Antes que o pensamento pudesse virar resposta, o som firme de batidas na porta ecoou pela sala. Levantei num pulo, o coração já acelerado. Enrolei a toalha na cintura, sentindo a pele ainda úmida, e parei diante da porta.
— Quem é? — perguntei, embora o instinto já soubesse. — Sou eu, Geraldo. Será que você pode me dar uma ajuda aqui?
Abri a porta e o ar pareceu carregar. Sustentei o olhar e ofereci um sorriso malicioso, que ele devolveu de imediato com uma intensidade que me fez engolir seco. Ele entrou, deixou a xícara de lado sem cerimônia e, antes mesmo de fechar a porta direito, me prensou contra a parede.
As mãos dele eram firmes, possessivas. O beijo veio como um assalto: quente, molhado, as línguas travando uma batalha urgente. Quando ele se afastou apenas o suficiente para sussurrar no meu ouvido, senti o hálito quente queimar minha pele:
— Posso tirar essa toalha... e me deliciar com o que você está escondendo?
Apenas assenti, o fôlego curto. Ele me virou de costas com um domínio que me deixou bambo. A toalha deslizou pelo meu corpo, revelando tudo, e o toque dele não demorou. Geraldo mergulhou o rosto nas minhas curvas, mordendo minha bunda com uma vontade que me fez soltar um gemido baixo. Com as mãos abertas, ele me explorou, a língua traçando caminhos que faziam a eletricidade subir pela minha espinha e explodir na nuca. Era uma fome que ele não tentava esconder.
Senti o volume dele, rígido e impaciente, roçar na entrada. Ele posicionou a ponta e começou a empurrar — centímetro por centímetro, testando meu limite, até que eu estivesse completamente preenchido por ele. O impacto de tê-lo inteiro ali dentro me fez arcar as costas.
— Isso... mais forte — eu pedi, empinando para recebê-lo.
Ele não esperou. Começou a bombear com uma força bruta, o som dos nossos corpos se chocando ecoando pela sala. Ele me arrastou até o sofá, me dobrando na posição de "frango assado". Dali, ele tinha o ângulo perfeito. Cada estocada era profunda, visceral. Entre um movimento e outro, o estalo de sua mão contra minha pele ardia de um jeito viciante.
— Me bate, Geraldo... me chama de seu — eu suspirava, completamente entregue ao ritmo frenético.
Ele me colocou de quatro, a visão do meu corpo se entregando parecia deixá-lo ainda mais insano. Ele saía quase todo e voltava com tudo, um movimento de vai e vem que me fazia ver estrelas. Senti o corpo dele estremecer, os dedos cravando nas minhas costas enquanto ele me puxava para mais perto, querendo fundir nossos corpos. O prazer foi tão agudo que meu pau gozou sozinho, em espasmos, sem que eu precisasse tocar em nada. Segundos depois, senti o calor dos jatos dele me inundando por dentro.
— Toma tudo... — ele rosnou, a voz rouca de puro instinto.
Desabamos no sofá, ofegantes, o cheiro de sexo e suor impregnando o ambiente. Ficamos ali, tentando lembrar como se respirava, até que ele me puxou pela mão em direção ao banheiro.
O box era pequeno, apertado, o que só tornava tudo mais íntimo. A água quente começou a cair, lavando o excesso, mas não o desejo. Geraldo se ensaboava com movimentos lentos, a mão deslizando pelo peito largo e descendo pelo abdômen. Ele percebeu que eu não conseguia tirar os olhos dali.
— Quer passar aqui também? — ele provocou, guiando minha mão.
Meus dedos encontraram o membro dele, que já despertava novamente, duro como pedra sob a água. Me ajoelhei ali mesmo, ignorando o espaço apertado, e o tomei por inteiro. Saboreei cada detalhe até que ele me puxou para cima pelo braço, me virando de costas mais uma vez.
O choque do frio do azulejo contra meu peito e o calor dele entrando novamente me fez urrar. Ele me prendia contra a parede, a boca colada no meu pescoço, sussurrando promessas sujas:
— Geme no meu pau, vai... mostra que você quer mais.
O som dos nossos corpos estalando se misturava ao barulho da água. O ritmo era violento, urgente, até que ele soltou um urro no meu ouvido, despejando a segunda rodada dentro de mim, me preenchendo até transbordar.
— ahh, aahhh, urrr...