Entre fogo, fumaça, tristezas e tesão, minha vontade foi de afundar o meu corpo inteiro dentro dela, com o desejo de entrar mais e mais. Ela pedia o mesmo, queria mais tapa, queria mais força e queria uma êxtase que só aquele ambiente poderia provocar.
Nos lábios de cima, ela fumava, enquanto nos de baixo, eu me molhava. A sensação de vê-la se contorcendo com as pernas na minha cabeça, com uma visão psicodélica, um cheiro excitante e um sorriso mordendo os lábios me dava ainda mais tesão. Eu sentia meu pau em um constante movimento, sentindo ele latejar lentamente em si, até encharcar novamente sua buceta e boca. Aperto tanto suas pernas enquanto fodo na mesma intensidade.
Puxando cabelos, suando em odores, não reprimindo desejos, fodendo com as dores e com tudo que, ironicamente, fode sempre conosco. Entre eu, ela e tudo o que sentimos, há um menage, sem preconceitos, receios, pudores ou burocracias. Dê-me seus tormentos, que entro em ti com meu calor.
É mais que um sexo, é extravasar com toda a vontade tudo o que a gente não quer. É uma bolha que nos prendemos e só vamos sair na segunda de manhã. Mas por enquanto, eu quero despejar com toda a vontade a minha porra na sua boca, o meu pau em vc, quero sua buceta em mim.
(Esse texto foi baseado em um poema meu, onde adaptei pro conto, lembrando de uma ótima experiência).