meses treinando no SESI, que alguns alunos e instrutores ali acabavam se envolvendo. E tudo bem, eu não tinha problema nenhum com isso.
O fôlego só me faltava de verdade quando ele se aproximava da borda para corrigir minha postura, a sunga azul marinho colada chamando toda a atenção e tornando impossível manter o foco apenas no estilo crawl.
Eu só não esperava que o Flávio fosse um deles.
Talvez fosse porque o Flávio era o Flávio. Ele era o professor mais requisitado, técnico, elegante, e ele e a esposa eram praticamente como um casal de velhos casados apesar de serem bem jovens. Flávio vivia a falar do filho e a dialogar com outros alunos também casados. Ele parecia perfeitamente convencional.
Imagine minha surpresa então, quando entrei no vestiário ao final da aula e vi o Flávio encostado no azulejo com um dos outros professores, o famoso “Tio César”, que também era casado. O cara rapidamente disfarçou e se afastou, mas eu tinha visto. E o que eu vi, as bochechas coradas do Flávio, seus olhos vidrados e as gotas de água escorrendo pelo peito até o cós daquela sunga azul marinho que mal conseguir manter preso a piroca grossa dura e reta, foi o suficiente para me fazer estremecer e alimentar fantasias intensas por semanas.
Aquele acontecimento do vestiário mudou completamente a dinâmica entre nós. Nos dias seguintes, o ar na piscina do SESI parecia carregado de uma tensão diferente; cada troca de olhar na borda da raia, cada correção de postura com as mãos dele na minha cintura ganhava um peso muito mais denso, mantendo na minha cabeça a lembrança daquela sunga azul marinho e do toque quente do seu corpo.
A ansiedade só aumentava a cada treino. Quando a noite de uma outra aula finalmente chegou e o movimento no complexo aquático começou a diminuir, vi o Flávio desligar as luzes da piscina principal e me fazer um sinal discreto com a cabeça na direção do mesmo vestiário deserto.
Caminhei na direção do vestiário com o coração disparado e a respiração pesada. O eco dos meus chinelos nos azulejos úmidos era o único som na penumbra da iluminação fraca. Flávio já estava lá dentro, encostado na bancada de mármore, vestindo a mesma sunga azul marinho colada da aula, que parecia ainda mais ajustada ao corpo molhado.
— A gente precisa conversar sério sobre o que aconteceu daquela vez — começou ele, com a voz grave tentando manter um tom de sobriedade e controle. Ele deu um passo à frente, ajustando a postura. — Aquilo foi um erro, um impulso no momento. Eu sou seu professor aqui no SESI, sou um homem casado, tenho uma família e uma reputação a manter. Eu amo a minha esposa e não posso jogar tudo para o alto por causa de uma bobagem. Preciso que me garanta que vai guardar segredo sobre o que viu.
Mas enquanto a boca dele se esforçava para dar aquela explicação cheia de moral e remorso, o corpo traía completamente cada palavra dita. A sunga azul marinho justa deixava o volume ereto nitidamente moldado, apontado para cima e tencionando o tecido com uma urgência impossível de disfarçar a cada respiração funda que ele dava.
Abaixei o olhar propositalmente para o meio das pernas dele e dei um sorriso de canto, observando como o tecido azul marinho não deixava dúvida nenhuma sobre o que ele realmente queria.
— Você pode falar o quanto quiser da sua esposa e do seu casamento, Flávio... — disse, dando um passo lento na direção dele. — Mas essa sunga azul marinho não tá conseguindo esconder nada do que você tá sentindo de verdade agora.
Ele seguiu o meu olhar, engoliu em seco e perdeu completamente a firmeza do discurso. A justificativa racional fraquejou no mesmo instante em que a ereção bem marcada na sunga mostrava que a cabeça dele pensava uma coisa, mas o corpo já tinha tomado uma decisão totalmente diferente.
Sem dizer mais nenhuma palavra, ele deu dois passos rápidos na minha direção, me prensando contra a parede fria do vestiário. Qualquer tentativa de manter a postura de professor casado caiu por terra no momento em que ele colou o corpo no meu, deixando que o volume rígido da sunga azul marinho se chocasse direto contra a minha cintura.
