O que vou descrever aqui, está muito mais para o meu relato histórico pessoal da minha caminha e experiências como cross do que propriamente um conto erótico, obviamente quando eu chegar nessa parte darei o melhor de mim para que vc sinta e imagine tudo o que eu passei e senti em cada momento, sem esconder nada. Porém se vc está procurando um conto erótico curto, prazer instantâneo, muita putaria em poucas palavras, eu fortemente recomendo vc procurar outro conto, especificamente esse aqui não tem esse intuito.
Publico Alvo são todas as cross, meninas desse fórum principalmente as que tem um relacionamento cis S.O ou não.
E pq eu resolvi criar um relato aqui ? Pelo simples motivo que ao ler centenas de contos eróticos e ser um participante ativos de fóruns/grupos de cross , vi a dificuldade que é obter uma informação verídica ou até um conto erótico mais real que possa a ajudar no nosso mundo VIVO do dia a dia, a lidar com algumas pressões sociais, dúvidas, medos e inseguranças com nossas parceiras.
Eu posso estar errado mas vejo que muitos não passam de imaginação (muito fértil por sinal) ou um desejo de como o homem gostaria que fosse a sua vida como CD. Há exageros demais, dificuldades em transmitir o conto e sem falar nas dezenas de erros gramaticais. Creio que isso também está relacionado com um excesso de pornografia no qual o conto se resume aos clichês do mundo porno, como transar com o mecânico, o caminhoneiro ou um pedreiro na obra, e a vida não é absurdamente simples como no mundo porno (queira que fosse simples assim...risos). e vejo a absurda dificuldade em relação a parceira, esposa ou namorada, onde o conto erotico é tão raso que faz o leitor perder o interesse, a mulher aceita ou descobre o mundo cross do marido e transam em questão de tres linhas ou menos no conto, e sabemos que por maior que seja a nossa vontade isso não existe na prática.
Uma mulher pronta, desconstruída, mente 100% aberta, que aceita tudo que o marido propõe como um produto de prateleira não existe. E por mais absurdo que possa parecer o que irei escrever e vc nao está lendo errado, a mulher brasileira é extremamente conservadora e preconceituosa, não por culpa da mulher, mas sim na sociedade que crescemos e nos moldou dessa forma. Longe de mim querer generalizar todas as mulheres, muito pelo contrário, gostaria que fosse assim, mas hoje com meu lado feminino muito aflorado, felizmente consigo enxergar essa limitação da nossa sociedade. E acrescento que esse meu relato teve grande incentivo da minha esposa, que reconhece junto comigo a limitação de informação nesse meio e dela partiu também a ideia de divulgar meu relato pessoal e ajudar a quem precisar.
Por isso venho aqui relatar com o máximo de detalhes e pitadas de psicologia, como é a minha vida de um homem casado, hétero, chefe de família e orgulhosamente CROSS. Como disse e repito o texto será grande, se quer prazer rápido procure outro texto.
Como todo bom conto erótico, o texto sempre começa apresentando os personagens, eu não farei diferente, apenas omitirei por motivos óbvios meu nome e o da minha esposa, o restante tudo será verídico, como idade, nossas profissões, vida do dia a dia e etc.
Me chamo Tiago, tenho 36 anos (2023), 1,71 altura, aprox. 75kgs, cabelos pretos, olhos castanhos médio e pele branca porém bronzeado, sou magro com corpo levemente atlético, gosto de praticar esportes diariamente ao ar livre, corrida, bike e entre outros, tenho um estilo mais quieto e fechado mas com liberdade gosto de brincar e zoar todo mundo. Eu nasci em SP e após me formar me mudei para uma cidade litorânea do estado de SP há mais ou menos 1:40 da capital, sou engenheiro mecânico e sou sócio de uma empresa de eng. que presta serviços majoritariamente para empresas petroquimicas.
Minha esposa Keila, tem 36 anos, 1,67 de altura, acho que uns 65kgs, cabelos bem pretos e compridos até o meio das costas, olhos castanho escuro e pele morena, ela é estilo mignon, bem gostosa, bunda e coxas grande, um corpo esculpido pela academia e ela também pratica crossfit, em resumo é uma rata de academia. Ela tem um jeito mais expontanea, daquelas bem faladeiras e expressiva, seja com conhecidos ou estranhos.
Também é paulista como eu, e trabalha como psicóloga dando consultas on-line principalmente no pós pandemia. (Spoiller: O fato dela ser psicóloga acrescentarei algumas analises breves que ela fez sobre meu caso de CD mais a frente).
E toda boa historia tem o seu começo, e isso que vou contar como tudo começou e como a Amanda o meu-eu feminino nasceu e surgiu...
Sou segundo filho dos meus pais, ambos funcionários públicos, minha mãe professora de matemática do estado e meu pai funcionário do depto. fiscal da prefeitura, tenho um irmão mais velho com diferença de idade de 3 anos que hoje mora com sua família e filhos próximo a casa dos meus pais em SP. Durante minha infância, passava maior parte do tempo com minhã mãe, já que ela só dava aulas no período da manha e a tarde costumava ficar em casa cuidando de mim e do meu irmão e afazeres domésticos. Meu pai costumava sempre chegar mais tarde, por volta das 19hrs. A nossa família era estruturada, nunca nos faltou nada, não tínhamos luxo e vivíamos em um ambiente familiar e saudável. Não havendo brigas, discussões e assim eles são até hoje.
Minha mãe por ser professora do estado tinha uma postura mais rigorosa, autoritária, era mais séria do que meu pai que era mais tranquilo, e deixava a gente mais solto digamos assim, não tinha regras nem horário com ele, diferente da minha mãe que era meticulosa em tudo, delegava algumas tarefas domesticas para nós, horário para estudo, horário para brincar na rua, horário pontual as 17hrs para o banho, 19:30 todos na mesa jantando e 22hrs todos na cama pra dormir, não eramos rigorosos com igreja apesar dela ser devota de Santo Antonio e termos feito todas as etapas no catolicismo não era algo imposto por ela e isso seguia uma dinâmica mais parecida com do meu pai, que não era muito fã da igreja.
Como vocês podem ver, uma família totalmente normal, em conversas com minha mãe ela sempre me falou que o desejo dela era ter um casal de filhos, ou seja um menino e uma menina, desde pequeno ouvia esse desejo dela e já ouvi uma centenas de vezes essa história, na primeira gravidez ficou feliz ao saber que seria menino assim ajudaria a cuidar da irmã que ela tinha ctz que viria na segunda gestação, e esse desejo se manteve forte até quando saiu o exame do sexo do bebê.
Segundo ela, quando soube que seria um menino na segunda gestação ela ficou cheateada e frustada, pois fazia altos planos com o quartinho rosa, roupinhas rosas, enfim todo o enxoval feminino e coisas de meninas que envolve esse mundo. E apesar dela nunca ter revelado já tinha feito a escolha até do nome pra ela. Reforço aqui que minha mãe sempre me deu muito amor e carinho mesmo nao tendo realizado o sonho de ser mãe de menina. E acrescento que uma terceira gestação estava fora de cogitação pelos meus pais por motivos que não vem ao caso.
A minha referencia era toda baseada na minha mãe por conta de passar muito tempo com ela, admirava ela de inúmeras maneiras, admirava ela quando saia para dar aula, vestindo uma blusa branca social por dentro da saia longa e cinza com sapatinho fechado e baixinho, quando estava em casa, usava shorts curto e blusinha larga,ela não tinha muito peito e na hora de dormir sempre um pijama mais sério todo fechado, mas sempre em todo momento, posturada e mantendo uma imponência que até hoje não consigo descreve-la, mas ela passava um ar de autoridade mas não de brava.
