Era 1947, em Roma, um outono cinzento. Francesca nasceu numa casinha de tijolos tortos, no bairro de Trastevere, onde o cheiro de vinho barato subia das tabernas, e os gatos miavam entre as pernas das mulheres. O pai dela, Romeu, era carpinteiro — mãos calejadas que construíam caixas de madeira para vender. A mãe, Martina, fazia pão e doces. Francesca era filha única, o único raio de sol naquela casa de paredes úmidas e cama compartilhada com ratos.
O pai morreu em 1957, dez anos depois, num dia de abril que parecia verão. Tosse seca, pele seca, sangue seco. Os médicos da caridade só disseram “tuberculose”. Roma engoliu Romeu como engole os ossos dos pobres. Martina ficou com o corpo dele embrulhado em um pano velho e o coração cheio de um luto que não cabia em palavras. Francesca, com dez anos, segurou a mão da mãe e aprendeu, ali mesmo, que o mundo era feito de desafios.
Depois disso, as duas tiveram que se virar sozinhas, e voltaram para a rua. Martina vendia pão enrolado em jornal, doces de ricota e mel que cheiravam a pecado. Francesca carregava as bandejas de madeira às cinco da manhã, os braços já doendo antes do sol nascer.
À noite, voltava com as pernas tremendo. O dinheiro que ganha, mal dava para comer carne todos os dias. Oito anos depois, em 1965, Francesca completou dezoito anos. Ela já era cobiçada na região em que vivia com a mãe. Viveu alguns romances, mas nada sério, que a levasse para o altar. Linda, 1,68 cm de altura. Pele clara, cabelo loiro ondulado que caía até os ombros, olhos verdes escuros, que pareciam hipnotizar os homens da cidade.
Comentários, olhares e sussurros, que se espalhavam entre as tabernas. “A menina do falecido é linda pra caralho”, diziam uns. “Vai me deixar louco”, murmuravam outros.
Francesca ouvia tudo e sorria de canto de lábio, sem dizer nada. Sabia que o corpo era uma arma agora. E ela sabia usar.
Ainda morando com a mãe, Francesca resolveu largar as vendas de pão e trocar por algo que pagasse melhor. Foi pro bar da Piazza Navona, trabalhar de garçonete, onde os turistas bebiam até o amanhecer. O Decote que ela aprendera a usar como se fosse uma segunda pele. O dinheiro foi surgindo dia a dia.
Em seis meses, ela já tinha economizado o suficiente para comprar dez vestidos novos — aquele que marcava a cintura fina e descia até as coxas, prometendo tudo que um homem pudesse querer.
Martina, sua mãe, aprovava, com os olhos cansados: “Orgulhosa de você, minha filha.”
Algum tempo depois, o dinheiro das gorjetas que já era tão bom, ficou melhor. Francesca não quis mais servir mesa. Quis ser o que estava além do balcão. Ela virou uma das cortesãs da casa, os clientes chegavam — homens de terno, soldados, artistas, até um bispo que pagava em notas de cem.
A cada noite, Francesca foi adquirindo mais clientes. Não entregava o corpo sem uma boa quantia de dinheiro. Fazia sucesso. Fazia de tudo. Era rápida. Era quente. E o corpo dela respondia como se tivesse nascido para foder: um gemido baixo quando apertavam, um sorriso que dizia ‘sim’, antes mesmo de ela dizer. Os olhos deles brilhavam. Os pauzinhos deles endureciam. E ela ficava ali, nua, molhada, de quatro, deitada, de ladinho, sentindo o prazer, que a fazia se sentir poderosa e amada.
Seis meses depois, em uma noite de inverno, quando o vento cortava como lâmina. Francesca voltava para casa sozinha. O beco atrás da igreja de Sant’Andrea era um buraco escuro, fedendo a lixo, e a cigarro apagado. Três caras, três bandidos. Eles a cercaram antes que ela pudesse correr. O primeiro deu um soco na cara. O segundo rasgou o vestido. O terceiro… o terceiro foi o pior. Estupro. Faca. Sangue. O corpo dela caiu no chão frio, os joelhos dobrados, o vestido rasgado até a cintura, o sangue quente se espalhando devagar. Ela viu o mundo girar, ouviu o riso deles sumir no escuro. Depois, nada.
