Abril de 2025. Estava voltando da casa da minha sogra após o feriado de páscoa. Me chamo Allan, tenho 35 anos, e esse dia mudou minha vida. Eu estava no banco do passageiro quando meu marido perdeu a direção do carro e bateu em alta velocidade contra uma árvore. Como resultado quebrei a perna, uma lesão da qual me recupero até hoje. Sempre tive uma vida muito ativa, gostava de praticar atividades físicas com frequência: trilha, corrida, natação, crossfit, pilates e academia, rigorosamente toda manhã. Em razão dessa rotina eu tinha um físico muito bom, era fácil perceber os olhares me acompanhando por onde passava. “Ainda bem que você tem uma saúde muito boa”, disse o médico, “esse acidente poderia ter tirado sua vida”. Após quebrar a perna, entretanto, tive que interromper qualquer atividade e me dedicar inteiramente à fisioterapia. Foram meses de fisioterapia antes de poder fazer qualquer coisa. Após a fisioterapia o médico autorizou voltar a fazer pilates e, posteriormente, academia, sempre com os cuidados necessários… Passaram-se nove meses antes que eu colocasse o pé na academia novamente. O dia estava nublado quando eu fui até a nova academia que havia sido inaugurada um mês antes perto de onde trabalho. Fiz minha inscrição, mas confesso que na primeira semana faltei ao treino pois não me sentia motivado. Eu estava fraco, com dor… Havia perdido muito peso, era difícil para mim aceitar a nova realidade, era difícil recomeçar. Mas ainda assim, me enchi de força de vontade e decidi que já não podia mais deixar as coisas como estavam. Tinha dado o primeiro passo ao fazer minha matrícula, e não podia me deixar abater. Então na semana seguinte compareci ao treino, conversei com o professor e expliquei minha situação… Ele fez um treino simples de iniciante, que para mim era um grande desafio. A despeito de minhas limitações, ele não me dava muita atenção, e fui fazendo o que podia. Os dias foram passando e fui me animando. Marquei consulta com nutricionista e voltei a cuidar da alimentação. Meu corpo, embora lesionado, estava começando a reagir. Foi depois de cerca de três semanas de treino que vi Vitor na academia pela primeira vez. Ele entrou no lugar de um dos outros professores. Sorridente, ele se apresentou e perguntou se estava tudo certo com meu treino. Eu também me apresentei, disse que estava treinando há pouco tempo, mas que estava tudo certo. Num primeiro momento, Vitor não me chamou a atenção, mas diferente dos outros ele estava sempre disposto a auxiliar. Eu apenas agradecia e continuava o treino. Não sei exatamente quando, mas começamos a conversar com certa frequência durante os treinos. Quando me dei conta, na noite anterior já ansiava o dia seguinte para ir treinar e conversar com ele. Vitor tinha apenas 22 anos, era mais novo que todos os outros professores. Apesar da pouca idade, em nossas conversas ele me disse que era casado com outro homem. Ele sabia que eu também era casado, afinal eu treino de aliança, mas até então eu não havia comentado com ele que era casado com outro homem. Eu sempre fui reservado, não achava que precisava entrar no mérito da minha sexualidade com ninguém, mas senti que precisava falar disso com Vitor depois do que ele havia me confidenciado. Quando contei a ele que também tinha marido, um sorriso enorme se abriu em seu rosto. Eu também deveria estar sorrindo. Disse a ele que poderíamos sair para conversar qualquer dia desses, sem saber qual a interpretação que ele daria ao convite. O fato era que eu estava começando a gostar dele de uma maneira diferente. Se antes eu olhava para ele com a indiferença que é comum a estranhos, agora eu gostava de estar em sua presença. Me pegava reparando no seu corpo e comecei a perceber o quanto ele era bonito… Músculos definidos, pele morena, e aquele sorriso… Quando não estávamos conversando durante meu treino, nossos olhares se caçavam em meio a tantos outros. Me perguntei se ele estava sentindo o mesmo que eu começava a sentir. Eu comentava com Vitor como me sentia depois do acidente, das dificuldades que isso representava nos meus treinos, e como elas comprometiam meu desempenho. Ele sempre me colocava para cima, falando que eu estava bonito, que já estava ficando forte. Foi num desses dias que, durante o treino, ele me mandou uma mensagem dizendo: “tá fortinho, daqui a pouco vai ficar gostosão”. Eu respondi com uma foto de visualização única de sunga antes do acidente. “Pode não parecer, mas eu já fui forte um dia”. Para minha surpresa, a resposta veio em seguida: “Ficou marcado”, seguido de uma figurinha com uma pessoa fazendo cara de safada. Ele estava falando do volume que meu pau fazia na sunga. Já tinha terminado meu treino, e nos esbarramos quando eu estava indo embora da academia depois de tomar meu banho para o trabalho. “Viu como eu era forte?”, disse a ele. “Você já tá bonitão pow, bola pra cima”, ele respondeu, “olha o tamanho desse braço. Sua perna também já está mais forte.” De fato, passados 3 meses de treino, eu já estava bem mais forte do que quando nos conhecemos. Na semana seguinte, Vitor não estava na área de pernas. Fui para a área de treino de membros superiores, afinal era dia de braço e costas, e Vitor também não estava lá. Fiquei triste que não iria conversar com ele naquele dia. Então após terminar meu treino, já no caminho pro vestiário, resolvi mandar uma mensagem: “O que aconteceu com meu professor favorito que não veio trabalhar hoje?”. A resposta chegou na mesma hora: “To chegandooo. Tive prova”. Repliquei: “Achei que estava curando da ressaca do fds haha”. “Ta doido haha” foi a resposta. Entrei no chuveiro. Minha mochila no banco do vestiário denunciava minha presença. Pouco tempo depois uma voz rompe o som da água caindo sobre meu corpo: “Allan!?”
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