O quarto estava em silêncio. A luz era baixa, quente, como se já soubesse que ali dentro só havia desejo e tensão esperando para acontecer.
Meus pés descalços tocavam o chão frio. Minha pele já estava quente.
Eu estava de lingerie — delicada, romântica, com renda branca e alcinhas finas. Aquele modelo que escolhi pra ele. Só pra ele.
Ele se aproximou por trás, passando os dedos no meu ombro com calma, fazendo a alcinha cair.
— Pronta, minha menina? — ele sussurrou.
— Tô nervosa… mas pronta — respondi baixinho, com o coração acelerado.
Ele me virou de frente, me abraçou pela cintura e me beijou com ternura e tesão. Suas mãos apertaram minha bunda por cima da calcinha, depois subiram e tiraram meu sutiã devagar, com cuidado, como se desembrulhasse um presente.
Começou a chupar meus seios, um de cada vez, bem devagar. Me fazia gemer só com a língua e os olhos.
Eu já estava entregue só a ele, mas sabia que não era o fim.
Sabia que essa noite era mais do que só nossa.
E mesmo assim… eu queria.
Porque confiava.
Porque com ele, eu podia ser mais.
Ele me guiou até a cama, me fez sentar. E com a voz baixa, disse:
— Agora, vou te vendar.
A venda deslizou sobre meus olhos. Tudo escureceu.
Mas dentro de mim, tudo acendeu.
De repente, senti algo novo no ar. Outro perfume. Mais amadeirado. Intenso. Másculo.
Ouvi os passos se aproximando. O cheiro dele chegou antes do toque.
Minha respiração travou. Ele estava ali. O desconhecido.
E eu não podia ver. Só sentir.
Tremendo, estendi as mãos à frente e toquei seu peito.
Firme. Musculoso. Sem pelos. Liso. Quente.
Ele não disse nada. Só me deixou explorar.
Aproximei meu rosto, e encostei minha bochecha no ombro dele. Senti a pele dele contra a minha.
Ele era muito cheiroso. Perfumado na medida certa. O tipo de cheiro que fica na memória — e nas pernas.
Fechei mais o corpo, e ele me abraçou forte. Encaixei meu rosto no pescoço dele, sentindo o calor, o peso, a presença.
Estava ali. De verdade.
De repente, ele me puxou pelos cabelos com firmeza. Minha cabeça tombou pra trás, e então, sem pedir, me beijou.
Um beijo cheio de língua, de fome, de domínio.
Minha calcinha já estava encharcada.
Enquanto eu ainda me perdia nesse beijo, meu namorado veio por trás.
Senti seu corpo encostar no meu.
Fiquei prensada entre os dois. Um sanduíche humano de desejo.
Meus lábios iam do beijo quente do estranho para o beijo apaixonado do meu homem.
Minhas mãos tremiam, mas ainda assim, segurei o pau do desconhecido. Estava duro. Muito.
Comecei a acariciar com cuidado, ainda vendada, sem nem ver o que estava tocando.
Ao mesmo tempo, ele desceu as mãos até minhas costas e desfez meu sutiã por completo. Abocanhou meus seios com força. Chupava, mordia, lambia… e eu gemia, já sem saber quem era quem, só sentindo.
A sensação era indescritível.
A língua dele nos meus mamilos.
O pau do outro encostando na minha bunda.
As mãos me apertando, me guiando, me enlouquecendo.
Era como se meu corpo fosse um templo sendo adorado a quatro mãos, duas bocas, dois paus, dois desejos.
E eu ali…
Vendada. Amarrada.
Com todos os sentidos vivos, menos a visão.
Sendo tocada, possuída e descoberta por dois homens ao mesmo tempo.
E só estava começando.
Eles me tinham nas mãos.
Vendada, desnuda, arrepiada.
E o quarto agora cheirava a sexo, suor, e um perfume masculino que não era o do meu namorado.
Meu corpo tremia.
Minhas pernas foram abertas.
Minha bucetinha exposta.
Meus seios marcados pelas mordidas.
E então, ouvi a voz que eu conhecia bem:
— Agora é com ele. Fica quietinha, minha menina.
Deixa ele te usar.
Eu tô aqui.
Senti mãos abrindo minhas pernas com firmeza.
