?A segunda-feira chegou e, com ela, a casa recuperou aquele silêncio cúmplice que só nós dois compartilhávamos. Mas algo havia mudado. Minha mente era um redemoinho, repetindo cada palavra da nossa conversa de domingo. Eu estava cansada do rótulo de "sobrinha frágil"; a menina que precisava de colo tinha dado lugar a uma mulher que desejava o peso do corpo dele. Eu queria que ele sentisse que o meu porto seguro agora tinha intenções muito mais profundas e perigosas , rsrsrs.
?Decidi que a provocação começaria pelo instinto, no campo sensorial. À noite, esperei o som abafado da porta do quarto dos meus avós se fechando. O silêncio da casa era o meu sinal. Escolhi uma camisola de cetim preta que deslizava como água pelo meu corpo, curta o suficiente para qualquer movimento ser um convite. Por baixo, apenas uma calcinha de renda fina. Deixei o robe entreaberto, criando um caminho visual onde o contraste da minha pele clara brilhava sob a luz amarela e quente da cozinha.
Antes de descer, espalhei um hidratante de fragrância marcante e doce pelo colo, pescoço e coxas. O cheiro era denso, daqueles que dominam o ambiente. Quando entrei na cozinha, o som dos meus pés descalços no piso frio foi quase imperceptível, mas o rastro do meu perfume chegou antes de mim.
Ele estava de costas, parado junto à pia. No momento em que meus pés tocaram o azulejo da cozinha, senti a tensão dele. "Ainda acordada?", perguntou, a voz saindo um pouco mais grave que o normal. Ao se virar, o olhar dele não foi para o meu rosto; ele fez um mapeamento lento e faminto, descendo pelo decote, seguindo a linha das minhas pernas e voltando aos meus olhos. Vi o pomo de adão dele subir e descer enquanto ele engolia em seco. A respiração dele, antes regular, tornou-se curta e audível. Missão cumprida rsrsrs.
Encostei no balcão, invadindo o espaço pessoal dele até sentir o calor que emanava do seu corpo. "O filme de ontem me deixou pensativa sobre como passamos a ver as pessoas de um jeito novo, como o olhar muda de repente", falei baixo, quase um sussurro, mantendo meus olhos fixos nos dele. Ao pegar um copo, minha mão "sem querer" deslizou pelo braço dele. O toque foi breve, mas senti o músculo enrijecer instantaneamente sob meus dedos, uma reação puramente instintiva.
?Ele não se afastou. Pelo contrário, inclinou o corpo na minha direção, o rosto tão próximo que eu podia sentir o hálito quente dele na minha bochecha. "Você sabe que está jogando um jogo perigoso, não sabe?", sussurrou, a voz carregada de uma rouquidão que me fez estremecer por dentro. Eu não respondi com palavras. Apenas dei um sorriso de lado, um olhar de falsa inocência, e saí devagar. Enquanto me afastava, eu sentia o peso do olhar dele nas minhas costas, me devorando, e soube que aquela noite era apenas o começo do fim da nossa resistência.
?Na terça, a casa era nosso território. Com a namorada dele fora, o ar parecia mais leve, carregado de uma eletricidade que só nós dois sentíamos. À noite, adotei a estratégia da "inocência planejada". Me arrumei com um short branco de pano molinho, daqueles que sobem ao menor movimento, e uma regata de alcinha. Sentei ao lado dele no sofá primeiro, deixando nossas peles se tocarem "sem querer" enquanto comentávamos algo na TV.
?Depois, levantei para buscar água e, ao voltar, escolhi a poltrona que ficava na diagonal dele — o ângulo perfeito para ser observada sem precisar olhar de volta. Acomodei-me de um jeito que parecia apenas relaxado: joguei as costas no encosto, flexionei os joelhos e apoiei os calcanhares na beirada do assento. Com as pernas entreabertas naquela posição, o short branco subiu totalmente, revelando a curva interna das minhas coxas e o detalhe da renda da minha calcinha que escapava pela lateral.
