A vida de esposa não estava sendo fácil. Casei com Marcos há 3 anos, o matrimônio foi consumado quando ainda éramos jovens. Era paixão louca, amor independente e fogoso. Agora, com o trabalho consumindo sua vida, era constante a sua ausência. Sou Priscilla, tenho 25 anos, me sinto mais solitária do que nunca. Marcos vive trabalhando, carregando sua maleta para lá e para cá, voltando tarde para casa, dispensando-me sem mais nem menos. Eu me sentia triste, desprezada, afinal, eu sempre fui uma bela mulher. Peso e altura ideais, cabelo castanho encaracolado, não chegava a ser cacheado. Olhos castanhos, nariz que entregava herança hispânica e lábios carnudos. O barulho da faca era audível o suficiente para que, quem batesse na porta, deduzisse que estava ocupada. Não demorou para que isto ocorresse. Duas batidas tímidas, eu já esperava. — Já vai! — Respondi. Sequei as mãos numa toalha e larguei o objeto pontudo por cima do tabuleiro, este ocupado por torresmos que posteriormente seriam fritos. Abri a porta, sorri tímida. — Oi, Daniel. — Cumprimentei, ele fez o mesmo. Expôs para mim o seu sorriso simpático. Eu tentava não deixar espairecer que, dentre os amigos de meu marido, ele é o mais bonito, mais educado, mais respeitoso. Homens são todos iguais, grosseiros, confundem flerte e assédio…Ele era diferente. Veja, pensar não é trair. — O Marcos não está, Scilla? — Ele perguntou. Meu marido mencionou mais cedo que um amigo chegaria para assistir à um jogo. — Ah, foi ao mercado! Mas ele já volta, tá? — Comentei, dando espaço para que ele entrar. Daniel adentrou em passos tímidos, enfiando as mãos no bolso. Eu pude jurar que enquanto fechava a porta, senti em meu corpo a queimação que apenas um olhar carregado de segundas intenções carregava. Eu esquentei por dentro, enrolei uma mecha de cabelo por trás da orelha para disfarçar. — Pode se sentar, estou terminando de fazer uns petiscos para vocês…Um agrado as vezes não faz mal, né? — Comentei, sorrindo tímida. Ele fazia com que eu me sentisse assim. Na verdade, nunca fui uma mulher cheia de atitude, sempre preferi que tomassem minhas rédeas. — Você é boa, Scilla. O Marcos tem sorte. — Ele dizia tranquilamente, sentando-se no sofá como se não tivesse dito nada. Eu arregalei levemente os olhos, abrindo a boca na tentativa de desferir frases que não saíam. — E-Eu… — Comecei, tentando inventar algo para dizer. — E-Eu… obrigada. — Consegui dizer por fim, a voz saindo mais baixa do que eu gostaria. Desviei os olhos e voltei depressa para a cozinha, sentindo o calor subir pelo pescoço. Sempre acontecia isso quando Daniel me dirigia aquelas gentilezas simples, ditas sem esforço, como se elogiar uma mulher fosse a coisa mais natural do mundo. Marcos já não me olhava assim havia muito tempo. Atrás de mim, ouvi o ranger leve do sofá e passos lentos se aproximando. — Precisa de ajuda? — A voz dele veio perto demais. Virei só o suficiente para encontrá-lo encostado no batente da cozinha, braços cruzados, postura tranquila. Daniel tinha aquele tipo de beleza que parecia despretensiosa: alto, ombros largos, braços fortes marcados sob a manga da camiseta, barba bem aparada destacando o maxilar e os olhos atentos de quem observava tudo em silêncio. O cabelo castanho, penteado para trás de forma descuidada, dava a ele um ar perigosamente charmoso. — Não precisa. — Respondi, pegando a faca de novo só para ocupar as mãos. — Eu dou conta. — Eu sei que dá. — Ele disse, com um meio sorriso. — Você parece dar conta de tudo sozinha. A frase me pegou desprevenida. Parei por um segundo, olhando para os torresmos sem realmente enxergá-los. — Não sei do que você tá falando..— Gaguejei. — Sabe sim. — Ele rebatia, firme. O silêncio entre nós ficou denso. Eu sentia a presença dele às minhas costas, perto o bastante para me deixar consciente demais do meu próprio corpo, do tecido fino do vestido marcando minha cintura, das pernas nuas, dos cabelos caindo em ondas pelos ombros. Eu sempre chamava atenção sem tentar. Meu rosto delicado contrastava com os lábios cheios e o olhar castanho naturalmente expressivo. Havia algo em mim entre doçura e carência que parecia convidar olhares demorados. — O Marcos vive fora. — Daniel continuou, a voz baixa. — E você sempre aqui…cuidando da casa, esperando.