Doutora 2

Eu sabia o seu endereço, mas jamais bateria na sua porta.
Ainda assim, durante dias, fiquei pensando em como encontraria aquele homem outra vez.
O universo resolveu isso por mim.
Sexta-feira à noite.
Uma cliente me liga desesperada:
— Doutora, a polícia acabou de conduzir meu irmão e um colega. Preciso da sua ajuda.
Nada de novo na vida de uma advogada criminalista. Sextas-feiras costumam ser longas.
Fui direto para o batalhão da Polícia Militar. Ninguém dava informação. Nenhum registro claro. Nenhuma resposta. O desespero dos familiares começou a crescer rápido demais. Onde estavam aqueles rapazes? O que estava acontecendo naquela operação?
A tensão tomou conta de todo mundo.
Começamos então a procurar informações pela favela. Alguém precisava ter visto a abordagem. Minha cliente comentou sobre um rapaz que teria presenciado tudo.
— Vamos na casa dele.
Subi o morro como tantas outras vezes no exercício da profissão. Becos apertados, som alto saindo das casas, gente observando nossa passagem. Paramos em frente a um barraco simples de portão baixo.
Ela chamou.
E então ele apareceu.
Sandro.
Recém-saído do banho, água ainda escorrendo pelo pescoço, uma toalha frouxa presa na cintura. O vapor vinha de dentro da casa junto com cheiro de sabonete e maconha. Meu corpo inteiro travou por um segundo.
O peito largo. Os braços fortes. A pele morena brilhando molhada. E a toalha… marcada demais. Um volume duro empurrando o tecido sem qualquer vergonha.
Ele percebeu meu olhar.
Claro que percebeu.
Mas eu estava trabalhando. E o trabalho era sério.
Mantive a postura. Fiz as perguntas necessárias sobre a viatura, os policiais, o horário da abordagem. Enquanto ele respondia, me olhava daquele jeito lento, perigoso, como se estivesse me despindo ali mesmo, na frente de todo mundo.
Voltei para o batalhão com as informações. Pouco tempo depois, os conduzidos foram localizados e liberados.
Caso resolvido.
Mais tarde, já em um bar com amigas, recebi uma ligação de número desconhecido.
— Obrigado pelo excelente trabalho, doutora. Os manos já chegaram inteiros aqui na quebrada.
Reconheci a voz na mesma hora.
Fingi naturalidade.
— Não precisa agradecer. É o meu trabalho.
Do outro lado da linha, ele riu baixo.
— Eu tava saindo do banho quando vocês chegaram.
Engoli seco.
— Eu percebi.
— Sei que a doutora tava ocupada… mas eu queria ter te convidado pra entrar.
O calor daquela voz atravessou meu corpo inteiro.
— Eu não poderia.
— Mas eu queria muito ver a doutora de quatro pra mim dentro do meu barraco.
Meu corpo gelou.
Não de medo.
Daquela mistura absurda de indignação e tesão que ele provocava sem esforço.
Mas eu não ia me entregar assim tão fácil.
Sorri, mesmo sabendo que ele não podia ver.
— Sandro, olha pra mim… eu não sou mulher de subir morro pra dar pra traficante, não.
Ele ficou em silêncio por dois segundos.
Depois respondeu com a voz rouca, calma, segura demais:
— Ainda.
Aquele homem me instigava de um jeito absurdo.
Aquilo mexia com o meu ego.
Um novinho daqueles não podia me dominar só com meia dúzia de olhares atravessados e um sorriso debochado. Eu era uma mulher bem resolvida, independente, financeiramente estável. Acostumada a comandar situações, não a perder o controle delas.
Então resolvi inverter o jogo.
Antes de desligar a ligação, falei com calma:
— Amanhã, dezenove horas. Te pego na favela. Vou te mostrar onde se leva uma mulher como eu.
Desliguei sorrindo sozinha.
Agora eu impressiono esse novinho, pensei.
Escolhi um chalé em uma pousada afastada, discreta, longe do centro. Passei o dia inteiro me preparando para aquele encontro, depilação, cabelo, unha e claro, uma lingerie nova.
Provocante, mas elegante. Cara, delicada, sofisticada. Eu queria despertar desejo sem parecer acessível demais. Não podia perder minha postura.
Não tivemos nenhum contato além daquela ligação. E talvez justamente por isso a ansiedade só aumentava.
Às dezenove horas eu estava na entrada da favela.
Mas o clima estava estranho.
Muita movimentação. Gente reunida em rodas, motos passando rápido, olhares tensos. Como conhecia muita gente ali, logo começaram a me explicar o que tinha acontecido.
Um homem teria mexido com uma menina de doze anos.
Os caras do morro o pegaram antes da polícia chegar. A agressão foi pesada. Quando a PM apareceu, os envolvidos fugiram.
— Talvez dê flagrante de homicídio, doutora. O cara foi desacordado pra UPA. Ninguém sabe se tá vivo ou morto. A polícia tá atrás do pessoal.
