O bar já estava quase vazio, restando apenas o cheiro de bourbon e o som baixo de um jazz de fim de noite. Ricardo, 52 anos, mantinha o paletó aberto e a camisa levemente desabotoada, revelando os fios grisalhos no peito que combinavam com sua barba cerrada.
Ele observava o movimento do copo de uísque, mas seus olhos sempre voltavam para o homem sentado três banquetas ao lado.
Bruno, 50 anos, era a personificação do desejo maduro. Braços fortes que preenchiam as mangas da camisa social dobrada até os cotovelos e um olhar predatório que não desviava. Quando seus olhos se cruzaram, não houve sorriso educado; houve reconhecimento.
Bruno quebrou a distância, arrastando sua banqueta para colá-la à de Ricardo. O cheiro de perfume amadeirado e suor limpo de Bruno invadiu o espaço de Ricardo, fazendo seu baixo ventre latejar instantaneamente.
— Você está me encarando há meia hora — disse Bruno, a voz num barítono profundo que vibrou na nuca de Ricardo. — Vai pedir mais um drink ou vai admitir que quer outra coisa?
Ricardo sorriu de canto, uma expressão de quem sabe exatamente o poder que tem. Ele levou a mão ao braço de Bruno, sentindo a firmeza dos músculos e o calor da pele.
— O drink já perdeu a graça faz tempo. O que eu quero está bem aqui na minha frente.
Sem aviso, a mão de Bruno desceu do balcão e encontrou a coxa de Ricardo, apertando com força possessiva. O gemido baixo que escapou da garganta de Ricardo foi música para os ouvidos de Bruno. Eles eram dois homens que não tinham tempo para jogos; a urgência dos 50 anos trazia uma sede de prazer direto e visceral.
— Minha casa é a duas quadras daqui — rosnou Bruno, aproximando os lábios da orelha de Ricardo, sentindo a respiração dele acelerar.
— Eu quero sentir cada centímetro desse seu corpo contra o meu. Quero ver se você é tão intenso quanto esse seu olhar promete.
Ricardo virou o rosto, selando seus lábios nos de Bruno em um beijo faminto, uma colisão de línguas e dentes que cheirava a desejo bruto. As mãos de Ricardo se perderam nos cabelos grisalhos da nuca de Bruno, puxando-o para mais perto, enquanto o volume nas calças de ambos deixava claro que aquela noite estava apenas começando.
A porta do apartamento mal se fechou e o som da tranca foi abafado pelo impacto dos corpos contra a madeira. Não houve delicadeza; a urgência de dois homens que sabem exatamente o que querem dominou o ambiente.
Bruno prensou Ricardo contra a porta, as mãos grandes e calejadas subindo possessivas pelas coxas dele, puxando-o para que as ereções se chocassem através do tecido das calças. O gemido de Ricardo foi rouco, preenchendo o silêncio do hall enquanto ele jogava a cabeça para trás, expondo o pescoço onde Bruno enterrou o rosto, distribuindo beijos e mordidas famintas.
As camisas foram abertas com pressa, botões saltando e revelando dois peitos largos, cobertos por pelos grisalhos que se entrelaçavam conforme eles se esfregavam um no outro. Ricardo sentiu a pele quente de Bruno contra a sua, um contraste de texturas e o cheiro inebriante de testosterona e desejo puro.
— Você não tem ideia do quanto eu desejei isso desde que te vi naquele balcão — rosnou Bruno, a voz vibrando contra o peito de Ricardo.
Ricardo não respondeu com palavras. Suas mãos desceram até o cinto de Bruno, abrindo-o com uma agilidade ditada pelo tesão acumulado. Ele libertou o membro de Bruno, que saltou rígido e pulsante, e o envolveu com a palma da mão, sentindo o calor e a força daquela masculinidade madura.