Martina, sua mãe já idosa, recebeu o corpo embrulhado num pano. Chorou até a garganta sangrar. Enterrou a única filha numa cova comum, num canto esquecido do Cemitério Campo Verano.
Martina, agora sem nenhum parente, voltou para sua terra natal, no sul da Itália.
Mas, Francesca não foi embora. Seu espírito ficou preso ali, grudado no chão frio do beco, como se a morte tivesse colado um feitiço invisível na alma dela. Assim passou dias, semanas, meses, anos, ela tocava em quem passava — vendedores, turistas, prostitutas antigas — e sentia o peito deles apertar, o coração deles acelerar, o pau deles endurecer por um segundo… e depois tudo voltava ao normal.
Sem poder. Sem controle. Só a vontade de sair daquele lugar. Só a raiva de estar morta. Só o desejo de um dia sentir algo de novo.
Francesca passou, 61 anos presa naquele local. E então, numa tarde de verão, o destino cruzou seu destino.
Rosângela, uma brasileira, de 33 anos, recém-casada com Michel, 35 anos, caminhavam juntos pelo mesmo beco de Francesca.
Viagem de lua de mel, de mãos dadas, felizes da vida, pensando num futuro próspero com filhos. Michel ria de felicidade, pois havia se casado com a mulher que amava. Os dois, e nem ninguém, via o fantasma de Francesca. Ela continuava com a mesma aparência, desde a noite que foi brutalmente morta.
O casal ao parar e pedir para uma outra pessoa tirar uma foto deles, o fantasma de Francesca, que se ergueu atrás deles, estendeu a mão, e tocou o ombro direito de Rosângela, que sentiu algo.
Foi um toque leve, um frio que subiu pela nuca, como se alguém tivesse aberto a porta da geladeira no meio do peito. O ombro dela pareceu ser puxado para baixo, os dedos da mão fantasma apertando a pele nua, como se quisessem rasgá-la. O corpo inteiro tremeu. Um calafrio violento, daqueles que vêm da medula, fez os pelos dos braços se arrepiarem num segundo, e o coração dela deu um salto tão forte que Michel, ao lado, virou o rosto.
— “Amor? — ele perguntou, preocupado. — Você está bem?”
Ela não respondeu. Os olhos castanhos, antes brilhantes de felicidade, de um casamento recém-nascido, se arregalaram. — Seus lábios se entreabriram, mas não saiu som nenhum. O corpo dela começou a tremer. Os joelhos amoleceram. Ela cambaleou para trás, as mãos voando para o peito como se pudesse segurar algo que já não era dela.
Francesca sentiu tudo. A alma dela, presa no chão frio do beco há sessenta e um anos, foi arrancada como uma pedra de uma tumba rachada. Um puxão violento, quente, úmido, a fez cair direto dentro de Rosângela. O cheiro de lixo e cigarro apagado sumiu. Em vez disso, ela sentiu perfume de baunilha. Sentiu os seios pesados, os mamilos sensíveis roçando o tecido grosso da roupa. Sentiu o calor entre as coxas, molhado, vivo, pulsando com uma vida que não era mais sua. E o pior — o melhor — foi o corpo se mexer sem que ela mandasse. Os quadris se moveram sozinhos. O braço direito levantou, a mão agarrou o braço de Michel com força demais.
Michel piscou, surpreso.
— “Amor, calma, você tá me apertando. Tá tudo bem?”
Ela não respondeu. Os olhos dela — os olhos castanhos, que agora eram de Francesca — olharam para aquele homem, com um brilho, que não era mais do casamento. Um brilho de fome antiga. Um brilho de quem tinha sido usada, estuprada, morta e agora queria cobrar.
Michel ria de nervoso.
— “Você tá estranha pra porra. Tá com fome? Quer que eu te leve para o hotel?
Rosângela — ou quem quer que fosse dentro dela — sorriu. Um sorriso lento, perigoso, cheio de dentes brancos. A voz que saiu da garganta não era mais a voz suave de Rosângela. Era rouca, grave, com sotaque romano grosso, que parecia ter sido vivo há décadas.
— “Hotel…” — repetiu, a língua lambendo os lábios inchados. — Sim, vamos imediatamente. Quero o seu pau dentro de mim agora.