Com meus 6 ou 7 anos de idade eu já despertava uma vontade de copiar ou ser ser igual ela, foi então, mesmo já entendendo muito bem das coisas e diferença de homens e mulheres que escondido fui até o quarto dela e calcei o sapato dela pela primeira vez, obviamente ficou bem grande nos meus pés, mas o fato dele ter um saltinho baixo já me causou uma sensação inexplicável no qual eu queria mais, me olhava no espelho, tentei andar com ele mas nao tive sucesso pois ele saia do meu pé com facilidade, guardei de volta no armário e vida continuou.
Sempre que podia eu ia escondido e calçava os sapatos dela, e nessa ocasião me recordo de já ter experimentado outros inclusive um salto alto branco que ela tinha pra ir em festas que raramente usava e obviamente era o que eu mais gostava de calçar e achava bonito.
Lá para meus 11 ou 12 anos anos de idade, eu e meu irmão usávamos o banheiro do piso térreo de casa e meus pais o da suite do quarto deles e me recordo que nosso banheiro deu problema e tivemos de usar por um tempo o banheiro da suite enquanto o nosso estava parado para banho.
Foi nessa ocasião que em um banho do dia a dia, minha mãe deixou a calcinha dela molhada pendurada na torneira, quando eu a vi, imediatamente sabia que eu queria vesti-la....meu coração já quase saiu pela boca só de imaginar, eu tentei não pensar em fazer isso e seguir com o banho mas não teve jeito.
Desliguei o chuveiro e fui até a porta para tranca-la, nessa hora sabia que estava fazendo duas coisas proibidas ao mesmo tempo, primeiro podíamos fechar a porta mas nunca tranca-la, mesmo assim fui até a calcinha e peguei, ela ainda estava gelada por estar meio molhada mas mesmo assim eu a vesti, ela era rosa com renda na frente e de cetim ao lado, adorei vesti-la e sentir algo diferente de uma cueca, a sensação me inundava assim como o medo de ser pego me deixava alerta, queria me ver no espelho mas só tinha espelho na altura do rosto e tentei me ver pela bunda mas nao deu pra ver nada, tirei a calcinha, devolvi no lugar e sai do banheiro normalmente.
Porém o que nao saia da minha cabeça era a sensação de ter vestido a calcinha e já imaginava fazer isso junto com o sapato de salto alto.
Logo após essa minha primeira vez experimentando calcinha escondido no banheiro lembro de ter feito isso mais algumas outras vezes, sempre sentindo muita adrenalina e adorando o que fazia, só parei pq o banheiro lá de baixo tinha sido arrumado e não precisaria mais usar o deles, mas isso não foi um impedimento e sim um passo mais ousado que dei para ir até o armário de minha mãe e provar mais roupas.
Permita dar uma pausa no meu relato, e acrescentar que até então eu nunca fui um garoto afeminado, nunca me senti estranho, não sentia atração por meninos e sim por uma menina da minha sala de aula, enfim nada de anormal, continuamos...
O melhor momento para eu explorar o guarda-roupas da minha mãe era durante a tarde, quando ela saia pra ir no mercado ou saia para alguma outra coisa e meu irmão nessa época já ficava fora fazendo alguma atividade da escola, assim eu conseguia por algum momento ficar sozinho em casa e não ser pego.
Nesse dia, assim que ela saiu de casa corri para o quarto dela e já abri a gaveta de calcinha, vesti uma calcinha preta com rendas, era a mais linda de todas, tinha um lacinho em cima da renda, quando a vesti meu pequeno pau ficou duro e ele ficando duro era sinal do que eu estava gostando, nessa idade eu ainda não me masturbava mas gostava da sensação de ficar excitado e pauzinho duro, logo corri pra gavetas de shorts e vesti um bem curto que ela tinha também preto, ficou ainda largo mas não muito a ponto de cair, e depois peguei o salto alto de festa e vesti. Essas tres peças no meu corpo foram o suficiente para explodir minha mente e fazer o coração sair da boca. Estava eufórico, andei com os pés dentro do sapato fazendo eles ficarem firmes pra não sair do meu pé, andava pra um lado e pra outro, fazia pose de mulher andando, fui me olhar no espelho e adorava ver a imagem que refletia, tirei a camiseta que estava usando e voltei para o quarto dela e ousei pegar o sutia também de cor preta que parecia ser o par com a calcinha, mesmo nao sabendo como fecha-lo coloquei ele por cima e tentei deixar ele fixo no meu peito e fui até o espelho ver como tinha ficado, e mais uma vez como se não fosse mais possível, fiquei encantado com o que via, paralisado e tentando entender porque eu tinha gostado tanto disso...depois desse momento atónico voltei correndo e tirei todas as peças de roupas e guardei as perfeitamente como estavam para ela não desconfiar de nada. Meu coração ainda acelerado e com medo dela chegar e ser pego aprontando. Posso falar que isso se repetiu por inúmeras vezes, sempre nessas condições, sozinho em casa, me vestia com as roupas dela e brincava de desfilar.
Saltando agora lá para meus 13 ou 14 anos de idade, nessa época eu já me masturbava, amigos e colegas de escola já traziam as revistas Playboy , já tive minha experiência do primeiro beijo com uma garota da 8. série enquanto eu estava na 7. Já recordo de ter vontade de namorar outra menina, mas essa não passava de uma paquera escolar, em casa quando me trancava no banheiro pra bater uma, já lembro da minha mãe gritando e falando pra eu não demorar no banho, pois ela sabia que não tinha nada de banho e sabia bem o que eu estava fazendo e porque demorava.
Minha excitação para se masturbar vinha das revistas Playboy e também de um catalógo de lingiries que minha mãe tinha da revista DeMillus, onde várias modelos lindas em belissimas lingiries pousavam para fotos, lembro me de uma em particular, uma loira peito grandes num conjunto de lingirie de renda branca com meia calça branca de tirar o fôlego, essa era a minha preferida de todas.
Em particular eu tinha dois desejos quando via essa revista, primeiro deseja a mulher e batia uma pra ela, mas quando eu estava com muito tesão além do normal eu olhava pra lingire dela e queria estar usando exatamente aquele conjunto da foto, sutiã, meia calça 7/8 enfim, quando gozava essa parte e desejo sumiam e eu sentia uma espécie de repulsa e vergonha pois ja tinha noção que eu fazia algo diferente e sentia algo que não era comum, mas mesmo assim eu gostava de usar as roupas as escondidas, e no dia seguinte, lá estava eu de calcinha e sutiã me masturbando pela nonagésima vez (risos).
Já com essa idade meu pé já tinha um tamanho no qual os sapatos da minha mãe não ficavam tão largos e eu usava-os de forma mais natural durante os meus desfiles, outra memória bem marcante foi quando estava de lingirie e explorando a gaveta da minha mãe, ao fundo bem em baixo encontrei a cartela de uma meia calça preta.