— Virei de repente. — Você veio ver jogo ou veio me analisar?— Ele riu pelo nariz, sem se mover. — Talvez os dois. — Tentei sustentar a pose ofendida, mas acabei sorrindo. Daniel tinha esse efeito irritante em mim: desmontava minhas defesas com meia dúzia de palavras. — Você se acha muito esperto, né? — Questionei. — Nem tanto. — Ele deu um passo à frente. — Só acho um desperdício uma mulher como você passar despercebida. Todo mundo vê, Scilla. O jeito que ele te trata é estranho. — Meu coração bateu errado, meus olhos marejaram. Marejaram de indecisão, de fogo, raiva de mim mesma por me deixar levar por sua fala mansa. — Daniel… — Eu murmurei. A voz falha, arrastada. — O quê..? — Ele falou meu nome daquele jeito calmo, como se me desafiasse a terminar qualquer protesto. — Isso não é certo. — Neguei com a cabeça, cortando torresmos apenas para tentar me livrar de pensamentos insistentes. — O que exatamente? Te elogiar? Te notar? — Inclinou a cabeça, me encarando. — Porque alguém devia. — Engoli em seco. Quis responder, mandar que ele se afastasse, lembrar que era amigo do meu marido. Mas fazia tanto tempo que eu não me sentia desejada que aquelas palavras entravam feito água em terra seca. A campainha não tocou. A porta não abriu. Marcos ainda não tinha voltado. E, pela primeira vez em muito tempo, eu não sabia se queria que voltasse tão cedo. — B-Bom…. — Eu desconversei. — Esse caldo já está cheirando… — Fiquei de costas para ele outra vez, tentando me concentrar no que fazia. Mexi a panela devagar, embora mal soubesse mais o que estava fazendo. Minha cabeça estava cheia demais da presença dele atrás de mim, do calor que parecia ocupar a cozinha inteira. Daniel não disse nada por alguns segundos, e esse silêncio dele era ainda pior. Eu sentia que me observava. Não de um jeito vulgar, apressado como tantos homens faziam. Era um olhar paciente, atento, como se enxergasse coisas em mim que eu mesma tentava ignorar. — Você vive tensa assim? — Perguntou por fim, a voz baixa, quase carinhosa. Fechei os olhos por um instante. — Não tô tensa. — Tá sim. Sempre na defensiva… como se precisasse se proteger o tempo todo. — Engoli em seco. Não respondi. Daniel se aproximou mais devagar dessa vez, sem pressa, como quem sabia que qualquer movimento brusco me faria fugir. Parou perto o bastante para que eu sentisse sua respiração leve perto do meu ombro. — Relaxa um pouco. Não precisa se explicar pra mim. — Aquilo me desmontou mais do que qualquer elogio. Fazia tempo que ninguém me dizia algo com tanta calma, sem cobrar nada, sem impaciência. Marcos só sabia chegar cansado, responder no automático, me beijar distraído quando lembrava. Daniel falava comigo como se eu importasse. Minhas mãos afrouxaram sobre a colher. — Eu só… ando cansada. — Admiti baixinho, quase com vergonha. — Eu sei. — O jeito que ele respondeu me fez virar um pouco o rosto. Seus olhos estavam em mim, firmes e tranquilos. Sem julgamento. Sem deboche. Só atenção. Ele sabia exatamente o que fazia. Era apenas esforço para me ter nua? Se fosse, certamente funcionaria. — Você tenta parecer forte o tempo todo. — Continuou. — Mas não precisava fazer isso agora. — Senti algo apertar no peito. Ninguém percebia essas coisas. Ninguém perguntava. Ninguém queria saber. Eu era só a esposa que cuidava da casa, fazia comida, esperava. Daniel ergueu a mão devagar e tocou meu ombro por cima do vestido. Um toque leve, quase nada. Ainda assim, meu corpo inteiro reagiu. — Tá tudo bem. — Murmurou. — Você pode abaixar a guarda comigo. — Respirei fundo, sentindo os olhos arderem de um jeito ridículo. Balancei a cabeça, tentando rir de mim mesma. — Você fala bonito demais. — Ele sorriu de leve. — Não. Só falo com