Paramos em um restaurante. O ambiente era sofisticado, com garçons de luvas brancas e luz de velas. Eu estava usando uma curta saia preta, sem calcinha, ocultando o pequeno dispositivo vibratório que ele me obrigou a colocar antes de saírmos do carro.
No meio do prato principal, ele largou os talheres e pegou um pequeno controle metálico do bolso. Ele apertou um botão e, instantaneamente, dei um sobressalto, os dedos apertando o cabo de prata do garfo.
— O vinho está excelente, não acha? — perguntou casualmente, enquanto aumentava a intensidade da vibração.
O zumbido era imperceptível para os outros, mas para mim era um trovão entre minhas coxas. Eu sentia as ondas elétricas subirem por minha espinha, o calor se tornando insuportável. Levei a taça de vinho tinto à boca, mas minha mão tremia tanto que o líquido oscilava perigosamente.
— Controle-se, querida. Uma dama não perde a compostura em público — ele provocou, mantendo o dedo no botão de intensidade máxima.
Fechei os olhos, mordendo o lábio inferior para não soltar um gemido alto no meio do salão. Sentia o fluido quente escorrer por minhas pernas, enquanto ele me observava com um olhar predatório, deliciando-se com a visão da minha tentativa de manter a fachada de civilidade enquanto atingia um orgasmo silencioso e devastador sob a mesa.
Enfim, a tortura acabou e fomos embora. No apartamento dele, a luz era mínima. Ele me sentou em uma poltrona de veludo e amarrou uma fita de cetim preta em meus olhos. — Hoje você não vai ver nada. Só vai sentir o que eu permitir.
Primeiro, senti algo gelado. Ele deslizava um cubo de gelo pelo meu pescoço, descendo entre os seios até o umbigo, fazendo meus mamilos endurecerem instantaneamente. Antes que o frio passasse, senti o contraste: o fio viscoso e quente do mel sendo derramado em minha barriga.
— O prazer é um espectro, aprenda a nuance — sussurrou no meu ouvido.
Em seguida, o toque leve e torturante das penas. Ele as passava nas partes mais sensíveis — atrás dos joelhos, na parte interna das coxas e levemente sobre meu clitóris lambuzado de mel. Eu me contorcia, as mãos amarradas suavemente à cabeceira da poltrona, implorando pela invasão dele.
— Ainda não — ele dizia, substituindo as penas pela própria língua, provando o mel e o meu desejo em uma combinação doce e salgada. — O sexo só acontece quando sua mente já não aguenta mais de vontade. O corpo é só o final da história.
Quando ele finalmente me possuiu, a privação dos olhos fez com que cada estocada parecesse uma explosão de fogos de artifício dentro de minha mente, confirmando que, nas mãos daquele homem, eu nunca mais veria o sexo da mesma forma.
Em uma dessas noites, exausta e trêmula após horas de jogos, questionei:
— Por que você faz isso comigo? Você me quebra toda vez.
Ele sorriu, aquele sorriso de canto de boca que agora eu adorava.
— Porque você é uma tela em branco, meu amor. E eu sou um homem que detesta desperdiçar talento. Abre as pernas. Hoje a aula é sobre como você vai implorar para eu não parar.
Obedeci, entregue. A diferença de idade que antes parecia um abismo agora era o degrau que me elevava. Com ele, o sexo não era apenas um ato físico; era uma exploração geográfica de cada zona erógena que eu nem sabia que possuía. Ele me moldava, me provocava e, acima de tudo, me levava a patamares de prazer que nenhum garoto da minha idade jamais conseguiria alcançar. Eu era a aluna mais aplicada, e ele, o mestre mais implacável.
Mas depois de me ensinar a sentir esses prazeres, ele sumiu da minha vida, do mesmo modo que entrou, sorrateiramente. Senti saudades, mas me transformei em uma mulher completa, que sabe o que busca na hora do prazer. Deixei de ser aluna e virei uma professora...
Para os homens que me pedem para colocar mais fotos minhas, aqui não é um site de encontros. Aqui escrevo meus relatos. E essa será a única exposição que pretendo fazer.

Situação maravilhosa! Bjos, Ma & Lu
Isso parece mais uma geografia que sexo.
Sedução e cumplicidade lindo conto , parabéns!!! Votado!!!