Foi igual a vez que bati o olho na calcinha pendurada no banheiro, não consegui desviar o olho e da vontade de vesti-la, seria a primeira vez usando uma meia calça igual das mulheres da revista, me deixaria linda e gostosa, o desejo me possuiu e logo calcei ela, primeiro uma perna e depois a outra, de forma lenta fui subindo para não estragar, puxando suavemente para cima, senti a pressão, a textura na minha perna, o meu tesão já estava explodindo e tirei o pau pra fora pra não melar a calcinha que teria que devolver na gaveta, a sensação suave na pele e após colocar o pé no sapato senti aquela deslizada incrível, desfilei, colocava a mão na cintura e jogava pro lado como as modelos faziam, parava na frente do espelho e olhava pra calcinha e depois pra bunda, fiz isso uma dezena de vez e não queria parar. Como era uma peça que nunca vi minha mãe usar, pois conheço bem as roupas que ela usava, essa foi a primeira peça de roupa que peguei pra mim e escondi atrás da minha gaveta de material escolar, lugar inalcançavel e sem motivos para alguém mexer, e ali mantive ela como minha primeira e exclusiva peça que eu poderia ate colocar sem precisar invadir o quarto da minha mãe.
Já com meus 16 aos 18 anos, foi um turbilhão de hormonios, experiências novas, descobertas incríveis, tive minha primeira experiência sexual com minha primeira namorada, foi bom para dois adolescentes inexperientes, mas não quero entrar nesses temas mais convencionais para não perder o foco, irei mais relatar as partes que envolvem minha experiência CD.
Nessa altura, já explodindo de tesão por conta da puberdade, somado a pesquisas na internet, fui descobrindo cada vez mais coisas novas e diferentes e pode conhecer sites e foruns sobre crossdresser e pornografia trans que era a que mais me excitava, bem mais que pornografia convencional, a homosex já adianto que nunca me chamou atenção mas falarei mais a frente sobre isso.
Nessa idade eu já despertava o interesse em ter minhas próprias lingiries assim como eu tinha feito com a meia calça da minha mãe, mas queria algo só meu, que eu poderia arriscar me a dormir usando uma calcinha, entrar em baixo da coberta com o quarto escuro e colocar minha mão sobre a renda da calcinha e me masturbar ali mesmo. Um detalhe que eu tinha meu próprio quarto e meu irmão o dele, então sempre pude ficar mais a vontade nesse aspecto.
Por mais que eu me masturbava e se vestia com frequência as roupas da minha mãe, esse desejo não passava, comecei a ir com outros olhos na casa dos colegas de escola, sempre dava um jeito de ir na área de serviço e olhar no varal pra ver o tipo de lingiries que as mães deles usavam, apesar de eu achar essa uma ótima ideia e sempre fazia, confesso que só tive decepção e nunca encontrei nada de legal na casa deles.
Eu tbm não tinha condições de comprar uma, pois não trabalhava nem ganhava mesada. A minha namorada da época não usava lingiries sexy, eram mais daquelas linhas confortáveis e não me chamavam atenção, eu queria aquelas da DeMillus e ficar gostosa e sexy na frente do espelho...e dentro de mim eu já separava esse tesão, o que eu tinha com minha namorada e o outro proibido que era de ser CD, eles não se misturavam.
Daí quando eu menos esperava a solução veio por si só, meus pais e meu irmão foram para o litoral passar o final de semana e eu fiquei na casa da minha tia por parte de pai por conta de um jogo interescolar que estava tendo na minha escola. Enfim pós jogo, tomei banho, fiquei na sala com meus tios e nem me toquei do meu desejo, quando eu menos espero minha tia sai do banho enrolada na toalha e segue pra área de serviço pra pendurar e toalha, lógico que eu olhei pra ela curioso e sabendo da idade dela, algo com seus +40 me despertou em saber que tipo de lingirie ela usava, e minha espiada valeu a pena, ela estava com uma calcinha fio dental que desapareceu dentro da bunda grande dela, eu nunca tinha vestido uma fio dental, minha mãe não usava esse tipo de calcinha. E até esse ponto aqui vc sabe como sou com desejos né ?! Pois bem, ela foi pro quarto, se trocou e volto pra sala junto de nós, desse ponto em diante eu só pensava em como chegar até a gaveta de calcinhas dela, quando fui me deitar, não conseguia parar de pensar na bunda da minha tia, muito tesão, bati e gozei tudo na cueca, dormi cansado e todo melado essa noite.
Na manhã seguinte acordo com meus tios me chamando pra tomar café e ir na feira da igreja, eu até ia mas minha tia falou que se eu não quisesse ir poderia ficar em casa assistindo TV. Exatamente o timing perfeito que eu tanto queria.
Logo que eles sairam de carro e ouvi o portão se fechando, voei para o quarto deles, abri algumas porta do armário procurando a gaveta de calcinhas, mas começei pelo lado errado indo na parte do meu tio (...). Eu estava eufórico, com pressa e vasculhando uma zona desconhecida, diferente do armário da minha mãe que é extremamente organizado, esse aqui era o extremo oposto.
Foi então que enfim, achei !! Quando abri, não acreditava no que via, meus olhos não sabiam onde se fixar, olhava para todas as cores misturadas, tinha calcinhas de todos os tipos, cores, tamanhos e tecidos, me perguntei...pra que tantas calcinhas pra uma única bunda ??? Sério, tinham muitas, mas fui nas mais finas e ousadas, a que peguei primeiro foi uma vermelha minúsculas bem fio dental e amassei e enfiei no bolso e peguei mais uma segunda que era um azul royal com renda dourada, diferente, chique e coloquei tbm no bolso, ao mesmo tempo que estou excitado em pegar as calcinhas me senti mau por estar pegando algo assim, como um roubo, mas meu tesão falou mais alto e tenho ctz que até hoje a bunda da minha tia não sentiu falta delas (risos) e me confortava saber que ali na gaveta tinha mais de 50 calcinhas.
Fechei as portas e fui pro banheiro, ali vesti a calcinha vermelha e senti o fio dental entrando fundo na minha bunda, que sensação gostosa, meu pau ficou duro na hora, puxei a calcinha de lado deixando o pau pra fora e me olhava no espelho e como minha bunda ficou gostosa, ali mesmo tinha decidido que não iria tirar a calcinha e ficaria com ela o dia todo já que estava usando bermuda e camiseta larga, e assim eu o fiz, e curti cada sentada e levantada que eu dava, qnd meus pais me buscaram a noite, cheguei em casa e escondi a vermelha, e apos o banho vesti a calcinha azul e fui pro quarto com ela, deitei de luz apagada e me masturbei, gozei, me melei e dormi de calcinha feliz e satisfeito.
Foi com essa idade e nas leituras de sites CD que decidi adotar meu nome feminino, nos fóruns eu era apenas leitor, mas quando me cadastrei para poder perguntar e interagir fui obrigado a informar um nome CROSS, tinha alguns em mente, alguns já em uso então decidi pelo nome de Amanda, era simples, leve e bonito, e a partir daí na internet e quando eu estava com as roupas da minha mãe me tornava a Amanda. No mundo CD esse “movimento” tem uma expressão chamado guardar o Sapo no armário. Guardava o Tiago e saía Amanda.
Acrescento ainda que nesse período eu explorava mais o mundo cross dentro dos limites do armário da minha mãe, não consigo escrever aqui e relatar cada peça de roupa que provava, mas dentro de um quadro geral, eu já experimentei calças, saias, vestidos curtos e longos, sutiens com bojo, shortinhos, saltos, rasteirinhas tudo que era possível eu provava e já brinquei com o estojo de maquiagens e batom, mas tinha medo de passar batom por conta de ficar marcado e eu não conseguir tirar direito, mas sim já fiquei digamos bem menina, 100% princesinha mas por outro lado sabia também da minha realidade e me divertia como eu podia com as roupas que tinha.