A surpresa não foi só a rapidez com que ele tomou o controle da situação, mas a força e a firmeza com que assumiu o comando. Flávio segurou meu pescoço com uma das mãos, sem machucar, mas com o peso exato da autoridade que ele exercia fora da água, enquanto a outra mão descia firme até a minha cintura, me puxando contra ele de um jeito que não deixava dúvidas sobre a posição de cada um ali.
— Você fala demais... — murmurou ele perto do meu ouvido, com a respiração descontrolada e quente contrastando com o gelado dos azulejos nas minhas costas
Ele me girou de frente para a parede com um movimento decidido, mantendo o peso do corpo sobre o meu e pressionando a ereção bem marcada contra o meu rabo. Toda a racionalidade e as desculpas sobre a esposa sumiram no instante em que ele assumiu o topo, pronto para ditar o ritmo daquele encontro da forma como ele queria.
Pisquei ao ser tirado dos meus pensamentos, meu pescoço sendo arranhado pela barba por fazer do Flávio. Olhei para o meu próprio corpo, notando com certo desespero que eu ainda estava de sunga speedo azul marinho, que mal conseguia cobrir a ereção evidente que eu exibia naquele momento. Suspirei fundo. O efeito que aquele homem tinha sobre mim era inacreditável...
Tirei a sunga e o joguei de qualquer jeito em cima da pilha de roupas molhadas no banco de madeira. O vestiário do SESI estava felizmente vazio; não havia mais qualquer turma logo após o fim da nossa aula, que terminava por volta das 23:00 e sabia que levaria um tempo até que qualquer outra pessoa aparecesse por ali. Isso nos daria um pouco de privacidade a sós, e não pude deixar de sorrir com essa certeza enquanto ele mordiscava meu pescoço, me chamando de “putinha” e a piroca dura e grossa roçava na minha bunda firme de quem já malhava e nadava há algum tempo.
A água morna caía agradável sobre a pele. Eu me virei e me aproximei do ombro dele, sentindo o cheiro característico de sabonete que indicava que ele já havia começado a se lavar.
Peguei o frasco de sabonete líquido no suporte e me lavei rapidamente, mas com cuidado, percebendo a atenção do Flávio fixa em cada movimento meu. Sustentei um sorriso discreto enquanto espalhava a espuma pelo corpo, demorando-me um pouco mais na região do quadril antes de descer as mãos para ensaboar as pernas sob o fluxo constante da água.
— Ouvi dizer que o Tio César tem se atrapalhada nos treinos assim que eu ponho o pé na piscina — comentei rindo enquanto me movia para ficar mais bem posicionado sob o jato de água. — Você vai precisar dar um “consolo” pra ele, Flávio...
— Sim, coitado — disse Flávio rindo, abrindo espaço para mim sob a água morna. — Não que eu me importe em ter que consolar, mas sinto pena dele. Os segredos estavam bem guardados até aquela noite que você nos viu juntos no vestiário.
— Devo me sentir mal por estar tomando o tempo de vocês dois agora? — perguntei ao me virar de frente para o homem que antes eu só desejava e agora estava ali, não só vendo, mas tocando o corpo gostoso e másculo que ele tinha, deixando que o resto da espuma do sabonete fosse lavada pela água. Não havia nem um pingo de culpa na minha voz, e o Flávio sabia disso muito bem.
— Mas ele não está aqui agora, está? — ele sorriu, inclinando a cabeça de lado com uma falsa dúvida enquanto olhava para mim. — Quem está aqui agora somos nós dois.
Ele me segurou firme e me girou, me prendendo de costas contra a parede da cabine, a minha bunda colada contra a piroca dele. — Hoje você vai se arrepender de ter visto César e eu juntos naquele dia.
Eu nem sequer tinha completado um aceno com a cabeça quando senti a mão do Flávio apertando minha bunda com força. Ele mordiscou e sugou levemente o lóbulo da minha orelha e, em seguida, ouvi o barulho de uma tampa de garrafa sendo aberta e fechada.
— Isso é sabão?
Senti o Flávio assentir levemente contra a minha nuca.
— É... — ele sussurrou bem perto do meu ouvido. — Esqueci o lubrificante no meu armário. Desculpa.
