Confissão 3

                E se eu sei que o amo tanto como não fazer essas perguntas a mim mesma naquela mesma hora sem estar sofrendo, “Como pude ser tão fraca? Ser tão fácil e tão vulgar? Meu Deus, como pude? E agora? Eu traí o amor da minha vida... Logo eu, sempre tão fiel! Sempre tão honesta...”. Dá pra entender? Não! Mil vezes não! Eu tinha que apagar completamente qualquer lembrança daquele velho cafajeste! E vou conseguir!
                  Mas a culpa não parou mais de crescer um dia sequer... Milhões de coisas invadiam minha cabeça... Não tenho nem como explicar direito. Em várias ocasiões eu me pegava deprimida de verdade. Fiz pior do que trair, porque eu me dei toda, inteira para um traste! Será que ele contou pra alguém? Eu tentava descobrir nos olhos de todos, moradores, empregados do prédio, algum resquício que denunciasse que sabiam de alguma coisa, e aliviada sempre constatava que não, que continuavam me olhando normalmente como antes. Sei que é difícil de imaginar o que se passava comigo. Cada um tem lá suas reações pra tudo, não é? Mas era torturante, viu? Como pude? Um homem feio, um cafajeste idoso comum e sem atrativos nenhum! Desses que andam por aí assediando mulheres casadas, levando foras, e quem sabe até processos, o tempo todo!
                  E agora, como me livrar do traste? Como não vê-lo mais e nem me deixar ser vista mais por ele? Afastar ele da memória, das lembranças, não me pareceu assim tão difícil, porque eu tinha uma vida feliz, amava e era amada por meu marido com quem eu já tinha uma rotina construída há alguns anos, mas e a possível presença física do crápula? De repente me conscientizei do problemão que eu tinha arrumado e que eu sozinha tinha que dar um jeito. Tenho alguém que eu possa contar tudo, desabafar e me dar ideias? Minha mãe? Nunca! Se nem eu entendia, imagina ela cheia de conceitos. Era só eu comigo mesma. E eu fui dando o jeito que podia. Sabia das horas que não encontrava com ele, e foi dando certo. Entre outras coisas, padaria nem pensar... Por outro lado comecei a reparar, o que de certa forma me surpreendeu também, foi que ele pareceu não se preocupar em me encontrar, não me procurava, não me esperava passar numa esquina qualquer e me fazer chantagens como cheguei a imaginar, ou sei lá o que mais; o qumm também era um alívio. Eu imaginava um trilhão de coisas. Realmente foi mais fácil do que pensei afastá-lo totalmente das minhas lembranças, inclusive nas minhas relações sexuais com o Roberto. Acho que muito principalmente pelo amor recíproco entre eu e o Roberto. Mas o receio de me esbarrar com o velho persistia. Bom, estou tentando resumir pra não estender muito, posso dizer que passaram-se dois, três, quatro dias e os sentimentos de culpa não pararam de crescer, e com o tempo pareciam tomar formas físicas sem que eu me desse conta direito, ou seja, eu passei a me sentir suja. Eu olhava consternada para o Roberto e me sentia suja. Não sei que síndrome de loucura era aquela. Toda hora tomava banho ou ia lavar as mãos, e não parava de me condenar. Durante um tempo aquilo foi mesmo uma obsessão. Assim, por outro lado, era um alívio cada vez maior constatar que ele não aparecia mais. Mas o alívio maior, que Deus me perdoe, foi não demorar muito pra eu saber que ele havia tido um AVC e estava internado em uma UTI de um hospital, e dificilmente escaparia sem sequelas. Por isso então que ele havia sumido... Não gosto nem de falar muito nisso, parece que foi pra casa de um parente depois, mas era como se eu tivesse recebido uma chance pra apagar tudo de vez. E os dias foram se passando sem que tivéssemos mais notícias dele no prédio. Pelo menos eu nunca mais soube dele. E nem ousava perguntar. E com o tempo passei a justificar meu relacionamento com o traste, acho que para aliviar a minha consciência mesmo. Eu ia argumentando que devia ter sido um momento de extrema fraqueza, aquilo não foi coisa do meu feitio, foi um momento de um desalinho hormonal, ou de extrema compaixão pela solidão dele e eu misturei as coisas, sei lá. Nada como o tempo.
            Até que um episódio a quase um ano depois, fez com que eu reparasse que algo dentro de mim tinha sido vivificado de fato depois do que havia ocorrido com o seu Luís, ou pelo Seu Luís... Algo? Posso chamar de um desejo estranho, porém grande e poderoso dentro de mim, e que talvez estivesse muito bem escondido e guardado, abafado por tantos sentimentos de culpa e remorsos, mas não morto. Algo que seu Luís tinha plantado em mim ou já havia e ele trouxe à tona e fez crescer. Enfim, eu vinha pela calçada de uma rua aqui perto, uma rua curta e estreita que não passa carro e que dá acesso à estação do metrô, por isso em determinadas horas era muito movimentada de gente, mas não àquela hora. Eu tinha saído do metrô, em direção ao meu prédio vindo de uma entrevista de emprego, quando percebi que um senhor atravessava a ruazinha vindo em minha direção me olhando fixamente com aquele olhar que imediatamente me lembrou o Seu Luís. A lembrança foi instantânea. Era um senhor que aparentava mais ou menos a mesma idade dele, porém mais elegante em todos os aspectos. Inclusive estava de terno. Mas o olhar era aquele inconfundível de cafajeste tarado... Sabe, eu olhava pra ele sem saber direito o porquê, mas longe de ser pra corresponder ao olhar dele. Talvez eu estivesse assustada, ainda não sei direito. Talvez eu quisesse saber o que ele queria e que talvez não fosse um olhar de tarado, eu é que estava exagerando. Ainda não sabia, se é que hoje eu saiba. Mas ele parou exatamente na minha frente impedindo a minha passagem fazendo com que eu parasse também, depois de alguns segundos olhando pra minha boca começou a falar.
-- Linda. Linda de tudo. Mas... Que boca é essa?