Uma vez que eu estava sozinho a tarde em casa, de calcinha, sutiã e meia calça e tinha acabado de passar um pouco de batom, não muito para não marcar demais, assim que acabei de passar ouvi o barulho no portão e eu estava dentro do banheiro dos meus pais, gelei, coração parou e meus olhos saltaram e o coração saíram pela boca, eu não sabia quem era, meu pai, meu irmão, TODOS ??? onde me escondo ? e o que faço ? quem chegou essa hora ? Mas era o cabeçudo do meu irmão que saiu da escola e passou pra buscar a chuteira que havia esquecido, como tinhamos quartos separados ele nem subiu e nem nos falamos, e só sai do banheiro quando ouvi denovo o barulho do portão se fechando, então eu sempre lembro dessa parte e o batom me causava uma certa tensão apesar de ficar com a boca bem bonita e feminina.
Com essa idade de 17 poucos anos não vou ser hipócrita de falar que eu me entendia completamente, ainda mais falando das confusas informações que tinham nos sites e fóruns de CD o conteúdo de lá mais atrapalhavam do que ajudavam as meninas e lá a maioria se declarava bi, gays afeminados ou trans, no qual nesse momento eu não sabiam em qual me encaixava e me questionava se era bi, pois gay eu sabia que não era por não sentir atração por homens, nem desejava ser uma travesti e mulher o tempo todo, eu sempre me interessei e tive tesão pela figura feminina, por isso gostava de porno trans, o pau eu achava bonito nas trans mas no corpo do homem me gerava nojo e repulsa, podem notar que sou uma cross lésbica, mas reforço que com minha idade era tudo muito confuso e contraditório ainda mais numa cabeça de adolescente.
Como disse eu tinha uma namorada que mantinha constante relação sexual com ela, mas as escondidas na minha casa, continuava a me vestir de mulher enquanto me masturbava e aqui que chamo atenção das minhas colegas CDs por uma escolha minha ousada que relatarei.
Acima no relato comentei que não me interessava por filmes de porno homossexual por mais que eu ja tenha tentado assistir, mas minha duvida e necessidade para me rotular eram maior e eu sentia a pressão por isso, eu precisava de um rótulo para me definir... um rótulo para encarar as consequências que viriam a partir daí;
Será que eu sou hétero ?
Mas como que sou hétero se me visto de mulher ?
Será que sou bi ? Mas como que sou bi se não sinto atração por homens ?
Será que sou gay e to relutando contra isso ?
De tanto me questionar, eu decidi provar !
Já sabia como era transar com uma mulher e o sexo com minha namorada da época não era dos melhores por sermos inexperientes e não via futuro com ela, eu tava na pegada de explorar e decidido de me conhecer. Vou transar com um cara e vou ver o que vou sentir diante disso, assim descubro o que sou e acabo de uma vez por todas com essa dúvida.
Decisão tomada, eu sabia onde procurar, entrei na sala de bate-papo da cidade e não demorou muito e já veio um nickname que tinha o nome seguido de HxH, pronto, começamos a conversa, falei minha idade e ele disse que tinha 30 e curtia garotos e tinha muita experiência com rapazes da minha idade, pela conversa, maturidade e vontade, marquei com ele de me encontrar no ponto de ónibus próximo da minha escola exatamente AGORA, tanto para eu não pensar em desistir e ele também, estava convicto que iria fazer.
No horário marcado aparece o carro dele, um FIAT qualquer, nos cumprimentamos, ele disse ser o Marcos do bate papo e eu falei meu nome e me convidou para entrar no carro. Ele era loiro, baixinho nao sei o tamanho dele, bem aparentavel, entrei tímido e quieto, logo ele ja põe as mãos sobre minha perna e começa a alisar, não me senti a vontade mas quis deixar rolar e ver o que ia acontecer, pois eu estava muito nervoso. Ele começou a me fazer perguntas sobre escola, coisas da vida e depois se apresentou, disse que era dentista e que morava sozinho em um apartamento há 10 minutos dali e era pra lá que estávamos indo, eu apenas concordei com a cabeça.
Chegando no apartamento dele, fomos para o quarto e logo ele foi me elogiando e falando que eu era muito bonito e fazia o tipo dele, ele me perguntou se eu já tinha saído com um Homem o que prontamente neguei, ele disse pra eu relaxar, quando devolvi a pergunta ele disse que com muitos e era gay assumido e tinha terminado um namoro há pouco tempo e queria diversão.
Como eu não interagia, ele chegou perto e tentou me beijar, de pronto virei a cara para o outro lado recusando o beijo, ele começou a passar a mão no meu corpo e tirando peça por peça e viu que eu não estava excitado, ai ele tirou toda a roupa e me puxou pra cama, nos deitamos e ele começou a me lamber, pescoço e depois desceu até a barriga, quando foi chupar meu pau eu tampei e pedi pra ele colocar a camisinha, mas disse que a camisinha só entra com o pau duro e o dele estava bem duro diferente do meu. Assim ele foi na cabeceira da cama, colocou a camisinha e lubrificou o pau dele e um pouco do meu cú. Assim foi que descobri sem falarmos nada que eu seria o passivo.
<< Crio mais uma ressalva aqui para explicar uma coisa, nas minhas brincadeiras em casa nunca cheguei a fazer papel de passivo ou enfiar algo em mim, óbvio que já imaginei mas nunca fiz nada na pratica>> continuamos...
Nesse ponto eu deixei ele conduzir totalmente, eu sem iniciativa alguma entregue ao que vier. Ele subiu na cama e me colocou na posição de frango assado e foi me penetrando devagar, mas o suficiente para eu empurrar ele e dizer que estava doendo muito, e olha que o pau dele era pequeno, se chutar uns 12 cm e olhe lá, mas mesmo assim doeu, ele disse pra relaxar e que essa dor ia passar, ele lubrificou novamente esperou um pouco e foi colocando denovo bem devagar, doeu do mesmo jeito mas consegui sentir que estava entrando, mas não senti prazer, apenas dor.
Depois ele tirou novamente, lubrificou mais e colocou novamente, dessa vez nao senti entrar rasgando e foi mais aceitável, e assim foi por uns 2 minutos, tirando, lubrificando e entrando de novo. Ele notavel que estava curtindo enquanto me comia, e deixava minhas pernas pro alto e me olhava. Como eu disse eu estava no automático apenas sendo conduzido, e mais uma vez quando ele entra todo dentro de mim ele tenta me beijar e eu novamente viro o rosto, nao conseguia relaxar o suficiente e curtir a ponto de beijar, continuava ser nojento pra mim beijar um homem. Ai eu disse vamos meter e gozar logo.
Assim q disse isso, ele entendeu e começou a meter mais forte, ainda doía, depois ele me vira de bruço coloca um travesseiro e deixa minha bunda empinanda e vem nas minhas costas e me penetra, nessa posição ele roçava seu corpo todo contra o meu e urrava de prazer, aumentou o movimento e socava em mim bem rápido me elogiando e falando de como eu era gostoso e meu cuzinho apertado, acredito que vcs leitores devem estar pasmos com essa experiencia né ?! Muitos eu sei que queriam estar no meu lugar, mas eu não estava curtindo. Logo após ele disse que ia gozar, tirou pau do meu cú e fez eu bater uma pra ele gozar, mesmo dentro da camisinha, assim o fiz pois queria terminar logo...ele gozou foi pro banheiro tirar a camisinha, trouxe uma toalha pra me limpar, e disse que se eu quisesse gozar era só ir no banheiro e bater uma mas me adiantou que como fui passivo e meu pau estava mole nao iria conseguir gozar, e assim me entregou a minha roupa e me deu R$10,00 pra eu pegar o ônibus.