?Eu agia como se estivesse distraída no celular, mas meu corpo estava em alerta máximo. Pela tela eu filmava ele, eu vigiava o reflexo dele: ele tentava focar na TV, mas os olhos dele fugiam, magnéticos, para o vão entre as minhas pernas. Vi seus olhos subir e descer enquanto ele engolia em seco, o rosto ficando tenso, os dedos apertando o controle remoto com força. Eu mudava de posição levemente, fingindo desconforto, apenas para fazer o tecido do short deslizar mais um pouco e mostrar mais pele. O silêncio da sala era cortado apenas pelo som da respiração dele, que ficava cada vez mais curta. Eu sabia que ele estava lutando contra o próprio desejo, e aquela visão era o meu combustível rsrsrs.
?Subi as escadas sentindo o coração martelar contra as costelas. No banheiro, o vapor do chuveiro quente começou a embaçar o espelho, criando o clima perfeito. Fiz tudo com calma, saboreando a antecipação: depilei cada curva, deixando a pele lisinha e sensível ao menor toque. Depois do banho, espalhei o hidratante de baunilha pelo corpo ainda úmido. O cheiro era doce, quente e convidativo, impregnando os lençóis assim que me deitei. Coloquei o baby doll de renda preta, sentindo o tecido fino roçar nos meus seios, e apaguei a luz principal, deixando apenas o abajur criar sombras suaves no quarto.
Mandei a mensagem: "Tio, meu pé voltou a latejar... vem aqui?". Não demorou dois minutos e ouvi os passos dele no corredor. Quando ele entrou, o cheiro da baunilha pareceu atingi-lo como um soco físico; vi suas narinas inflarem levemente enquanto ele fechava a porta atrás de si.
?Ele sentou na beira da cama e pegou meu pé com aquelas mãos grandes e quentes. O contraste da palma áspera dele com a minha pele macia e recém-hidratada me fez soltar um suspiro baixo. Ele começou a massagear com uma pressão firme, os polegares circulando meu calcanhar e subindo pelo tornozelo. A cada movimento, as mãos dele subiam um pouco mais pela minha panturrilha, e eu fazia questão de arquear o corpo levemente, deixando o baby doll subir.
?O silêncio era denso, quebrado apenas pelo som das nossas respirações. Quando ele terminou, percebi que ele estava tenso, evitando olhar diretamente para o meu corpo. Ele ensaiou levantar, mas eu segurei o braço dele, sentindo o calor da sua pele.
?— "Fica aqui, tio... por favor," sussurrei, com a voz embargada de vontade. "Fica comigo só mais um pouco."
?Foi quando ele pediu para eu virar de frente e segurou meu rosto com seriedade. O olhar dele era de quem sabia o tamanho do risco que corríamos. "Olha nos meus olhos e escuta bem", ele disse, com uma voz que misturava desejo e um aviso sombrio. "A partir do momento em que eu te tocar como mulher, a menina que eu protegi deixa de existir para mim. Não tem como 'desfazer' isso. Eu vou passar a desejar o seu corpo toda vez que você passar por mim na sala. O café da manhã não vai ser mais sobre o seu dia, vai ser sobre o que a gente fez entre esses lençóis."
?Ele continuou: "Você entende que vamos virar cúmplices de uma mentira? Toda vez que seus avós olharem para nós, vamos estar escondendo algo que pode destruir a paz deles. Não existe 'foi sem querer' ou 'estava carente' depois que a luz apagar. Eu estou disposto a arcar com o peso disso, mas você está? Se eu cruzar essa barreira, vou ser o seu amante, com toda a possessividade que isso traz. Se você não estiver pronta para carregar esse segredo, me manda sair agora. Porque se você me der o 'sim', eu não vou parar até que você seja completamente minha."
?A Escolha e a Entrega Consciente
?Eu desliguei a TV, e o quarto foi mergulhado na luz âmbar do abajur. Olhei fixo nos olhos dele, segurando sua mão com firmeza. "Tio, nunca estive tão lúcida," comecei, com a voz baixa mas sem tremer. "Eu passei os últimos dias repassando cada possibilidade na minha cabeça, e em todas elas, o caminho dava aqui. Eu sei que você se preocupa com o 'depois', mas eu já aceitei o que vem com isso. Eu não estou cega. O Samuel me quebrou porque ele nunca me viu de verdade. Ele só queria o que eu podia dar, sem nunca oferecer o que você me deu nesses últimos tempos. Eu admiro o homem que você é. Você me deu atenção, carinho e uma proteção que eu nem sabia que existia."