Muda, eu não conseguia desgrudar meus olhos dos olhos tarados dele. Eu pude acompanhar perplexa o seu olhar descaradamente guloso ali no meio da calçada, depois de se demorar na minha boca, descer lentamente para os meus seios e daí até parar e se demorar nervoso exatamente na minha vagina levemente marcada pela calça jeans. Eu já tinha vivido situações mais ou menos parecidas com diferentes homens, talvez não tão ousadas, mas tinha sabido despachá-los instantaneamente; contudo o diferente mesmo dessa vez foi o que aconteceu comigo, aquelas minhas fortes e inesperadas sensações. Eu fiquei muda e paralisada... Quando eu vi que os olhos cafajestes dele pararam na minha buceta, ela simplesmente se contraiu com força independente de mim, e aquela estranha excitação que não me empolgava, não me excitava propriamente dito mesmo, mas me enfraquecia, me deixava mole, diferente, aquela mesma fraqueza que chegava a doer o corpo, e que eu vim a conhecer durante algumas conversas com o seu Luís. Incrível como me fez sentir que minha calcinha ficava na mesma hora molhada e minhas pernas chegaram a bambear levemente... Exatamente assim pelo que consigo lembrar. Nervosa eu abaixei a cabeça e consegui andar me desviando dele e seguindo o meu caminho sem olhar pra trás, mas sentindo claramente o peso do olhar dele nas minhas costas. Com medo olhei novamente pra trás e aliviada vi que ele não me seguia. E pelo caminho senti que meu corpo continuou mole, fraco, com a imagem da cara do homem, da lembrança dos olhos faiscantes dele tomando toda a minha cabeça até chegar em casa. O que era aquilo, uma espécie de retrocesso? Mas a reação não passava, e só aumentava. E eu sentia justamente aquela mesma umidade de quando andava na época próxima do Seu Luís. Era tudo igual, senão, vindo até mais avassalador, não me deixando pensar, refletir, me envolvendo completamente. Como se fosse um turbilhão de sentimentos que se desprendesse das minhas profundezas e assumisse totalmente aquele momento, aqueles minutos da minha vida.
                  Quando já em casa sozinha que tirei a calça comprida e toquei por fora para averiguar mesmo,   por baixo da calcinha, me assustei de tão molhada que estava. E o olhar do homem era como se estivesse ali rindo e se deliciando com a minha molhação. Lembro que lembrando do olhar dele coloquei de novo a calça comprida e fui pra frente do espelho pra tentar entender o que ele olhava, então puxei a calça pra cima com força marcando, rachando de vez e me perguntei “e se tivesse assim?”. Levantei a cabeça e olhei meu rosto, minha boca, e senti o corpo tremer levemente quando lembrei dele falando da minha boca... Ele havia feito uma referência a minha boca... Passei levemente o dedo indicador da mão esquerda sobre meus lábios e me arrepiei todinha lembrando dos olhos dele demorando na minha boca. Fechei os olhos, e quando percebi estava com todo meu dedo indicador enfiado na boca lembrando dele me olhando, lembrando inclusive de como eu chupei o seu Luís olhando pra ele e vendo o prazer na cara dele com o pau enorme na minha boca. Gemi alto com meu dedo inteiro na boca quando imaginei que alternava ora chupando aquele homem, ora chupando o seu Luís, como se os dois estivessem ali em pé nus no meu quarto. Então não teve mais jeito, deixei minha imaginação solta e voltei exclusivamente pra lembrança do homem que me olhava há pouco na rua. Imaginei que estava me ajoelhando ali na rua estreita onde ele me via, que estava abaixando a calça dele encontrando o pau dele duro só de estar me olhando, enquanto me ajoelhava e olhava pra cima vendo o olhar dele de desejo se transformando em puro prazer com o toque da minha boca “Gosta da minha boca senhor? Então deixa eu te chupar...”