Atitudes e Consequências

Acordei hoje com essa história rondando minha cabeça e num impulso e protegida pelo anonimato, gostaria de saber qual seria seu veredito: culpada ou inocente?
Eu sou filha temporona de um casal com quatro filhos, dois homens gêmeos e duas mulheres, eu sendo a quarta, com uma diferença de 18 anos da primeira. Mãe promotora, pai militar de alta patente.
Tive uma infância e adolescência maravilhosas, sendo paparicada por todo mundo como a princezinha do lar.
Todos meus irmãos se casaram e tiveram filhos, alguns com idade bem proxima da minha e eu virei mais amiga do que tia deles.
Me casei também, já na casa dos 30 e poucos com um colega de trabalho e éramos muito apaixonados (ao menos eu acreditava que sim).
Decidimos não ter filhos tão cedo porque tínhamos muitos projetos e também queríamos viajar pelo mundo.
Tudo era lindo e maravilhoso, família perfeita, eu e ele éramos os "tios" mais legais da família, conviviamos muito e viajávamos muito juntos também. No Natal de 2020, os meus pais resolveram comemorar o aniversário de casamento com uma viagem com a família toda e alugaram uma casa de praia enorme no litoral de Santa Catarina.
Parecia um paraíso mesmo, casa enorme, pé na areia, praia fantástica.
Numa noite ia ter um show de rock na cidade que ficava uns 40 km de onde estavamos e todo mundo se animou para ir. Porém, no final da tarde daquele dia, uma das minhas sobrinhas de 17 anos se acidentou tendo uma queda numa trilha de bike e torceu feio o tornozelo que inchou muito na hora. Meu marido que estava na trilha com ela e alguns dos outros sobrinhos a socorreu trazendo ela para casa e quando chegaram, a mãe dela, minha irmã, achou melhor levá-la ao PS na cidade, mas já se lamentando porque perderia o show do Scorpions.
Meu marido, que não era tão fã assim da banda, se ofereceu para levá-la, ficar com ela e depois de volta para casa. Mas o pai dela resolveu ir junto e assim, depois de alguns protestos, isso foi feito.
Eles a levaram imediatamente e nós, todos os outros, ficamos nos preparando para sair umas 2h depois.