Bruno soltou um rosnado baixo, a mão descendo para apertar com força uma das nádegas de Ricardo, trazendo-o para mais perto, querendo sentir cada centímetro daquela pressão. Eles se moveram em direção ao sofá, mas a necessidade era tanta que mal chegaram lá.
Ricardo se ajoelhou, os olhos fixos nos de Bruno, uma promessa silenciosa de entrega e domínio. Ele envolveu Bruno com a boca, explorando-o com uma voracidade que fez o homem mais alto perder o fôlego e agarrar os cabelos grisalhos de Ricardo, guiando o ritmo. O som da sucção e os suspiros pesados de Bruno eram os únicos sons na sala, criando uma sinfonia de puro prazer carnal.
— Porra, Ricardo... — Bruno arqueou as costas, sentindo o ápice se aproximar, mas ele queria mais. Ele queria o corpo inteiro de Ricardo sob o seu.
Ele puxou Ricardo para cima com um puxão firme, virando-o e dominando o espaço. O clima estava carregado, o suor brilhava na pele de ambos sob a luz fraca da cidade que entrava pela janela. Era o encontro de duas forças da natureza que não aceitavam nada menos que o êxtase total.
A tensão no ar era quase sólida, um campo magnético de desejo que finalmente entrou em colapso. Bruno não deu trégua; com um movimento vigoroso, ele guiou Ricardo até a mesa de madeira pesada da sala, limpando o espaço com um braço só para deitá-lo ali, sob a luz âmbar que vinha da rua.
Ricardo estava arqueado, a pele brilhando de suor, os pelos grisalhos do peito subindo e descendo com a respiração errática. Quando Bruno se posicionou entre suas pernas, abrindo-as com firmeza, o contato da pele quente com a madeira fria fez Ricardo soltar um rosnado baixo, uma mistura de choque e excitação pura.
— Olha para mim — ordenou Bruno, a voz falhando pelo esforço de se conter.
Ricardo obedeceu, os olhos nublados pelo tesão fixos nos de Bruno. Sem mais avisos, Bruno se impeliu para frente, unindo seus corpos em uma estocada profunda e possessiva. O impacto fez a mesa ranger e Ricardo soltar um grito rouco, enterrando as unhas nos ombros largos de Bruno, sentindo a plenitude daquela invasão.
O ritmo que se seguiu foi brutal e honesto, sem espaço para sutilezas. Eram dois homens de 50 anos, cujos corpos sabiam exatamente como dar e receber prazer. Cada movimento de Bruno era carregado de uma força experiente, batendo contra o quadril de Ricardo com um som rítmico e úmido que preenchia a sala.
Ricardo, com as pernas jogadas sobre os ombros de Bruno, recebia cada investida com espasmos de puro deleite. Ele sentia a barba de Bruno roçar em seu pescoço, o hálito quente e pesado em seu ouvido, enquanto as mãos de Bruno apertavam sua cintura com tanta força que deixariam marcas — marcas que ele ostentaria com orgulho no dia seguinte.
— Porra, Ricardo... você é... — Bruno não conseguiu terminar a frase. A onda o atingiu com a força de um tsunami.
O prazer explodiu em ambos quase simultaneamente. Ricardo sentiu o próprio corpo retesar, os músculos das coxas e do abdômen travando enquanto o clímax o percorria como uma descarga elétrica. Ele se derramou sobre o próprio peito e sobre a mão de Bruno, que o apertava no ritmo final.
Segundos depois, Bruno soltou um rugido baixo, cravando o rosto no ombro de Ricardo enquanto seu corpo descarregava toda a tensão acumulada em jatos quentes e profundos. O silêncio que se seguiu só era quebrado pelas respirações pesadas e pelo som do relógio na parede.
Eles ficaram ali, entrelaçados, sentindo o batimento cardíaco um do outro desacelerar. Não havia pressa para se soltar. Bruno beijou a testa de Ricardo, um gesto de respeito entre dois homens que acabavam de compartilhar algo cru e absoluto.
Tesão de conto. Votado
Quero achar um Bruno ...