?Respirei fundo: "Eu entendo que a nossa paz vai mudar, entendo o peso desse segredo e o risco de estarmos sob o mesmo teto que meus avós. Mas eu prefiro o risco de ter você por inteiro do que continuar vivendo nesse teatro de sobrinha comportada. Eu já me decidi: não vai haver arrependimento porque a escolha é minha. Me veja como a mulher que está aqui, te escolhendo porque você é o único que merece me ter." Guiei a mão dele para o meu seio. "Eu deixo, porque eu quero. E porque sei que, nas suas mãos, estou segura mesmo quando as coisas pegarem fogo." Ele soltou um suspiro pesado e colou sua testa na minha: "Se você me garante que pesou as consequências, não tem mais nada me segurando."
Após o beijo que pareceu durar uma eternidade, o ar no quarto ficou pesado, carregado de uma eletricidade que eu nunca tinha sentido. Ele se afastou apenas o suficiente para se despir. Quando a roupa dele caiu, eu vi o pau dele pela primeira vez, estava ereto, grosso, com as veias pulsando e a cabeça já brilhando de desejo. Meu coração martelava contra as costelas. Ele não pediu licença; ele me virou de costas com uma autoridade que me fez estremecer e começou a me explorar por trás.
?O peso do corpo dele me pressionava contra o colchão, me fazendo sentir pequena e vulnerável. "Você ainda é tão pequena pra mim...", ele murmurou no meu ouvido, sua voz rouca vibrando dentro da minha cabeça, me fazendo soltar um gemido baixo e involuntário. Ele desceu os beijos pelo meu bumbum e, sem aviso, passou a língua no meu cuzinho. O choque térmico daquela umidade quente em uma área tão sensível me fez arquear as costas violentamente, soltando um "Ahhh, tio..." abafado contra o travesseiro.
?Foi então que o jogo mudou. Ele se levantou, foi até o guarda-roupa e pegou alguns lençóis. "Cruza os braços", ele ordenou, com um tom de voz que não admitia resposta. Eu obedeci, o peito subindo e descendo com pressa. Ele usou o tecido para imobilizar meus membros superiores, apertando o nó com uma precisão que me deixou completamente entregue. Meus braços estavam presos, meus ombros expostos, e apenas minhas pernas estavam livres para ele manusear como quisesse. O medo do desconhecido misturado com a vontade absoluta de ser dele me deixou em chamas.
?Ele me virou de costas novamente, me deixando naquela posição de submissão total. Senti o pau dele, quente e rígido, deslizando e brincando entre as minhas nádegas, roçando propositalmente na entrada do meu cuzinho. Ele fingia que ia penetrar, pressionando levemente a cabeça, apenas para recuar e rir baixo. Era um teste psicológico, uma provocação para ver até onde minha resistência ia. Enquanto ele brincava com o meu limite, ele desferiu tapas fortes no meu bumbum. O estalo ecoou pelo quarto e a pele começou a queimar e pulsar de um jeito gostoso, enviando ondas de choque direto para a minha buceta, que já transbordava.
?Eu estava ali, amarrada e exposta, à mercê dos desejos dele. Ele não entrou no cuzinho — talvez por respeito ao meu "limite" ou apenas para me deixar na vontade, me testando para ver se eu imploraria. O silêncio era preenchido apenas pelo som da pele batendo na pele e pelos meus gemidos de quem já não tinha mais controle sobre nada.
?Com meus braços ainda imobilizados pelos lençóis, eu me sentia em um estado de entrega que nunca imaginei ser capaz. Ele se posicionou entre minhas pernas, abrindo-as com uma firmeza que não dava margem para hesitação. O peso do seu corpo sobre o meu era uma âncora, mas quando senti a ponta do seu pau pressionar a minha entrada, um medo instintivo me percorreu.
?Era apenas a minha segunda vez, e a memória da minha primeira experiência — algo seco, rápido e vazio com o Samuel — ainda estava marcada na minha pele. Ao sentir aquela pressão massiva, meu corpo tencionou. Uma fisgada aguda, como se algo estivesse sendo forçado além do limite, me fez morder o lábio inferior com força e fechar os olhos. "Dói... tio, está doendo um pouquinho...", sussurrei, sentindo o ar faltar.
