O ano era 2010, tinha terminado o ensino fundamental e entrado em uma nova escola para fazer o ensino médio, cara, como era estranho, a escola era enorme com diversos clubes, tudo novo, vida nova, e eu já tinha decidido que esse seria um ano em que eu iria explorar a minha sexualidade. Não, eu não era virgem, mas nunca tinha realmente explorado a minha sexualidade com outro homem, apenas com garotas e só para manter as aparências, beijava em público mas em particular meu pau tinha muita dificuldade pra subir, só funcionava quando eu começava a pensar em caras, meu tipo eram os altos e magrinhos, secos kkkk, e nessa escola nova tinha um cara exatamente assim!
Meu nome é Thomas, tenho 1,68 de altura, era mais baixo que os meninos da minha turma em geral, sou descendente de alemães, sou claro e tenho o cabelo castanho claro e olhos verdes. As pessoas costumam elogiar meu sorriso e as covinhas que ficam em meu rosto quando sorrio, dizem que sou fofo, e sempre usei isso para pegar meninas e manter meu personagem, gostaria de saber se funcionaria com meninos também...
Chegando na turma me senti muito deslocado, enquanto eu era o novato, os outros já se conheciam, acabei sentando mais ao fundo da sala e logo já escolhi meu alvo, Davi, um garoto alto (1,80) e bem magro, andava meio desengonçado, provavelmente ainda se adaptando ao novo corpo que a puberdade trás, percebi que era meio excluído pela turma e tinha um jeito meio doce demais pra ser hetero, pelo menos era o que eu achava, mas sinceramente, não fazia a mínima ideia de como chegar nele.
Não devia ser tão difícil, poxa eu fazia isso o tempo todo na escola antiga, mas agora eu estava me sentindo muito deslocado e vulnerável, queria que esse fosse meu ano, em que eu teria coragem de fazer o que eu quisesse! Mas a realidade é que não era fácil ser gay e adolescente.
No nosso primeiro dia de aula foi explicado para os alunos novos como funcionavam os clubes da escola, eram muitas opções, tinham esportes como futebol, vôlei e basquete, além de clubes mais culturais como música, teatro e xadrez. Também tinha clubes de reforço, em que alunos eram selecionados pra ajudar quem tinha dificuldade.
Tudo era novo, eu queria conhecer todos, mas quanto mais eu observava, mais receio me dava, os caras dos esportes eram muito competitivos e faziam bullying com os outros, o teatro era majoritariamente feminino, e eu não queria dar pinta de gay. Até que eu ouvi o professor de matemática falar com Davi: vai continuar no clube de xadrez esse ano né Davi? Precisamos de você se quisermos ter chances no campeonato.
-Claro professor! - Davi respondeu.
Xadrez... Então era isso, minha chance de me aproximar de Davi, e eu sabia jogar um pouco, meu avô tinha me ensinado, como não era um clube disputado só precisava mostrar que queria entrar, então fui falar com o professor e ele me inscreveu e chamou Davi: Olha só Davi, temos um novo integrante pra nossa equipe, o aluno novo, Thomas.
-Prazer Thomas! - disse Davi meio sem jeito.
- A próxima atividade será uma revisão em duplas, por que vocês não sentam juntos, daí você explica pra ele como funciona o clube.
- Tá bom professor.
Não imaginei que seria tão rápido me aproximar dele, dava pra ver que ele era meio tímido, e assim que eu sentei do lado dele, Davi me falou algo inesperado: Olha cara, sei que tu é novo aqui, é provavelmente vai querer ser popular e se dar bem com a galera, o clube de xadrez é um clube dos excluídos, não me leve a mal, é que tu parece ser um cara dos esportes e tals, tu é um cara bonito e parece ser legal, acho que não vai ser difícil tu ser popular aqui se quiser, tipo, desculpa mas é que achei melhor te avisar sabe...
Ele falou tanta coisa, mas só foquei nele dizendo que me achou bonito kkkk, respondi: Obrigado por me avisar Davi, mas é que tipo, achei os caras dos esportes uns babacas e sei lá, vi o professor todo orgulhoso falando com você sobre o campeonato, achei que seria legal ter amizades que me incentivassem a me esforçar mais, tá ligado?
- É impressão minha ou tu falou que seria legal ter amizade comigo? Kkkkk - Davi me olhou meio incrédulo.
- É tão difícil assim acreditar? Cara, tu foi super gente fina se preocupando comigo, tu tem o respeito dos professores, é inteligente pra caramba, educado e tudo mais.
- Acho que nunca recebi tanto elogio de alguém que não fosse a minha mãe kkkkk. Mas já que você quer tanto a minha amizade, vem lanchar comigo no recreio, daí já te apresento o pessoal do xadrez.
O restante da aula foi Davi me explicando matemática e eu admirando seus olhos e cabelos pretos lisos e partidos ao meio, seu queixinho pontudo e seu nariz que podia parecer grande, mas era proporcional, sua boquinha falando me fazia querer experimentar seus lábios, seus dedos compridos mostrando os números me faziam imaginar ele pegando no meu pau com a mão direita enquanto me penetrava usando a mão esquerda. Meu pau tava ficando muito duro até que o pior aconteceu, bateu o sinal pro recreio, todo mundo se levantando indo as pressas pra porta, e Davi me olha: não vai levantar não??
- Perai mano, tô com um probleminha aqui... (Falo dirigindo um olhar ao meu pau duro marcando minha calça jeans).
- Davi riu. Cara, pega meu casaco e enrola aí mano, isso acontece.
Enquanto Davi tirava o casaco, percebi que um delicioso volume aparecia em suas calças também.
Lançamos juntos, Conheci o pessoal do xadrez, Maria, Samuel, Isadora e Arthur, todos ainda mais nerds que Davi, realmente, não era um grupo que me atraia, mas por Davi valia a pena.
Falei dos clubes pra minha mãe, falei que era na quarta a tarde, que ficaria o dia inteiro na escola nesse dia, falei que tava tentando fazer amizades na escola nova e ela me deixou trazer amigos aqui pra casa, que sabia o quanto era difícil ser adolescente e chegar em uma escola nova.
Então chegou quarta feira, usei todas as minhas habilidades pra vencer Davi, mas não era o suficiente, ele era muito bom, muito inteligente. E eu disse isso pra ele, só pra ver ele vermelho e tímido com o elogio, ficava ainda mais fofo. Ele não ganhava e ficava querendo ser o melhor, ele aproveitava pra me ensinar técnicas, e isso fez eu admirar ele ainda mais, até que convidei: Davi, quer ir lá em casa em uma tarde dessas? Podemos jogar algum jogo de tabuleiro ou videogame, tenho um play 2.
Davi: posso ver com minha mãe se ela deixa, me passa teu número, assim a gente troca uma ideia quando chegar em casa e te digo.
Ela deixou, e marcamos pra sábado.
Acho que esse conto ficou muito longo, vou terminar por aqui e continuar na parte 2, espero que estejam gostando.
Delícia adorei
Até agora gostando, mas irei votar qdo ler a continuação... abç
Ansioso pelo final
thomasstreppel