— Ótimo — murmurei. — Então vou acabar ficando limpo por dentro e por fora.
Flávio soltou uma risada curta contra o meu pescoço.
— Vai sim — disse ele, enquanto empurrava dois dedos para dentro de mim, atravessando a musculatura firme até a base, fazendo meu corpo tensionar e soltar um arfado involuntário.
Ele moveu os dedos com agilidade, fazendo um movimento de tesoura para facilitar a passagem, antes de introduzir o terceiro dedo no buraco do meu cu apertado. Soltei um gemido baixo e espalmei as duas mãos contra os azulejos molhados para me apoiar.
Ele considerou avançar mais, mas achou que seria excessivo para um momento rápido no chuveiro do SESI. Flexionou e curvou os dedos dentro de mim, acompanhando a reação do meu corpo a cada toque, até retirá-los completamente quando percebeu que não conseguiria mais esperar para me penetrar e me fazer totalmente dele.
Ele colocou mais sabonete líquido na mão e cobriu o pau com ele. Não era a melhor coisa para substituir o lubrificante, mas pelo menos era alguma coisa. Mordeu meu pescoço e sussurrou no meu ouvido:
— Tudo bem?
Assenti, recuperando o fôlego e me preparando para a invasão.
— Me fode gostoso, Flávio.
Eu gostava de pronunciar o nome dele.
E ele empurrou a piroca pra dentro de mim. Me penetrou em uma estocada longa e suave, sem parar até estar bem fundo, até bater na minha próstata, e eu gemi, me arqueando com a queimadura inicial no meu rabo. O sabonete realmente não funcionava tão bem quanto o lubrificante. Flávio avançou mais um pouco, fazendo meu corpo colar contra a parede de azulejos, ajustando a posição para dar firmeza.
Ele parou por um instante, me dando tempo para suportar o desconforto e me acostumar com a presença dele, antes de voltar a se mover. Começou com pequenas investidas até se afastar um pouco mais e penetrar com mais força, cravando os dedos com firmeza nos meus quadris para me manter preso a ele.
Eu não consegui evitar o gemido alto que escapou dos meus lábios. Meu pau estava preso entre a minha própria barriga e a parede, e o movimento das investidas insistentes do Flávio fazia meu pau já sensível roçar forte nos azulejos. Era doloroso, mas ao mesmo tempo, fazia com que eu quisesse ainda mais.
Assim que o gemido saiu da minha boca, a mão do Flávio subiu e cobriu a minha boca, impedindo que mais sons altos saíssem. Às vezes eu esquecia o quanto eu podia ser barulhento, e isso não adiantaria nada em um lugar público como o SESI. Se houvesse apenas os funcionários de costume por perto, eu até acharia tolerável, mas era fim de turno e algum segurança podia passar pelo corredor dos vestiários a qualquer momento. Pensando bem, provavelmente deveríamos ter esperado até um local mais reservado, mas havia algo naqueles rituais, em transar logo após o fim da aula, quando a adrenalina e a euforia do treino ainda estavam altas e ele simplesmente não podia esperar, simplesmente não podia dizer não.
Minha mão se fechou no pulso do Flávio, tentando afastar a mão da minha boca, mas ele insistiu, investindo fundo em mim em rápida sucessão, fazendo a minha resistência vacilar e um gemido baixo e abafado ecoar dentro do pequeno cubículo do chuveiro.
— Silêncio, seu Puto! — ele sussurrou perto do meu ouvido. — A gente não pode fazer barulho aqui. Podem ter pessoas estranhas no corredor. Se você não consegue controlar seus gemidos... deixa minha mão ficar aqui, tá bom?
Soltei outro gemido abafado, mas fechei os olhos e assenti. Minha mão soltou o pulso do Flávio e se apoiou na parede, com a minha cabeça agora encostada no azulejo.
O Flávio, por sua vez, só pôde assistir maravilhado por um instante. Aquilo, ter o pau dentro de mim e a mão cobrindo meus lábios, impedindo que eu falasse ou até gemesse direito, enquanto eu simplesmente concordava, era quase inacreditável no quanto o excitava. A simples sensação de ter tanto poder e controle sobre mim ali naquele chuveiro do SESI deixava tudo ainda mais intenso.