Dedos explorando cada parte. Uma língua quente deslizou do meio das minhas coxas até o meu clitóris — e quando ele começou a chupar de verdade, meus quadris se moveram sozinhos.
Eu gemia, vendada, me agarrando aos lençóis, sendo chupada com uma fome que me desmanchava.
— Tão molhadinha… — ouvi o desconhecido murmurar.
— Ela é assim — disse meu namorado, com orgulho. — Uma putinha feita pra isso.
Então, ele me penetrou.
Sem aviso. Direto. Firme.
O pau dele deslizou fundo dentro de mim, quente, grosso.
Eu arqueei as costas e gritei:
— Porra… tá… tá muito dentro…
Mas ninguém respondeu.
Ele só continuou me fodendo. Com ritmo. Com peso. Com domínio.
As mãos dele seguravam minha cintura, me puxavam de encontro ao pau.
A cada estocada, meu corpo fazia barulho, minha respiração engasgava, minha boca tremia.
Meu namorado estava ao lado. Me olhando. Me tocando. Mordendo meu ombro.
Sussurrava no meu ouvido:
— Goza pra ele, minha putinha. Mostra como você adora ser fodida por outro, mesmo sendo minha.
E eu fui obediente.
O primeiro orgasmo veio rasgando.
Minhas pernas falharam, meus dedos se fecharam nos lençóis.
Gozei gritando, trêmula, possuída.
Mas não acabou.
Me colocaram de bruços.
Minha bunda levantada. Minhas mãos presas. A venda ainda firme.
E agora era o meu namorado quem se posicionava atrás de mim.
— Agora sou eu. Você precisa lembrar quem manda aqui.
O pau dele entrou com mais força. Com mais velocidade.
Me preenchia com raiva boa, com amor sujo, com paixão selvagem.
Ele metia como quem quer marcar território.
Me chamava de puta, de sua, de novinha, de fêmea dele.
Enquanto ele me comia por trás, o desconhecido veio pela frente.
Me puxou pelo cabelo e me fez chupar o pau dele de novo.
Eu estava completamente usada.
Fodida na frente e atrás.
Gemendo com a boca cheia.
Vibrando no meio.
Perdida.
E completamente viva.
Quando meu namorado disse “vai gozar de novo pra mim”, eu nem consegui responder.
Meu segundo orgasmo me atravessou como uma onda quente, molhada, intensa.
Gozei com o pau do outro na boca e o pau dele dentro da minha buceta.
Meu corpo caiu mole, como se tivesse sido desligado.
Minhas pernas estavam bambas.
Minha voz falha.
Mas meu coração?
Latejando.
Fiquei assim por minutos, completamente entregue.
E quando achei que não dava mais, o desconhecido me virou de quatro. Me posicionou, puxou meu cabelo pra trás e entrou de novo, com força.
O outro ainda por trás, segurando minha cintura, guiando meus movimentos.
A dor era doce. O prazer, insano.
Dois paus. Dois ritmos. Um só corpo.
Meu corpo.
Enquanto isso, meu namorado me apertava e dizia no meu ouvido:
— Goza. Vai. Goza pra nós.
E eu gozei.
Gozei com tudo.
Com gemido preso na garganta, olhos cheios d’água, pernas tremendo.
Meu corpo explodiu.
E eles seguiram.
Fodendo.
Mordendo.
Marcando.
O estranho gozou primeiro.
Tirou o pau e gozoi no meu peito. Quente. Pegajoso.
E eu ainda sorri, vendada.
Satisfeita. Usada. Quase santa.
Meu namorado veio logo depois.
Gozou dentro. Fundo.
Até o fim.
Até eu estar cheia de verdade.
Me deitei no peito dele, ofegante.
A venda caiu.
Vi o rosto suado do loiro. O olhar tenso. O sorriso de missão cumprida.
Elá estava eu, aberta, molhada, arrombada, preenchida de gozo por dentro e por fora, apaixonada, satisfeita, boba e feliz...
Fui de dois.
Mas no fundo, continuei sendo de um só.
Do meu. Do meu homem.
Do meu amor.
Do meu dono.
Eles se revezaram.
Beijaram minha pele.
Lamberam meu gozo.
Me tocaram como se eu fosse feita pra isso.
E eu era.
Feita pra ser possuída.
Feita pra ser deles.
Mas no fundo…
Sempre sendo só de um.
O meu. O meu amor.
Meu dono.