Michel se assustou, engasgou. O rosto dele ficou vermelho, depois branco. Porque o corpo que estava ao lado dele, era o corpo de Rosângela — o corpo que ele tinha amado, fodido. Mas os olhos, a alma que o olhavam, não eram os olhos dela. Eram os olhos de uma mulher que já tinha morrido há 61 anos.
Rosângela, ou quer dizer, Francesca sentiu o pau de Michel endurecer dentro da calça dele só com aquelas palavras. Sentiu a vagina molhar entre as pernas. Sentiu os mamilos endurecerem sob o vestido. E sorriu mais largo.
— “Se você não me levar daqui eu vou tirar a roupa aqui mesmo, e foder aqui mesmo, se você quiser.” — sussurrou, a voz baixa, só para ele.
Michel se assustou com as palavras da esposa, e deu um passo atrás. As pernas dele tremeram.
— “Rosângela… você tá me assustando”.
Ela riu. Um riso alto, que fez o corpo tremer inteiro — um corpo que não era mais dela, mas que agora era dela de novo. O corpo de Francesca. O corpo que tinha sido violentado, morto, e agora, finalmente, ela não ia desperdiçar.
— “Não se assuste, amore” — disse ela, aproximando o rosto do dele. O hálito dela cheirava a pão e vinho. — “Assuste-se mais tarde. Agora eu quero que você me foda como ninguém nunca me fodeu de verdade.”
E enquanto Michel olhava para o rosto que ele amava, sentia o pau pulsar, como se quisesse obedecer a uma ordem que não era mais dele, Francesca fechou os olhos por um segundo, e fez Rosângela tocar com a mão direita, o pênis do marido em público, pela primeira vez em sessenta e um anos, ela estava viva de novo.
E a maldição tinha acabado de começar. O relógio marcava 14:30 da tarde, horário de Roma. Michel e Rosângela voltaram quase correndo para o hotel, sem esperar, subindo as escadas, ao invés do elevador, tamanho o desespero.
Quando entraram no quarto, Michel fechou a porta do quarto do hotel com as mãos trêmulas. O ar cheirava a baunilha e a suor fresco do corpo de Rosângela. Ele acendeu a luz baixa do abajur e virou-se para ela.
Rosângela/Francesca, estava encostada na parede, o casaco preto, foi caindo nos ombros. Os seios balançavam com o movimento, os mamilos escuros e duros apontando para o ar quente. Os olhos… aqueles olhos castanhos escuros, não eram mais os olhos de Rosângela.
Michel engoliu em seco.
— “Você tá linda, amor…, mas tá diferente. Tipo… você tá me olhando como se quisesse me comer vivo”.
Ela riu. Um sorriso que não chegava aos olhos. A voz saiu, com aquele sotaque romano grosso, que parecia ter sido vivo há sessenta anos.
— “Eu quero te comer vivo, Michel. Quero te foder até você esquecer o nome do teu pai. Agora vem cá.”
Ele foi. As roupas caíram sozinhas. A roupa dela, deslizou pelos quadris, como se o corpo obedecesse a uma ordem que não era mais dela. Os seios saltaram livres, cheios de tesão, que já latejava nos mamilos. As coxas grossas, abriram devagar quando ele se aproximou. Michel parou na frente dela. O pau dele já estava duro pra caralho, pulsando dentro da cueca.
— “Amor… você tá molhada. Olha só.”
Ela não respondeu com palavras. Só baixou a mão, agarrou o pau dele por cima da roupa e apertou com força.
— “Eu tô encharcada” — murmurou ela, lambendo o lábio inferior. — “É tudo por sua causa, marido. É porque eu quero foder”.
Ele piscou. O corpo dela era quente, vivo, mas a fome nos olhos não era. Rosângela — Francesca dentro — empurrou Michel para a cama com um gesto brusco. Ele caiu sentado, ainda de cueca. Ela se ajoelhou entre as pernas dele, abriu a boca, e puxou a cueca com os dentes. O pau saltou livre, grosso, vermelho, já pingando pré-gozo.
— “Isso…” — sussurrou ela, olhando para cima. — “Olha só pra mim, Michel. Olha pra minha boca.”