?Ele parou instantaneamente, os braços sustentando o peso para não me esmagar. Ele não me apressou. Com um cuidado que me fez querer chorar de alívio, ele começou a entrar milímetro por milímetro. Era uma invasão consciente, respeitosa. Eu sentia cada nervo da minha buceta se dilatando, esticando-se para acomodar a espessura dele. "Respira comigo, pequena... eu estou aqui, relaxa pra mim", ele dizia em um tom baixo, quase hipnótico. À medida que ele afundava, o desconforto cortante foi sendo substituído por um calor latente, uma sensação de plenitude que parecia preencher não só o meu corpo, mas o vazio que eu carregava no peito.
?Quando ele finalmente encostou no fundo do meu útero, soltei um gemido longo e rouco, um som de aceitação total. O ritmo começou a mudar. Ele enrolou os dedos no meu cabelo, puxando minha cabeça para trás, forçando-me a encará-lo naquele momento de intimidade crua. "Rebola pra mim... mostra que você é minha mulher", ele ordenou, e mesmo com os braços presos, eu tentava acompanhar o movimento, sentindo o atrito interno incendiar meus sentidos.
?Enquanto ele metia com uma força controlada, uma reflexão introspectiva me atingiu: Eu não sou mais aquela menina quebrada que ele encontrou. A cada estocada, eu sentia que ele estava reescrevendo a minha história. Eu era o território dele, e ele era o meu mestre. O prazer era tão intenso que se confundia com a dor, uma mistura inebriante que me fazia perder a noção de onde eu terminava e onde ele começava.
?De repente, senti o corpo dele travar. Os músculos das suas costas ficaram rígidos como pedras sob meus dedos invisíveis, e ele soltou um gemido profundo, gutural, que vibrou dentro do meu peito. Ele deu uma última estocada, enterrando o pau todo em mim, e eu senti: o primeiro jato quente do leitinho dele disparando com força lá no fundo.
?Foi um choque sensorial indescritível. O calor era líquido, pulsante, e parecia seguir o mesmo ritmo frenético do coração dele contra o meu. Sentir alguém gozando dentro de mim daquela forma me trouxe uma sensação de posse e intimidade que eu desconhecia. Eu não era apenas um corpo sendo usado; eu era o santuário onde ele depositava tudo. Fiquei imóvel, em um transe absoluto, sentindo aquele fluido espesso inundar meu interior e começar a escorrer lentamente, quente, pelas minhas coxas. O preenchimento era total. Ali, amarrada e entregue, eu entendi: a proteção tinha acabado e a possessão tinha começado. Eu agora carregava a marca dele dentro de mim.
Após aquele primeiro impacto, o quarto ficou em um silêncio absoluto, preenchido apenas pelo som das nossas respirações pesadas tentando voltar ao normal. Ele não saiu de cima de mim imediatamente; ficou ali, sentindo o latejar do próprio pau ainda dentro de mim, enquanto eu sentia o calor do leitinho dele assentando no fundo da minha buceta. Ele saiu devagar, me desamarrou e me puxou para os braços dele. Ficamos ali, naquele momento de repouso, conversando baixo. Ele me perguntava se eu estava bem, se tinha doído, e eu apenas sorria, sentindo uma paz e um preenchimento que nunca imaginei.
Ficamos de conchinha e ele começou a sussurrar no meu ouvido, contando o quanto tinha sido difícil se segurar todos esses dias e como o meu corpo era mais perfeito do que ele imaginava. O tom da voz dele, baixo e quente, foi me relaxando. Eu estava exausta e, sentindo o carinho dele no meu braço, acabei pegando no sono ali mesmo, de ladinho para ele.
Mas por volta das 2h da manhã, acordei sentindo um volume duro pressionando minha bunda. Ele não tinha parado; o desejo dele parecia renovado. Sem dizer uma palavra, senti os dedos dele, úmidos de lubrificação natural, abrindo caminho novamente. Ele afastou minha perna e, com uma pressão firme, penetrou de novo por trás, de ladinho mesmo. Acordei no susto, soltando um gemido abafado: "Hummm... tio...". A sensação sensorial era ainda mais intensa, pois eu já estava sensível da primeira vez.
