O tempo do desejo
O ano era 2015, mas o que nasceu ali não ficou preso ao calendário. Aquele encontro atravessou os anos com uma naturalidade rara, como se o desejo tivesse aprendido a respirar junto com a rotina.
Hoje, onze anos depois, ele ainda faz parte da minha vida não como lembrança, mas como presença.
Viramos amigos. Daqueles que se conhecem de verdade, que compartilham o dia a dia, risadas, silêncios confortáveis. Mas entre nós sempre existiu algo a mais, uma corrente elétrica discreta, constante, que nunca se apagou. E, de vez em quando, ela chama (quer mama, tô cheio de leite)
Quando nos encontramos assim, não há surpresa há reconhecimento. O corpo responde antes da cabeça, como se já soubesse o caminho. A proximidade reacende memórias, o toque vem seguro, íntimo, carregado de história. É um desejo tranquilo, mas intenso, que não precisa provar nada, (ele adora uma garganta gulosa, eu capricho)
Existe uma entrega ali que só o tempo constrói. A confiança de se deixar levar, de sentir sem pressa, de aproveitar cada reação do outro. Ele continua sabendo conduzir, provocar, envolver. O tipo de homem que não atropela o prazer ele sustenta.
E isso é o mais excitante: saber que, mesmo depois de tantos anos, o encontro ainda tira o fôlego. Que o tesão não é só físico, é emocional, cúmplice, quase secreto.
Ele continua sendo uma das pessoas mais marcantes que passaram pela minha cama e pela minha vida.
Onze anos depois, ainda é fantástico perceber que tudo começou com um olhar atravessado, um gesto simples… parado num semáforo.
Este conto passa entre Chapecó e Xanxerê SC
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