Meu grande professor

O sol de meio-dia no clube refletia na água cristalina, mas o calor que eu sentia não vinha do clima. Toda vez que emergia da piscina, sentia o olhar dele. Ele era uns vinte anos mais velho, com cabelos levemente grisalhos nas têmporas e um porte de quem sabia exatamente o poder que exercia. Eu desviava o olhar, fingindo desinteresse por aquela "figura de autoridade", mas o jeito que ele me "comia com os olhos" fazia minha pele formigar.
Achando que eu estava segura, me recolhi ao vestiário feminino, vazio e silencioso àquela hora. Enquanto tirava o biquíni molhado sob o chuveiro, ouvi a porta pesada se abrir e fechar. Não era uma funcionária.
Quando entrou no vestiário, tentei me convencer de que era só impressão.
Não era.
— Você gosta de fingir que não me vê… — a voz dele surgiu atrás, baixa, firme.
Me virei devagar, cruzando os braços, tentando esconder meus seios.
— E você gosta de encarar como se tivesse direito.
Ele se aproximou, sem pressa.
— Eu não tenho direito nenhum… — inclinou levemente a cabeça — …,mas você não me impede.
— Talvez eu só não leve você a sério.
Ele riu, curto.
— Não leva? — mais um passo — então por que saiu da piscina tão rápido hoje?
Silêncio.
Ele estava perto demais agora.
— Coincidência.
— Mentira.
A palavra veio suave…, mas atravessou.
Tentei recuar, mas ele já tinha percebido o jogo.
— Você fica desconfortável quando eu olho — ele continuou — …ou fica excitada?
Prendi a respiração por um segundo.
— Você é insuportável.
— E você ainda não foi embora.
Outro silêncio.
Mais pesado.
Mais quente.
Ele ergueu a mão devagar, tocando de leve o meu braço. Senti a pele arrepiar.
— Olha pra você… — murmurou — tentando se fazer de difícil…, mas o corpo entrega tudo.
— Para com isso… Alguém pode entrar— a voz saiu mais baixa do que queria.
— Eu paro — ele respondeu, aproximando o rosto — …se você pedir de verdade.
Não pedi.
Nem quando ele ficou a centímetros.
Nem quando o ar entre nós desapareceu e eu virei as costas.
Ele me virou, nua, encontrando-me encostada na porta do box. Antes que eu pudesse protestar sobre a "idade" ou a audácia, ele me prensou contra a parede fria.
— Eu tenho idade para te ensinar coisas que esses garotos nem sonham que existem — sussurrou ele, a mão subindo pela minha coxa úmida. — Quer que eu pare?
— Não... — o sussurro foi um convite.
Ali mesmo, entre o cheiro de cloro e o calor da pele, Ele possuiu com uma fome técnica e voraz. Ele não tinha a pressa ansiosa dos jovens; ele tinha a precisão de um mestre. Seus dedos e sua língua sabiam exatamente onde pressionar para me fazer arquear as costas, perdendo o fôlego enquanto ele me tomava em pé, dominando cada centímetro do meu prazer.
O que começou como um impulso no vestiário tornou-se uma educação intensiva. Ele não era apenas um amante; ele era, o meu "professor da putaria".
As semanas seguintes foram uma sucessão de quebras de tabus:
A estrada de asfalto negro cortava o meio do mato, iluminada apenas pelos faróis altos do carro de luxo. Ele estava ao volante, mas de repente, encostou o carro e me ordenou que assumisse o comando.
— Mantenha o carro a 80 km/h. Nem um quilômetro a menos — disse ele, com um brilho desafiador nos olhos.
Assim que eu engatei a quarta marcha, ele fez um movimento ágil e puxou o zíper da calça. — Agora, prove que você consegue focar na estrada enquanto cuida de mim.
Senti o sangue subir ao rosto. Tive que me inclinar lateralmente, com a mão esquerda firme no volante e a direita descendo para envolver o membro pulsante dele. O contraste era enlouquecedor: o vento frio que entrava pela fresta da janela e o calor absurdo dele em minha mão.
— Mais rápido. Com a mão e com o carro — ele comandava, a voz ríspida de prazer.
Comecei um movimento rítmico e firme, ouvindo os gemidos baixos dele ecoarem no habitáculo fechado. Quando ele começou a perder o controle, ele puxou a minha cabeça pelo cabelo, forçando-me a olhar para ele por um segundo enquanto a estrada passava veloz. A adrenalina do perigo misturada ao cheiro de couro e desejo fez com que eu ficasse completamente molhada sob a saia curta.

