O Compasso do Desejo


Comecei a frequentar uma roda de samba na Praça Mauá por acaso, numa dessas noites em que a cidade parece pedir companhia. Uma mistura de perfume barato, cerveja gelada e o cheiro inconfundível de madeira de instrumentos. O som vinha quente, envolvente, como um abraço antigo. Sentei num canto, pedi uma cerveja e deixei o corpo seguir o ritmo.
Foi ali que o vi pela primeira vez.
Ele estava no centro da roda, de camisa leve, aberta no peito, o suor brilhando na pele enquanto dedilhava o cavaquinho com naturalidade. Sorria entre um verso e outro, como quem sabia exatamente o efeito que causava. Cada vez que ele sorria enquanto cantava um refrão, eu sentia um calafrio que não tinha nada a ver com a brisa da noite.
Os olhares se cruzaram algumas vezes naquela noite. Primeiro tímidos, depois demorados demais para serem só coincidência.
Passei a frequentar o lugar, não mais pensando no samba, mas no sambista. E sempre ficávamos do mesmo jeito, olhando de leve e em alguns momentos com um sorriso.
Na terceira vez que eu voltei, ele já me esperava com os olhos.
— Demorou — disse ele, num intervalo da música, como se já se conhecessem.
A conversa fluiu fácil, como samba bem marcado. Depois vieram os encontros fora dali: um bar mais quieto, um passeio sem rumo, risadas que começavam leves e terminavam em silêncio cheio de intenção.
Na primeira vez que ficamos, não houve pressa.
O toque começou pelas mãos, dedos que se entrelaçavam como se testassem um território novo. Ele tinha um jeito firme, mas cuidadoso — como quem conhece o tempo das coisas. Quando me puxou para mais perto, senti o calor do corpo dele antes mesmo do beijo acontecer.
E quando aconteceu, foi lento.
Daqueles beijos que não querem terminar.
Ele tinha gosto de noite e música. E, sem perceber, já estava entregue àquele momento que parecia suspenso do resto do mundo. Naquela noite voltamos para nossas casas, mas com o tempo, os encontros ficaram mais intensos. Havia algo quase clandestino no modo como ele me procurava — horários quebrados, mensagens curtas, convites de última hora. E havia também a forma como ele me tocava. Como se cada encontro fosse o último.
Ele percorria o meu corpo com atenção, demorando-se em detalhes que ninguém antes havia notado. Não era urgência — era presença. E isso me desarmava completamente.
Sabia perfeitamente me conduzir, como se estivesse no meio de um pagode, começava romântico e terminava em um autêntico samba enredo.
Eu gostava da forma como ele me olhava depois, em silêncio, com a respiração ainda descompassada, como se estivesse tentando guardar aquele instante.
Foi numa dessas pausas que a verdade apareceu.
Veio simples, quase sem peso na voz dele.
— Eu sou casado.
O mundo não desabou. Não naquele momento.
Ela ficou em silêncio, absorvendo mais o tom do que as palavras. Havia culpa, sim. Mas havia também desejo — o mesmo que eu já conhecia.
Nos dias seguintes, tentou se afastar. Mas o corpo lembrava. A pele lembrava. E, principalmente, o jeito como ele me fazia sentir — viva, desejada, necessária.
Quando nos encontramos de novo, não houve conversa longa.
Só um olhar.
E o resto veio como sempre vinha: inevitável.
Dessa vez, porém, havia algo diferente. Uma tensão mais densa, quase proibida, que tornava tudo mais intenso. Cada toque parecia carregado de significado, cada beijo mais urgente — como se estivessem atravessando uma linha invisível da qual não havia retorno.
Eu queria muito me colocar na posição da esposa, que estava sendo enganada, mas preferi me pôr no lugar da esposa desejada. Naquela noite eu quis me transformar na esposa puta que provavelmente ele não tinha. Empurrei ele na cama, prendi meu cabelo e suguei cada pedaço daquela piroca, com fome! Chupava, apertava firme com a mão, fazia movimentos de baixo pra cima e tudo isso olhando nos olhos dele! Resolvi provocar: - Sua esposa chupa assim? Ele pediu pra não fazer aquilo, mas eu não queria parar! – Fala pra mim o que você gostaria que sua esposa fizesse, mas ela nega. – Dar o cu! Ele respondeu rindo...
Babei todo o pau dele e fui me ajeitando em cima dele. Senti a pressão daquela rola na entrada do meu cu mas aguentei firme. Eu propus a brincadeira, não poderia desistir. Fui escorregando a bunda pra baixo sentindo aquela vara me rasgar. Tentando disfarçar a dor, comecei a subir e descer vagarosamente, até me acostumar e sempre olhando nos olhos dele!
Quando tomei coragem, pulei cada vez mais forte e provocava: - Sua mulher faz isso? Ele não respondia... tentava segurar o gozo... em vão! Logo senti um jato quente no meu rabo. O pau dele ameaçava amolecer, mas eu continuava me mexendo com velocidade, me recusando a abandonar aquele momento. Gozei logo em seguida.
Me levantei devagar, enquanto percebia a sua cara de espanto.
Eu sabia o que aquilo era. Sabia o lugar que ocupava.
Mas, quando ele me puxava para perto e me envolvia daquele jeito tão inteiro, pensar deixava de ser prioridade.
E, entre o certo e o desejo, eu escolhia — repetidas vezes — o segundo.
Mas dessa vez seria diferente. Foi a última vez. Não que eu não possa ser a outra, já que nunca quis ser a única de ninguém, mas além da falta de honestidade comigo, tinha a mentira para outra mulher, a dele, que ele devia respeitar e amar, dando o cu ou não!
Nunca mais nos vimos. E agora escrevendo, minha buceta deu um suspiro de saudade...
Foto 1 do Conto erotico: O Compasso do Desejo


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Ficha do conto

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Nome do conto:
O Compasso do Desejo

Codigo do conto:
258319

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
31/03/2026

Quant.de Votos:
3

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