sinceridade quando vale a pena. — Baixei os olhos. Pela primeira vez desde que ele chegara, eu não tinha vontade de rebater nada. Só queria continuar ouvindo. Daniel deslizou os dedos lentamente até minha mão, tirando a colher dela e apoiando sobre a bancada. Depois segurou meus dedos entre os dele, quente, firme, tranquilo. — Viu? — Disse num sussurro. — Você tá sempre carregando alguma coisa. Deixa eu cuidar de você por um minuto. — Meu coração se apertou de carência pura. Confusão, culpa, desejo… tudo junto. Mas quando ele acariciou meus dedos com o polegar, fechei os olhos e deixei. — Daniel… — Chamei, ele se pôs a me ouvir. Eu não disse nada. Me rendi. O beijei com carência devota, deixando escapar um gemido desesperado. Ele me agarrou como se eu fosse sua. Só por hoje, só por agora. Sua língua era receptiva com a minha, embora controlasse grande parte do beijo. A consciência bateu, eu o afastei. — Não…É errado… — Murmurei, negando com a cabeça. Ele acariciou meus cabelos, aproximou sua boca da pele de meu pescoço e deixou beijos reconfortantes. Suas mãos acariciavam-me como um padeiro prepara a massa de um pão. Concentradas em minha cintura, ele desfrutava de meu corpo curvilíneo. Eu suspirava, jogando a cabeça para trás. Era errado, mas era tão bom. Tão, tão bom. Talvez ele só estivesse se aproveitando de mim, da minha beleza…Eu não me importava. Eu poderia me sentir mal depois, mas agora, eu me sentia a única mulher do mundo. Daniel pareceu sentir cada conflito passando por mim como se lesse meus pensamentos na pele. Ainda assim, não recuou. Seus lábios continuaram descendo pelo meu pescoço em beijos demorados, quentes, enquanto as mãos me seguravam pela cintura com firmeza suficiente para me manter ali, fraca e rendida, sem nunca me prender de verdade. Era isso que me enlouquecia: eu podia ir embora quando quisesse… mas não queria. Soltei outro suspiro trêmulo quando ele roçou o rosto na curva do meu ombro. Meus dedos, sem perceber, agarraram a frente da camisa dele, amarrotando o tecido. Eu precisava me segurar em alguma coisa. — Olha pra você… — ele murmurou, a voz baixa junto à minha pele. — Tão linda e tão faminta de carinho… Que tal você ser a minha mulher só por agora? — A frase me atravessou inteira. Fechei os olhos, sentindo vergonha e desejo ao mesmo tempo. Porque era verdade. Eu estava faminta. Faminta por atenção, por toque, por alguém que me olhasse como se eu ainda fosse mulher e não só esposa esquecida. Minhas mãos subiram até sua nuca, enredando-se em seus cabelos. Um som baixo escapou de mim quando senti suas mãos percorrerem minhas costas lentamente, desenhando meu corpo por cima do vestido como quem memorizava cada curva, enquanto beijava-me com fervor. — Assim… — Ele sussurrou entre um beijo e outro. — Para de pensar. — Como se fosse simples. Como se eu pudesse desligar a culpa que batia à porta da minha consciência. Mas toda vez que tentava lembrar do certo, eu mal conseguia formular um pensamento decente. Ele pressionou meu corpo contra o mármore frio, beijando o colo de meu pescoço como se me devorasse pacientemente, como se soubesse como me envolver. Enrolou os dedos por cima do tecido de meu vestido, mais especificamente no decote mínimo nos seios. — Eu posso, querida? — Perguntou. Eu assenti desesperadamente. Violentamente, ele desceu as alças do meu vestido, desatando meu sutiã com maestria. Ele era assim com todas? — Como você é linda… — Encarava meus seios maravilhado, quase surpreso com meus montes. Eu os tampei com os braços por instinto, ele negou com a cabeça, afastando delicadamente. — Não, não, não, querida…Eu estou no paraíso, e, de repente, você tira de mim essa visão? — Desviei o olhar e mordi o lábio inferior. Ele me abocanhou sem aviso. Envolveu com sua boca aveludada meus montes de vênus, redondos, médios, rosados. Me contorci contra a bancada. Enquanto inclinava-se para me dar prazer nos seios, fazia o mesmo com a minha intimidade. Enfiou delicadamente sua mão por debaixo da minha