Eu não devia querer. Não devia tremer assim, só de ouvir o nome dela escapando entre os lábios do marido. Mas basta a porta se fechar, basta o silêncio da casa ficar tenso, e já sei: eles começaram. E eu fico ali, encostado na parede, tentando controlar o coração que dispara quando o primeiro gemido dela rompe o ar. Não vejo nada, mas cada som me alcança como toque morno na pele. É quase como se ela sussurrasse para mim, como se soubesse que estou aqui, lutando contra esse desejo proibido que cresce em mim como incêndio. Ela geme o nome dele, e eu imagino seus braços envolvendo-o, sua boca aberta, pedindo mais, seu corpo subindo e descendo com fome antiga. Meu peito aperta. Minhas mãos tremem. A fantasia me domina: é como se fosse eu ali, sentindo seu calor, recebendo seu peso, provando seu prazer. Mas ela ama o marido, e é isso que me devora. Ele a tem nos braços, e eu só tenho o som — o eco quente da entrega dela invadindo minha cabeça. A respiração acelera atrás da parede, o ritmo aumenta, o quarto deles vira tempestade. E eu, escondido no meu canto, sinto o corpo inteiro arder, como se cada gemido fosse um toque direto entre minhas pernas. No auge, quando ela explode no peito dele, eu também perco o controle. O desejo me arrasta, a imaginação me toma, e eu me deixo ir, solitário, faminto, alucinado por uma mulher que jamais será minha. E depois… só o silêncio. O silêncio deles abraçados, e o meu corpo cansado, ainda preso à fantasia de tê-la — mesmo sabendo que não posso.
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