Meu estômago travou.
— E quem tava nisso?
Citaram alguns nomes.
E então falaram dele.
— Os outros tão escondidos. Mas o Sandro tá dando bobeira aqui embaixo ainda.
Na mesma hora pensei: não foi porque combinou comigo, foi?
Entrei no carro e fui em direção à casa dele.
Encontrei Sandro escondido perto de um muro, observando a rua com atenção. Sem camisa, de bermuda e chinelo, respirando pesado. O corpo ainda marcado pela adrenalina das últimas horas.
Mesmo naquela situação, ele continuava perigosamente bonito.
Baixei o vidro.
— Entra atrás. A polícia não vai desconfiar.
Ele entrou sem discutir.
O caminho até a pousada foi silencioso. A tensão preenchia o carro inteiro. Não sabíamos se aquele homem estava vivo ou morto. Não sabíamos se a polícia podia aparecer a qualquer momento.
E ainda assim, havia desejo entre nós.
Chegamos ao chalé.
Eu estava impecável. Cheirosa. Arrumada. Com uma lingerie caríssima escondida por baixo do vestido. E Sandro… de bermuda, chinelo, sem camisa, carregando aquele ar perigoso que me deixava sem ar.
Parecíamos pertencer a mundos diferentes.
Talvez fosse exatamente isso que tornava tudo tão intenso.
Assim que entramos no quarto, ele me olhou em silêncio por alguns segundos antes de ir para o banho.
E tirou a roupa sem qualquer vergonha na minha frente.
A visão daquele homem nu entrando debaixo do chuveiro foi uma das coisas mais bonitas que eu já tinha visto. A água escorrendo pelo corpo forte, os músculos tensos, a postura segura… tudo nele parecia exageradamente masculino.
Fiquei observando em silêncio, tentando manter a postura que passei o dia inteiro construindo.
Mas ela começava a desmoronar.
Quando Sandro voltou do banho, veio andando devagar pelo quarto, ainda molhado e absurdamente cheiroso. Eu me levantei da cama para ir em direção a ele, mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, Sandro segurou minha cintura com firmeza e me jogou de volta no colchão de um jeito bruto, dominante, fazendo meu corpo inteiro arrepiar.
Ele começou a me beijar com intensidade. Primeiro minha boca, num beijo quente e descontrolado, daqueles que tiram o ar. Depois desceu lentamente pelo meu pescoço, pelos ombros, percorrendo meu corpo com calma provocante, como se quisesse decorar cada reação minha ao toque dele.
Ele começou a passar a língua devagar nos meus peitos que já estavam rígidos, com calma, com jeito, com controle das minhas sensações. Começou a descer uma das mãos pela minha barriga e alcançou a minha bucetinha. Ele a acariciava com cuidado enquanto me mamava de um jeito extremamente gostoso. Gozei de um jeito que nunca tinha gozado antes.
Naquele momento eu já estava entregue a ele e ele continuou com a mesma calma descendo a língua pela minha barriga e chegando a minha bucetinha, que estava bem lisinha esperando por ele.
Ele começou a beijar devagar, passando a língua como quem tivesse querendo sentir o gosto e depois como se tivesse gostado do que provou. Foi intensificando a chupada e eu, sensível pelo primeiro gozo, já estava quase gozando de novo.
_ Mete o seu pau gostoso! Eu gritei gemendo de tesão.
Sempre gostei mais de gozar com pau do que com sexo oral.
_ Eu vou meter a minha pistola bem dura nessa bucetinha hoje, mas não vai ser agora.
Ele continuou me chupando de um jeito maravilhosamente gostoso e em pouquíssimo tempo eu gozei de novo.
_ Goza pra mim, sua cachorra!
Ainda enquanto eu estava tremendo na cama, ele colocou dois dedos dentro da minha bucetinha e começou a me estimular de um jeito diferente. Eu fiquei completamente louca. Uma sensação que eu nunca tinha experimentado, minha buceta esguichou de um jeito que eu só tinha visto em filme.
Eu não estava entendendo como aquele homem era capaz de fazer aquilo. Ele já tinha acabado comigo e nem o pau em mim ele colocou. Que loucura!
Eu não tive tempo de pensar.
_ Agora fica de quatro pra mim, gostosa!
Eu já não controlava os meus atos, ele controlava.
Fiquei de quatro e ele meteu forte aquela pistola bem dura, gozei de novo.
Ele continuou me dando pau por horas, sem gozar e sem perder o controle do meu corpo por um minuto sequer.
Eu dormi exausta enquanto ele acendia um cigarro.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Doutora 2

Codigo do conto:
261689

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
09/05/2026

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