. Enfiei a mão direita dentro da calcinha e comecei a me tocar sem tirar os dedos da minha mão esquerda da boca ali mesmo em frente ao espelho do quarto feito uma louca. “Tá gostoso? Minha boca é gostosa? É isso moço?”. E ele fazia que sim com a cabeça gemendo sem parar. E então eu comecei a gozar aquele gozo daquela minha fraqueza que eu só havia conhecido com seu Luís. E isso tudo aconteceu ali em frente ao espelho do meu quarto, comigo podendo ver meu corpo balançando, estremecendo freneticamente como se eu estivesse recebendo santo, chupando meus dedos alucinadamente, fechando os olhos de tanto tesão, e às vezes abrindo pra me ver. A baba escorria entre meus dedos, pela minha mão e descia pelo meu pescoço, seios... E eu chupava, chupava com vontade, gemia, chupava. Abria os olhos, me via chupando de novo, tremendo toda, fechava os olhos de novo... E o orgasmo se estendia. Meu corpo balançava cada vez mais forte independente de mim e o orgasmo se estendia numa delícia sem igual com a imagem do homem gemendo, rindo, falando da minha boca, e gozando e me fazendo engolir sua porra deliciosa de velho tarado. Que delícia era aquilo, aquela coisa se soltando de mim. E então eu me permitir lembrar dos detalhes da delícia que havia sido aquele orgasmo com seu Luís, deixando tudo que me parecia agora ter sido guardado a sete chaves dentro de mim, vir à tona e explodir daquele jeito.
                  Não preciso nem dizer que depois disso, meio que inconscientemente, eu comecei a buscar alternativas pra viver mais aquele prazer. Acontecia principalmente nas roupas. Eu queria mais daqueles olhares. Não! Não vou me dar pra ninguém jamais de novo, nunca mais. Eu sou fiel! Amo meu marido! Mas posso me masturbar, porque aquele tesão e aquele gozo diferentes eu percebia que só aconteciam a partir daqueles olhares que desencadeavam aquelas sensações. Ah! Mas então eu vou me transformar na puta que o seu Luís dizia, e sair traindo o Roberto? Não! Claro que não! Não pode ser isso! Serão só olhares...
                  Sabe, às vezes até penso que um ano apenas após todo sofrimento que eu tinha passado de sentimentos de culpa, remorsos, depressão, etc; por causa do seu Luís, um ano era pouco pra superar tudo e já ir me aventurando em novas situações que pudessem me trazer aquela depressão novamente, mas, sabe, eu não percebia isso direito. Talvez tenha sido algo plantado pelo crápula do seu Luís, e que estivesse crescendo ocultamente sem que eu percebesse. E sim, eu comecei a usar calças mais justas como usava antes do que aconteceu com o seu Luís; e até levemente transparentes. Mas só que dessa vez tinha aquele propósito que eu considerava “sem muita maldade”, o propósito de captar olhares pra na solidão do espelho me masturbar livremente na tentativa de gozar tão intensamente como depois daquele encontro com aquele senhor na rua. E comecei a passear sim por aí em busca dos tais olhares. Aconteciam muitos que não me deixavam daquela maneira, mas de qualquer forma eu acabava me masturbando, mas sem mais aquele fervor que veio depois do encontro com aquele senhor. Porém com o tempo eu deduzi que precisava de olhares mais ousados, mais próximos, mas que para isso eu precisava também de ousar um pouco mais, de me arriscar um pouco mais. Quem sabe possíveis e pequenos flertes? Eu estava decidia a