Quando eu sai do apartamento que ele morava, eu me senti a pior pessoa do mundo, me senti violado e terrivelmente sujo, com nojo de mim e do que acabava de fazer, sai andando para o rumo da minha casa e nem sequer lembrei de pegar o ônibus, eu andava incrédulo e com raiva, andando pude pensar em muitas coisas que fiz e comecei a chorar, e chorei muito arrependido, chorei tanto que não queria chegar daquele jeito em casa e ter que responder a pergunta de todos, dei um tempo, entrei e fui logo pro banho.
Nunca me esfreguei com tamanha força, limpava minha bunda e queria tirar aquela sensação de sujeira que estava dentro de mim e aquilo não saia, a cena, a voz dele, o que senti me deixaram muito mau, sai do banho e fui pro quarto e lá me lembro de ter pegado no sono depois de tanto chorar.
No dia seguinte, a primeira coisa que faço é um “Purge” vou explicar pra quem não conhece esse termo no meio CD. Acordei com um enorme vazio dentro de mim, uma nuvem escura sobre minha pessoa, me senti sobrecarregado pela culpa e pela vergonha e decidi me livrar de todas os poucos itens femininos que eu tinha escondido no meu quarto, meias, calcinhas e um sutiã, purge ou expurgo em português vem da sensação e da raiva em lidar com algo que não entendemos e aceitamos numa determinada situação, o expurgo do momento era uma faxina que eu queria enterrar e se livrar de tudo de ruim que me levou a terrível experiência do dia anterior, e assim o fiz, decidi não ter mais calcinhas e nem me masturbar daquela forma, essa terrível experiência veio para provar a resposta que eu buscava, que de fato eu não era bi muito menos gay, mas nessa altura isso era o que eu menos me importava.
E assim eu finalizo a primeira parte do meu relato, e como eu havia comentado acima vou deixar aqui o comentário profissional da Keila sobre essa etapa antes de continuarmos na fase adulta; numa avaliação breve sobre o cross na minha fase infanto-juvenil.
A Relação do Crossdresser com a Figura Materna: Uma Perspectiva Freudiana
Na psicanálise de Sigmund Freud, a figura materna ocupa um lugar primordial na formação da psique masculina. O crossdressing — entendido aqui como a prática de assumir uma apresentação feminina — pode ser lido, dentro dessa lente, como uma forma criativa e inconsciente de lidar com a relação ambivalente e profunda que o sujeito mantém com a mãe internalizada. Freud não dedicou um texto exclusivo ao travestismo ou crossdressing (termos que surgiram mais tarde na literatura), mas seus conceitos centrais — identificação primária, Complexo de Édipo e fetichismo — iluminam essa dinâmica de maneira surpreendentemente precisa.
Desde o início da vida, segundo Freud em Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905), o menino vive uma identificação simbiótica com a mãe. Ela é o primeiro objeto de amor, o modelo de completude e o provedor de prazer. Nessa fase pré-edípica, não existe ainda uma distinção clara entre “eu” e “mãe”: o bebê deseja ser a mãe tanto quanto possuí-la. Essa identificação é tão forte que uma parte do psiquismo masculino permanece, para sempre, marcada por esse desejo de incorporar a feminilidade materna. Quando chega o Complexo de Édipo (por volta dos 3 aos 6 anos), o menino é obrigado a renunciar à mãe como objeto sexual e a identificar-se com o pai para evitar a angústia de castração. Freud descreve esse momento como dramático: o pai representa a lei e a ameaça de perda do pênis, enquanto a mãe torna-se o objeto proibido. Se essa resolução edípica for incompleta — por exemplo, por uma mãe excessivamente presente, idealizada ou uma figura paterna distante —, o sujeito pode manter uma identificação regressiva com a mãe. Em vez de renunciar a ela, ele a “traz para dentro” de si.
O crossdresser, ao se vestir de mulher, pode estar realizando exatamente esse movimento: tornar-se a mãe para nunca perdê-la. Aqui entra o conceito fundamental de fetichismo, detalhado por Freud no texto Fetichismo (1927). No crossdressing, as roupas femininas, a maquiagem, a peruca ou a própria imagem “princesa” funcionam como esse fetiche. Vestindo-as, o sujeito transforma a si mesmo na “mãe fálica”: uma figura feminina que, paradoxalmente, possui o que falta. Assim, ele nega a castração, preserva a ilusão infantil de que a mãe é completa e, ao mesmo tempo, controla a angústia de separação. O ato de “guardar o sapo no armário e tirar a princesa” ganha, nessa leitura, um sentido profundo: é o momento em que o sujeito permite que a mãe interna assuma o comando, restaurando a unidade perdida.
Autores psicanalíticos posteriores, influenciados por Freud (como Otto Fenichel e, mais modernamente, Robert Stoller), reforçam essa visão. Stoller, em Sex and Gender (1968), observou que muitos crossdressers relatam uma relação muito próxima e ambígua com a mãe na infância — uma mãe que, por vezes, incentivava ou tolerava comportamentos “femininos” no menino. Para Stoller, o crossdressing pode ser uma forma de reparar a ferida da separação, mantendo a mãe “viva” dentro do corpo masculino. Importante ressaltar: para Freud, o fetichismo e as chamadas “perversões polimorfas” (termo técnico, não moral) não são necessariamente patologias a serem curadas, mas soluções criativas do inconsciente diante de conflitos insolúveis. O crossdresser não “regressa” de forma doente; ele constrói uma ponte simbólica entre o masculino e o feminino, integrando a mãe internalizada sem destruir o eu masculino. Em resumo, a psicanálise freudiana vê no crossdressing uma reencenação amorosa da relação com a primeira mulher da vida. Ao se montar, o crossdresser não está apenas se fantasiando: ele está, no plano inconsciente, e se curando das feridas do seu subconsciente. Essa leitura não esgota o fenômeno (a psicologia contemporânea adiciona fatores biológicos, sociais e performativos), mas oferece uma compreensão rica e humana da relação do crossdresser com a figura materna — uma relação que, no fundo, é sobre amor, perda e a busca eterna pela completude.
Ressalto que nessa leitura é apenas baseada nos conceitos Freudianos, podendo ter inúmeras outras variações e nada é regra, como casos de crossdresser que desenvolveram o fetiche na fase adulta, crossdresser que não tiveram mãe, crossdresser numa infinidade de casos específicos.
Fase Adulta
Começo essa segunda etapa do meu relato já com meus 19 / 20 anos, já estava no primeiro ano da faculdade de engenharia mecânica numa faculdade estadual a apenas 15 minutos de casa indo de metrô. Também já estava trabalhando de estagiário em um setor da prefeitura que meu pai havia me indicado, o salário era pouco mas pra quem nunca tinha trabalhado e não ganhava nada já estava ótimo.
Meu expurgo já estava para quase 2 anos, meu tesão e tara por pornografia haviam diminuído, acredito que pela intensidade da vida de estudos e trabalhos, logicamente lembrava das sensações e brincadeiras que tinha como CD, mas não havia feito mais nada, é como se a Amanda estivesse bem adormecida.