Paramos em um restaurante. O ambiente era sofisticado, com garçons de luvas brancas e luz de velas. Eu estava usando uma curta saia preta, sem calcinha, ocultando o pequeno dispositivo vibratório que ele me obrigou a colocar antes de saírmos do carro.
No meio do prato principal, ele largou os talheres e pegou um pequeno controle metálico do bolso. Ele apertou um botão e, instantaneamente, dei um sobressalto, os dedos apertando o cabo de prata do garfo.
— O vinho está excelente, não acha? — perguntou casualmente, enquanto aumentava a intensidade da vibração.
O zumbido era imperceptível para os outros, mas para mim era um trovão entre minhas coxas. Eu sentia as ondas elétricas subirem por minha espinha, o calor se tornando insuportável. Levei a taça de vinho tinto à boca, mas minha mão tremia tanto que o líquido oscilava perigosamente.
— Controle-se, querida. Uma dama não perde a compostura em público — ele provocou, mantendo o dedo no botão de intensidade máxima.
Fechei os olhos, mordendo o lábio inferior para não soltar um gemido alto no meio do salão. Sentia o fluido quente escorrer por minhas pernas, enquanto ele me observava com um olhar predatório, deliciando-se com a visão da minha tentativa de manter a fachada de civilidade enquanto atingia um orgasmo silencioso e devastador sob a mesa.
Enfim, a tortura acabou e fomos embora. No apartamento dele, a luz era mínima. Ele me sentou em uma poltrona de veludo e amarrou uma fita de cetim preta em meus olhos. — Hoje você não vai ver nada. Só vai sentir o que eu permitir.
Primeiro, senti algo gelado. Ele deslizava um cubo de gelo pelo meu pescoço, descendo entre os seios até o umbigo, fazendo meus mamilos endurecerem instantaneamente. Antes que o frio passasse, senti o contraste: o fio viscoso e quente do mel sendo derramado em minha barriga.
— O prazer é um espectro, aprenda a nuance — sussurrou no meu ouvido.
Em seguida, o toque leve e torturante das penas. Ele as passava nas partes mais sensíveis — atrás dos joelhos, na parte interna das coxas e levemente sobre meu clitóris lambuzado de mel. Eu me contorcia, as mãos amarradas suavemente à cabeceira da poltrona, implorando pela invasão dele.
— Ainda não — ele dizia, substituindo as penas pela própria língua, provando o mel e o meu desejo em uma combinação doce e salgada. — O sexo só acontece quando sua mente já não aguenta mais de vontade. O corpo é só o final da história.
Quando ele finalmente me possuiu, a privação dos olhos fez com que cada estocada parecesse uma explosão de fogos de artifício dentro de minha mente, confirmando que, nas mãos daquele homem, eu nunca mais veria o sexo da mesma forma.
Em uma dessas noites, exausta e trêmula após horas de jogos, questionei:
— Por que você faz isso comigo? Você me quebra toda vez.
Ele sorriu, aquele sorriso de canto de boca que agora eu adorava.
— Porque você é uma tela em branco, meu amor. E eu sou um homem que detesta desperdiçar talento. Abre as pernas. Hoje a aula é sobre como você vai implorar para eu não parar.
Obedeci, entregue. A diferença de idade que antes parecia um abismo agora era o degrau que me elevava. Com ele, o sexo não era apenas um ato físico; era uma exploração geográfica de cada zona erógena que eu nem sabia que possuía. Ele me moldava, me provocava e, acima de tudo, me levava a patamares de prazer que nenhum garoto da minha idade jamais conseguiria alcançar. Eu era a aluna mais aplicada, e ele, o mestre mais implacável.
Mas depois de me ensinar a sentir esses prazeres, ele sumiu da minha vida, do mesmo modo que entrou, sorrateiramente. Senti saudades, mas me transformei em uma mulher completa, que sabe o que busca na hora do prazer. Deixei de ser aluna e virei uma professora...

Para os homens que me pedem para colocar mais fotos minhas, aqui não é um site de encontros. Aqui escrevo meus relatos. E essa será a única exposição que pretendo fazer.

Foto 1 do Conto erotico: Meu grande professor


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Meu grande professor

Codigo do conto:
258435

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
02/04/2026

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