Ele começou um movimento rítmico, lento e profundo, enquanto continuava a morder o lóbulo da minha orelha e a sussurrar coisas ousadas. O pau dele parecia ainda maior no silêncio da madrugada. Depois de alguns minutos me possuindo de lado, ele me virou de barriga para cima, subindo por cima de mim com todo o peso. Ele segurou minhas mãos acima da cabeça e começou a meter fundo, com socadas pesadas que faziam a cama ranger de leve. Eu sentia cada batida no fundo do útero. O prazer foi crescendo até que ele travou novamente, o corpo tremendo, e gozou fundo em mim pela segunda vez, despejando mais uma carga quente que se misturou com a primeira, me deixando completamente transbordando.
Dormimos o resto da noite abraçados, o calor dos nossos corpos ainda misturado ao cheiro da entrega. Acordei primeiro, com a luz rala da manhã atravessando a cortina. Ao me mexer, senti o volume rígido contra minha perna; ele já estava com o pau ereto de novo, mesmo dormindo. Tomei a iniciativa: deslizei a mão por baixo do lençol, sentindo a textura quente e pulsante, e comecei a chupar com vontade, explorando cada detalhe com a língua.
Entre um movimento e outro, olhei para cima e comentei baixinho, com um sorriso cúmplice: "Estava lembrando dos vídeos que assisti... queria aprender a te agradar de verdade". Ele soltou um gemido profundo e segurou firme a parte de trás da minha cabeça, os dedos entrelaçados no meu cabelo, guiando o ritmo com uma urgência renovada. Quando ele atingiu o limite, senti o jato do leitinho direto na minha boca. Foi um choque sensorial fortíssimo; o esperma era quente, espesso, com um gosto salgadinho e uma textura pegajosa que inundou minha língua. Corri para o banheiro abafando o riso e cuspi tudo na pia, limpando o canto da boca enquanto via, pelo espelho, ele jogado na cama, rindo satisfeito e exausto rsrsrs.
Mas o relógio era nosso inimigo. Ouvi o barulho da primeira porta se abrindo no corredor: meu avô estava acordando. O pânico gostoso da clandestinidade bateu forte. "Tio, rápido!", sussurrei, voltando para o quarto enquanto ele vestia a cueca e a calça com uma agilidade impressionante.
Ele calçou os sapatos sem fazer barulho, segurando-os na mão para não marcar o passo no taco de madeira. Dei uma espiada na fresta da porta: o corredor estava vazio, mas o som da cafeteira já vinha lá de baixo. Fiz um sinal de positivo. Ele se aproximou, me deu um selinho demorado com gosto de "quero mais" e saiu como um fantasma, pisando nas bordas do corredor para o chão não ranger.
Ele desceu as escadas na ponta dos pés e conseguiu sair pela porta dos fundos, dando a volta na casa para entrar pela porta da frente minutos depois, como se tivesse acabado de chegar de uma caminhada matinal ou de buscar o pão.
O Teatro na Mesa do Café
Quinze minutos depois, eu desci. Meus avós já estavam à mesa. Ele estava lá, sentado com a postura impecável, segurando uma xícara de café e conversando sobre as notícias do dia como se nada tivesse acontecido. Quando me sentei à frente dele, nossos olhos se cruzaram. Foi um segundo de conexão elétrica. Ele me olhou de cima a baixo, um olhar pesado que dizia "eu sei exatamente como você geme".
Senti meu rosto queimar e uma fisgada lá embaixo, lembrando do roxo que ele deixou na minha virilha. Ele deu um sorriso de canto quase imperceptível e perguntou: "Bom dia... dormiu bem?". Respondi com a voz um pouco trêmula, mas firme: "Dormi como um anjo, tio". Por baixo da mesa, senti o pé dele roçar na minha canela, um toque atrevido enquanto meu avô comentava sobre o tempo. O teatro tinha começado, e o nosso segredo era agora o combustível do meu sorriso.
Fui para a aula sentindo o corpo dolorido e a alma leve. Eu não era mais a mesma; agora eu era dele rsrsrs.
Pessoa, se vocês gostaram por fazer comentem,
logo irei postar o restante das histórias.


Belo conto votado e que linda e gostosa vc amoré
Q gata linda!