Em relação a experiencia HxH, eu quase nem lembrava mais, não foi algo que me traumatizou nem nada desse sentido, mas uma experiência ruim e ponto. Nessa época estava solteiro, tinha algumas ficantes mas nada sério e nem queria, pois minha rotina de estudos exigia bastante, e nessa fase o que mais me divertia eram as infinitas e constantes festas universitárias regradas de muito álcool e putaria, que somente o ambiente universitário pode proporcionar, cada final de semana tinha uma, as vezes em casas de repúblicas, outras em chácaras, espaços de eventos e etc.
Certo final de semana com a cabeça explodindo de tanto estudar, quis me aliviar assistindo porno com trans, para relaxar e homenagear bons tempos de adolescência (risos), assim que trocou o vídeo e começou outro entrou uma propaganda de um site de classificados de acompanhantes trans, resolvi ver como era e o que tinha na minha região, após rolar a tela e ler alguns anúncios daquele catálogo, um se destacou aos meus olhos, não primeiramente pelas fotos em sí, mas pela chamada: “Realizo todos os seus fetiches mais proibidos e ousados,sem julgamentos e muito sigilo, me liga e vamos combinar”.
O nome dela era Yasmin Star, (em referencia a algumas tatuagens de estrela que tinha no corpo) Não liguei na hora, mas reli e olhei as fotos diversas e diversas vezes, salvei o numero no meu celular e terminei a brincadeira e fui dormir.
Na semana seguinte volta e meia me pegava pensando no dito cujo do anúncio, e no nome dela Yasmin Star, chegando em casa abri mais uma vez o site e olhava as fotos dela, ela era loira, 1,75, bronzeada e com marca de biquini, algumas fotos estava de salto alto e jogando os cabelos compridos para trás, peitos eram grandes e siliconados, bunda bem grande tbm, não tinha foto do dote dela, mas na descrição dizia ter 19cm e ser grosso.
Criei coragem e liguei, quando ela atendeu fiquei nervoso e pensei em desligar, mas não fiz e falei: vi um anuncio seu na internet e queria marcar com vc. Ela muito educada disse que tinha horário no dia seguinte, mas falei que só poderia mais a noite por conta do trabalho, ela entendeu, combinamos o horário, valor e me passou seu endereço na ZN. Dia seguinte as horas não passavam, cansei de olhar para o relógio ansioso e não via a hora de chegar o momento, sai correndo do trabalho e fui pra casa tomar um banho, me troquei e logo já sai para o local dela, tremendo mais que tudo e minhas mãos soando, na frente do predio interfonei, me identifiquei e logo a porta se abriu, subi dois lances de escada, até o segundo andar, mas parecia que eu tinha subido o Ed. Martinelli todo de escada, chegando na porta do apartamento que ja estava entreaberta ela veio me recepcionar. E que visão foi essa !!
Ela era espetacular, as fotos não diziam com a realidade, muito melhor ao vivo, os peitos estavam saltando pra fora do sutiã preto com renda em vermelho que combinava perfeitamente com a calcinha que com dificuldade tentava esconder o dote dela, e sei bem como isso é difícil de fazer. O cabelo estava solto e era bem liso, e ela estava com um batom vermelho escarlate, rosto bonito e maquiado, me convidou para entrar e logo pude notar o quanto grande era a bunda dela, queria olhar, mas não parecer um tarado, eu estava super nervoso e ela percebeu. Para me acalmar pediu para eu sentar no sofá da sala enquanto me pegava uma água para beber, e nisso eu reparei que o apartamento era bem pequeno e simples e sob a mesa da sala estavam várias garrafas de cerveja vazia, parecendo que teve uma festa a nível universitário. A iluminação estava baixa vinda de um pequeno abajur próximo das garrafas.
Após eu tomar a água ela voltou e sentou no meu colo deixando aqueles peitos enormes na minha cara, e perguntou meu nome novamente e o que eu gostaria de fazer.... Antes que começasse a responder ela ja pegou minha mão e colocou para apertar o peito dela, o que achei incrível pois nunca tinha apertado peitos com silicones, e adorei pois era bem duros e aquilo estava me excitando demais somado ao cheiro de perfume dela que dava mais ar de sexo ao ambiente. Eu disse que queria entender como funcionava e também perguntei sobre o tempo, prontamente ela respondeu que eu seria o ultimo atendimento e que não teria pressa pra nada, podíamos conversar um pouco pra relaxar e entrar no clima.
Ela perguntou - o que te chamou atenção no meu anuncio e fez vc me ligar?
R: Na descrição vc disse que realiza vários fetiches proibidos e sem julgamentos...
Ela: Sim, de fato ! Mas pra que julgar não é mesmo ?! Atendo todos os dias há mais de 5 anos e já vi e fiz de tudo, e uma coisa aprendi, quem pensa e julga não se diverte e não goza. Mas me diz qual é o seu fetiche garoto ?
R: Estou com vergonha de falar, mas vamos lá...eu sou crossdresser. (Respondi olhando para o chão)
Ela: Hahahaha gente é isso ? Só isso mesmo ? Riu mais um pouco e disse me tranquilizando, aqui isso é mais comum do que vc imagina..relaxa, eu tbm já fui CD há uns 10 ou 15 anos atrás.
R: Mas eu tbm sou CD desde criança, mas não quero virar uma travesti, com todo respeitando entende ?
Ela: fica tranquilo, não vamos misturar as coisas e confundir sua cabecinha que tem muito que aprender, mas saiba que a grande parte da minha clientela não vem aqui para me comer e sim para serem passivos, uns já trazem suas roupas e acessórios e outra parte veem usando a calcinha de suas esposas e se te contar vc nem acredita como que eles sempre voltam e são cativos aqui comigo. Então relaxa e vamos curtir.
Nesse momento ela se levantou e foi até o quarto e ouvi barulho dela mexendo no armário e me chamou para ir junto dela, quando entrei no quarto já estava sobre a cama um vestido preto curtíssimo de tubinho e uma calcinha preta, ela pediu para eu vesti-las, não demorei muito e lá estava eu após 2 anos colocando roupas femininas novamente, o vestido ficou bem apertado e justinho, uma delicia no corpo, ela me olhou e disse, da pra melhorar, pegou um salto bem alto de cor preateado que parecem aqueles de show de DragQueen e os calcei, nunca tinha ficado tão alto e senti uma certa dificuldade em me equilibrar.
Ela pegou minha mão e puxou na frente de um espelho ao lado da cama e me perguntou ? E ai gostou do que está vendo ?
Eu fiquei eufórico novamente, estava curtindo aquela sensação gostosa denovo de me ver e sentir feminina diante do espelho, estar ali podendo ser quem eu gostava de ser nas horas intimas, livre, com uma pessoa que não estava ali para me julgar e me entendia, estar ali 10 minutos já foi melhor do que qualquer leitura em sites de CD, ali fiquei a vontade e com vontade. Quando olho para Yasmin ela já estava masturbando seu pau, era realmente grande bem grosso, me assustei com o tamanho, ela chegou perto, olhamos nos olhos e nos beijamos, sentia o volume dela ficar cada vez mais duro o que me deixou na mesma situação, ela alisava meu pau por cima do vestido e eu ja masturbava ela com vontade, assim ela me ajoelhou e fez um chupar o pau dela, nunca tinha chupado.
A primeira vez já seria com um tão grande e grosso, chupava tentando imitar o que assisti e o que faziam em mim, dei o meu melhor pois ouvia os gemidos de tesão da Yasmin, assim fiquei um bom tempo com ele na minha boca, depois ela se levantou pegou a camisinha e lubrificou, e dando ordens: “Fica de 4 agora sua puta, que eu sei que vc gosta de rola”, obedeci ela veio devagar tentando entrar, mas logo ja fui pra frente e fiquei de bruço, mau entrou e já doeu muito.