Ele começou a estocar de novo, me penetrando com uma intensidade que ele nem lembrava de ter sentido antes, repetidas vezes, sentindo meu corpo se mover a cada investida. Ele observava meus olhos fechados e meus dedos se agarrando com força aos azulejos lisos da parede, tentando me apoiar contra a enxurrada de emoções e a sobrecarga sensorial do momento. Sentia a rajada quente de ar nos dedos dele enquanto eu respirava com dificuldade pelo nariz, percebendo o contato da minha língua contra a palma da sua mão e ouvindo os pequenos sons abafados que escapavam. Minha pele estava completamente escorregadia por causa da água do chuveiro enquanto meu corpo recuava e se ajustava a cada estocada.
A água do chuveiro batia incessantemente nas costas dele, enquanto a intensidade das investidas aumentava, como se ambos corressem juntos rumo ao orgasmo. O Flávio não parecia querer que aquele momento terminasse.
Ele deu um beijo de boca aberta na minha nuca, sugando a pele firme ali mesmo sabendo que não deveria, pois deixaria uma marca evidente para depois. No entanto, a sensação de controle que a situação trazia falava mais alto naquele momento.
O ritmo foi interrompido quando mordi o dedo dele. O Flávio soltou um ganido de surpresa, o suficiente para afastar a mão da minha boca por um instante. Virei ligeiramente o rosto na direção dele e murmurei com a voz áspera:
— Enterra esse piroca que eu sempre quis em mim!
Flávio não resistiu a me beijar diante da minha expressão irritada, enfiando a língua fundo na minha boca, um tipo de beijo intenso e sem hesitação.
— Você ainda consegue ficar quieto, então? — ele perguntou contra os meus lábios.
Lancei a ele um olhar atravessado e parecia prestes a retrucar algo mordaz, mas no fim apenas assenti e encostei a cabeça no braço que se apoiava na parede. Ele não era o único ansioso para esporrar naquele momento.
Ele se mexeu um pouco, puxando meu corpo colado ao dele para abrir espaço entre o meu torso e a parede. A mão dele desceu, acariciando o interior da minha coxa até a base, antes de apertar meu pau com firmeza, provocando uma sequência de gemidos abafados dentro do cubículo do chuveiro.
Eu enterrava a metade inferior do rosto no braço dele, e Flávio não tinha dúvidas de que eu devia estar mordendo a pele do braço enquanto o nosso movimento acelerava novamente e eu estava decidido a ir ainda mais fundo no pau dele, se possível que ele entrasse todo dentro de mim naquele momento. Eu comecei a apertar os músculos anais ao redor do pau de Flávio a tempo de acompanhar cada investida. Eu não consegui evitar os gemidos no fundo da garganta. Porque, meu Deus, aquele homem era tão gostoso, tão másculo, tão viril... Ele mordeu meu pescoço novamente. Aquela mordida certamente causaria outra marca visível depois, mas eu mal me importava, e de alguma forma, pelo menos por aquele momento, sabia que Flávio, por ser o puto que era, também não estava nem aí.
Mesmo no meio de toda aquela intensidade, foi por pura sorte que o Flávio conseguiu ouvir passos e o eco de pessoas entrando no vestiário. As vozes soavam distantes no corredor, o que tornou impossível entender direito o que diziam, mas o risco era real.
— Tem gente aí fora... — ele conseguiu sussurrar entre respirações curtas e ofegantes, desacelerando o ritmo.
Tensionei o corpo por um segundo antes de recostar o rosto com mais firmeza contra o meu braço apoiado no azulejo.
— Não se atreva a parar agora só por causa disso — sussurrei de volta.
O Flávio soltou um sorriso contido contra a minha nuca. A urgência e o perigo de sermos pegos ali na cabine só deixavam o clima ainda mais pesado, mas com as vozes se aproximando da área das pias, o ritmo precisou se ajustar ao espaço restrito e ao silêncio absoluto para evitar qualquer flagrante.
Não demorou para que as coisas esquentassem de novo, e agora, enquanto eu apertava o pau do Flávio com mais força, podia sentir que ele estava próximo de esporrar. Era o jeito que ele respirava, e os sons agudos e lamentos que fazia, como se fosse a sua vida dependesse da quantidade de leite que ele soltaria naquele momento. E quem era eu para recusar um pedido tão bonito assim?

