Entre Dois Olhares

Não havia nervosismo naquela noite. Apenas expectativa.

Vocês já se conheciam bem demais para fingir surpresa.
Quando ela se aproximou, o perfume quente e adocicado pairou no ar, misturando-se à tensão do momento. Cada passo era calculado, cada movimento do quadril insinuava intenção. Ela parou diante de mim, tão perto que quase senti o calor do corpo dela atravessando o tecido. A seda acariciava minha pele enquanto ela deslizava os dedos pelo meu braço, puxando-me devagar para mais perto. O marido acompanhava ela... mas eu estava perdido nela!

O cumprimento foi natural — um aperto de mão firme dele, um beijo demorado dela no meu rosto. Demorado demais para ser casual.

O quarto estava aquecido por luz indireta e pelo silêncio carregado de intenção.

Ela caminhou pelo espaço como se fosse dona dele. O vestido vestido de seda preta, longo, com fendas laterais que revelavam a pele a cada passo, e um decote profundo que deixava à mostra o colo apenas o suficiente para atiçar a atenção. As costas abertas, cruzadas por tiras finas, davam um ar de ousadia elegante, como se cada detalhe tivesse sido planejado para capturar olhares, e cada movimento parecia calculado para ser visto… e desejado.

Primeiro, aproximou-se do marido.

Passou a mão pelo peito dele com intimidade antiga, subindo até a nuca. Ficaram frente a frente. Ele segurou-lhe a cintura, puxando-a com firmeza. Beijou-a com segurança — beijo de homem que conhece cada reação daquela mulher.

Mas quando ela suspirou…

Olhou para mim.

O convite estava lá.

Ela afastou-se devagar e veio na minha direção. Parou tão perto que senti o calor do corpo dela antes do toque. Os dedos deslizaram pelo meu braço, lentos, testando a tensão sob a pele.

— Gosto quando me observas assim — murmurou.

— Não consigo tirar os olhos de Ti! - sorriso confiante.

Ela sorriu.

Voltou-se e caminhou para o centro do quarto. Girou sobre os calcanhares, soltando o cabelo. A música suave preenchia o espaço como um batimento cardíaco lento.

Ela começou a se mover lentamente, quase dançando para nós. Cada passo era calculado, mas parecia natural, descontraído — como se estivesse brincando com o ritmo da música e com o espaço entre nós. As fendas do vestido se abriam a cada passo, revelando apenas flashes de pele, enquanto o decote profundo e as costas abertas capturavam a luz de forma irresistível.

Os quadris balançavam suavemente, os ombros relaxados, os braços se movendo com graça. De vez em quando, ela se aproximava de um, roçando-se levemente, depois se afastava para tocar o outro, como se estivesse testando nossa atenção, nossa reação. Cada gesto era provocação — leve, divertida, mas carregada de tensão.

Ela girou no centro do quarto, cabelos soltos flutuando pelo ar, e a seda do vestido parecia ganhar vida própria, moldando-se ao corpo dela a cada movimento. Um passo mais perto de mim, um olhar prolongado para o marido, um sorriso sutil que dizia “vejam o que posso fazer”.

A dança dela não era apenas corpo em movimento. Era controle, era convite, era poder. Cada gesto transmitia desejo sem precisar de palavras, mantendo os dois à espera, atentos, fascinados. Ela passava suavemente pelos braços, pelo peito, pelos olhares, e cada toque parecia simultaneamente casual e carregado de intenção.

Encostava-se ao marido, deixando que ele a segurasse por segundos preciosos. Depois escapava, aproximando-se de mim, roçando o corpo no meu sem permitir que eu assumisse controle.

Ela alimentava a dúvida.

Ela queria que existisse dúvida.

Em determinado momento, ficou entre nós dois. Segurou a mão dele… e a minha. Guiou ambas pelo próprio corpo, devagar, sentindo as reações, medindo a respiração de cada um.

O marido observava-me com um brilho cúmplice no olhar.

Não havia competição.

Havia partilha.

Ela inclinou-se contra o peito dele, mas estendeu a mão para mim, puxando-me para mais perto. Ficámos os três conectados, respirando no mesmo ritmo.

— Talvez eu não queira escolher — sussurrou.

E naquele instante ficou claro:

O poder era dela.

A tensão não vinha da dúvida sobre quem ela desejava.

Vinha do facto de que ela sabia que ambos a desejavam — e controlava isso com mestria.

Quando se afastou e se sentou na beira da cama, cruzando as pernas lentamente, o quarto inteiro parecia esperar por uma decisão.

Ela apenas sorriu.

