"Você precisa me contar o que foi aquilo", insistiu, direta como sempre.
"Nada, Ju.. Eu só não me senti bem, tive de sair".
"Como? Só estávamos nos trocando. Bom, eu estava me trocando. Você já estava até pronta para a gente sair, ia ser tão legal."
"Desculpe... Eu sei que foi estranho eu sair correndo. Vamos esquecer isso, vai?"
Ju tomou um gole de seu café. Marina a observava, pensando em como preencher certo silêncio constrangedor.
Talvez fosse a hora de contar.
"Escute, Ju. Quando fui à sua casa, só queria ter um momento leve, um passeio tranquilo com minha amiga. Mas há coisas que não posso controlar”.
"Não entendi."
Marina prosseguiu.
"Somos amigas já faz tempo, então há algo que preciso te contar. Nasci um pouco diferente das outras meninas."
Ju ficou estática, olhando para a amiga com um misto de curiosidade e desconfiança. Marina continuou.
”É uma coisa biológica. Rara. Faz com que eu passe por certos constrangimentos, às vezes."
Ju começou a perder a paciência.
"Fala, mulher! O que é que você tem?"
Marina hesitou, e então tomou coragem.
"Eu... Tenho um pênis."
"Quer dizer... Você nasceu homem?"
"Não, não. É coisa de 1 em 100 milhões. Tenho atributos de mulher, completos, mas um pênis também. Tipo... Hermafrodita, sabe?"
Ju olhou para o horizonte, digerindo a novidade. Respirou fundo. Então, indagou:
”Certo, mas... Então o que aconteceu ontem?”
"Bom... Vamos dizer que te ver se trocando causou uma certa... Reação”, respondeu Marina, ruborizando, olhando para um canto da cafeteria.
"Espere aí. Você ficou 'dura' por minha causa?"
"Poxa, Ju, mas que jeito de falar! Mas... Meio que sim, foi isso."
A curiosidade fez Ju ajustar seu ângulo de visão. Vislumbrou a região da virilha de Marina, que usava jeans. Não parecia diferente de nenhuma outra menina. A amiga percebeu:
”Ei, o que está fazendo?"
”Nada, nada..." Apressou-se Ju. "É que... Parece normal".
"Sim, claro... Não estou tendo um daqueles momentos".
Só por curiosidade, entretanto, Ju decidiu provocar.
"Escute, Ma, mas você gosta de meninas, então?"
"Bom, acho que sou meio que bi".
"Certo. Então me conte, porque sempre quis saber. Qual a sensação de ejacular?"
Marina ficou vermelha novamente.
"Ah, sei lá. É... Satisfatório".
Ju chegou mais para perto da amiga, falando mais baixo e perto de seu ouvido:
"Uau, deve ser uma sensação interessante, estar com o pênis duro e cada vez mais sensível dentro de outra pessoa, até não poder mais segurar..."
Buscou novamente, tentando disfarçar, a região entre as pernas de Marina, com os olhos. Havia um pequeno volume. Marina censurou a amiga:
"Para com isso! Estou ficando com vergonha".
Ju deu o cheque mate:
"Bom, pelo que estou vendo, acho que 'vergonha' não é bem a palavra."
Marina escondeu o rosto com uma das mãos, apertando as coxas e cobrindo o pequeno volume com a outra. A amiga achou o gesto "fofo", mas pegou seu braço e o puxou de maneira a expor novamente aquela região. Foi até seu ouvido novamente:
"Não esconda. Eu quero ver".
Marina manteve o rosto coberto, mas o membro pareceu pulsar de leve. Ju levou a mão à coxa da amiga, bem próximo àquele fenômeno. O volume, definitivamente, aumentou mais.
"Venha até o banheiro comigo."
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Naquele horário, meio da manhã, a cafeteria da faculdade estava vazia, e o banheiro, mais ainda. Num dos reservados, as duas garotas dividiam um espaço restrito. Ju insistia:
"Vamos, Ma. Eu preciso ver. Só quero saber como é. Sou sua amiga, não sou?"
Marina hesitava, mas havia algo que a impelia a obedecer. Desviando do olhar de Ju, soltou o botão e abriu o zíper da calça. O jeans passava um pouco apertado por seu quadril e coxas, mas foi abaixado até a altura de suas canelas. A amiga achou aquele gesto sensual, mas não perdeu tempo e travou o olhar na região que mais a interessava.
Dando a impressão que rasgaria a calcinha, o membro de Marina, contido numa curva pelo tecido branco, impressionava. Agachada em frente a ela, Ju observava e, num gesto involuntário, colocou a mão sobre ele. Sua amiga soltou um suspiro, e, num pulso, uma gota de fluido marcou o fino pano, espalhando-se.
"Segure nele... Pegue nele...", implorou Marina, quase num fio de voz, em meio à respiração que se intensificava. Em pé, escondia o rosto com as mãos; a visão de sua bela companhia, agachada à sua frente, por si só, poderia resultar numa conclusão prematura e explosiva.
Puxando a calcinha de lado, Ju deixou que o mastro lubrificado se mostrasse em sua total extensão. O membro quase alcançava seu rosto, e ela só conseguiu admirá-lo, estática. Frente a frente com ele, estimulava-o mais, sem perceber, com o quente vapor de sua respiração, que atingiu em cheio o frênulo, ponto mais sensível. Ficou ainda mais duro e ereto, o que parecia impossível àquela altura.
"Ju... Por favor...", suspirou Marina, a voz fraca e aguda, "acho que vou... Eu vou... Saia da frente!..."
O corpo da garota contraiu-se. As mãos haviam deixado de cobrir o rosto, que exibia a boca entreaberta e os olhos apertados, fechados numa tensão que estava prestes a se aliviar. O pênis passou à dureza máxima.
Acordando do transe, Ju fechou a mão em torno do membro, sentindo os batimentos da amiga ali. Moveu a mão por toda a sua extensão lubrificada, estimulando, meio sem saber, os pontos que davam máximo prazer a Marina, causando a erupção de um primeiro e forte jato de esperma, que atingiu sua bochecha. A amiga gemeu, em êxtase. Ju direcionou os próximos jatos a um canto, numa masturbação claramente eficaz; Marina gemia e se contraía, emitindo sons que não podia mais conter, a cada emissão de líquido branco e quente.
Ju, impressionada, sentia um calor ardente entre suas pernas.