ousar mais assim, mas não cheguei a ter coragem, sempre ponderava que era muito arriscado. Mas olha só como são as coisas tão terrivelmente imprevisíveis quanto inevitáveis. Difícil de acreditar, mas é a mais pura verdade. Numa bela tarde saindo do metrô quem eu vejo? O velho de terno com o olhar de tarado do Seu Luís daquele dia. Ele não tinha me visto, mas as reações começaram fortes independentes da minha vontade, porque em segundos eu lembrei de tudo daquele encontro com ele. Mas dessa vez ele andava no mesmo sentido que eu, deveria morar por ali também. Eu usava uma calça comprida branca apertada levemente transparente com uma calcinha amarela totalmente cavada, e o pensamento de que ele poderia me ver com ela me fez andar mais rápido pra passar por ele. Eu passei, ele não falou nada e eu olhei pra trás, aí foi que ele me viu. Eu não me dei conta de que estava andando mais devagar depois que passei por ele e olhei pra ver se ele estava me vendo. Quando eu vi ele já estava do lado.
--Ora, ora, vê se não é a moça da boca linda...
                Eu simplesmente parei e esperei ele se aproximar e olhei nos olhos dele que percorriam meu corpo inteiro. Sabe, eu tinha pensado nisso, nessa possibilidade de me esbarrar com ele novamente um dia, mas pensava que ia ser o suficientemente forte pra me desviar e ir correndo pra casa pra me masturbar como da outra vez. Mas a realidade nem sempre corresponde ao que nós pensamos, imaginamos. Eu só queria ver ele me vendo... Mas ele segurou amigavelmente no meu braço esquerdo e meu corpo tremeu, eu vi que não seria possível ter qualquer controle sobre mim mesma, aquela fraqueza me envolveu completamente. Ele viu que meu corpo tremeu. Então ele começou a alisar o meu braço, e eu senti como se os dedos dele queimassem. Experiente, ele percebeu que tinha alguma coisa de muito diferente ali. E simplesmente quando ele tocou no meu rosto insinuando que ia alisar, eu não consegui conter um pequeno gemido. Ele não teve mais dúvidas sobre o que se passava comigo. Então ele não se fez de rogado e passeou com as costas da mão por todo meu rosto, por baixo dos meus cabelos, na minha nuca. Até voltar a segurar no meu braço sem parar de alisar ao mesmo tempo que dizia
--Vem comigo, meu nome é Jairo e o seu?
Eu não respondi nada. Eu sentia que se eu tentasse falar alguma coisa eu ia simplesmente começar a chorar. E eu não podia chorar ali para não assustar as pessoas, porque poderia ser um choro convulsivo. Seria um choro por estar sendo tão fácil como daquela vez com Seu Luís, por estar deixando aquele clamor que vinha da minha buceta que se contraía, da minha boca que salivava, me deixar completamente fraca, dada, vulnerável e traidora... E fui me deixando conduzir por ele trêmula, mas consciente. Eu não podia saber que ia ficar tão sem forças, tão mole, tão entregue, mas sabia bem o que estava prestes a acontecer... Sim, eu estava perigosamente completamente entregue. Eu simplesmente abaixei a cabeça sem ainda chorar e deixei que ele me conduzisse..


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Comentários


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lozo Comentou em 04/02/2026

Como sempre, um conto muito bem escrito e bem gostoso de ler, picante, excitante, delicioso e puro tesão. votado e aprovado




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Confissão 3

Codigo do conto:
253869

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
04/02/2026

Quant.de Votos:
5

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