calcinha, estimulando meu clítoris com os dedos. — Daniel… — Eu erguia o quadril em espasmos prazerosos. Ele sorria contra a minha pele. Era o meu fim, minha ruína. Eu me sentia a maior traidora de todos os tempos, mas era tão bom. Tão, tão bom. Tão bom que eu nem percebi quando ele me pegou no colo, envolvendo minhas pernas em seu quadril. Levou-me até meu quarto com Marcos, parece que adivinhou por instinto. Colocou-me na cama, filmando-me com o olhar. — Aqui…? — Eu perguntei. Na cama em que eu dormia com meu marido. — E há lugar melhor, querida? — Questionou, tomando o domínio para si. Tomou em mãos as alças de meu vestido — essas já abaixo da altura de meus seios — e despiu-me. Suspirou, fitando-me. — Gostosa. — Eu arfei, sorrindo sem mostrar os dentes. Senti os seus lábios percorrendo meu tronco, descendo até a minha intimidade. Beijava-me, lambia-me. — Você tem uma barriga linda, sabia? Ficaria melhor com o meu filho. — Eu arregalei os olhos. Era um fetiche? Eu gostei. Mal tive tempo de avaliar novamente o que eu havia acabado de ouvir, tomou-me por completo. Beijou o interior de minhas coxas, desferindo selares torturantes. Eu me molhava inteira. Arrastou minha calcinha para o lado, roçando o nariz em meu filete de nervos. — D-Daniel… — Ele sorriu. Deixou selares suaves em minha buceta, enquanto suas duas mãos abriam mais as minhas pernas. A visão era paradisíaca. Ela pulsava, convidava-o, vermelha e inchada de tesão. Daniel se afogou. Afundou a boca em meu Jardim do Éden, em meu paraíso. Acariciou-me com a língua, fodeu-me com ela. Entrei em êxtase. Marcos poderia chegar, eu não me importava. Me senti uma mulher novamente, desejada, parcialmente amada. Aventurava-se em meu clitóris, percorrendo pontos que nem mesmo eu conhecia. Minhas pernas estremeceram. — D-Daniel…Eu… — Enfraqueci. — Deixa vir, gostosa…Eu te seguro..— Era o que eu precisava. Meu deus, eu o queria tanto. O desejava tanto. Era mais bonito que Marcos, mais educado, mais tudo. Eu deixei vir, sem preocupações, pois sabia que um homem de verdade me teria em seus braços. Ele segurou minhas pernas enquanto me fez gozar, e eu tive espasmos que forçaram-o contra minha feminilidade. — Huummm.. — Deleitou-se, apertando minhas coxas. Eu suspirei, recuperando o ar, e ele ergueu o rosto melado para mim, sorrindo como um bobo. Minhas bochechas ganharam cor, eu sentia que entraria em combustão. Daniel recuou apenas o bastante para me olhar por inteiro, como se quisesse gravar minha reação. Então levou as mãos à barra da camiseta e a puxou devagar por cima da cabeça. Meu fôlego falhou antes mesmo de perceber. O corpo dele tinha a mesma presença segura que carregava no olhar: largo nos ombros, peito firme e definido sem exagero, braços fortes marcados pelo esforço de alguém ativo, não de vaidade. Havia linhas secas no abdômen, músculos naturais e sólidos, como se cada parte dele servisse a um propósito. A pele levemente dourada contrastava com a sombra discreta de pelos no peito, descendo em trilha pelo ventre. O pescoço forte, o maxilar coberto pela barba curta e bem feita, tudo nele parecia masculino de um jeito simples e perigoso. Daniel passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais, e o gesto casual só piorou tudo. Ele sabia o efeito que causava. Fez o mesmo com sua calça e cueca…Eu perdi o ar. Grande o suficiente para acabar comigo, eu mal sabia como reagir. Ele entendia pelo modo como me observava em silêncio, pela calma quase arrogante com que largou as roupas no chão e voltou a se aproximar. Senti meu rosto esquentar, um buraco se formar em meu estômago. Eu havia me acostumado a homens distraídos, ausentes, comuns…Todos como Marcos. Que, por já estarem presos ao matrimônio, rendiam-se ao desleixo. Daniel, parado diante de mim, parecia outra coisa inteiramente. — Gostou do que viu? — perguntou baixo, com aquele meio sorriso que me desmontava. Baixei os olhos por reflexo, incapaz de responder. Ele segurou meu queixo entre os dedos e ergueu meu