Continua...
Nossa família toda lá reunida, meus pais, os quatro filhos, suas respectivas esposas e maridos. Os gêmeos tinham dois filhos cada, minha irmã tinha três e eu ainda nenhum; 17 pessoas no total. Uma algazarra boa, sensação de pertencimento felicidade geral. Meus pais ali, no centro de tudo, orgulhosos, felizes demais pelo belo trabalho feito. Todo mundo unido e se amando.
Minha sobrinha que se machucou, Ana Luiza, mas que todo mundo chamava de Nalú, tinha 17 anos e era a filha do meio da minha irmã. Menina linda, cabelo castanho claro quase loira, olhos grandes, meio dourados, corpo lindo, genética herdada boa. E era doce, sem deixar de ser pimentinha e adorada por todos.
Havia seis carros na casa porque um dos meus irmãos veio sozinho, depois da família dele, por conta de trabalho.
Então meu marido foi dirigindo nosso carro, um SUV grande, com meu cunhado ao lado e a Nalu acomodada no banco de trás.
Quando chegou a hora de ir para o show, umas duas horas depois, todo mundo se acomodou nos carros e eu fui no dos meus pais com meu irmão dirigindo, meu pai ao lado e eu e minha mãe no banco de trás. Um comboio alegre e festivo.
Tínhamos rodado mais da metade do caminho quando minha mãe deu um grito e disse que tinha esquecido a bolsa em casa com todos os ingressos dentro em cima da sua cama.
Fiquei sem acreditar e imediatamente liguei para meu irmão que estava no carro da frente instruindo para parar no posto que tinha há alguns metros dali e assim foi feito, um por um encostando e minha mãe já foi descendo com as mãos na cabeça e falando da sua vacilada.
No meio da falação, todo mundo dando palpite, meu irmão que estava no carro com a gente e que sempre tinha sido o mais estratégico, disse para todos ficarem no posto nos esperando e que iríamos voltar para resgatar a bendita bolsa.
Esse movimento todo ia nos atrasar pelo menos uma hora para chegar ao show, mas não havia alternativa pois os ingressos não eram digitais.
Voltamos então, meu irmão acelerando um pouco a mais e minha mãe, toda certinha, se flagelando pela confusão causada logo se calou ficando com o olho fixo na estrada.
Ao chegarmos na casa mal esperei meu irmão parar no portão e já desci correndo dizendo para eles esperarem no carro e fui na intenção de pegar a bolsa e voltar na mesma rapidez.
Foi então que, ao entrar na sala naquela correria, eu vi.
Vi a cena que mudou a vida da minha família inteira.
Meu cunhado sentado nu no sofá, com a Nalú também nua encaixada de costas no pau dele e o meu marido abaixado entre as pernas dela lambendo tudo.
Estavam numa orgia tão alucinada, numa gemendo tão louca que nem me viram e nem ouviram.
O choque daquilo me paralisou, fui vendo tudo vermelho, meu cunhado apalpando os seios da filha, fodendo ela e meu marido com a cara enfiada no meio daquilo.
Num instante comecei a ver tudo vermelho, parecia que tinha incorporado o próprio demônio.
Corri até a lareira e peguei um atiçador de fogo que estava pendurado e com um grito fui pra cima deles. Só aí me viram, mas já era tarde.
Bati com o atiçador, na cabeça, na cara, nas costas e em tudo que estava exposto.
Uma, duas dez, vinte vezes...não sei quantas foram.
Só via tudo vermelho e ouvia os gritos. Mirava na cabeça, na cara e batia, batia, queria quebrar nariz, dente, desfigurar a cara, abrir a cabeça.
Não sei de onde vinha tanta força mas eu não parava, queria bater até matar eles engatados daquele jeito.
Não via nada mais, era tudo só um borrão vermelho e a violência daquilo me consumindo.
Até que senti que fui agarrada por trás pelas mãos fortes do meu pai e do meu irmão e tudo ficou preto. A partir desse ponto tudo ficou preto e desmaiei. Lembro depois de alguns flashes e de alguma coisa que me disseram mas fiquei catatonica, parecendo um zumbi.
Lembro do meu pai falando alguma coisa para minha mãe que me pegou pelos braços, me levou para o quarto, arrancou minha roupa e me enfiou no chuveiro me deixando por um tempo lá sozinha, mas depois, vendo que eu estava completamente parada, entrou lá e literalmente me deu banho, me esfregando, lavando meu cabelo, me enxugou, me vestiu um roupão, uma toalha na cabeça, se deitou comigo na cama me abraçando e eu dormi, apaguei literalmente. Não lembro de muita coisa a partir desse ponto.
Como disse antes, meu pai é oficial de alta patente do exército, minha mãe é promotora e meu irmão trabalha na Abin.
O que eles fizeram para "limpar" aquela situação eu nunca vou saber exatamente, mesmo porque até hoje não é tranquilo para mim falar sobre isso, sobretudo com eles.
Sei que fiz um bom estrago nos três, mas ninguém morreu.
Quando dei por mim, estava viajando para São Paulo no banco de trás, com meu irmão dirigindo e minha mãe do lado.
Me levaram para o meu apartamento, me ajudaram a fazer malas, separar documentos e embarcamos, minha mãe e eu, naquele mesmo dia para a Suíça.
Ela estava de férias até o fim do mês de janeiro, me levou para uma clinica de recuperação e ficou comigo aquele mês inteiro.
Depois ela voltou para o Brasil e logo estourou a pandemia. Fiquei nessa clínica por quase 2 anos, até que as viagens voltassem a ser liberadas e fiquei viajando pela Ásia e Europa até meados de 2024, quando voltei para o Brasil.
Mudei de cidade e estou ainda tentando reestruturar a vida.
Minha família se esfacelou. Só tenho contato com meus pais e meus dois irmãos e suas famílias, mas mesmo assim não é mais como antes.
Os outros envolvidos se pulverizaram. Meu ex-marido se mudou para o Uruguai onde já tinha negócios, meu ex-cunhado foi atrás da "filhante" dele que se mudou para a Coreia.
Minha irmã até hoje, a custa de muita terapia e tarja preta tenta se equilibrar porque afinal tem outros dois filhos para cuidar.
Eu e ela? Não conseguimos sinda nos falar sem contrangimento e temos nos evitado.
Meus pais e meu irmão não falam comigo sobre o que aconteceu ou o que fizeram para não me implicar e se pergunto eles dizem apenas para eu tentar esquecer.
Estou tentando, mas as vezes a escuridão ainda toma conta de mim.


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Comentários


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pedraderesponsa- Comentou em 28/05/2026

Gostei muito do seu conto, mas é forçoso reconhecer que existem algumas pontas soltas. Portanto, fique à vontade para relatar todos os detalhes sórdidos dessa louca experiência. Vá em frente certa de que eu estarei aqui para acompanhar até o fim!




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Atitudes e Consequências

Codigo do conto:
263166

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
28/05/2026

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6

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