Encontro no Motel: Apolo e a Morena

O relógio do carro marcava 22h13 quando Apolo estacionou na vaga mais discreta do motel "Paraíso Oculto". A Morena já estava lá dentro, num Fiat prata com vidros escuros. Ele viu a silhueta dela através do para-brisa: cabelos negros ondulando sobre os ombros, o brinco de pérola que ele presenteou no primeiro encontro brilhando sob a luz fraca do estacionamento.
Ela desceu do carro sem olhar para os lados. Sandália de salto alto, vestido vermelho que parava cinco dedos acima do joelho, uma bolsa pequena que parecia esconder mais segredos do que maquiagem. Apolo aproximou-se por trás e sentiu o perfume — jasmim e baunilha — antes mesmo de tocar sua cintura.
— Seu marido sabe que você está aqui? — murmurou, só para sentir o arrepio que percorreu a nuca dela.
Morena virou-se com um sorriso que era ao mesmo tempo pecado e perdão.
— Ele está em viagem de negócios. E você sabe que eu só saio com você quando ele viaja. São as regras.
As regras. Três encontros em seis meses. Nunca no mesmo lugar. Nunca dormir juntos. Nunca dizer "eu te amo". Mas naquela noite, algo nos olhos dela dizia que as regras estavam prestes a ser quebradas.

O quarto do motel era um clichê intencional: cama redonda com lençóis de cetim vermelho, espelho no teto, hidromassagem num canto e um controle de luzes que alternava entre âmbar e azul-piscina. Apolo fechou a porta com os dois ferrolhos. Morena já estava no centro do ambiente, dedilhando a cortina de voal.
— Você está tenso — ela observou.
— Você está linda demais para um encontro furtivo.
Ela riu, um som grave que começou na garganta e terminou nos quadris. Com um movimento contínuo, puxou o zíper lateral do vestido. O vermelho escorregou pelo corpo dela como casca de fruta madura. Morena usava apenas uma calcinha de renda preta e um sutiã que mal continha os seios fartos, com os mamilos já marcando o tecido.
— Vem tirar o resto — ela desafiou.
Apolo atravessou o quarto em três passos. Suas mãos, grandes e calejadas de quem trabalha com madeira, encontraram a cintura fina dela. Beijou-a com a fome de quem passou trinta dias esperando. A boca de Morena tinha gosto de menta e pecado. Ela mordeu o lábio inferior dele, um gesto que já era marca registrada, e puxou sua camisa para fora da calça.
— Deita — ordenou, empurrando-o para a cama.
Morena despiu-o com calma cirúrgica. Cada botão da camisa era um novo centímetro de pele descoberta. Quando os dedos dela roçaram o elástico da cueca, Apolo já estava duro como madeira de lei. Ela se debruçou sobre ele, os cabelos formando uma cortina negra que os isolava do resto do mundo.
— Você sabe o que eu mais gosto? — ela sussurrou, descendo com a boca quente pelo peito dele, pelo abdômen, até o quadril. — De ver você perdendo o controle.
E então ela o chupou. Não com timidez, mas com a devoção de quem está num altar proibido. Sua língça traçava veias, sua boca sugava com pressão alternada, seus olhos nunca desviavam dos dele. Apolo gemeu, os dedos enroscados nos cabelos dela, puxando quando o prazer ameaçava explodir.
— Para — ele pediu, ofegante. — Quero sentir você por dentro primeiro.

Morena montou nele como quem sobe num palco. A calcinha de renda foi para o chão num piscar de olhos. Ela posicionou-se sobre o membro dele, molhada desde o primeiro beijo, e desceu devagar — tão devagar que Apolo enterrou as unhas nas coxas dela.
— Assim — ela gemeu, quando ele finalmente preencheu cada centímetro dela.
O movimento começou lento. Morena balançava os quadris num ritmo que parecia coreografado, os seios saltitando sob o sutiã ainda preso. Apolo sentou-se de repente, puxou o sutiã para baixo com os dentes, e sugar-lhe um mamilo enquanto ela cavalgava. O espelho no teto devolvia a imagem de dois corpos colados, suados, irreverentes.
— Bate — ela pediu, guiando a mão dele para sua própria nádega. O tapa ecoou no quarto e ela gemeu mais alto. — Mais forte.
Apolo obedeceu. Outro tapa. Ela arqueou as costas, o cabelo voando. O terceiro tapa veio junto com uma lambida no pescoço. Morena começou a tremer, os movimentos ficando erráticos, a respiração virando ofegos curtos.
— Vai gozar comigo? — ela perguntou, os olhos vidrados.
— Já estou quase lá.
Ela se inclinou para frente, colando os seios no peito dele, e sussurrou no ouvido:
— Então me enche, Apolo. Quero sentir você escorrendo em mim depois.
Foi o suficiente. Ele a deitou na cama redonda, assumiu o controle, e enfiou-se nela com força bruta. Morena gritou — um som abafado pelo beijo voraz que ele plantou em sua boca. As pernas dela subiram, envolvendo a cintura dele. Os dedos dela arranharam as costas dele. O orgasmo veio como uma onda dupla: primeiro ela, se contorcendo e gemendo seu nome contra o travesseiro; depois ele, enterrando o rosto no cabelo dela e vindo em jorros quentes que pareciam não ter fim.

Ficaram ali por longos minutos, entrelaçados, o ar condicionado gelando a pele suada. Morena desenhou círculos no peito dele com a ponta do dedo.
— Foi bom? — ela perguntou, com a falsa modéstia de quem já sabia a resposta.
— Você quer destruir meu casamento? — Apolo brincou. Ele também era casado. Essa era a parte não dita das regras.
Ela riu, levantou-se, e começou a se vestir com a mesma eficiência de uma mulher que tinha um horário para voltar para casa. Antes de sair, deixou um batom vermelho no espelho do quarto: um beijo desenhado, ao lado da frase escrita com rímel: "Até a próxima viagem."
Apolo ficou ali, nu na cama redonda, cheirando o perfume de jasmim no travesseiro, sabendo que Morena não era apenas uma amante. Ela era o tipo de vício que não se cura com abstinência.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico dg17cm

Nome do conto:
Encontro no Motel: Apolo e a Morena

Codigo do conto:
259458

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
15/04/2026

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