Nessa hora não curti e me lembrou da vez do HxH e me questionei, pq to fazendo isso denovo ?
Ela toda paciente, disse vira de frente e fica na posição de frango assado, é assim mesmo, dói no começo mas depois vc vai gostar, eu irei ir bem devagar e se não aguentar não se preocupe com isso, importante é curtir. Como ela tinha paciência comigo e estava gostando, deixei tentar até que não sei como tudo aquilo entrou dentro de mim, começou devagar e depois aumentou a velocidade, nessa hora eu já gemia, curtia ser dominado, pedia pra ir mais forte, a dor sumiu e só tinha prazer.
As palavras sujas, frases humilhantes que ela dizia pra mim só faziam meu tesão aumentar...
tipo:
“Gosta de tomar rola sua putinha?” “Gosta de ser menininha? “ “Gostou de mamar minha rola, sua vadia?” “Agora vc é uma puta de travesti e vai dar sempre esse cuzinho pra mim”
Meu pau latejava de tesão, esses adjetivos femininos me excitavam de uma maneira unicamente incrível, ser tratado com pronomes femininos era mágico.
Nesse momento ela começou a bater uma punheta tão gostosa pra mim na posição de frango assado, que não teve como segurar e gozei litros, me contorcia, gemia, perna mole e desfaleci, ela saiu de cima tirando o pau de mim, buscou uma toalha pra limpar e me deu um beijo na boca me chamando de gatinho safado. Tirei a roupa, calcinha e o salto alto e me vesti, eu não quis tomar banho lá, preferi fazer isso em casa.
Ainda em extase, senti que meu cú foi bem arrombado e não senti remorso nem nada, foi divertido e muito prazeroso, acertei o valor combinado e fui embora prometendo voltar mais vezes.
Voltando pra casa pensando logo nas coisas que acabaram de acontecer, eu identifiquei que meu maior tesão ali foi ter feito as pazes com a Amanda e o que estava adormecido novamente floresceu minhas vontades de me vestir como mulher denovo, o sexo, a transa, a pessoa tudo foi bom, mas a Amanda anseiava pelo seu retorno.
Voltei a sair novamente com a Yasmin Star mais umas 5 ou 6 vezes, porém uma única vez ao mês por conta que tinha que juntar dinheiro. Na pratica do sexo era quase o mesmo do relato acima, mudando pouquíssimas coisas, mas sempre montada com um look diferente a cada ida, e obviamente passivo, não despertava vontade em ser ativa, eu já era ativa em outras ocasiões com mulheres, mas ali eu era a Amanda, mulher, passiva e submissa.
Acrescento que a desenvolvi muita afinidade com a Yasmin, chegando a ficar mais de horas e horas conversando com ela, era mais do que somente sexo ali entre nós, me dava dicas de onde comprar roupas, saltos de numeração maior, dicas de maquiagens , perucas, barzinhos e baladas onde um publico mais alternativo e com essa pegada que eu gostava se encontrava, enfim era como uma amiga que nunca tive antes, tirando obviamente essa parte financeira da nossa relação. Aprendi demais com ela e curti muito, conheci também um pouco mais sobre ela e sobre as dificuldades da vida de uma pesosa trans que era de muita luta e superação diante de uma sociedade muito preconceituosa.
Na ultima vez que saímos ela disse que iria voltar para a cidade dela no nordeste devido ao grave estado de saúde da mãe dela, depois disso nunca mais a vi e tive notícias.
Nesse momento já havia decidido comprar minhas próprias roupas e ter minha gaveta secreta novamente, comprando o que eu realmente achava bonito, sexy e não mais como era antigamente que dependia somente das roupas da minha mãe. Com as dicas da Yasmin pode explorar um cenário e aventuras de fazer compras para a Amanda, ao longo do ano foram várias lingiries, saltos, peruca e um pequeno estojo de maquiagens no qual me arriscaria a aventurar-se.
Ressalto que posteriormente eu sai com mais 3 outras travestis diferentes, tentando ter a mesma dinâmica que tinha com a Yasmin, mas nunca que consegui criar uma conexão e afinidade com elas, era muito mais frio e notavelmente comercial, e logo comecei a me desinteressar a sair com as trans, eu me contentava de ficar na imaginação, recordando das transas com a Yasmin, de imaginar as conversas que queria ter com ela, mostrar as roupas novas que tinha comprado, enfim acredito que com 22 ou 23 anos já não sentia mais vontade de sair com elas.
Assim vida seguindo no meu 5. e ultimo ano da faculdade, conheci Keila hoje minha esposa, e quero usar esse espaço aqui para descrever ela de uma forma mais completa. Keila também no seu 5 ano na faculdade de psicologia, filha caçula de 4 irmãos homens, teve uma infância um pouco difícil com a perda do pai com 8 anos de idade, onde teve que assumir responsabilidades muito mais cedo do que o normal, ajudando os irmão e a mãe dentro e fora de casa, começando a trabalhar com 14 anos. Conheci Keila em uma das infinitas festas da faculdade, onde na fila para pegar bebida ví uma garota super faladeira que usava até os braços para se comunicar, estando atrás dela e esperando o atendimento, ela se vira do nada e começa a puxar papo, mal terminava de perguntar e já fazia outra pergunta, achei o jeito dela bem engraçado e me interessei por ela, após pegar as bebidas puxei ela de canto e ficamos conversando a noite toda, trocamos telefones, depois mensagens de SMS (não existia ainda o whatsapp) e o relacionamento logo evoluiu para um namoro, éramos unha e carne, fazíamos tudo junto e já planejavamos os planos pós faculdade e da vida, riamos e se divertia com tudo que era possível, nenhum relacionamento meu anterior tinha essa energia e alegria que tínhamos. Na parte sexual sempre foi um furacão e ainda é até hoje !!
Keila na ocasião já havia me contado de suas aventuras de faculdade, nunca escondeu nada de mim, sempre falou de forma natural como deve ser e sem tabus. Ela se denomina como uma pessoal experimentalista, ou seja já provou de tudo um pouco, tudo mesmo, pode imaginar ai e mais um pouco, mas suas preferências e gostos se baseiam em um molde tradicional. Apesar das suas experiências não convencionais, não me senti inseguro, nem com ciumes ou julgamento, levei pelo lado que são coisas da vida de jovens e solteiros na faculdade.
Keila tbm já me perguntou do que eu havia aprontado e queria saber mais sobre a parte sexual que já havia vivenciado, e eu sempre esquivava dessas perguntas, dizendo que não queria ser avaliado por uma psicóloga e que um dia no divã eu contaria tudo, mas em tom leve e de brincadeiras, acho q nesse momento ela achava que eu não tinha nada de demais para contar realmente.
Vida seguindo, já formados e ambos trabalhando em empregos fixos e mais planos sendo feito a longo prazo, viagens, pesquisa de imóveis, projeção de carreira e tudo que envolve essa parte da vida adulta, apesar de corrido ocasionalmente a Amanda se fazia presente no meu momento de intimidade a sós. Mas eu já tinha decidido comigo que antes de qualquer passo eu iria contar da Amanda pra Keila e isso estava prestes a acontecer:
Em uma sexta-feira no final da tarde eu chego de surpresa no trabalho da Keila que nessa época atendia presencialmente em um prédio formado por várias clínicas e consultórios, eu sabia dos horários dela, rotinas e assim ficou fácil de me organizar, não quis avisar tipo: “Estou indo ai e precisamos conversar” Isso é pior que tudo e só de falar isso já ia deixa-la toda tensa e eu mais ainda.