rosto. — Olha pra mim. — Obedeci. Assenti positivamente. — E-eu gostei… — Respondi, e ele envolveu destra em meu pescoço. — Eu posso te foder agora, querida? — Perguntou. Era excitante a forma com que me pedia consentimento. — Por favor, Daniel… — Pedi, com olhos carentes. Ele posicionou-se, tocando o próprio pau com a mão para pincelá-lo em mim. Era deliciosa a sensação, aquela fricção gostosa que me deu arrepios. — Você vai me dar muito gostoso, não é, querida? — Apenas a sua voz me fazia estremecer. Concordei, mordendo meus lábios. Ele sorriu em aprovação. Estocou lentamente, como se soubesse que nunca senti um membro como o dele. — A-ah! Daniel! — Gemi, apertando os olhos. Doía um bocado, o suficiente para transferir choques dolorosos ao interior de minha buceta. Era delicado, começou devagar. Manteve-se parado para que eu me acostumasse com sua espessura. — P-por favor, pode mexer… — Pedi, tímida. Ele assentiu com a cabeça. Me estocou com pouca força, aumentando aos poucos a intensidade com que me fodia. Eu não contia os gemidos, e ele também não se esforçava. — Olha pra você, Scilla… — Me admirava, perdendo-se em prazer conjunto. Fodia-me como um selvagem, e eu o recebia como se fosse projetada para isso. De repente, ele parou e sentou-se na cama. — Vem por cima de mim, vem? — Assenti. Sentei-me em seu colo, de frente para ele. Usei a mão para apontar seu cumprimento até a minha entrada, causando o encaixe perfeito entre nós. Sentei como nunca. Ele guiava minha cintura, e eu rebolava com todas as minhas forças. Meus cabelos balançavam, meus seios balançavam, ele admirava como se observasse uma obra de arte. Abafava seus gemidos em meu ouvido, enquanto eu gemia para que todos ouvissem. Eu senti o nó abaixo do estômago, era o meu ápice. — D-daniel…Eu v-vou gozar! — Gemi, depositando minhas últimas forças em sentadas dedicadas. Ele assentiu. — Porra, Scilla…Me deixa gozar dentro… — Eu mal consegui responder. Estremeci, ele também. Gememos juntos, o abracei com todas as forças. Envolveu seus braços em mim, segurando-me como havia feito anteriormente. O seu líquido preencheu meu interior, me invadiu sem pedir permissão. Eu estava acabada demais para protestar contra. Ficamos alí por um tempo, até que meu telefone vibrou na cômoda: Era Marcos. Disse que já estava chegando. Levantamos num pulo. Eu me vesti, sem sequer me limpar, ele fez o mesmo. Nos encaramos por alguns segundos, eu desviei o olhar. — Você gostou? — Ele perguntou. Eu não tive coragem de responder imediatamente. Dei as costas e caminhei até a cozinha. O caldo havia queimado, mas eu ainda conseguia salvar os torresmos. Ele me seguiu, parando em minha frente. — Gostei… — Respondi, envergonhada. Ele me roubou um beijo que retribuí brevemente, afastando-nos. — Vai pra sala…Daqui a pouco o Marcos chega. — Pedi, olhando-o com olhos marejados. Ele beijou minha bochecha. — Me liga. — Eu assenti. Ouvi o sofá ranger, e tudo estava comum novamente. A porta abriu. Eu congelei. — Fala, Daniel! — Marcos cumprimentou, deixando as sacolas de lado. Fui até a sala para ajudá-lo. — Oi, amor, — Cumprimentou-me com um selar sem graça. Daniel me encarou, eu fui para a cozinha com as sacolas. Enquanto conversavam sobre o jogo, eu cozinhava, servia-os petiscos e cerveja. — Prestativa a sua esposa, Marcos. — Daniel provocou-me quando lhe entreguei uma garrafa de cerveja. — Ela é, não é, querida? — Marcos mal me olhou. Eu assenti timidamente.
Depois que Daniel foi embora, me culpei durante toda a noite. Mas que se foda, eu também queria ser feliz. Eu tinha o número dele salvo por acaso, peguei num desses churrascos entre amigos. Enviei uma mensagem, um tímido “Oi.”
“Eu sabia que mandaria mensagem.”
“Eu não resisti…”
“Sem problemas. Eu queria mesmo que enviasse.”
“Daniel…Podemos nos ver de novo?”
“É claro.”
E assim eu me rendi. Mantemos esse romance até hoje, é o nosso segredo. Me sinto mulher, feliz, desejada. Marcos notou a mudança, mas não se manifestou…Espero que continue assim.

