Era perfeita: durinha, redonda, do tamanho exato que cabia nas minhas mãos como se tivesse sido esculpida para mim. A pele morena, bronzeada pelo sol, brilhava como se guardasse calor mesmo à noite. Toda vez que eu olhava, pensava a mesma coisa: um pêssego maduro, suculento, pronto para ser mordido. Não demorei a dizer isso em voz alta.
— Você tem um pêssego no lugar da bunda, amor.
Ela ria, revirava os olhos, mas eu via o canto da boca subir. E eu não perdia oportunidade: um tapa leve, brincalhão, que fazia a carne tremer. Às vezes ela reclamava.
— Para, né? Tá doendo!
Mas bastava eu me aproximar, beijar a nuca, deslizar a mão devagar pela curva das costas até chegar ali de novo, acariciando com carinho, que ela amolecia. O corpo dela se entregava antes da boca.
Eu era alto, pele num tom quente de cobre, e ela, morena, com aquele bronzeado que parecia eterno. Ficávamos lindos juntos, mas era a bunda dela que me deixava louco. Depois do sexo, eu ficava ali, deitado de lado, admirando. Passava os dedos devagar, contornando, apertando de leve.
— Quero tirar mil fotos disso aqui rodeado de pêssegos — eu dizia quase sempre, ainda ofegante.
Ela ria, mas eu via o brilho nos olhos. Aquilo a excitava também.
Meu pau não era exatamente discreto. Grosso, comprido, difícil para um cuzinho tão apertadinho como o dela. Ela não facilitava, não era de ceder logo, mas quando queria, se preparava. Usava plugs, vibradores, dilatava aos poucos até conseguir me receber. E quando acontecia… era uma delícia lenta, apertada, que me fazia perder o juízo.
Casamos.
Duas semanas de lua de mel num hotel paradisíaco, daqueles com vista para o mar, piscinas infinitas e cantos escondidos onde ninguém via (ou fingia não ver). Ela não perdia chance: no elevador, na varanda, no banheiro do restaurante… abocanhava meu pau com uma fome que me deixava tonto. Eu vivia duro por causa dela.
Na segunda semana, faltando dois dias para voltar, decidi realizar o fetiche de vez.
Pedi para ela ficar na piscina.
— Vai lá, amor, usa aquele biquíni que eu adoro. Deixa eu preparar uma surpresa no quarto.
Ela foi, rebolando, sabendo exatamente o poder que tinha. O biquíni mal cobria, e eu sentia todos os olhares no hotel queimando de inveja.
Subi, arrumei tudo: lençóis brancos impecáveis, vários pêssegos maduros espalhados na cama, luz suave vinda do abajur e da janela entreaberta. Coloquei a câmera no tripé, ajustei o foco. Meu coração batia forte.
Mandei mensagem: — Volta pro quarto, amor. Tem surpresa esperando.
Ela demorou uns minutos — provavelmente aproveitando os últimos raios de sol na piscina —, mas quando a porta se abriu, eu já estava ali, esperando. Recebi-a com um buquê de flores que tinha comprado escondido mais cedo e uma taça de vinho gelado na mão. O cheiro doce das flores misturou-se ao perfume dela, bronzeada e ainda úmida do protetor solar.
Ela sorriu, surpresa, os olhos brilhando.
— Que isso tudo, amor?
Deu um gole no vinho, devagar, enquanto olhava ao redor: os pêssegos na cama, a câmera discreta no canto. Achou bonito, deu algumas sugestões. — Coloca mais pêssegos aqui do lado, fica mais simétrico.
E de repente tudo ficou perfeito.
Tirou o biquíni devagar. Deitou de bruços. A bunda perfeita no centro, cercada de pêssegos dourados e rosados. Clique. Clique. Ela mudava de pose: de lado, de quatro, pernas um pouco abertas. A nudez veio natural.
Eu me aproximava a cada foto. Primeiro ao lado da cama. Depois com um joelho apoiado no colchão. Meu short já estava estufado, o volume impossível de esconder.
Ela esticou a mão, acariciou por cima do tecido.
— Já tá assim, né? — murmurou com voz rouca.
Desatou o cadarço, baixou o short até o meio das minhas coxas. Meu pau saltou, cabeça avermelhada, exposta e pulsando. Ela segurou um pêssego numa mão e a base do meu pau na outra. Levou a cabeça à boca, lábios grossos envolvendo devagar. Eu tentava focar na câmera, fazer as fotos ficarem boas, mas era difícil. Alguns cliques e só dava pra ver meu pau e a boca dela; outras só o topo da cabeça dela. Ela chupava mais fundo, segurando firme, depois engolia o máximo que conseguia. Saliva brilhando, olhos fixos nos meus.