Bati na porta e ela me atendeu com cara de surpresa e alegria, me beijou e pediu para entrar na sua sala, que era pequena e muito aconchegante. Já cheguei falando, é hoje que te conto tudo deitado no seu divã, ela riu em tom de brincadeira e eu também para tentar disfarçar meu colapso nervoso eminente.
Meus pensamentos na hora estavam a milhão, me perguntava várias coisas na minha mente, tipo:
Será que eu devo contar mesmo ? Será que demorei demais para contar isso e ela vai se sentir enganada ?
deitei no divã e ela puxou a cadeira ao lado como se realmente fosse atender um paciente e disse, pois então Sr. Tiago como posso ajuda-lo hoje ?
Thiago: Keila… eu te amo mais do que tudo nessa vida. Você é minha futura esposa, minha psicóloga, minha melhor amiga. Por isso eu precisava te contar isso aqui, no seu consultório, no seu espaço e no lugar de sua confiança.
Eu tenho algo para te contar, que carrego comigo desde criança, mas preciso que antes vc prometa que vai me olhar com calma, mente aberta e sem julgamentos, caso não consiga, pode me julgar mesmo assim que estou preparado.
Keila: (os olhos arregalados, mas o olhar é de surpresa gentil, não de julgamento. Ela se inclina um pouco para frente.)
Keila: Ouço muitas coisas aqui todos os dias, aqui é um ambiente seguro e próprio pra isso.
(respira fundo, mantendo a voz calma e profissional, mas com carinho reconfortando o Tiago que se encoraja)
Thiago: De olhos fechados ele diz, Eu sou crossdresser. Ou seja me visto de mulher… e minha versão feminina se chama Amanda. Pronto ! Falei !
(Silêncio absoluto. Keila pisca devagar, o rosto empalidecendo por um segundo. Ela abre a boca, mas nada sai. Thiago levanta o olhar, aterrorizado, lágrimas já se formando.)
Thiago: (voz falhando) Fala alguma coisa, por favor…
Keila: Thiago, eu estou aqui. Inteira. Sem julgamento. Eu só quero entender você. Há quanto tempo isso ocorre?
Thiago: Desde criança. Eu me escondia no quarto da minha mãe quando ela saía. Pegava um vestido, uma calcinha, o sapato dela, osacionalemente o batom que achava no banheiro… Eu tremia de medo que ela descobrisse. Sem saber explicar era a única hora que eu me sentia… bem e queria ter com frequência essa experiência..Cresci e na adolescência a Amanda se fez presente, intensificando algumas experiências umas boas e outras nem tanto que posso te contar em outro momento, mas te asseguro responder tudo.
Keila: Entendi. Mas… meu Deus, isso mexeu comigo. Realmente eu não esperava por essa e… eu só preciso entender, estou processando... (ela estende a mão e segura a dele com firmeza)
Vc segura isso desde criança ? Já conversou com alguém sobre isso ?
Thiago: Sim, desde criança e confesso que as vezes sinto vontade de explodir por eu esconder uma parte de quem eu sou... E nunca conversei sobre isso, com um amigo por exemplo, tenho medo de ser exposto e julgado e não compreendido.
Keila: E o que você sente quando está assim? Quando você se torna a Amanda? o que você sente de verdade? Não me dá a versão bonitinha da resposta. Me diz o que explode dentro do seu peito quando você olha pro espelho e vê ela.
Thiago: Sinto enfim livre, sinto pode se dizer...Paz e leveza. Me sinto vivo quando estou de mini saia, sutiã de bojo e salto alto, poderosa, feminina, sexy... Mas logo vem a culpa… o nojo de mim mesmo e principalmente vergonha. Eu penso: “Keila vai me achar um doente, não me verá mais como Homem e vai embora.” “Ela terá nojo e vergonha de olhar pra mim”. Quando eu era adolescente não importava com o que sentia após a euforia passar, mas depois que te conheci despertei esse medo e esssa insegurança de te perder por causa disso.
Keila: (respira lentamente, tenta absorver tudo em seus pensamentos, ao mesmo tempo busca em suas memórias as aulas de psicologia e literatura para compreender melhor esse cenário exposto).
Keila: Você sente atração por homens ? Como defini a sua sexualidade ? (voz ainda tremula, nao sabe se mantém a postura da psicóloga ou se entrega aos pensamentos e separa da sua versão profissional).
Thiago: Hoje com tranquilidade me considero hétero, nunca senti atração por homens, o masculino não me agrada, já tentei forçar uma situação há muito tempo atrás e nesse caso foi uma péssima experiência. Péssima mesmo e não me importa em te contar.
Keila: (ela sorri suavemente, os olhos brilhando, ela se levanta e senta ao lado dele no divã, levando a mão ao rosto dele.)
Eu te amo inteiro. O Thiago forte que me faz rir, o Thiago que sabe trocar uma torneira, O Thiago que toma as decisões, o Thiago que me cativa e me inspira todos os dias. O Thiago companheiro que me apaixonei e agora… a Amanda também faz parte de quem você é. Eu não quero que você esconda mais nada de mim. Eu quero conhecer a Amanda. De verdade. Quero ver ela, conversar com ela, entender como ela se sente, o que sonha, como ela se veste, o que ela gosta e o que ela pensa...Quando você estiver pronto… eu quero que a Amanda se apresente pra mim, quando se sentir confortável, pois eu não consigo imaginar a dor e a o mesmo tempo a coragem que vc precisou pra ter e vir se abrir aqui comigo, confidenciando algo tão intimo e profundo.
Thiago: (voz embargada, lágrimas nos olhos)
Sério? Você não acha que eu sou… doente?
Keila: Não. Eu acho que você é corajoso pra caralho. E eu sou psicóloga o suficiente para reconhecer isso em vc.
Eu tô aqui, com o coração aberto e doendo junto com o seu. Eu te amo inteiro… e agora também suas camadas mais intimas. Porque se ela existe dentro do homem que eu vou casar… então ela também é minha agora.
Thiago: (chorando, voz rouca) Você tá falando sério? Ou tá só sendo psicóloga pra não me destruir?
Keila: (puxando ele pro abraço apertado, chorando junto) Eu não tô sendo psicóloga agora. Não mais, agora Sou a Keila que te ama pra caralho e te quer para sempre.
Nesse momento um alivio tomou conta do meu ser, um abraço que remetia as profundezas do meu coração, o alivio e a leveza de tirar um piano das costas e pela primeira vez pude sentir eu sendo a Amanda e Thiago ao mesmo tempo ali nos braços de Keila sem mais barreiras.
Obviamente perguntas e emoções foram suprimidas, histórias absurdamente resumidas, outras nem sequer mencionadas.
Aqui é mais pra ser um relato, não um livro bibliográfico da minha vida, mas espero que eu tenha conseguido passar minha história para vocês, sei que a luta e o drama é diário principalmente para aquelas meninas cross que não deram o passo de se libertar e assumir para as suas companheiras.
Caso vcs tenham gostado de como relatei a historia e quiserem atualizações de como ficou a minha vida após me abrir para Keila, o que virou do nós nas semanas seguintes, o que aconteceu com o armário secreto da Amanda, o casamento, lua de mel, novas experiências junto dela, conto tudo meninas. Enviem mensagens aqui no fórum e responderei assim que possível.
Beijos da Amanda