— Venham.

E, mais uma vez, ninguém ali tinha certeza de quem seria o primeiro.

Ficou entre os dois. Segurou as mãos de ambos e as guiou pela própria cintura, criando uma ligação invisível entre vocês três. A pele dela estava quente. Viva. Sensível.

Por um momento, parecia que manteria o equilíbrio.

Mas então ela virou-se completamente para o marido.

Beijou-o de forma profunda, intensa. Um beijo que reafirmava a base de tudo. Um gesto de pertencimento.

Encostou a testa na dele e sussurrou algo curto.

Ele assentiu.

Deu um passo atrás.

E sorriu.

Foi ali que o jogo mudou.

Ela caminhou até mim com decisão. Sem hesitação. Sem dúvida. Segurou minha camisa e puxou-me contra ela. O contato foi direto, firme, quase urgente.

— Agora — disse ela, em tom baixo — é você.

O marido permaneceu ali, observando. Não como quem perde algo. Mas como quem confia.

Ela se aproximou de mim com confiança. Cada passo, cada toque leve dos dedos no meu braço ou no meu peito era uma provocação deliberada. A respiração dela ficou mais curta, o calor entre nós aumentando a cada segundo. Eu sentia o corpo dela reagir aos meus movimentos, a tensão se tornando quase palpável.

Enquanto isso, o marido se acomodou na poltrona diante da cama, observando com um sorriso tranquilo. Não havia ciúme, apenas fascínio e orgulho. Ele acompanhava cada gesto dela, cada olhar, cada curva revelada ou sugerida. Havia satisfação no jeito como seus olhos brilhavam, reconhecendo que a escolha era minha, mas o prazer era compartilhado através do simples ato de ver.

Ela arqueou-se levemente, segurando-me com firmeza, e por um momento tudo ao redor desapareceu: o quarto, a música, a luz — restávamos apenas nós dois, conectados pela tensão e pelo desejo implícito. A presença dele como observador adicionava uma nova camada de intensidade, como se o ar estivesse carregado de expectativa, e cada toque fosse amplificado pela atenção dele.

No auge desse momento íntimo, o silêncio do quarto se tornou quase elétrico. Ela fechou os olhos por um instante, respirando fundo, e depois abriu-os para encontrar os do marido. O sorriso dela encontrou o dele, e naquele instante ficou claro que o prazer não era apenas físico, mas emocional — uma dança entre os três, onde cada olhar, cada gesto, cada toque tinha peso e significado.

O quarto estava carregado do calor da presença dela e da tensão que pairava no ar. Depois de cada gesto, cada toque e cada respiração compartilhada, o momento chegara ao auge de intensidade. Ela se afastou de mim devagar, como se cada passo fosse calculado, e voltou-se para o marido, que ainda a observava sentado, com o olhar atento e o sorriso tranquilo.

Ela parou à sua frente, segurou o rosto dele entre as mãos e deixou que nossos olhares se encontrassem por um instante — o dele cheio de orgulho e fascínio, o meu de antecipação contida. Então, inclinou-se e o beijou.

Não era um beijo rápido ou casual. Era profundo, intenso, carregado de emoção e desejo. Cada movimento dos lábios dela, cada leve pressão, parecia transmitir tudo o que havia se acumulado naquela noite — cumplicidade, paixão, e o reconhecimento de que a escolha dela era consciente e plena.

Ele respondeu com igual intensidade, envolvendo-a levemente nos braços, como se quisesse guardar cada sensação, cada gesto daquele beijo. O silêncio do quarto parecia amplificar tudo: o perfume dela, o calor da pele, o tecido suave do vestido deslizando entre os movimentos, a respiração compartilhada.

Quando se separaram, ainda segurando-se, os olhos dele brilhavam de satisfação. O sorriso dela, leve e malicioso, encontrou o meu de novo, e naquele instante ficou claro que a noite não era sobre competição ou posse, mas sobre confiança, prazer e conexão. Ela tinha escolhido cada gesto, cada toque, e ambos os homens estavam exatamente onde deveriam estar: participando do seu jogo, fascinados e rendidos à intensidade daquilo.

O quarto ficou em silêncio — mas carregado de tudo que havia acontecido. Cada olhar, cada gesto, cada toque tinha deixado sua marca. E no ar ainda pairava a certeza de que essa noite seria lembrada não apenas pelo que aconteceu, mas pela forma como ela conduziu tudo com paixão, segurança e charme absoluto.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Entre Dois Olhares

Codigo do conto:
255222

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
22/02/2026

Quant.de Votos:
3

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