Abriu mais, engoliu ele inteiro de uma vez. Sem aviso. Sem carinho. Só fome. A garganta dela tremeu, os lábios esticados até doer, mas ela não parou. Engoliu fundo, depois subiu e desceu, babando, gemendo alto enquanto os olhos dela — os olhos castanhos, agora de Francesca — não piscavam. Michel agarrou o lençol, os dedos brancos.
— “Porra… meu amor… você tá… você tá me engolindo todo.”
Ela parou de repente. Limpou a saliva com as costas da mão e subiu no colo dele. O pau molhado e quente, roçou a entrada inchada da buceta dela.
— “Eu não sou quem imagina ser” — sussurrou Francesca/Rosângela no ouvido dele, mordendo o lóbulo. — Eu sou uma versão melhor daquela mulher que você conheceu. E hoje a gente vai foder muito.”
O pau dele entrou inteiro, fundo, batendo no fundo da buceta. Michel gritou. O corpo dela — o corpo de Rosângela — era apertado, quente, vivo, mas os movimentos eram brutais. — Quadril batendo contra quadril, rápido, sem ritmo, como se quisesse rasgar. Os seios balançavam forte, os mamilos roçando no peito dele. — A barriga batia contra o abdômen dele toda vez que ela descia.
— “Porra… você tá me apertando demais… tá… tá me fodendo com raiva?”
— “Raiva não” — respondeu ela, rindo baixo enquanto acelerava. — “Prazer. Eu tô gozando só de sentir seu pau me rasgar. Olha pra mim, Michel. Olha pra minha buceta engolindo seu pau.”
Ela virou a cabeça, olhou para baixo. O pau dele entrando e saindo brilhando de mel. Ela segurou os próprios seios, apertou os mamilos e continuou, mais rápido. O som molhado enchia o quarto. O cheiro de sexo, subia no ar.
Michel estava excitado e assustado. O corpo de Rosângela tremia inteiro, os olhos revirando para trás de prazer, mas a voz que saía, era a voz de uma mulher que já tinha morrido.
— “Você tá… você tá indo rápido demais… caralho…”
— “Ah... é?
Ela cuspiu no rosto dele, parando de repente. Segurou o pau dele com as duas mãos, apertou a base, e mudou a posição, ficando de quatro na cama, abrindo a bunda, dizendo para Michel.
— “Vêm... agora come o meu cu?”
Com um impulso forte, ele foi. O pau dele entrou até o fundo. Ela começou a se mexer devagar, e a rebolar, controlando cada movimento. Os seios batiam nos lençóis da cama. A barriga raspando o tecido fino, toda vez que ele se movia para frente. O cu apertava o pau dele, como um punho.
— “Goza dentro” — ordenou ela, a voz alta e perigosa. — “Goze como nunca gozou na sua vida”.
Michel já no limite gozou forte. Jatos quentes enchendo-a. O corpo de Rosângela convulsionou, os dedos cravando nos travesseiros, a cabeça jogada para trás. Gritos roucos, gemidos que pareciam vir de outro mundo.
Francesca sentiu tudo. O sêmen quente escorrer dos fundilhos do cu. O prazer foi subindo pela espinha, como se estivesse acordando depois de sessenta e um anos adormecida.
E quando ele parou de jorrar dentro dela, ela sorriu, ainda com a voz de Francesca.
— “Amor, a partir de agora, você vai me foder, até eu esquecer o meu próprio nome.”
Michel, extremamente cansado, ofegante, olhou para o rosto da mulher ele amava, sentiu o pau dele amolecer, quase sem vida, e dizer:
— “Você só pode ter ficado louca”.
Rosângela, quer dizer, Francesca riu alto.
Continua no segundo capítulo.
— Atenção: Todos os personagens do conto, foram gerados por IA. —





Curto esse tipo de Conto, como é bom fantasiar o impossível, votado
Krys parabéns pelo conto, tá de parabéns gostosona
Eu (Théo) curti o conto, tá sensacional
Gostei
SIMPLESMENTE AMEI O CONTO AUTORA, SER POSSUÍDA POR UM ESPÍRITO DE UMA PROSTITUTA RENDERÁ BOAS HISTÓRIAS - NOTA 10 PELA CRIAÇÃO E PELAS FOTOS SURREAIS