E Flávio naquele momento era de outro mundo, o jeito que seu rosto bronzeado do sol que ele pegava durante as turmas da tarde, se franzia de concentração, o jeito que os cabelo liso caía na testa, o jeito que a camada de água na pele fazia ela brilhar sob a luz e, porra, eu ali era um cara de muita sorte.
Ele penetrou cada vez mais forte, me machucando levemente, acho que até me fez sangrar porque precisava desesperadamente esporrar logo porque toda essa luxúria estava deixando sua cabeça louca... era como se ele precisasse desesperadamente me engravidar ali mesmo. Fazer um filho em mim.
Dei um último aperto forte no pau dele e ele sussurrou rouco no meu ouvido, "vou te engravidar agora," e parecia que era tudo que Flávio precisava para finalmente chegar ao seu limite, meu cu apertando firmemente o pau de Flávio enquanto eu gozava na parede com um grito abafado e ele esporrava dentro de mim dizendo que me amava...
- Eu te amo, cara...porra...puta que pariu, meu irmão...
Estranhei um pouco, mas me deixei levar. Acho que naquele momento ele de fato me amou.
O Flávio entrelaçou os dedos nos meus cabelos molhados, puxando minha cabeça suavemente para trás para me beijar de forma profunda, enquanto eu tentava recuperar o fôlego logo após a esporrada. A língua dele buscava a minha em um ritmo lento, prolongando o contato dentro da cabine enquanto a água do chuveiro continuava caindo sobre nós.
Senti o corpo dele se tensionar completamente contra as minhas costas. Agarrei o ombro dele com força para me firmar nos azulejos no momento exato em que ele soltou uma respiração pesada contra a minha nuca, chegando também ao limite e se entregando de vez à intensidade do momento, até que o ritmo finalmente diminuiu e o silêncio tomou conta da cabine.
Por um momento, tudo parecia ter parado no tempo dentro da cabine. As minhas pernas fraquejaram com o cansaço repentino, e foi sorte o Flávio ter uma reação rápida o suficiente para me segurar firme contra ele. Olhando para mim enquanto eu apoiava a cabeça em seu peito, ele soltou uma respiração pesada e murmurou:
— Puta que pariu... Isso foi...
Lutei para me reequilibrar no chão molhado, e o Flávio se afastou devagar, mantendo os braços ao meu redor para me dar apoio até que eu conseguisse me firmar.
— Foi mesmo, Professor... — respondi, olhando para ele e me apoiando em seu ombro, sabendo que ele sustentaria meu peso. — Foi mesmo.
— Você está bem...? — ele sussurrou, com um tom sincero de preocupação. — Eu me deixei levar e acabei...
— Estou bem — interrompi, recuperando o fôlego sob o fluxo da água morna. — Mas acho que seria melhor se você saísse primeiro. Para não chamarmos atenção juntos no vestiário.
— E você...? — ele perguntou, hesitando em me deixar sozinho ali.
Eu fiz uma careta curta, embora ele percebesse que não era nada sério.
— Preciso me limpar direito de novo, sabe como é.
— Certo — ele sorriu. Hesitou por um segundo antes de se virar para a porta do box. — Mas a gente... a gente ainda vai ter uma outra vez, né?
Soltei uma risada baixa, balançando a cabeça.
— Você é de fato insaciável, cara. Há histórias suas por aí... hehehe....
— Ei, eu quase não tenho chance de fazer isso, sabia? Minha mulher marca colado — ele fez uma careta irreverente, brincando.
Empurrei o ombro dele levemente para que ele ficasse mais bem posicionado sob a água antes de sair.
— A próxima aula é quarta-feira. A gente vê o que faz.
O sorriso que abriu no rosto dele foi tão grande que parecia até machucar a boca. Ele pegou a toalha, secou-se rapidamente e a enrolou na cintura. Antes de abrir a tranca e sair da cabine, ainda mandou um beijo no ar, ao que eu, encostado nos azulejos, só pude revirar os olhos inebriado com tanto prazer que acabara de sentir.
Quando ele pisou na área comum do vestiário, percebeu que as vozes no corredor pertenciam a uma dupla de alunos da equipe de competição e ao pessoal do treino que tinha ficado conversando no pátio externo do SESI. Flávio nem prestou atenção em quem eram e nem estava muito disposto a puxar papo, o que era raro, já que ele adorava conversar com todo mundo no SESI.
Mas um dos instrutores olhou para ele assim que o viu saindo do corredor das cabines e sorriu.
— Caramba, Flávio, tá com uma cara ótima, hehehehe... — disse ele enquanto ele ajeitava o cabelo molhado. — O banho foi bom?
Flávio deixou um sorriso gigantesco se abrir no rosto novamente.
— Excelente, cara. Excelente.
Ele murmurou satisfeito enquanto caminhava até o seu armário pra pegar a chave da moto. Ah, com certeza tinha sido um banho maravilhoso.
Fim
Nota do Autor / Epílogo
Esta história é uma fantasia baseada na realidade: o Flávio (nome fictício) é meu professor de natação no SESI e bastante cobiçado pelos alunos. Uma vez, quando me declarei, através do Whatsapp, ele respondeu numa boa que gosta apenas de mulheres.
Este conto explora o "e se?": uma versão onde o desejo demonstrado fala mais alto que as barreiras e se concretiza no vestiário do treino.
Na imagem 1, nós dois (Flávio e eu) em uma foto depois de uma competição e ele vestindo a famosa sunga azul marinho que me deixa louco.
Na imagem 2, o "Tio César" e eu. Esse caso aqui vem em uma outra história. hehehehe...

Foto 1 do Conto erotico: Sunga molhada

Foto 2 do Conto erotico: Sunga molhada


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Ficha do conto

Foto Perfil ivan1983
ivan1983

Nome do conto:
Sunga molhada

Codigo do conto:
276188

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
02/11/2026

Quant.de Votos:
3

Quant.de Fotos:
2