Era pra ser só uma caminhada. A ideia era espairecer, alongar as pernas, aproveitar o fim de tarde abafado de um domingo arrastado. Meu marido sugeriu um caminho diferente, uma rua mais acima da nossa, ainda em loteamento, com casas inacabadas, ruas de paralelepípedo e cheiro de mato misturado com poeira seca. Eu fui de short jeans curto, regata fina sem sutiã, e um calor escorrendo pelas minhas coxas como se minha pele estivesse sendo derretida pelo próprio corpo.
Sempre tivemos nossas andanças, gostamos de explorar cada canto da cidade onde moramos, ele ainda mais, pois é daquele tipo que fala com todo mundo, então conhecia mais lugares que eu. Naquela tarde, ele saiu diferente de casa, não quis dizer qual trajeto faríamos, tudo estava bastante estranho na verdade. Passamos por alguns terrenos vazios, e então ele parou em frente a uma construção. O portão de ferro entreaberto rangeu quando ele empurrou. Lá dentro, vigas de concreto, pilhas de tijolos, uma escada de madeira encostada na parede, sacos de cimento rasgado e o eco seco de silêncio que esses lugares tem. Ele entrou sem falar, eu o segui.
O ar lá dentro era morno, denso. A luz do fim de tarde entrava pelas janelas, projetando sombras longas sobre o chão de areia batida. O cheiro de cimento se misturava ao leve odor metálico das ferragens expostas. Ele seguia na frente, os ombros largos desenhados pela camiseta colada, os braços bronzeados, o cabelo despenteado pelo vento. A cada passo que ele dava, eu sentia mais o desejo crescer, como se aquele ambiente despertasse algo animal, silencioso, escondido entre minhas pernas.
Ele se virou para mim, me olhando com aquele sorriso de canto que nunca anunciava nada leve. O silêncio entre nós era mais denso que o calor. Ele não disse nada, apenas me olhou, me atravessando com aqueles olhos de desejo contido. E então, ele se aproximou, sem palavra alguma, suas mãos vieram direto para minha cintura, firmes, seguras, e me puxaram para perto colando nossos corpos. O beijo veio quente, molhado, carregado de tensão acumulada.
A mão dele desceu pelas minhas costas. apertando minha bunda por cima do jeans. Ele me empurrou com o corpo contra uma pilha de blocos empilhados, o toque da pedra frios me arrepiando na pele exposta. Minhas mãos agarraram sua nuca com força. Meus mamilos endureceram por baixo da regata fina. Ele passou a mão por cima do tecido com força, pressionando o seio esquerdo com firmeza, arrancando um gemido da minha garganta.
O lugar era sujo, mas incrivelmente excitante. Ele subiu minha blusa com pressa. o ar bateu direto nos meus seios nus, e ele se abaixou para lamber cada mamilo com sede. Seus dedos já desabotoavam meu short, puxando com impaciência até deixa-lo na altura dos joelhos.
Me senti exposta de um jeito diferente, não era só a nudez do corpo, era o contraste entre o bloco frio e a pele quente. Entre o abandono do lugar e a fome viva que nascia entre nós dois.
Ajoelhou com o joelho direto no chão empoeirado, sem se importar com a sujeira que grudava no corpo, apoiou minhas pernas sobre os blocos, abrindo mais minha base, me deixando vulnerável, escancarada. Com uma das mãos, afastou a calcinha para o lado. A outra segurava minha cintura firme.
A língua dele dele me tocou como se explorasse um território sagrado. Subiu lenta pela ´parte interna da coxa, quente e provocadora, até alcançar minha buceta, já inchada, úmida, latejante. Quando lambeu pela primeira vez, um gemido escapou da minha garganta. o som ecoou nas paredes nuas da construção, e me senti mais exposta ainda.
Ele me chupou com fome. Mas sem perder a precisão. A língua alternava entre círculos no clitóris e lambidas largas, fundas, que me faziam arquear contra ele. Seus dedos firmes seguravam minha bunda, apertando com força, como se quisesse me manter ali imóvel, enquanto o prazer me consumia. A cada novo toque, meu corpo se contorcia. O ambiente ao redor parecia desaparecer. Eu não sentia mais o pó, o cheiro forte do cimento, só sentia ele.
Quando ele percebeu que eu estava perto demais, parou. Me pegou no colo, me sentando sobre um saco de cimento, me deitando sobre o material áspero, me olhando como se estivesse vendo uma deusa bruta primitiva. Tirou a própria camiseta, e quando se inclinou para me beijar, seu peito quente encontrou meus mamilos ainda duros. A sensação da pele dele na minha foi eletricidade pura.
Eu desfiz o botão da calça dele com as mãos trêmulas. Ele se abaixou sobre mim, me encaixou com uma precisão quase violenta e me penetrou.
Quando ele entrou em mim, a sensação foi quase animal. Eu arfei alto, e o som ecoou pela construção como se aquilo fosse um templo profano. Segurava minhas coxas abertas com as duas mãos, o corpo dele sobre o meu, pressionando com força, seu quadril se movendo com um ritmo que parecia surgir de um lugar ancestral.
Cada estocada me fazia perder o ar. O saco de cimento abaixo de mim rangia, mas eu não sentia o desconforto, só a pressão dele me preenchendo por inteiro. As coxas dele tocavam meu corpo com força que até estalava.
- Você está me deixando louco. ele rosnou contra meu ouvido com a respiração quente
- Não para. eu pedi quase sem voz
Meu quadril se movia em resposta a cada investida, buscando mais, querendo tudo. O som da nossa pele se chocando era abafado pelo ambiente, mas intenso dentro de mim.
Ele me fez sentar sobre ele com as pernas abertas, encaixada em seus colo. Meus braços passaram por cima de seus ombros, os seios colados no peito dele, os olhos fixos nos dele. Ele espalmou as duas bandas da minha bunda e as abriu, com um toque de domínio, eu já estava entregue aquela foda gostosa.
Eu cavalgava sobre ele com o ritmo do meu desejo. Ele mantinha o controle apertando minha cintura, seus dedos cravando na carne enquanto eu sentia o pênis dele me invadir fundo.
- Você sente? O quanto eu quero ver você gozar pra mim? depois de perguntar, me beijou com força mordendo o meu lábio inferior até que eu gemesse em sua boca.
- Eu tô quase la...
- Então vem.
Meu corpo arqueou, os olhos se fecharam e tudo sumiu. Os movimentos dele se intensificaram, eu não conseguia parar de gemer. Meu corpo estava se arrepiando, eu sentia aquele frio na espinha, aquela sensação que algo precisava urgentemente sair de dentro de mim. O orgasmo me pegou como uma maré violenta. A pressão rompeu, o ventre pulsou forte, os espasmos me atravessaram em ondas.
Ele me segurou firme, não me deixou cair. Senti meu líquido escorrer por ele, nossos corpos colados, o calor nos envolvendo por inteiro. Mesmo eu tendo gozado, continuou se movendo e não demorou muito para que gozasse dentro da minha buceta. Permanecemos ali, abraçados, ofegantes, no chão de uma construção que se tornou por minutos um santuário do nosso desejo.