Aquele dia ela estava pronta.
Eu tinha certeza que ela me chuparia até eu gozar na boca dela, mas senti quando ela deixou meu pau escapar da boca, fazendo aquele som molhado de sucção que ecoou no quarto. Ela se virou na cama, engatinhando até o meio dela e de quatro, balançou para mim a bunda, bem devagar.
— Vem comer seu pêssego, amor… — disse com voz manhosa.
Eu poderia ter desligado a câmera. Mas coloquei no modo vídeo, ajustei o ângulo. Queria registrar tudo.
Voltei para ela. Beijei as costas, desci lambendo até a buceta molhada. Língua de baixo para cima, devagar, até o cuzinho que piscava para mim, convidando. Dois dedos na buceta, alternava e colocava um no cuzinho. Coloquei um plug anal pequeno, depois maior. Ela pegou o vibrador no clitóris e gemeu baixo, controlando o volume para não chamar atenção no hotel.
Tirei o plug devagar. A cabeça do meu pau encostou. Ela estava molhada, relaxada. Empurrei centímetro por centímetro. Ela xingava baixinho a cada avanço.
— Caralho… devagar, amor… — mas segurava minha coxa, guiando.
Quando senti as bolas tocarem a pele dela, ela respirou fundo, o corpo tremendo levemente.
— Agora mete devagar… por favor — sussurrou, voz baixa quase inaudível, como se qualquer som mais alto pudesse quebrar o encanto.
Obedeci. Entrei e saí num ritmo constante, lento, nada bruto, só o movimento preciso de quem sabe que está invadindo um lugar sagrado e apertado. Meu pau era grosso o suficiente para abrir o anelzinho toda vez que eu recuava: eu via o músculo se esticar, rosado e brilhante de lubrificante e saliva, voltando a se fechar devagar ao redor da cabeça antes de eu empurrar de novo. Cada centímetro de ida e volta era uma tortura deliciosa — o calor dela me envolvia como um punho quente e vivo, apertando na base e soltando um pouco na cabeça.
Ela gemia baixinho, abafados no travesseiro, os dedos cravados nos lençóis como se precisasse se ancorar.
— Assim… caralho, assim… — murmurava entre os dentes, o corpo se arqueando levemente para trás, pedindo mais sem palavras.
Eu segurava as nádegas dela com as duas mãos, abrindo um pouco mais para ver melhor. O plug já tinha preparado, mas nada comparava à sensação real do meu pau abrindo caminho, centímetro por centímetro, até sumir inteiro.
A cada estocada lenta, eu sentia as veias pulsando dentro dela, o anel se contraindo em espasmos involuntários que me faziam prender a respiração para não acelerar antes da hora. O som era molhado, discreto, um estalo suave de pele contra pele, misturado ao ronronar baixo dela e ao meu ofegar controlado. Ela empurrava de leve contra mim, sincronizando, como se quisesse me sentir mais fundo sem perder o ritmo gentil que tínhamos combinado.
— Você é tão apertadinha… tão perfeita… — eu dizia baixinho, mais para mim mesmo do que para ela, enquanto passava o polegar devagar pelo períneo, sentindo a buceta dela pingando de tesão.
Ela respondeu com um gemido mais longo, o corpo tremendo inteiro, e apertou os músculos internos de propósito — um aperto forte que me fez soltar um grunhido rouco e parar por um segundo, enterrado até o talo, só sentindo ela pulsar ao meu redor.
Continuei assim por minutos que pareceram horas: devagar, fundo, constante. O prazer subia devagar, como uma onda que não quebra de uma vez, mas vai crescendo até ficar insuportável. Ela começou a tremer mais, os gemidos ficando um pouco mais altos apesar do esforço para ficar quieta no hotel. — Vai… não para… — pediu, voz rouca, virando o rosto de lado para me olhar com aqueles olhos semicerrados de prazer.
Acelerei. Senti o pau pulsar, as bolas se contraindo. Ela conhecia meu corpo melhor que eu. — Vem nos peitos… goza nos peitos… — pediu com voz firme.
Virei-a de costas rápido. Mirei no rosto e nos seios. Gozei forte, jatos quentes batendo na pele morena, escorrendo pelos mamilos. Ela se contorcia, lambendo o que caía perto da boca, olhos semicerrados de prazer.
Respirei fundo, tremendo.
Meu fetiche estava realizado.
Mas olhando para ela ali, com meu leite escorrendo e rodeada de pêssegos, bronzeada, linda, minha esposa… soube que seria para sempre. Eu a amo.




